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Médica “pela verdade” é denunciada por induzir pacientes a mentir em exames

Fundadora do Médicos Pela Verdade em Portugal, anestesiologista é investigada por ensinar pessoas a mentir para enganar testes de COVID e produzir falsos negativos.

Essa conduta monstruosa e criminosamente foi denunciada na imprensa portuguesa.

Diz o site do jornal Público ( em https://www.publico.pt/2020/11/23/sociedade/noticia/cofundadora-medicos-verdade-receitou-estrategias-enganar-testes-covid19-1940367 ):

“As queixas contra a desinformação dos “Médicos pela Verdade” acumulam-se na Ordem dos Médicos. Esta segunda-feira, o Observador deu conta de uma série de mensagens na aplicação Telegram, em que a anestesiologista e co-fundadora da página, Maria Gomes de Oliveira, terá procurado passar receitas e conselhos sobre como ludibriar os testes à covid-19.”

“O objectivo dos que procuravam ajuda da médica era tentar obter resultados negativos, que as permitisse manter os contactos habituais. Entre os vários conselhos para eliminar “todos os restos virais” das fossas nasais e da garganta, onde são recolhidas as amostras através das zaragatoas, Maria de Oliveira terá recomendado limpeza constante dessas áreas, “alimentos frescos e variados com muita fruta e legumes”, jejum antes do exame, repouso, entre outras “ajudas”.”

A picaretagem chegou ao conhecimento da imprensa pelo acesso a mensagens de aplicativos de celular nas quais a “médica pela verdade” ensinava as pessoas a mentir. Muito grave difusão de fake news e essas atitudes contrárias à saúde pública.

Mau exemplo para o mundo, Brasil na pandemia é igual orquestra sem maestro

A pandemia tem causado muita dor e apreensão no Brasil. Diante da falta de liderança e coordenação do governo federal, municípios, estados e grande parte dos magistrados têm se desdobrando para garantir condições mínimas de sanidade. O quadro geral é semelhante a uma orquestra sem maestro.

O Brasil tem sido um mau exemplo na condução da crise sanitária decorrente da pandemia. Não se sabe, com exatidão, o quanto de estado a desinformação tem causado. Como consequência disso há um certo desleixo em relação a medidas conhecidas e eficazes para reduzir a propagação do vírus: distanciamento social, uso de máscara e higiene das mãos com álcool gel ou água e sabão. O resultado disso é um número expressivo de mortes, infecções e ocupação de leitos hospitalares em decorrência da pandemia.

O presidente da República diz, demonstrando falta de conhecimento, de sensibilidade e de informação, que a segunda onda é “conversinha”. Esses diminutivos são lamentáveis, como aquela de que COVID era resfriadinho ou que “todo mundo morre um dia”, como se não houvessem mortes evitáveis. Prosseguem as ondas de fake news relacionadas com a pandemia. Muitas são desprovidas de qualquer coerência e fundamento. Como essa que diz que médicos alemães (sem citar qualquer instituição séria ou referencias em revistas científicas reconhecidas) teriam descoberto que as mortes por COVID seriam causadas por uma bactéria e que o sinal 5G teria algo a ver com isso.

Publicação em:

https://www.google.com/url?rct=j&sa=t&url=https://oglobo.globo.com/fato-ou-fake/e-fake-que-medicos-alemaes-descobriram-que-mortes-por-coronavirus-sao-causadas-por-uma-bacteria-que-covid-19-amplificada-pelo-5g-1-24745254&ct=ga&cd=CAEYAioUMTU1NTE1MzAyNjcxNDI3OTQ4NTcyHWVmZjRmZDFiNTQ1MzA0MDk6Y29tLmJyOnB0OkJS&usg=AFQjCNGDZ5NVJnk1FkTfDPjGheXtGDPENQ

Em São Paulo, médicos de 14 hospitais privados já informaram aumento do número de internações por COVID.

