Arquivos de tags: Porto Alegre

Crise no SUS: UPA é improvisação e precarização não é solução

.         *** Fax Sindical ***   13.07.2012           .
____________________________________________

Data: 13 de julho de 2012
De  : Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata de MG

…………………………………

*** Aviso Sindical Importante
Para: Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora

Assembléia Geral dos médicos municipais

Dia 17/07/2012 19hs 30 minutos, na Sociedade de Medicina. Compareça. Divulgue. Participe. Não tenha medo. Informe-se. Hora é de unir e lutar.

______________________________________

*** Médicos estaduais de Minas conquistaram carreira. Federais também, conforme lemos namatéria abaixo. Em Juiz de Fora médicos da prefeitura continuam sem carreira, ganhando mal e com seu trabalho sendo precarizado. O prefeito Custódio precisa explicar porque tanta discriminação e intolerância contra a classe médica. Foram 4 anos de insensibilidade.

Médicos nas ruas alcançam
importante vitória contra a
MP 568/12

Após mobilização da
categoria médica em âmbito
nacional, a Federação
Nacional dos Médicos
(Fenam) considera uma
vitória a aprovação do
parecer da MP 568. O relator da matéria, senador
Eduardo Braga (PMDB-AM),
contemplou, na última
quarta-feira (13), as
principais reivindicações
dos médicos referentes à
remuneração, jornada de
trabalho, insalubridade e
periculosidade.

O texto foi fruto de vários
acordos entre as entidades
médicas, parlamentares e
Ministério do Planejamento
e retira os prejuízos
anteriormente previstos. O
parecer foi aprovado por
unanimidade na Comissão
Mista do Congresso
Nacional.

“Com essa vitória os
médicos têm que acreditar
no mote: quando os médicos
querem, eles podem. Nós
quisemos, saímos às ruas e
agora podemos comemorar um
momento bastante
significativo, que
restabeleceu os direitos
anteriores. Precisamos
continuar mobilizados na
busca dos justos e
merecidos ganhos,”
salientou o presidente da
Fenam, Cid Carvalhaes.

Saiba o que mudou na MP, com o relatório aprovado na
Comissão Mista:
– Cria tabelas de
remuneração específicas para
jornadas de 20 ou 40 horas,
– Reconhece a jornada de 20
h/semanais e a
possibilidade de contrato
de trabalho de 40 horas,
onde o vencimento básico
dobra de valor,
– Supressão dos
dispositivos que criam a
Vantagem Pessoal
Nominalmente Identificada,
– Retira o artigo sobre
insalubridade e
periculosidade, que
determinava valores fixos.
Com isso, fica mantido o
pagamento desses benefícios
com base em um percentual
do vencimento básico, como
já era garantido antes da
MP.

“Embora não tenhamos tido
ganhos, evitamos prejuízos.
Essa vitória, essa
sedimentação de direitos, o
reconhecimento por parte do
Governo do seu erro
grosseiro, o acolhimento
por parte do Congresso
Nacional das correções que
se fizeram mostram que a
mobilização é a forma mais
significativa de pressão e
conquista”, avaliou
Carvalhaes.

Tramitação

A MP 568 transformou-se no
Projeto de Lei de Conversão
(PLV) 14/2012 e agora segue
para análise e votação nos
plenários da Câmara e
Senado. Se aprovado,
retorna para apreciação e
sanção da presidente Dilma
Rousseff. Antes disso, terá
que aguardar outras sete
medidas provisórias que a
antecedem e aguardam
votação nas casas
legislativas.

“A Fenam se vê muito
satisfeita e cumprimenta os
sindicatos que se
mobilizaram contra a MP,
como ocorreu no último dia
12 de junho, de uma forma
muito convincente, e também
cumprimenta as outras
entidades médicas, Conselho
Federal de Medicina (CFM) e
Associação Médica Brasileira
(AMB), os docentes das
universidades públicas e
todos aqueles que se
envolveram na questão”.
(Fonte: Notícias da Fenam)www.diap.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20669:medicos-nas-ruas-alcancam-importante-vitoria-contra-a-mp-56812&catid=37:agencia-diap&Itemid=204

*** UPA como corpo estranho no sistema público de saúde

Nem unidade básica, nem hospital. Sem a presença comunitária de uma e sem a resolutividade de outro. Criada como solução eleitoreira para o desmonte do SUS do Rio agravado no governo de Cabral Filho, idéia foi vendida por Temporão, afilhado político de Cabral, para o governo federal. As UPAs recorrem, com muita frequência a intermediação de mão de obra, precarizando serviços públicos de saúde

