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As políticas de ajuste fiscal prejudicam o atendimento à saúde da população. Não à necropolítica!

O teto de gastos, imposto pelo governo dentro de políticas que já foram caracterizadas como de ajuste fiscal, causará danos ao nosso sistema público de saúde. Essa ameaça ao SUS é algo bem concreto e há evidente necessidade de uma aliança entre servidores do SUS e usuários para defender o sistema. Essa aliança em defesa do SUS tende a se fortalecer com a percepção de que o sistema está sendo prejudicado e enfraquecido.
Confira em http://sindicatoexpresso.blogspot.com/2019/11/ajuste-fiscal-diminuira-financiamento.html?m=1

O impasse pelo qual passa o sistema nacional de saúde do Reino Unido (NHS) deve ser analisado com muita atenção por nós, que também temos um sistema público universal de saúde que assiste a maioria dos brasileiros. Dr. Dráusio Varella já disse: “Sem o SUS, a barbárie.” Sim, o SUS é o oposto da necropolítica. Vamos passar aos impasses do sistema público do Reino Unido.

O primeiro constatado hoje é a falta de capacidade em atrair e fixar profissionais de saúde. Isso teve impacto negativo inicialmente nos serviços hospitalares.

“A falta de funcionários foi fundamental na deterioração da qualidade do serviço que, apesar de tudo, continua sendo bem avaliado nas pesquisas de satisfação dos pacientes.”

“Em primeiro lugar, porque os salários estão congelados há uma década, enquanto a libra desvalorizou significativamente desde a votação a favor do Brexit, em 2016, o que se traduziu em uma perda de poder aquisitivo. “

https://brasil.elpais.com/internacional/2019-12-11/exodo-pelo-brexit-agrava-a-crise-da-saude-publica-britanica.html

Um pai desesperado com a demora no procedimento da filhinha se dirige exaltado a políticos conservadores que visitam um hospital inglês:

“Vocês destruíram o NHS e agora vêm aqui apenas para fazer propaganda eleitoral”, reclamou o pai, abrindo um debate sobre saúde pública.

No hospital, a uma hora de ônibus a nordeste do centro de Londres, funcionários repetiram à Folha o que haviam dito à imprensa britânica na ocasião: a falta de profissionais e de equipamentos em uso é rotineira, e a espera para tomar analgésicos ou antibióticos pode chegar a 8 horas por falta de enfermeiros que os administrem.

https://www.gauchazh.clicrbs.com.br/mundo/2019/12/crise-dos-enfermeiros-marca-debate-eleitoral-sobre-sus-do-reino-unido.html

Argumentos pela privataria aparecem. Afinal, se o problema são
”orçamentos apertados, envelhecimento da população e contas de hospitais no vermelho são alguns dos problemas enfrentados pelo serviço gratuito”, a privatização seria a solução? Teriam os sistemas privados capacidade de garantir acesso a saúde da melhor qualidade para a maioria da população? A resposta será sempre um pouco não. A maioria das pessoas entende que Saúde não é mercadoria.

https://g1.globo.com/mundo/noticia/servico-de-saude-britanico-sofre-crise-humanitaria-diz-cruz-vermelha.ghtml

Prefeitura envia proposta para Sindicato encerrar a greve dos médicos – Guarulhos Hoje

Prefeitura encaminhou nesta segunda-feira uma nova proposta à categoria. A secretaria municipal de Saúde, Ana Cristina Kantzos, explicou que atenderá algumas reivindicações, como a nomeação de todos os médicos aprovados no último concurso em razão do déficit reconhecido por ambas as partes.

Nesta segunda-feira, apenas 19 médicos ainda aderiam ao movimento.
Fica definido que serão agendadas até quatro consultas por hora nas unidades de saúde para cada médico, para não prejudicar o atendimento. O Sindicato exigia atender menos pacientes, apenas três. A administração também informa que haverá o cumprimento de horário de almoço.

A Prefeitura aceita também não descontar os dias parados

https://www.guarulhoshoje.com.br/2019/12/17/prefeitura-envia-proposta-para-sindicato-encerrar-a-greve-dos-medicos/

SEM O SUS, A BARBÁRIE

SEM O SUS, A BARBÁRIE

Muito interessante o artigo do experiente e culto médico Dráuzio Varela, que foi reproduzido no site da NCST, sobre o SUS. Há um risco importante a ser avaliado de que as políticas de matriz neoliberal do ministro Paulo Guedes venham a diminuir os recursos destinados ao financiamento do SUS, causando falta de médicos e desabastecimento de equipamentos públicos de saúde. 

