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#CRISEnoSUS – Vitória – ES – SUS não paga médicos e maternidade fecha as portas

#CRISEnoSUS – Vitória – ES – SUS não paga médicos e maternidade fecha as portas

 

A falta de respeito ao trabalho médico no Brasil contemporâneo ganha várias formas. Infelizmente, uma dessas formas tem sido o pagamento vil ou o simples não pagamento de honorários por serviços já prestados. O SUS não tem uma política de recursos humanos. Em resposta o descontentamento é continuado e paralisações acontecem frequentemente em todo o país. Aqui está a situação se repetindo em Vitória, ES. Uma maternidade deixa de atender. Médicos sem receber desde abril.



A matéria está no link ->Médicos da Pró-Matre cruzam os braços e maternidade fecha as portas em Vitória | Folha Vitória

Maternidade está de portas fechadas
Foto: TV Vitória
Desde sexta-feira (21), a maternidade Pró-Matre, em Vitória, está de portas fechadas e sem médico para atender. Segundo o diretor da instituição, Helcio Menezes Couto, os médicos optaram por suspender os atendimentos depois de ficarem sem receber desde abril deste ano.
“Estamos há três meses sem receber, mas a culpa não é da Pró-Matre; se o poder público não repassa verba à maternidade, é impossível manter os compromissos em dia”, informou o diretor, que afirmou também que só os casos de internação estão sendo acompanhados.

Telegrama Sindical: #CRISEnoSUS – Vitória – ES – SUS não paga médicos e maternidade fecha as portas.

Bahia: greve médica por carteira assinada e salário em dia

.’. Sindicato Expresso –
– 05 de março de 2013 -15:30
*** Memorando Circular *** –

– Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais. –

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Médicos fazem greve para terem suas carteiras de trabalho assinadas e receberem seus salários em data certa

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A notícia está no jornal “Tribuna da Bahia”. Parece inacreditável. Mas os médicos de uma maternidade de referência em Salvador fizeram greve reivindicando que suas carteiras de trabalho sejam assinadas e que o salário seja pago no dia certo. Estranho ter que fazer um movimento desse porte, com todos os seus incóvenientes, simplesmente exigindo que o empregador deixe a ilegalidade e passe a operar dentro da lei. Em um país que aboliu a escravidão há mais de cem anos e que tem leis trabalhistas há mais de setenta anos, direitos sociais são desrespeitados de forma tão grosseira.

Existindo órgãos fiscalizadores do cumprimento das leis, como auditoria do Ministério do Trabalho e do Ministério da Previdência, Ministério Público e outros, é de espantar que instituições hospitalares ainda insistam em operar na ilegalidade. E casos como esses acontecem em uma capital, como Salvador ou em uma cidade do porte de Juiz de Fora. Tão fácil é verificar se um hospital tendo plantonistas e sobreavisos e até fazendo publicidade disso, não tenha esses profissionais registrados devidamente.

A notícia está em
http://www.tribunadabahia.com.br/2013/03/02/greve-de-medicos-suspende-os-atendimentos-em-maternidade

“”” Os médicos da Maternidade de Referência Prof. José Maria de Magalhães Netto, em Salvador, paralisaram as atividades neste sábado (2/3), por tempo indeterminado.
Pela manhã, o presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, foi impedido de entrar na Maternidade pelos seguranças da unidade.
A maternidade deixa de receber pacientes, mesmo o que são encaminhados pelo sistema de regulação. Permanecerá apenas o atendimento dos que já estiverem internados. 
Segundo Francisco Magalhães, “os médicos se mantiveram abertos para negociação desde o início do movimento, mas não encontraram receptividade dos gestores”.
Além da paralisação por tempo indeterminado, está em pauta uma ação jurídica contra a Santa Casa para rever os direitos trabalhistas dos funcionários.
A principal reivindicação é a assinatura da Carteira de Trabalho com todos os direitos da CLT, e os médicos também querem melhorias nas condições de trabalho, contratação de mais profissionais para recompor as equipes de plantão e pagamento dos salários na data certa. “””

FAX SINDICAL 179

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA
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______________ FAX SINDICAL_______________
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NÚMERO 179 * ANO IV * 13/AGOSTO/2009

O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora esperava que a administração Custódio, com a aceitação da contraproposta formulada pela representação classista oficial dos profissionais da Medina, pusesse fim à tensão nas relações trabalhistas entre Prefeitura e médicos. Por uma razão muito simples: ela empurra para um confronto prejudicial e que sempre terminará sem vencedores. Mas parece que esse não é o entendimento oficial dos atuais hóspedes do poder municipal.

