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Santo Guerreiro contra o Dragão da Maldade. O Dragão da Maldade é Bolsonaro

Doença da pobreza: Negligenciada, doença de chagas mata um por semana no Ceará

Não importa qual seu bem estar social hoje, se uma origem humilde assina o risco. A doença causada pelo protozoário parasita Trypanosoma cruzi tem por sobrenome “negligenciada” e assim naturalizou-se. No maior sentido que a palavra pode ter. Não é que a “doença do coração crescido” voltou. Ela nunca foi. Milhares de pessoas ainda vivem em casas de taipa, que o insteto barbeiro escolhe para abrigo. Quem já deixou, ou nunca morou assim, mas vive em região endêmica, corre mais risco.

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/metro/negligenciada-doenca-de-chagas-mata-um-por-semana-no-ceara-1.2038492

Lutas médicas no Mato Grosso e no Nordeste.

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__ FAX SINDICAL 206__________
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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.

N° 206 – Ano V – quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Em Mato Grosso e no Nordeste, médicos tomam a vanguarda da luta da categoria e realizam movimentos pela valorização da Medicina dentro do serviço público.

Fax Sindical. Site: https://faxsindical.wordpress.com
Twitter: http://www.twitter.com/faxsindical

A valorização do trabalho médico dentro do serviço público tem se mostrado um item fundamental para o bom funcionamento dos serviços públicos de saúde. Apenas os mal intencionados e os pouco informados ainda não constataram abertamente essa realidade.

Coragem e luta os médicos de Várzea Grande, no Mato Grosso, igual os seus colegas de Cuiabá, suportaram uma longa greve, resistiram e enfrentaram a repressão das respectivas Prefeituras. A luta dos médicos brasileiros, em defesa do sistema público de saúde e do serviço público é uma alternativa ao desânimo e aos pedidos de demissão. Exige união da categoria. A notícia pode ser lida em http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=362764  

Várzea Grande MT 100 dias de greve.
Médicos decidem hoje fim de greveRENÊ DIÓZDa ReportagemOs médicos da Saúde municipal de Várzea Grande podem decidir hoje se encerram ou não a greve da categoria, que jádura mais de 100 dias. À noite, eles se reúnem em assembléia no Pronto-Socorro Municipal (PSVG), onde devem avaliar uma proposta de acordo enviada pela prefeitura como definitiva para o encerramento da paralisação, que tem comprometido o atendimento no PSVG. A greve teve início no ano passado, quase simultaneamente à paralisação empreendida pelos médicos em Cuiabá. Dos dois lados do rio, os profissionais pleiteavam melhores salários e condições de trabalho. Em Cuiabá, foram necessários pouco mais de 70 dias para que se chegasse a um acordo com a prefeitura. Em Várzea Grande, entretanto, as negociações se estenderam, mesmo com a proposta do município que dobrava o piso salarial da categoria médica, que é de R$ 1.035. Para os profissionais, o problema da proposta era que ela não abarcava a criação de um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) exclusivo.

Rio Grande do Norte Plantonistas e diaristas de serviços clínicos do Hospital Walfrido Gurgel, de Natal, apresentam pauta de reivindicações, unem-se, organizam-se no Sindicato e mostram disposição para o enfrentamento da greve. A matéria está em http://tribunadonorte.com.br/noticia/clinicos-do-walfredo-gurgel-vao-iniciar-greve-no-sabado/137521

Clínicos do Walfredo Gurgel vão iniciar greve no sábado
Os clínicos que trabalham no hospital Walfredo Gurgel decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir do próximo sábado (16). A decisão foi aprovada na noite de ontem (13), em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Médicos do RN.Os profissionais da unidade apresentaram uma pauta reivindicando: mudança nas escalas, que deve ter quatro profissionais atuando por plantão; isonomia do adicional de produtividade com as outras especialidades médicas do próprio HWG; internação de novos pacientes apenas com vagas existentes, para evitar superlotação nos corredores; melhorias dos equipamentos e piso salarial de acordo com o projeto de Lei em tramitação no Congresso Nacional; e gratificação de urgência por porte hospitalar.Com antecedência de 72h, o Sinmed, já enviou ofício com as reivindicações à Secretaria de Saúde Pública do Estado e àdiretoria do Hospital Walfredo Gurgel. No documento, os médicos também solicitam a abertura imediata de negociações e uma audiência com a Sesap o mais breve possível.