“30 anos atrás, um grupo de visionários ligados à esquerda do espectro político defendeu a ideia de que seria possível criar um sistema que oferecesse saúde gratuita a todos os brasileiros. Parecia divagação de sonhadores”.
por Drauzio Varella

A frase não é minha, mas traduz o que penso. Foi dita por Gonçalo Vecina, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, um dos sanitaristas mais respeitados entre nós, numa mesa-redonda sobre os rumos do SUS, na Fundação Fernando Henrique Cardoso. Estou totalmente de acordo com ela, pela simples razão de que pratiquei medicina por 20 anos, antes da existência do SUS.
https://www.ncst.org.br/subpage.php?id=22652_20-11-2019_sem-o-sus-a-barb-rie-2&utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed%3A+PortalDaNcst+%28PORTAL+DA+NCST%29#debates-e-opini-es

Aumentam respostas ao aviltamento do trabalho médico no setor público

SINDICATO EXPRESSO Nº 5 de 2018

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28 de junho de 2018

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata de Minas

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MÉDICOS DA FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE SAÚDE DE TERESINA DECIDEM POR GREVE

Médicos brasileiros reagem ao aviltamento de seu trabalho no setor público. Precarização, salários ruins e falta de planos de carreira são motivo de desinteresse crescente dos profissionais pelos serviços públicos de saúde.

Em recente matéria veiculada no jornal televisivo de maior audiência do país, foi revelado que mais de dois terços dos usuários do SUS esperam de seis meses a um ano por consultas com especialistas, exames de imagem, vagas para cirurgias e procedimentos hospitalares. Essa matéria revela a crescente deficiência na atenção secundária (médicos especialistas) e nos serviços hospitalares. Não obstante essa realidade, a atenção primária (UBSs, postos de saúde) também se acha prejudicada pela precarização do trabalho e pela remuneração aviltante. Geralmente os cargos de médicos estão entre os mais mal remunerados do serviço público, quando comparados com carreiras que os governantes e legisladores levam mais a sério.

Em Juiz de Fora, a situação não está muito distante. Aqui também existe dificuldade no serviço público em atrair e fixar profissionais da Medicina, afetando todos os setores e impactando também a atenção secundária. Este setor é a crônica de uma morte anunciada, embora perceba-se que os gestores podem estar avaliando, certamente de forma equivocada, um plano para terceirização da atenção secundária. Há problemas de corrupção e ineficiência nessas alternativas de terceirização quando adotadas em outros municípios (envolvendo intermediadores de mão de obra, agentes públicos e serviços de consultoria). Em algum momento, com o agravamento da crise no setor, esse plano poderia ser empurrado goela abaixo do Conselho Municipal de Saúde e passar a vigorar. Mas, no momento, é apenas uma suspeita, que se reforça pelo aparente descaso da administração municipal com essa situação previsível. Em Juiz de Fora, ainda agrava a situação do salário médico ser inferior ao de técnico de nível superior da Prefeitura e da existência de habitual precarização do trabalho, por meio de contratos temporários e terceirização das UPAs e inexistência de um plano de cargos, carreira e salário (o conhecido PCCS, também chamado PCCR, com uma ponta de malícia, por alguns burocratas).

No Brasil inteiro há reações da classe médica, cada vez mais intensas, diante da situação em que se encontra o trabalho na área. E este é o caso da prefeitura de Teresina.

Diz o texto da matéria:

“O protesto vem sendo realizado com as paralisações de advertência, o descaso com os profissionais nos hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS) e ilegalidades que vêm sendo cometidas contra os médicos da Fundação Municipal de Saúde (FMS)”, diz a nota divulgada pelo sindicato.

Haverá concentração em frente à Fundação Municipal de Saúde, no dia 05 de julho, às 08h. Ainda de acordo com o Simepi, outras categorias da saúde, junto com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (Sindserm), estão se mobilizando em última tentativa de fazer o gestor conversar e se comprometer com as pautas da categoria.”