Antes do encerramento das negociações, a administração Custódio já se apressava em cortar os miseráveis salários que paga aos médicos da Prefeitura. Prova de má vontade. Não tendo questionado a legalidade da greve ou discutido a justeza do mérito das reivindicações a administração municipal apelou para cortar salários, uma manobra com claro objetivo de coagir, inibir e dispersar o protesto da classe médica.

O Sindicato não abandonou os doutores penalizados pela Prefeitura. diante da falta de disposição para o diálogo sobre as punições demonstrada pelo Secretário Vítor Valvarde, com respaldo do Custódio, restou a via jurídica. para os médicos da AMAC, protegidos pela legislação trabalhista, foi procurado o Ministério do Trabalho. Uma tentativa última de conciliação.

Em correspondência datada de 12/8, um dia depois do prazo estabelecido por acordo entre o gerente regional do Ministério do Trabalho, o Sindicato dos Médicos e a AMAC/Prefeitura de Juiz de Fora, chegou a carta da AMAC, negando a possibilidade de acordo e confirmando os cortes de pagamento determinados pela Prefeitura, para a Secretaria de Saúde e também AMAC. Na carta a Direção da AMAC, como a administração municipal à qual ela claramente se subordina, defende a idéia absurda de que a decisão não é uma retaliação contra a categoria. Havia naufragado a última tentativa de conciiação. Restou provada a disposição do Prefeito para radicalizar a questão.

Para os médicos estatutários, fora da competência da Justiça Federal, restou o recurso à Justiça do Estado de Minas Gerais. Foi impetrada uma medida chamada Protesto Judicial. Desconhecemos os prazos dessa medida e sua eficácia. De qualquer modo, a questão não está encerrada.

JUIZ DE FORA – ATENÇÃO MÉDICOS DA PREFEITURA!

1- Audiência pública – Assunto de vosso interesse: no próximo dia 19 de agosto, a partir das 15 horas, na Câmara Municipal, vai ser realizada uma audiência pública sobre a questão da discriminação salarial que a Prefeitura de Juiz de Fora pratica contra os médicos, fazendo descaso da carga horária especial da categoria e transformando uma conquista dos profissionais em penalidade (redução de uma quarte parte do salário, quando comparado às demais categorias de nível superior). A audiência foi pedida pelo Dr. José Tarcísio, do PTC, médico e vereador, na época das paralisações que os médicos realizavam contra seus baixos salários e deterioração das condições de atendimento. Agora (agosto) a Câmara Municipal encontrou tempo de discuti-la. A presença de profissionais e representantes de entidades médicas nesse evento é muito importante.
2- COMISSÃO PCCS – A Diretoria do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata, representante classista legítimo de todos os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, aguarda para essa sexta, 14 de agosto, a publicação de portaria criando a Comissão para elaborar o PCCS dos médicos municipais.

Publicado pelo Wordmobi

BRASIL, CRISE DA SAÚDE: RISCO DE APAGÃO NAS MATERNIDADES DE NATAL.

Rio Grande do Norte. Um acordo não cumprido entre o gestor do SUS de Natal e a classe médica poderá levar à paralisação das maternidades públicas da cidade. Os baixos salários e a falta de uma política de recursos humanos justa e consequente tem provocado desânimo dos médicos com o serviço público. As consequências disso são movimentos reivindicatórios, ações na Justiça, paralisações e manifestos públicos no Brasil inteiro. O Governo – federal, estaduais, municipais – em sua maioria têm feito vista grossa ao problema. Dada a sua gravidade e ao descontentamento da parte da categoria profissional dos médicos que atuam no serviço público e na administração indireta e serviços contratados, os resultados da postura dos governantes têm tido graves repercussões sobre a qualidade dos serviços públicos do Brasil.

