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Crise no SUS: Ministério Público do Trabalho entra com ação contra Mais Médicos

O Partido “dos Trabalhadores” é uma estranha esquerda, que aceita e aplaude trabalho análogo à escravidão e uma das maiores operações de terceirização já montadas no Brasil. Aí estão os fatos que desmontam a incoerência: a ação proposta pelo Ministério Público do Trabalho. Começa a desmistificação de uma das maiores armações eleitoreiras nunca dantes vista na história desse país.

Ministério Público do Trabalho entra com ação contra Mais Médicos

A médica cubana Ramona mostra a prova da escravidão

Deu noGLOBO: MPT entra com ação contra União sobre contratações no Mais Médicos

O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Sebastião Caixeta entrou com uma ação civil pública na tarde desta quinta-feira contra a União para tentar alterar as regras do programa Mais Médicos e estabelecer uma relação de trabalho entre os médicos e o governo federal. A ação pede também que não haja diferença

http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/saude/ministerio-publico-do-trabalho-entra-com-acao-contra-mais-medicos/#.UzWyVjXVYMY.twitter

José Dirceu ataca classe médica para defender governo

O notório Zé Dirceu, já condenado pelo STF por seu escandaloso envolvimento no mensalão, vem usar o seu blog para incitar militantes do partido ao qual é filiado contra a classe médica.

A intervenção do mensaleiro pode ser conferida em http://www.zedirceu.com.br/a-continuidade-do-desumano-danoso-e-malefico-boicote-corporativista-ao-mais-medicos/

Nada de novo ao referir-se ao boicote “corporativista”, já que não é o único a desqualificar e perseguir as demandas da classe médica com esse rótulo inapropriado. Nenhuma categoria profissional sofre de tamanha discriminação, ao ter qualquer pleito, antes que se examine sua validade, ser rotulado de “corporativo”. No texto a classe é alvo de outros ataques mensaleiros. Diz Dirceu:
“Cidades e periferias, repita-se, nas quais os médicos brasileiros se recusam a trabalhar.”

Não tendo o governo previamente organizado concurso público, essa conclusão parece insensata. Tivesse feito o concurso público e observasse seus resultados, teria o governo autoridade moral para usar o argumento que Dirceu repete. Na falta, falta-lhe essa autoridade e o argumento dilui-se na massiva campanha de marketing pela qual escoa com facilidade o dinheiro público.

Mais uma vez, Dirceu, como o governo que ele apoia, falam sobre a saúde mostrando sua cegueira seletiva quanto ao sucateamento da infraestrutura, à carência de meios, à precarização das relações de trabalho. Fingem não ver todo um conjunto de causas da má qualidade dos serviços públicos de saúde. Por isso, suas conclusões serão sempre muito vulneráveis à crítica.