Mais informações sobre a matéria podem ser encontradas em

ENCONTRO NACIONAL DAS ENTIDADES MÉDICAS APROVA POR ESMAGADORA MAIORIA DE 85% APOIO AO EXAME NACIONAL DE PROFICIÊNCIA PARA MÉDICOS.

Para entrar em vigor a medida deve ser transformada em projeto de lei, aprovada e sancionada

“Oitenta e cinco por cento dos mais de 150 delegados que participaram nesta terça (26) e quarta-feira (27) do 8º Encontro Nacional de Entidades Médicas votaram a favor de um exame nacional obrigatório de proficiência em medicina, espécie de exame da ordem, como aplicado aos advogados.”

Confira a matéria completa em https://noticias.r7.com/saude/entidades-defendem-exame-para-medicos-como-oab-de-advogados-27062018

Precarização de mão de obra no SUS tem gerado descontentamento, greves e alta rotatividade de mão de obra.

A precariedade da política de recursos humanos do SUS está crescendo e o descontentamento já atinge em cheio os profissionais, em especial os médicos. Aqui vemos o caso de um Hospital Municipal onde os médicos são contratados em regime celetista ou como PJ (pessoa jurídica), e não em regime próprio do serviço público. Cada vez mais temos publicado aqui movimentos grevistas ou protestos de profissionais que trabalham em regime precário em estabelecimentos públicos de saúde. Entre outras deficiências, essa distorção provoca alta rotatividade de mão de obra. Essa política nunca será capaz de atrair e fixar médicos no SUS. A greve desta vez é em Campinas, no Hospital Ouro Verde.

A notícia está no G1, link para a notícia é https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/medicos-iniciam-greve-no-hospital-ouro-verde-em-campinas-diz-sindicato.ghtml

Médicos iniciam greve no Hospital Ouro Verde, em Campinas

“Os médicos do Hospital Municipal Ouro Verde, em Campinas (SP), iniciaram uma greve nesta segunda-feira (23). Profissionais de diversas especialidades, contratados no regime CLT e também como pessoas jurídicas, suspenderam as atividades para reivindicar o pagamento de salários atrasados e condições de trabalho na unidade.

Somente os serviços de urgência e emergência serão mantidos, conforme determina a legislação.

Segundo o sindicato, as cirurgias eletivas foram suspensas e não há previsão de acordo com a administração do hospital para que o atendimento regular seja retomado.

Segundo o médico cirurgião do hospital Márcio Augusto Marques, os funcionários contratados como CLT recebem os salários fora do prazo, enquanto os PJ estão com o pagamento atrasado há quatro meses.”

No Rio, faculdades privadas terão que pagar pelo uso de hospitais públicos.

​Crivella está certo. Não é justo que essas faculdades particulares que arrancam o couro dos pais dos alunos usem e abusem de hospitais sustentados com o dinheiro de todos. Que o prefeito do Rio sirva de exemplo.

Crivella inventa taxa para alunos de medicina no Rio | VEJA.com http://veja.abril.com.br/blog/radar/crivella-inventa-taxa-para-alunos-de-medicina-no-rio/

Médicos do Odilon Behrens organizam protesto em “luto” por fechamento de 12 leitos

As equipes médica e de enfermagem do Hospital Odilon Bherens (HOB) programaram para o próximo domingo (6) um protesto pelo fechamento de ao menos 12 leitos de emergência e urgência. Conforme funcionários da unidade de saúde, as vagas serão fechadas com a transferência do pronto-socorro para Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Noroeste II, anexa ao HOB.

“Vamos fazer uma mobilização em luto, pelo enterro da emergência. O ato foi marcado para não termos que fazer enterro de pessoas”, declarou o médico emergista Leonardo Paixão, que há 11 anos atua no hospital.

Conforme ele, a direção do HBO, juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), optou por transferir o setor de emergência e urgência para a UPA com a intenção de desafogar o hospital, que constantemente está superlotado.

Contudo, o pronto-socorro do HBO conta hoje com 22 leitos, e na UPA serão abertas somente quatro leitos de urgência e outros seis de emergência. Paixão ressalta, ainda, que a UPA não recursos materiais para cuidar dos casos, o que pode agravar a situação de um paciente.