TERESINA, Piauí Outra lição que vem do Nordeste. Médicos, organizados no Sindicato, realizam Assembléia com grande disposição para o enfrentamento da greve. O movimento visa defender a dignidade dos profissionais da Medicina exigindo condições decentes de atendimento e salário adequado. Mais uma vez a categoria sai em defesa do fortalecimento do sistema público de saúde e do serviço público. Esse fortalecimento é fundamental para que a população brasileira tenha serviços regulares e satisfatórios à sua saúde. A saúde da população é fundamental para o desenvolvimento econômico e para o bem estar social. A matéria está em
http://www.cidadeverde.com/medicos-decidem-sobre-paralisacao-em-assembleia-nesta-quarta-feira-51275
Matéria publicada em 13/01/10, 08:29 Médicos decidem sobre paralisação em assembleia nesta quarta-feiraSindicato diz que greve é inevitável. Nova proposta da categoria padroniza a diferença em 102% entre os níveis.
Estámarcada para as 19 horas de hoje uma nova assembleia geral no Sindicato dos Médicos, quando a categoria decidirá sobre a possibilidade de greve por tempo indeterminado. Na manhã de ontem, o Simepi encaminhou novas propostas de reajuste para Estado e prefeitura, já que os aumentos oferecidos foram rejeitados pelos médicos.O tesoureiro do Sindicato dos Médicos, Fábio Furtado, entregou cópias das tabelas refeitas nas mãos do presidente da Fundação Municipal de Saúde, Firmino Filho, e da assessora técnica da Secretaria de Administração, Maria Francisca.Vamos esperar um retorno até esta quarta-feira. Caso contrário, acreditamos que a greve seráinevitável. Em setembro de 2009 o Simepi iniciou uma intensa campanha salarial. Só depois de duas paralisações, uma de 24 horas e outra de 72 horas, é que os gestores abriram um canal de negociação. Os reajustes oferecidos estão muito longe do reivindicado, já que inicialmente o sindicato exigia 30% de aumento a cada 6 meses para que em 2012 o piso salarial fosse de R$ 3.500, explica Furtado.Caso a proposta do Estado fosse aceita, em 2012 não haveria mais produtividade, já que as gratificações e produtividade seriam rateadas e incorporadas ao vencimento em quatro etapas. O problema é que a diferença salarial entre o primeiro e o último nível ficou muito próxima, cerca de 45%. Por isso, a nova proposta do Sindicato dos Médicos padroniza essa diferença em 102%.No caso da Prefeitura, o aumento seria anual de 10%, mais pagamento de 30% de produtividade sobre o valor de cada consulta, com conclusão em 2013. Os médicos consideram que hágrande disparidade entre o reajuste oferecido para ambulatório e os demais níveis porque os 10% de aumento seriam calculados apenas sobre o piso e não sobre as gratificações e produtividade. A segunda proposta do SIMEPI incorpora gratificações e produtividade até 2012.De acordo com o presidente do Sindicato, as novas tabelas foram elaboradas junto com representantes das especialidades médicas na semana passada, logo após a Assembleia que rejeitou o aumento oferecido pelos gestores. Entendemos o esforço que o Estado e a Prefeitura estão fazendo, mas a categoria não pode mais se sujeitar a um piso salarial de pouco mais de mil reais. Refizemos nossos cálculos com base nas duas propostas apresentadas e esperamos chegar a um acordo para evitar a greve, que não é boa para ninguém, declarou Leonardo Eulálio.

Cooperativas podem inviabilizar o SUS

A decretação do estado de calamidade pública em Natal e no Rio Grande do Norte, deveu-se ao agravamento do apagão da Saúde naquele estado. A participação das cooperativas de trabalho nesse desfecho foi considerável. Edson Gutemberg, médico, sindicalista e professor universitário, presidente da Regional Nordeste da FENAM alerta sobre a inviabilidade do funcionamento do SUS na dependência de cooperativas. A entrevista, concedida à Tribuna do Norte, de Natal, é uma análise do apagão da Saúde naquele estado. A falta de uma política séria e decente de recursos humanos para os médicos do SUS, que não atrai e nem fixa os profissionais, levou o Estado a pactuar com cooperativas. Isso aprofundou a crise na saúde pública no Rio Grande do Norte até o ponto da calamidade pública. A esclarecedora entrevista do Dr. Edson foi publicada na página http://tribunadonorte.com.br/noticias/98943.html