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/11/13/einstein-registra-aumento-de-internacoes-por-covid-19-medicos-de-outros-14-hospitais-privados-da-capital-ja-apontavam-alta.ghtml

Enquanto isso podemos ler em https://www.brasildefato.com.br/2020/11/13/indicacao-de-militar-para-cargo-na-anvisa-e-tiro-de-bolsonaro-contra-a-saude que Bolsonaro, que já tem um ministro da saúde que não é da área de saúde, nomeou mais um militar para cargo na ANVISA. O ministro da Saúde foi escolhido porque Bolsonaro não queria um gestor de saúde competente no cargo, mas alguém que se curvasse à sua vontade e não se recusasse a avalizar as ideias presidenciais baseadas em fatos alternativos, pós-verdade e pseudociência, colhidas em redes sociais, de gurus e falsários de todos os tipos.

Orquestra sem maestro. Nau sem rumo. Assim está o Brasil na pandemia. E o medo de adoecer e morrer, ao lado do risco concreto de que isso aconteça, continua povoando o dia a dia da população.

Pá de cal na cloroquina. Brasil tem o maior estoque encalhado de cloroquina do mundo.

O uso de cloroquina contra COVID não é apenas ineficaz, é também prejudicial. Tanto a ineficácia do medicamento para COVID, quanto seus efeitos colaterais, são bem estudados e conhecidos atualmente.

Trump chegou a exaltar a cloroquina, dizendo que COVID tinha cura farmacológica. Quando ele mesmo teve COVID-19 não foi tratado com cloroquina. Paradoxalmente Trump era um negacionista, negava a gravidade da pandemia e seu potencial maligno.

Bolsonaro também foi negacionista, negando a gravidade da pandemia, subestimando o número de mortos e os riscos da doença.

Na esteira de Trump e Bolsonaro, médicos brasileiros identificados com grupos políticos que se declaram “de direita”, começaram a propagandear pelas redes sociais a cloroquina. Não se apoiavam em evidências científicas. Em muitas dessas publicações, vídeos e áudios que circulavam em redes sociais e repicavam em aplicativos de mensagens, era prometida uma cura milagrosa pela cloroquina, a ponto de fazer as pessoas não temerem a doença, porque havia doutores dizendo que havia um remédio que tudo resolveria. Além disso, os médicos negacionistas, ao menos parte deles, investiam raivosamente contra as medidas de prevenção necessárias e eficazes: o uso de máscaras, a higiene das mãos com água e sabão ou álcool gel e o isolamento social, apesar de todas as evidências científicas favoráveis a esse uso.

Os doutores negacionistas iam mais além. Levantavam um possível “tratamento preventivo” ou “tratamento precoce”, usando essa mesma cloroquina.

Sabendo que a cloroquina e hidroxicloroquina não têm efetividade comprovada contra COVID e que têm importantes efeitos colaterais, já conhecidos a nível clínico e, agora também, em nível molecular (confira a divulgação científica em https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/hidroxicloroquina-pode-causar-efeito-grave-diz-estudo,33e36add777387c11a72a27514137781iez6tvn4.html), sabemos que foi, no mínimo, uma temeridade, recomendar seu uso massivo contra a pandemia.

“O estudo não indica quais são os efeitos colaterais possíveis pois precisaria ser feito com um organismo vivo. A pesquisa utilizou apenas a interação molecular. “Analisar os efeitos é um trabalho médico. Fizemos a interação do DNA com o fármaco. Na literatura se encontra efeitos que vão de diarreia a psicose. Mas nosso trabalho foi feito a nível molecular”.

O lado mais sombrio dessa história é que essa facção de profissionais aceitava a desorientação do governo federal na luta contra a COVID, que tornou o Brasil um caso de fracasso na luta contra a pandemia e levou muitas vidas. Somos o segundo país do mundo em número de vítimas da pandemia e somos a sexta população do planeta. Países mais populosos, como China,Indonésia, Índia e Paquistão, conseguiram melhores êxitos no enfrentamento da pandemia. Só os Estados Unidos conseguiram ficar em situação pior.