O médica explica que casos de urgência são os que necessitam de atendimento rápido, mas sem risco de morte para o paciente. Já os casos de emergência são aqueles em que apresentam risco imininente de morte do paciente se o atendimento não acontecer na hora. “Tememos por mortes”, lamentou.

A reportagem do Hoje em Dia entrou em contato com a direção do HBO e aguarda posição da unidade de saúde. A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) informou que irá se pronunciar na mesma nota que será enviada pelo hospital.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) confirmou que irá entregar à população, nos próximos dias, nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a UPA Noroeste HOB. “Desta forma, parte da unidade de urgência do HOB passará a funcionar no prédio da nova unidade, localizado na Rua Saldanha Marinho, proporcionando à população e aos trabalhadores melhores acomodações e um fluxo exclusivo para os atendimentos de urgência e emergência”, informou.

Ainda conforme a SMSA, a nova unidade tem espaço duas vezes maior que a área de urgência e emergência do HOB e “instalações mais modernas e amplas e configura um ganho para a população de Belo Horizonte”. Entretanto, o órgão não comentou sobre o possível fechamentos das vagas.

Atualmente, o HBO é a maior unidade de emergência clínica de Minas. A mudança para a UPA está prevista para acontecer na terça-feira (8). Já o protesto está marcado para domingo, às 10 horas.

 

 

Fonte: Médicos do Odilon Behrens organizam protesto em “luto” por fechamento de 12 leitos

Sindicato Expresso: Osasco – Sem pagamentos e sem garantias quanto ao futuro médicos residentes do hospital municipal vão à greve. Mais um retrato da #CRISEnoSUS

O futuro que aguarda a formação de médicos especialistas brasileiros depois que o governo federal começou a estatizar as especialidades médicas é tenebroso. Vejam o que acontece atualmente em Osasco.

Hoje os médicos Residentes do Hospital Municipal Central de Osasco Antonio Giglio decidiram entrar em greve a partir das 12 h de hoje (10/08), com a paralisação das atividades hospitalares e ambulatoriais. O movimento grevista tem como foco a regularização da situação dos Residentes, junto a instituição. Pois, mesmo todos os residentes tendo prestado concurso público, estão sem garantia de continuidade da Residência médica. No dia 03 de agosto, foram avisados que a Fundação ABC mantenedora do hospital, ira impedir o ingresso dos médicos Residentes ao hospital por falta de formalização do contrato de residência médica, por parte da Secretaria Municipal de Saúde de Osasco com a Fundação ABC. 

Os Residentes ainda estão sem o pagamento da Bolsa há 3 meses (e ainda sem previsão de pagamento). De acordo com o Dr. Diego Garcia, presidente da Ameresp – Associação de Médicos Residentes do Estado de São Paulo, a falta do pagamento prejudica os profissionais, “Sem o pagamento das bolsas, por tão extenso período, comprometem-se locomoção, alimentação e moradia dos residentes, bem como outros itens básicos. Lembramos que o pagamento da bolsa aos residentes médicos é algo previsto em lei e regido por um contrato. Um contrato individual para cada Médico Residente também é celebrado, quando a vaga é assumida em qualquer hospital de nosso país, e prevê o pagamento da Bolsa ao fim de cada mês de trabalho” enfatiza Dr. Diego

Sindicato Expresso: Osasco – Sem pagamentos e sem garantias quanto ao futuro médicos residentes do hospital municipal vão à greve. Mais um retrato da #CRISEnoSUS.

Sindicato Expresso: Médico procura polícia após falta de profissionais em unidade de saúde

Situação curiosa é a vivenciada pelo médico que ao término da sua carga horária habitual é obrigado a permanecer no plantão por tempo indeterminado porque o seu substituto não se apresentou. Apesar do esgotamento físico e emocional e de já ter cumprido sua carga horária e sua obrigação laboral, normas do CRM o obrigam a permanecer. Se houver o caso de ter um outro plantão a seguir, ele não poderá comparecer, infringindo então outra norma do CFM. Desabrigado de qualquer proteção dos conselhos profissionais, o doutor apelará para quem? Essa situação aconteceu em Campo Grande, MS e o profissional atingido achou melhor procurar a polícia e registrar uma ocorrência. A matéria completa está em -> G1 – Médico procura polícia após falta de profissionais em unidade de saúde – notícias em Mato Grosso do Sul

31/07/2015 19h06
– Atualizado em
31/07/2015 19h06

Médico procura polícia após falta de profissionais em unidade de saúde

Clínico geral continuou de plantão e faltou em outro em Campo Grande.
Segundo a Sesau, problema foi resolvido antes das 8h30 (de MS).