Médico alerta que SUS não é viável com cooperativas

Rodrigo Sena

ENTREVISTA – “O fato é que o SUS continua na dependência da rede privada por ineficiência de sua gestão”

25/01/2009 – Tribuna do Norte

Gabriela Raulino – Repórter

Há mais de de 20 dias, o Rio Grande do Norte sofre com as conseqüências da “crise” na rede pública hospitalar. Desde que o Estado tomou a decisão de não renovar o contrato com três cooperativas que prestavam serviço ao SUS (após, praticamente, 12 anos sendo questionado pelo Ministério Público), as filas de pacientes aumentam. E as soluções efetivas não aparecem. O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), regional Nordeste, o médico Edson Gutemberg, fez uma avaliação das medidas já tomadas até o momento, e opinou sobre quais soluções devem ser tomadas para consolidar “de uma vez” o Sistema Único de Saúde. As opiniões são calcadas não só na posição que hoje assume na Federação, mas enquanto médico, potiguar e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Além disso, já assumiu a função de secretário adjunto Municipal de Saúde no governo de Aldo Tinôco, bem como foi presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sindimed). Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, Edson Gutemberg destacou a participação do Ministério da Saúde nas discussões sobre a crise, e elogiou as medidas em andamento, como a reestruturação da rede e convocação dos recém-concursados. No entanto, foi taxativo: o Sistema Único de Saúde precisa ser consolidado. E, nesse sentido, afirmou que a “bandeira de luta” é que a medicina seja transformada em “carreira de Estado”, com salário de R$ 15 mil por 40 horas de trabalho.

Enquanto presidente da Fenam, médico e até mesmo potiguar, como o senhor vê essa crise na rede pública hospitalar?

Em primeiro lugar, é preciso colocar que a crise não é aguda, é crônica. Esse é um processo que vem infernizando a saúde da população há muito tempo, e a responsabilidade deve ser compartilhada pelos três entes de gestão do Sistema Único de Saúde: o federal, o estadual e o municipal. Isso está na Constituição de 1998. Mas o que a gente tem verificado ao longo desses anos é que a saúde é sempre uma bandeira de luta eleitoral, mas os gestores não têm se preparado para responder à demanda da população. Uma demanda importante porque 70% da população brasileira depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde, por isso que é humano, ético e fraterno a gente defender o SUS.

E na sua opinião, como isso deve ser resolvido?

Do nosso ponto de vista (Fenam), a medicina tem que ser colocada uma carreira de Estado, esse é um ponto fundamental. A carreira de Estado obriga o profissional a dedicação exclusiva ao serviço público, analogamente ao que acontece com o Ministério Público. Quem trabalha lá tem salários que permitem exercer sua profissão dignamente sem precisar exercer outra função. Os médicos anseiam por isso, por essa oportunidade. Mas, evidentemente, não adianta transformar em carreira de Estado pagando o salário que paga hoje. Por isso isso defendemos o salário mínimo profissional do médico em R$ 7.500,00 para 20 horas de trabalho.

Hoje um médico na rede pública ganha quanto?

Hoje o salário varia em torno de R$1.050,00 ou R$800,00. Não tem o valor estipulado. Então a gente quer o mínimo profissional para que aí possa se dedicar ao serviço público, ser funcionário exclusivo. O Sistema Único de Saúde implantado na Espanha, na Inglaterra, na França, na Espanha, quando funcionam, os médicos só têm aquele vínculo. Aqui, de acordo com a realidade atual, viveria de forma digna dando a devida atenção aos seus paciente e à sua vida pessoal.

Quando vocês defendem isso, é porque acham que o principal problema está na questão profissional?

Não. A rede desestruturada e os salários são uns dos problemas. A gente vem atuando também desde a base. A gente têm consciência que, hoje a universidade não vem formando profissionais para trabalhar no SUS, que seria um médico generalista, que entenda que a saúde família e a atenção básica é a principal estratégia para oferecer saúde eficiente para a população. As experiências no mundo todo que investiram na atenção básica de saúde são exitosas, e no Brasil não pode ser diferente. Para isso, a universidade tem que influenciar naqueles que estão se formando a idéia de trabalhar nesses sistema.