Leia abaixo mais um retrato da crise da saúde no Brasil:
Diário de Natal

Médicos ameaçam parar atividades

Os médicos das maternidades municipais de Felipe Camarão e Quintas, atualmente funcionando no hospital Memorial, poderão restringir o número de atendimentos a partir da próxima semana. Os cerca de 50 profissionais reivindicam o pagamento de gratificação no valor de R$ 2.500 e da Autorização de Internação Hospitalar (AIH) de até R$ 3.000, pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A obstetra Nádia Pereira de Melo está à frente do movimento e explica que este pagamento faz parte de acordo firmado entre a SMS e os médicos, para o término da greve em junho, que foi aprovado pela Câmara Municipal de Natal. Nádia disse que a intenção dos médicos era iniciar a paralisação ontem, mas houve o adiamento pela necessidade em cumprir o prazo da documentação entregue ao órgão que regulamenta a profissão. ‘‘Temos que seguir o que está determinado. Mas, se não recebermos ainda hoje (ontem), o atendimento será paralisado. Não estamos pedindo nada à secretaria. Só queremos que nos paguem o que é devido’’, enfatiza Nádia.

O presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Geraldo Ferreira, diz que a entidade já enviou um ofício à SMS cobrando o pagamento. De acordo com Ferreira, o pagamento que deveria ter sido realizado no mês de junho, foi prometido para julho e, em seguida, para o final deste mês. ‘‘Os médicos falam com a secretaria municipal, mas ninguém dá uma informação precisa. Não dá para continuar trabalhando assim’’, afirma Geraldo.

A assessoria de imprensa da SMS informou que a AIH seria paga ontem e as gratificações farão parte do salário de agosto, no valor de R$ 1.250 para quem trabalha 20 horas e R$ 2.500 para 40 horas. Ainda de acordo com a assessoria, o atraso ocorreu por causa do processamento.

Caso a paralisação ocorra, os obstetras não suspenderão o atendimento e as parturientes que procurarem as maternidades de Felipe Camarão e das Quintas serão examinadas. Aquelas que não chegarem às unidades em estágio avançado de trabalho de parto serão encaminhadas para outros hospitais. De acordo com os médicos, esta foi a forma encontrada para não trazer prejuízos à população, apenas o desconforto de precisar se deslocar para outra unidade de saúde.

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Governo quer reformar Maternidades sem fazer investimentos adequados.



GOVERNO QUER MUDAR MATERNIDADES SEM GASTAR DINHEIRO.

Anunciadas novas normas para maternidades. Burocratas sanitários da ANVISA consideraram isso uma vitória “de todas as mulheres”. O parto normal, mote dessas ações, visaria diminuir os custos do sistema público e suplementar de saúde com os partos e cumprir o preceito bíblico de que a mulher tem que sentir a dor do parto. “Entre dores parirás…”

Assim foi noticiado o festejo da ANVISA e do Ministério da Saúde, na Agência Brasil, quando Ministro e Presidente da Anvisa comemoravam a nova medida:

“Novas normas para maternidades representam conquista de todas as mulheres, diz Anvisa “ por Paula Laboissière - Agência Brasil - 22 de Julho de 2008 - 15h13 -

Falou o Presidente da Anvisa, Sr. Dirceu Raposo, o Ministro Temporão que “acredita que as novas normas possam ser uma forma de estimular o parto normal. “A resolução da Anvisa avança, porque obriga todos os serviços de saúde – públicos e privados – a adotar determinadas condições quando a decisão da mulher for pelo parto normal. Isso é muito bom, porque garante a qualidade.”

“O diretor do Departamento de Ações Estratégicas e Programáticas do Ministério da Saúde, Adson França, lembrou que as regras buscam vincular o local do pré-natal ao local onde ocorre o parto. "As maternidades brasileiras e os serviços que realizam partos serão estimulados avaliar a atenção obstétrica e neonatal semestralmente. As cesárias desnecessárias aumentam em seis vezes o risco de uma mulher morrer no parto. No caso de uma criança prematura de 36 semanas, o risco passa a ser 120 vezes maior.””

Por outro lado, o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde revela sua preocupação de que essa norma também não vá funcionar por falta de recursos para sua implementação. É o que nos informa a Agência Brasil.