A cloroquina é indefiras, tem efeitos colaterais importantes, que a impedem de ser usada massivamente e não serve de desculpa para o fracasso do governo federal nas suas ações e inações contra a pandemia. E Bolsonaro não deve satisfação apenas à família dos mortos. Tem que explicar por que gastou bilhões de dinheiro público para produzir milhões de comprimidos de cloroquina no laboratório do Exército. Talvez o Brasil tenha o maior estoque encalhado de cloroquina do mundo.

Comprometidos na luta contra COVID médicos italianos pedem medidas ao governo

Luta contra a pandemia e compromisso com a verdade – organização que representa os médicos italianos reivindica ao governo da Itália lockdown total, para aumentar distanciamento social e facilitar o combate à segunda onda de COVID.

A organização que representa a classe médica italiana, agindo com lucidez, reivindicou publicamente, diante do governo da Itália, um lockdown completo para ajudar no combate à segunda onda de coronavírus.

A atitude da entidade foi uma expressão da responsabilidade da classe médica italiana e uma declaração de comprometimento legítimo com o enfrentamento da pandemia.

A informação pode ser lida em:

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2020/11/09/medicos-cobram-novo-lockdown-nacional-na-italia.htm

Leia a notícia em

http://www.correiodobrasil.com.br/covid-19-medicos-cobram-novo-lockdown-nacional-italia/

“– A Ordem dos Médicos pede lockdown total em todo o país – diz uma mensagem postada pela federação em sua página no Facebook, proposta que foi reforçada pelo presidente da entidade, Filippo Anelli, à imprensa local.

A Fnomceo vem pressionando por medidas mais rígidas desde meados de outubro, quando já alertava para o risco de saturação de UTIs por todo o país.”

A pandemia ainda não acabou e é necessário decência, responsabilidade e compromisso com a verdade por parte dos profissionais de saúde.

Profissionais de saúde contra COVID – com trabalho provisório, sem remuneração decente e sem treinamento adequado

O serviço público de saúde no Brasil, teve papel decisivo para impedir que os danos da pandemia fossem maiores do que foram. Além das queixas relativas à contratação e remuneração do trabalho, também foi contratado que os profissionais não receberam treinamento adequado. O risco é grande e a responsabilidade imensa. Dignidade e respeito também são necessários.

Situações emergentes na saúde pública determinam novos protocolos e demandam capacitação dos profissionais da área – ainda mais se tratando de uma pandemia. Só que, no Brasil, menos da metade dos profissionais de saúde pública do país (como médicos, profissionais de enfermagem, agentes comunitários e outros) receberam algum tipo de treinamento para atuar na linha de frente da Covid-19.
— Ler em revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2020/11/menos-da-metade-dos-profissionais-de-saude-foram-treinados-na-pandemia.html

Profissionais que lutaram contra a COVID no Amazonas estão sem salário

sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/profissionais-que-lutaram-contra-o.html

A precarização do trabalho nos serviços públicos de saúde é uma triste realidade. Aqui temos mais um recorte. Trabalhadores especializados que contribuíram para o combate à pandemia em Manaus estão sem receber a remuneração devida. Apesar do risco próprio dos serviços essenciais nos quais atuaram. No mínimo, um grave desrespeito.

No Amazonas, durante os meses em que a primeira onda de COVID lotava hospitais, UTIs e cemitérios, o governo contratou uma empresa terceirizada com a finalidade de atender a vítimas da pandemia.

A prefeitura de Manaus e o governo do Amazonas nunca foram eficazes em atrair e fixar médicos no serviço público.

Os profissionais, principalmente médicos, contratados por essa empresa terceirizada, ainda não receberam a remuneração a que teriam direito, apesar de terem prestado serviço público essencial em condições de grande risco. A Saúde está no rodapé do serviço público brasileiro e que é da área deve se preocupar em reagir a esse aviltamento.