Do G1 MS, com informações da TV Morena

Médico disse que corre risco de responder a processo do CRM (Foto: Reprodução TV Morena)Médico disse que parecer do CRM proíbe

profissional ir embora sem outro para substituí-lo

(Foto: Reprodução/TV Morena)

O médico Rufo Antônio de Souza procurou a Polícia Civil na manhã desta 
sexta-feira (31) para denunciar a falta de profissionais em plantão no 
Centro Regional de Saúde (CRS) Guanandi, em Campo Grande. De acordo com o clínico geral, não havia médicos para assumir o plantão após o encerramento da escala dele.



À TV Morena, a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) informou 
que o problema foi resolvido antes das 8h30 (de MS). O remanejamento de 
médicos plantonistas pode ser feito em caráter emergencial e sem 
prejuízo ao atendimento público, de acordo com a necessidade da Rede 
Municipal de Saúde Pública (Remus).



O médico disse que deveria haver cinco clínicos gerais em atendimento. 
“Não havia médicos escalados pra assumir o plantão a partir das 7h. 
Deveria haver aqui cinco clínicos trabalhando e não havia clínico 
nenhum”, reclamou Souza.



Souza permaneceu no CRS mesmo havendo outro plantão na Unidade Básica 
de Saúde (UBS) Coronel Antonino. Por recomendação do Conselho Regional 
de Medicina (CRM-MS) um médico não pode ir embora se não houver outro 
profissional para substituí-lo.



“Existe um parecer do Conselho Regional de Medicina aonde o médico não 
pode abandonar o plantão sem ter outro responsável se responsabilizando 
por ele. Isso fere a ética médica”, explicou o profissional.


Souza afirma que pode ter ferido a ética médica, já que não compareceu 
ao outro plantão. “Eu estava incorrendo também numa falha da ética 
médica, porque eu saio daqui e vou assumir o meu ambulatório. De um 
lado, eu salvei minha ética médica no pronto-socorro, mas ao mesmo 
tempo, eu falhei na minha ética porque eu faltei no meu serviço”, 
ressaltou.

Sindicato Expresso: Médico procura polícia após falta de profissionais em unidade de saúde.

#CRISEnoSUS Governo sucateia hospitais e médicos apelam à polícia

A situação crítica provocada pelo sucateamento generalizado e sistemático da rede hospitalar que serve ao SUS tem levado ao estresse e perda da motivação para a maioria dos médicos que atuam nessas unidades.

No Pará um grupo de médicos resolveu reagir de uma forma que não é inédita: registrar ocorrência policial. Esperamos honestamente que esses profissionais paraenses deixem clara a sua indignação, já que seria demais, nesses tempos que correm, esperar alguma racionalidade da burocracia, seja policial, seja sanitária, seja de qualquer outra esfera governamental.

http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/11/medicos-vao-policia-denunciar-precariedade-em-hospital-no-para.html

Oito médicos do hospital municipal de Parauapebas, no sudeste do Pará, foram até a delegacia de polícia da cidade denunciar a precariedade das condições de trabalho enfrentadas pela categoria no hospital público. Procurada pela reportagem, a prefeitura do município não se manifestou sobre as denúncias

No boletim de ocorrência registrado no início da semana, os profissionais relataram que estão sem condições de exercer suas funções por falta de medicamentos e materiais para a realização de exames. Eles denunciaram ainda que o neurologista e o psiquiatra foram cortados do quadro funcional do hospital. Por conta dos problemas enfrentados, os médicos disseram que irão diminuir o atendimento à população, atendendo apenas os casos de emergência.

No local são atendidas, em média, cerca de 300 pessoas por dia. A falta de condições que assegurem o atendimento dos pacientes trouxe transtornos para uma dona de casa, moradora da zona rural de Parauapebas, que trouxe o filho com fortes dortes de barriga pela manha e às cinco da tarde procurou outra opção.