“Brasília - As novas medidas que pretendem estimular as gestantes a optar pelo parto normal são positivas, mas dependem de repasse de recursos e de um prazo maior para serem implementadas. Essa é a avaliação do secretário executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), José Ênio Servilha Duarte.”

"A proposta do ministério é muito boa, mas precisamos de mais repasse de recurso. O prazo de 180 dias que foi estabelecido para essas mudanças não é suficiente, uma vez que trata-se de um processo contínuo”, afirmou Duarte em entrevista à Agência Brasil.

Mais uma vez o pacto federativo pode pesar na ineficácia de uma política de Saúde. O SUS é uma política de municipalização da Saúde. Saúde exige investimento. Mão de obra, materiais, medicamentos custam dinheiro. Os tributos, que representam toda dinheirama arrecadada pelo Governo, fluem larga e preferencialmente para os cofres federais. O Governo Federal detém a chave do cofre. Propor melhorias nas maternidades, dar prazos para execução dos projetos e não pensar em investimentos e custeio é, pelo menos, grosseira hipocrisia.

Anexos:

1- O site do JB on-line, de 22 de julho de 2008, noticiou assim a nova regulamentação da Vigilância Sanitária para as maternidades:

Maternidade tem novas normas

SÃO PAULO, 22 de julho de 2008 - As novas normas para maternidades, anunciadas hoje são uma conquista de todas as mulheres que foram, são ou serão mães.

A afirmação foi feita pelo presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo, ao lembrar que o 'alarmante' número de procedimentos cirúrgicos no momento do parto que se verifica no Brasil.

"É a promoção de um parto tão seguro ou mais seguro do que outros tantos, muito mais humanizado e, obviamente, natural. Esse direito nem sempre é garantido ou observado na hora do parto. Muitas vezes, as condições em que o parto é executado relegam a um segundo plano o primeiro contato da mãe com o seu neném e o amparo dessa mãe pelas pessoas."

Para ele, o envolvimento das esferas estaduais e municipais na observação das providências e adequações das maternidades é 'absolutamente determinante' para que o ambiente normatizado - um quarto com leito e banheiro - seja oferecido às gestantes e aos acompanhantes.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que participou do lançamento das normas, afirmou que as medidas correspondem a um 'grande anseio' da sociedade brasileira pela redução da mortalidade materna e neonatal. Segundo ele, os índices registrados atualmente ainda representam 'um problema importante a ser cuidado' no país.

O diretor do Departamento de Ações Estratégicas e Programáticas do Ministério da Saúde, Adson França, ressaltou que as regras buscam vincular o local do pré-natal ao local onde ocorre o parto.

"As maternidades brasileiras e os serviços que realizam partos serão estimulados avaliar a atenção obstétrica e neonatal semestralmente. As cesárias desnecessárias aumentam em seis vezes o risco de uma mulher morrer no parto. No caso de uma criança prematura de 36 semanas, o risco passa a ser 120 vezes maior."

França alertou para mitos que contribuem para os altos índices de cesarianas no país - como o de que uma mulher de baixa estatura não pode passar pelo parto normal, ou que, no caso de gravidez de gêmeos, as crianças poderiam vir ao mundo apenas por meio de cesária, ou ainda que, se o bebê pesar mais de três quilos, não é conveniente nascer de forma natural, porque comprometeria a sexualidade do casal, por provocar alargamento da vagina.

De acordo com França, os serviços de vigilância sanitária municipais e estaduais vão fiscalizar a implementação das normas, com supervisão em âmbito nacional. Ele informou que a resolução já está em vigor e disse que as maternidades terão até 180 dias para se adaptar. Segundo França, os recursos fazem parte da verba já repassada para as políticas que tratam da humanização, dos direitos sexuais e reprodutivos e do processo de qualificação de atenção ao parto.

"O processo de fiscalização não inclui punição, é um processo de persuasão, de convencimento, de mudança de cultura. Punir, nesse caso, não é o melhor caminho. Se não forem cumpridas todas as exigências em 180 dias, os próprios municípios provavelmente pedirão apoio", disse França.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, no Brasil, as cesarianas representam 43% do total de partos realizados - 3 milhões. Analisando apenas as mulheres que têm planos de saúde, o percentual chega a 80%. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que as cirurgias representem apenas 15% dos partos.