“Os profissionais que denunciam a falta de pagamento, entre clínicos residentes de cirurgia e ortopedia, são terceirizados da Empresa Líder Serviços Hospitalares. Eles contam que ainda não receberam, até esta segunda-feira (9), o pagamento referente a diversos plantões trabalhados. A unidade hospitalar encerrou suas atividades no dia 16 de julho.”

https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2020/11/09/medicos-que-atuaram-no-hospital-de-combate-a-covid-19-em-manaus-denunciam-falta-de-pagamento.ghtml

Publicado em https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/profissionais-que-lutaram-contra-o.html

Entenda porque o servidor público não é o problema do Brasil.

sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/pec32-entenda-porque-o-servidor-publico.html

Diferente do que aparece nas discussões pautadas pelo governo e pela mídia, o servidor público não é o problema do Brasil. Hospitais, escolas e segurança pública não funcionariam se não fossem as pessoas que lá atuam. Se quisermos entender um problema, temos que ouvir diferentes pontos de vista.

Em live a ser realizada hoje, 10 de novembro, a partir das 18 horas, o Sintrajud de São Paulo, representação classista dos servidores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo, tratará da PEC 32, a proposta de reforma administrativa do governo.

No debate será colocada a falácia que domina a discussão no governo e na mídia, de que o problema do Brasil é o servidor público. O assunto será exposto pela auditora fiscal aposentada Maria Lúcia Fatorelli, coordenadora da ONG Auditoria Cidadã da Dívida.

A matéria pode ser lida em https://www.sintrajud.org.br/maria-lucia-fattorelli-discute-impactos-da-pec-32-em-live-do-sindicato-nesta-3a/

No Facebook a live poderá ser vista em https://www.facebook.com/sintrajud e no YouTube, em https://www.youtube.com/user/sintrajud1

“Os impactos da ‘reforma’ administrativa na vida da população e os benefícios que serão direcionados para o capital financeiro serão o tema da  live do Sintrajud que acontece nesta terça-feira, 10 de novembro, às 18h, com transmissão no Facebook, YouTube e aqui pelo site.

Para conversar com os servidores sobre o tema, a diretoria do Sindicato convidou auditora fiscal aposentada Maria Lucia Fattorelli, coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, que irá esclarecer como é falacioso o argumento utilizado pelos governos de que o problema do Brasil é o servidor público. O diretor do Sindicato e da Fenajufe Fabiano dos Santos também vai participar da conversa.”

https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/pec32-entenda-porque-o-servidor-publico.html

Santa Casa foi usada para esquema de desvio de recursos do SUS

Terceirização do SUS abriu as portas para a corrupção. Organizações sociais foram usadas para desviar recursos destinados a cuidados médicos

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Matéria publicada pela revista Carta Capital é mais um recorte que reforça o que temos mostrado, há mais de uma década, aqui temos publicado no Sindicato Expresso. (No site da revista Carta Capital, matéria completa em https://www.cartacapital.com.br/saude/gestao-do-sus-por-santas-casas-e-organizacoes-sociais-peca-em-transparencia/ ) Mesmo quando a terceirização é feita em nome de organizações “sem fins lucrativos”, o lucro poderá ser ilícito, porque ela abre as portas à má gestão e corrupção contra o SUS.

Uma Santa Casa, instituição filantrópica e respeitável, teve seu nome usado para um grande esquema de terceirização na prestação de serviços públicos de Saúde. E o esquema, iniciado em uma pequena cidade do interior paulista (São Paulo é o paraíso das terceirizações), avançou por outros municípios e até por outros estados. Poderia parecer um caso de sucesso a ser imitado. Conforme publicou a revista:

“A pequena cidade de Pacaembu, a 613 quilômetros da capital paulista, é sede de um case de sucesso na área da saúde. A humilde Santa Casa local, fundada no fim dos anos 1960, transformou-se em poucos anos em um bem-sucedido empreendimento do ramo. Sob a gestão de Cleudson Garcia Montali, conhecido médico anestesista da região, passou a administrar postos, ambulatórios e hospitais do SUS em 14 municípios paulistas. Firmou, ainda, parcerias no Paraná, na Paraíba e no Pará. Os contratos somam 2,5 bilhões de reais.”

