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EPPUR SI MUOVE – A guerra do crack expõe a fragilidade dos dogmas e o Ministro Temporão

O QUE É SAÚDE MENTAL? A GUERRA DO CRACK: SECRETARIA DE SAÚDE DE SP DENUNCIA POLÍTICA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA DEPENDENTES QUÍMICOS.

Secretaria de Saúde de SP rechaça ‘declarações oportunistas’ de ministro

SÃO PAULO –

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo definiu como “demagógicas” e “oportunistas” críticas à política estadual de combate às drogas feitas pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Na manhã desta sexta-feira, em comício em São Bernardo do Campo (SP), ao lado do presidente Lula, Temporão responsabilizou o órgão por estratégia “retrógrada” e feita de forma “isolada” para controlar o consumo de narcóticos.

Segundo o ministro, a oposição –em particular o governo de São Paulo, há 16 anos sob administração tucana– “pensa que o dinheiro surge do nada”.

Na sequência, ele afirmou que o Ministério da Saúde injetou R$ 1,7 bilhão a mais para fortalecer a área no Estado.

Os tucanos, contudo, se recusam a reconhecer esse fato, de acordo com Temporão.

Em nota divulgada hoje, a Secretaria estranhou a declaração ter sido feita “às vésperas da eleição presidencial”.

O comunicado também ressalta que, “ao contrário do que disse o ministro, não houve repasse extra de recursos ao governo do Estado além do teto do SUS (Sistema Único de Saúde)”.

A verba adicional seria “mero cumprimento de uma obrigação” garantida pela Constituição.

A secretaria aponta déficit de R$ 240 milhões para cobrir a demanda dos serviços de saúde no Estado “em relação ao teto federal”.

Segundo a Secretaria, desde 2003 –início da gestão Lula– os repasses federais ao SUS paulista vêm minguando. Isso teria deixado “as contas nas mãos do governo do Estado e dos municípios paulistas”.

A pasta comandada por Temporão está há três meses em dívida com São Paulo, afirma o órgão. Seriam “R$ 280 milhões referentes ao programa de dispensação de medicamentos caros e importantes”.

RETRÓGRADO

A Secretaria devolveu ao ministro a pecha de ser “retrógrado”.

“Quanto às declarações do ministro sobre a política do Estado para dependentes químicos, a Secretaria é que questiona a postura retrógada do Ministério da Saúde, que não admite a necessidade, em alguns casos pontuais, de internação de pacientes com alto grau de dependência e, por isso, não financia sequer um leito para tal fim no Estado em clínica especializada.”

A Secretaria defende um modelo integral para ajudar viciados em drogas –o que inclui eventuais internações. “Por isso, nos últimos três anos, implantou três clínicas estaduais, com internação de curta permanência (máximo de 30 dias) e financia cerca de 500 leitos, além de outros 500 custeados pela prefeitura de São Paulo.”
Fonte:
m.hands.com.br/pub/noticia.aspx?srdh=b488b80a-2e62-4f8a-9d77-6af03db35e02&cat=5&sec_id=53&cch=0&id=4708213