As informações são da Agência Brasil.

(Redação - InvestNews)

[18:19] - 22/07/2008

2-E no Portal do Ministério da Saúde:
Link do Ministério da Saúde (Portal da Saúde), com informações oficiais sobre a nova portaria da Anvisa.

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CRISE DA SAÚDE: SITUAÇÃO DA SANTA CASA DE BELÉM DO PARÁ CHEGA A ORGANISMOS INTERNACIONAIS.

O mundo pode tomar conhecimento de fatos impressionantes sobre o estado dos negócios públicos da Saúde no Brasil.

Crise na Saúde – Belém do Pará. Comissária da ONU manifesta repúdio à mortandade de crianças em maternidade do Pará. Escândalo ganha dimensões internacionais e demonstra que situação da saúde pública no Brasil está chegando ao insustentável.

Nosso blog tem feito uma constatação da situação de crise na Saúde, que varre o país. Vimos aqui, em artigo recente, que a Dra. Lígia Bahia, sanitarista e professora da UFRJ, abordou a crise do sistema público de saúde usando como referências a mortandade de crianças na maternidade da Santa Casa de Belém do Pará e a epidemia de dengue no Rio de Janeiro, no início do ano. Cabe à opinião pública, às autoridades, à comunidade médica e à sociedade civil organizada tomarem conhecimento da gravidade da situação. Não há meias palavras para definir a gravidade da situação do sistema público de saúde no país. Gravíssimos problemas de financiamento, gestão e políticas de recursos humanos, contra os quais não há vontade política de dar respostas consistentes e persistentes. Diferentes veículos de comunicação têm sido citados, sobre diferentes situações em vários pontos do território nacional. Várias vozes se fazem ouvir: movimento sindical médico, autoridades, pesquisadores, professores, médicos, dirigentes de cooperativas e de entidades médicas, funcionários públicos. Somamos a isso o testemunho diário que colegas que atuam no serviço público de saúde.

Esses problemas vêm à tona quando atingem tal gravidade que as cortinas de fumaça e os discursos ufanistas não conseguem mais encobri-los. Não há fraseologia radical que esconda continuamente verdades, fatos, a lógica e os princípios éticos e legais. Não existe publicidade ou propaganda que consiga encobrir a verdade todo o tempo.

Muitos colegas depositam esperanças na aprovação de um financiamento adequado para a saúde pública no Brasil. Isso seria dado pela aprovação, pelos senhores congressistas, da emenda da Saúde, a EC-29, Emenda Constitucional 29. Não fosse a perspectiva dessa determinação legal, não haveria qualquer outra garantia de que nossos governantes tivessem vontade política de investir na Saúde o que seria minimamente necessário.

Um dos casos mais impressionantes e reveladores dessa grave crise na Saúde, para citar fato recente, é a impressionante e chocante mortandade de crianças na maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Belém do Pará. Agora uma comissária da ONU, a Sra. Rosa Maria Ortiz, vice-presidente do Comitê dos Direitos da Criança da ONU (Organização das Nações Unidas), em visita a Belém do Pará, vem considerar alarmantes essas mortes e declarar que o Ministério Público Estadual do Pará também foi omisso diante da situação. Ela recebeu um relato da situação durante reunião na seção paraense da OAB, na presença de representação do Sindicato dos Médicos do Pará.

A notícia foi divulgada pela
Folha On-line. 14/07/2008 – 22h55 Comissária da ONU diz que mortes na Santa Casa de Belém são alarmantes da Agência Folha, em Belém Com JOÃO CARLOS MAGALHÃES . A Folha on-line nos informa que a comissária da ONU, Rosa Maria Ortiz, disse nesta segunda-feira, em Belém, considerar “alarmantes” as mortes de recém-nascidos na Santa Casa da cidade. Ela também apontou omissão do Ministério Público do Pará no caso. No mês passado, 54 crianças morreram na maternidade do hospital estadual –12 delas em três dias. De janeiro a junho, foram 253 mortes.

A comissária da ONU também não aceita a atuação do Ministério Público Estadual. Declara que ele não conseguiu ser eficaz e independente.

A ação civil pública proposta pelo Ministério Público é de março deste ano. Cita problemas estruturais do prédio, falta de médicos especializados e superlotação da unidade –fatores que o governo estadual também enumerou entre os responsáveis pelas mortes.