E qual o perfil da formação atual nas universidades do país?

Hoje as pessoas estão se formando e logo procuram se tornar especialista em alguma coisa e, se possível, um super-especialista, porque se só tem ele, vai ganhar melhor. Mas tem que ganhar melhor o médico generalista que trabalha na rede pública.

É isso que tem acontecido hoje com as cooperativas?

É. Mas o equívoco não está na cooperativa em si. O errado é elas atuarem no SUS, o que é resultado de uma má gestão no sistema público, sem profissional e sem bons salários. Essa forma de atendimento pode inviabilizar o SUS porque hoje são os anestesiologistas, os ortopedistas, amanhã vão ser os psiquiatras. A cooperativa surgiu para enfrentar os planos de saúde mercantilistas, que buscam o lucro, o que não é um pecado diante do sistema capitalista, e hoje os médicos têm poder de negociar preço com esses planos. A deformação está neles terem ido para o SUS.

Mas o senhor acha que as medidas estão sendo tomadas para contornar esse “erro”?

É. O Governo está tomando as medidas, estão chamando os médicos. Não sei se vão conseguir com o salário que oferecem, mas estão chamando. A gente (enquanto sindicato) já pedia isso há 15 anos atrás. O primeiro foi realizado há três, quatro anos.

Com esse posicionamento, então o senhor discorda da nova proposta do “contrato global”, em que, de algum modo, as cooperativas podem voltar a ser contratadas, dessa vez pelos hospitais privados?

Com certeza. É troca seis por meia dúzia. O sistema único continua na dependência da rede privada por ineficiência da sua própria gestão.

A solução então, como o senhor já falou, seria o concurso público, a carreira de Estado. Mas isso demanda um longo prazo…

Já esteve mais longe do que se pensa. Hoje os órgãos de integração que fazem parte do SUS (conselhos, associações) já estão colocando essa solução para o Ministro da Saúde. Será levado para o CONAES (Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde), que tem poder de deliberação e para o CONASEM (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde). O Ministro já admitiu fazer isso de forma reduzida, primeiramente para locais de difícil provimento, como Amazonas e Belém. Mas queremos para todo o Brasil.

Mas enquanto isso, tem muita gente precisando de atendimento. Qual seria a solução imediata?

É o que já está sendo feito agora, inclusive com a ajuda do Ministério da Saúde, que sempre se comportou como se não fosse com ele quando essa crise já estourou em outros estados. A solução está sendo dada com contratação de médicos, redistribuição dos médicos já existentes. Mas não pode abrir mão das medidas estruturantes, para uma atuação consolidada do sistema.

Resolver a ponto de dar tempo de atender emergencialmente a essa demanda “acumulada”?

Vai tirar a “agudez” do momento, até instaurar outra crise ou então resolver o problema. Não de modo rápido, porque é muita gente precisando de atendimento e os profissionais chamados ainda não são em quantidade suficiente. Não sei se acontece o mesmo de quando eu estava na presidência do sindicato. O governo fez um concurso para médicos com salário de R$300,00 o sindicato e conselho pediu que os profissionais não se submetesse, mas nós quebramos a cara. Eles assumiram achando que depois ia melhor, mas muitos pediram pra sair depois. Não sei como é com esses que estão chegando agora.

Mas essa ainda é uma questão atual. O salário continua sendo considerado “baixo”. O senhor defenderia então que eles não assumissem?

O salário hoje melhorou em relação ao passado.

Mas como o senhor mesmo falou quando defendeu a carreira de Estado, ele continua baixo.

Veja, isso é muito relativo. Na carreira pública, o salário ainda precisa melhorar para ser carreira de Estado. Mas para quem está chegando agora, dá pra ficar.

Mas muitos dos convocados ainda não se apresentaram. O senhor acha que deveria prevalecer o compromisso social da medicina?

Veja bem, a medicina no passado era visto como um sacerdócio, éramos profissionais liberais. Mas hoje, os médicos são assalariados e, como outros trabalhadores, queremos ganhar de uma forma digna. Deve atender de graça? Deve. Em uma situação de urgência e emergêcia. Não porque somos bonzinhos, mas porque a lei condena por omissão de socorro.

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