Só que o caso de sucesso era, na verdade, um caso de polícia, conforme denúncias e investigações vieram a demonstrar. O aparente exemplo de eficiência e sucesso, escondia desvios, corrupção e a formação de quadrilha para desfalcar o SUS. Revela a matéria:

“O tino para os negócios e o bem comum era fachada. Montali é apontado pela Justiça como líder de uma organização criminosa que desviou 500 milhões de reais que deveriam ter sido investidos no combate à pandemia do coronavírus. Segundo os investigadores, Cleudson e os comparsas viram na crise uma oportunidade única para desviar dinheiro. O esquema, segundo as investigações, dependia de acordos com prestadoras de serviços quarteirizadas. Ora com superfaturamentos, ora por meio de serviços não executados, e sempre mediante emissão de notas frias. Envolvia funcionários públicos, políticos, amigos e até a proprietária de um prostíbulo.”

Até o proprietário de um prostíbulo se juntava aos representantes de uma Santa Casa, “sem fins lucrativos”, para tungar dinheiro destinado a tratar e cuidar de pacientes do SUS.

Essa forma de privatização e precarização do SUS é extensa. “Cerca de 13% dos serviços do SUS estão sob a gestão de ONGs, instituições filantrópicas, Santas Casas, empresas, associações e outras entidades, segundo dados divulgados pelo IBGE no ano passado.”

Diante de escândalos e desvios, o governo e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro decidiram encerrar definitivamente a participação de organizações sociais na gestão e terceirização de serviços públicos de saúde. ( https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/10/comeca-o-fim-das-organizacoes-sociais.html ) Que o exemplo seja seguido.

https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/santa-casa-foi-usada-para-montar-um.html

Médicos são os profissionais em quem os brasileiros mais confiam

Pandemia de Covid-19 foi um dos fatores que aproximou e humanizou médicos e população, segundo pesquisa do Conselho Federal de Medicina e do Instituto Datafolha

— Ler em imirante.com/oestadoma/noticias/2020/10/17/medicos-sao-os-profissionais-em-quem-os-brasileiros-mais-confiam/

Sindicatos reivindicam CAT para trabalhadores da saúde contaminados por COVID e acesso a testes periódicos

Profissionais de saúde que atuam no SUS de Juiz de Fora solicitaram à Prefeitura de Juiz de Fora que garanta:
1- testagem periódica de COVID para todos os profissionais. Todos sabem que é muito elevado o risco de contaminação em unidades de saúde. Um profissional de saúde contaminado pode transmitir a doença a pacientes, familiares e outros trabalhadores da saúde. Além disso os profissionais vivem sob risco de contágio e isso causa apreensão.
2- o reconhecimento da COVID como acidente de trabalho. Essa matéria já foi pacificada por decisão do STF (confiram em http://www.mundosindical.com.br/Noticias/47274,Decisao-do-STF-reconhece-o-Coronavirus-como-acidente-de-trabalho;-Profissionais-nao-sao-informados ). A Prefeitura de Juiz de Fora não pode deixar de cumprir uma decisão judicial.
Embora o ofício tenha sido encaminhado pelos sindicatos da área de saúde desde o final de julho, até hoje, 14 de agosto, a administração municipal ainda não se manifestou.
Entre os servidores da saúde e no meio sindical esse comportamento foi considerado desrespeitoso para com aqueles que estão arriscando suas vidas, nesse momento de crise sanitária.
A prefeitura, por seu descaso, abre caminho para que os sindicatos reivindiquem junto à Justiça os seus direitos, já que não podemos decretar paralisação, nesse momento, em consideração à situação gerada pela pandemia. Nós respeitamos a população. Esperamos que a Prefeitura de Juiz de Fora nos respeite.