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SUS EM CRISE: senador fala de falta de planejamento. Médicos de Alagoas não querem mais atender.

Há momentos em que a mídia não consegue deixar de noticiar os graves problemas que assolam o sistema público de saúde no Brasil. Há matérias, como a epidemia de dengue no Rio, que chegam a ganhar repercussão internacional. Hoje os telejornais falam do morticínio herodiano que vitimou as crianças paraenses, mostrando as precárias condições de funcionamento da maternidade da Santa Casa de Belém do Pará. Não sabemos qual será a percepção da opinião pública diante da revelação da descura do governo paraense com os negócios da Saúde pública. A situação do SUS, recentemente abordada no Congresso da FENAM (Federação Nacional dos Médicos), também chegou à tribuna do Senado.

“O Senador Papaléo Paes, do Amapá (PSDB), criticou hoje, da Tribuna do Senado, a forma de gestão e o planejamento do SUS. A falta de planejamento do Estado impede que o custeio das ações seja realizado eficazmente. A matéria está no Paraíba on line. (veja link no final do Post)

“O senador Papaléo Paes (PSDB-AP), em discurso nesta segunda-feira (30), apontou como uma das principais causas para o mau funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) a falta de planejamento do Estado para que o orçamento necessário ao custeio das ações de atenção à saúde possa ser eficazmente realizado.
Para tornar o SUS compatível com a proposta estabelecida na Constituição, o parlamentar defendeu a aprovação da regulamentação da Emenda 29 , projeto em tramitação na Câmara, como forma de garantir financiamento adequado, permanente, seguro e bem definido no Orçamento da União, dos estados e dos municípios. Além disso, afirmou, são essenciais a organização das três esferas de poder para atendimento universal e de qualidade a toda a população, sem qualquer discriminação ou exclusão; e capacidade operacional para se adaptar a novas demandas e à evolução da ciência médica, ambulatorial e de prevenção.”
O senador defendeu ainda a profissionalização do serviço público na área da Saúde:
“a opinião do senador, para gerir o SUS é preciso deixar de lado a discussão partidária e levar os servidores públicos a adotarem uma “postura de serviço público perante a comunidade a que devem atender”. Isso, afirmou, acaba não se concretizando pela “histórica falta de consciência de prestação de serviço público, próprio de uma brasileiríssima e nefasta tradição cultural de apropriação do público como coisa privada”.

Em Alagoas, as cirurgias feitas pelo SUS irão ser suspensas. A notícia pode ser conferida no link Médicos alagoanos deixarão de fazer procedimentos pelos SUS .

“Os médicos de Alagoas vão deixar de realizar cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir desta terça-feira por conta dos baixos valores pagos pelos procedimentos. Em todo o Estado, apenas o Hospital Universitário (HU) – por ser um hospital público – vai continuar oferecendo o serviço gratuito à população. Os médicos reivindicam que o Estado e os municípios complementem os valores da tabela do SUS, mas até agora não tiveram nenhum posicionamento dos governos.”

Governos municipais e estaduais, em geral pedintes de repasses e verbas federais, são colocados, em razão da municipalização do SUS, em cheque. O governo federal, que repassa a verba, que tem a chave do cofre e arrecada os elevadíssimos impostos que agravam os brasileiros, fica incólume nessas reivindicações. O sistema não funciona e os médicos estão desmotivados a realizar procedimentos de tanta responsabilidade por preço vil, ou quase.

Aí está mais uma faceta dessa crise que se arrasta no SUS. Os gestores querem mostrar suas pequenas realizações, fazer pequenas inaugurações, com festa e propagandas, para tentar convencer o povo de que tudo vai bem. Fazem uma ginástica mental que é pouco convincente para quem realmente entende de assistência médica.

A classe médica, ainda em grande parte comprometida com o sistema público, através de seus órgãos de representação classista e outras entidades médicas, tem apresentado, com insistência teses em defesa da eficiência do sistema público de saúde. A profissionalização dos médicos do serviço público, com empregos próprios do serviço público e remuneração decente, como a de carreiras melhor posicionadas dentro da administração.

link Paraíba on line – Senador critica planejamento no SUS
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