Porto Alegre
Crise no SUS
UPA – Corpo estranho na saúde pública

Médicos do Conceição alertam
para transferências para UPA

Duas entidades que
representam os médicos do
Hospital Nossa Senhora da
Conceição divulgaram nota
oficial conjunta, nesta
quarta-feira (11 de julho),
alertando para os impactos
negativos da possível
transferência de
plantonistas da emergência
do hospital para atuar na
Unidade de Pronto
Atendimento (UPA), a ser
inaugurada na zona norte de
Porto Alegre. Sindicato
Médico do RS (SIMERS) e
Associação dos Médicos do
Conceição (AMEHC) advertem
que a medida, que já é
cogitada internamente pela
direção do GHC, agravará a
estrutura de atendimento no
serviço, que é o maior do
Sul do País, e já sofre com
a carência de 50% de
profissionais.
“Não somos contra deslocar
plantonistas da emergência
para a UPA, certamente isso
qualificará o atendimento,
mas não podemos desfalcar a
equipe que já é reduzida
para a demanda que temos”,
justifica a vice-presidente
do SIMERS, Maria Rita de
Assis Brasil. As entidades
denunciam o que chamam de
“crise no GHC”, devido a
atitudes dos gestores,
indicados por critérios
político-partidários, que
têm gerado desorganização
das áreas de assistência,
incluindo emergência e
demais áreas de internação
(cirurgias e outros
procedimentos). Além da
possibilidade de reduzir o
quadro de plantonistas para
atender a UPA (cujo pessoal
deve ser suprido pelo GHC),
as entidades ressaltam a
preocupação com as condições
gerais de operação da
instituição.

Equipamentos para exames e
diagnóstico estragam e
demoram a ser consertados –
restringindo o atendimento e
prolongando a permanência de
pacientes internados.
Cogita-se terceirizar laudos
de exames de imagem para
uma empresa de fora do
Estado. Há falta de
especialistas para apoiar
diagnósticos na emergência e
a baixa remuneração tem
dificultado o preenchimento
de vagas para médicos.

VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA DAS
ENTIDADES:
CRISE NO GHC
Os médicos do Grupo
Hospitalar Conceição (GHC),
reunidos em assembleia geral
extraordinária em 9/7/2012,
na sede do SIMERS,
decidiram por unanimidade:
1. Manifestar sua
preocupação com os rumos da
atual administração do GHC.
2. Alertar a população para
os riscos da transferência
de plantonistas da
emergência do Hospital
Conceição para a UPA
(Unidade de Pronto
Atendimento), a ser
inaugurada na Zona Norte da
Capital, inviabilizando o
atendimento que hoje já é
caótico.
3. Declarar-se em
Assembleia Geral Permanente.

A falta de profissionais,
decorrente da remuneração
insuficiente que não atrai
candidatos às vagas
existentes, agrava cada vez
mais a sobrecarga de
trabalho dos médicos.

Fonte http://www.simers.org.br/medicos-do-conceicao-alertam-para-transferencias-para-upa-noticias-3519.html

*** A precarização não é solução. Veja o que acontece em São Paulo. Faltam médicos no SUS.

No paraíso das oscips e organizações sociais a falta de médicos persiste e prova que o modelo de intermediação de mão de obra precária para atividades fim no serviço público é falacioso. Sindicato exige que governo paulista crie carreira de médico. Leia abaixo:

“O Ministério Público recebeu
denúncia relacionada a falta
de médicos e baixa
qualidade dos serviços
prestados na região, em
especial, em relação ao
Hospital Geral de
Guaianazes. A queixa foi
encaminhada para a
Secretaria de Estado da
Saúde pelo promotor de
justiça Arthur Pinto Filho.
A Secretaria se manifestou,
por meio de ofício assinado
pelo coordenador de Saúde
da Coordenadoria de Serviços
de Saúde, reconhecendo o
problema. Em sua análise,
são instituições que exigem
reposição ágil de
profissionais, já que são
unidades de média e alta
complexidade. A Secretaria
expõe a dificuldade de
manter seu quadro funcional,
em razão do envelhecimento
dos servidores, que acabam
por se aposentar, e do
mercado de trabalho “que
estimula a migração de
profissionais” para o setor
privado, em razão de maior
remuneração no setor.
O que mais chama a atenção
é o fato da Secretaria de
Estado da Saúde de São
Paulo, informar que está
sendo “promovido amplo
estudo com a participação
da Procuradoria Geral do
Estado, Casa Civil,
Secretarias de Gestão,
Fazenda e Planejamento, a
fim de apresentar uma
solução rápida para o
problema de manutenção de
médicos no âmbito da
Secretaria. O grupo de
trabalho foi criado pela
Resolução CC número 4, de 9
de janeiro de 2012”.
Segundo a Coordenadoria de
Serviços de Saúde da
Secretaria, o trabalho deve
ser concluído em breve. O
resultado seria um projeto
de lei a ser submetido ao
governador Geraldo Alckmin
para desenvolvimento de uma
carreira específica para o
médico, “visando corrigir
distorções ocasionadas pela
oferta na área de saúde do
Estado, que estabelece a
importância paga a partir
da especialidade/área de
atuação, localidade e tipo
de atividade.”

Fonte: http://www.simesp.org.br/imprensa.php?Ler-editoria;3790

RS – Médicos elegem PCCV, mais verbas e segurança entre prioridades no SUS

Médicos elegem PCCV, mais verbas e segurança entre prioridades no SUS

16/05/2011

Médicos que participaram da 2ª Pré-conferência preparatória para a 6ª Conferência Municipal de Saúde de Porto Alegre apontaram entre as prioridades da categoria a criação de um plano de carreira próprio, o aumento dos investimentos no SUS e mais segurança nas unidades de atendimento. O evento ocorreu no sábado, 14, na região da Bom Jesus, zona leste da Capital.

A primeira pré-conferência foi realizada no dia 7, no Colégio Parobé, e reuniu representantes de categorias ligadas à saúde, gestores e usuários da região central. O Sindicato Médico do RS (SIMERS) propôs na plenária a garantia de que hospitais filantrópicos realizem metade da contrapartida na Capital.

O diretor do SIMERS Fábio Gatti, que atua no Pronto Atendimento da Bom Jesus (unidade 24 horas), integrou as discussões, que começaram às 13h e se prolongaram até a noite. “Os encontros são um espaço para apontarmos as medidas, de acordo com as necessidades do atendimento. Hoje a falta de médicos impede uma assistência mais abrangente e qualificada”, alerta o dirigente.

Gatti indicou o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) como uma das iniciativas decisivas para atrair profissionais e melhorar a condição atual de remuneração e capacitação do quadro concursado. “Levamos uma proposta à prefeitura e estamos mobilizados. A escolha do tema nas pré-conferências dará um impulso essencial para o plano”, reforça o diretor sindical. Apenas as propostas mais votadas vão para a conferência final. No sábado, a coordenação do Conselho Municipal de Saúde (CMS) não havia concluído a apuração dos temas eleitos no encontro.

Já o médico e professor da Faculdade de Medicina Social da PUCRS Guilherme Coelho Dantas indicou como prioridades a segurança das unidades (na Capital, os relatos de violência são rotineiros), a melhoria na estrutura física e técnica, como oferta de exames e de quadro de médicos especialistas, e a regulamentação da Emenda 29, que define o mínimo a ser aplicado no SUS pelos governantes e ainda está parada no Congresso Nacional.

Dantas, que dirige o Programa de Educação Tutorial (PET) na área de Medicina Coletiva da escola médica, convive com os profissionais nos postos de Saúde da Família e ressalta: “O quadro é precário, de muita insegurança e tensão e falta de instalações que permitam o mínimo de privacidade na relação médico-paciente”.

Segundo o professor, a condição está desmotivando os médicos a fazerem a formação em Medicina de Família. A PUCRS abriu uma residência na área no ano passado, com três vagas. Todas foram preenchidas, mas em 2011 a queda do interesse se refletiu nos aprovados: baixa inscrição e apenas um residente começando o curso, que dura dois anos. “Há muito desânimo. Os recém-formados preferem ir ao mercado, pois é difícil se manter com o baixo valor da bolsa.” Dantas supervisiona a residência diretamente nos postos e atesta que a situação da rede reforça o desestímulo.

PRÓXIMAS PLENÁRIAS
A Conferência Municipal, que será de 30 de junho a 2 de julho, no Salão de Atos da PUCRS, tem o tema Todos usam o SUS – Acesso e Acolhimento. As definições locais serão apresentadas na plenária estadual e, posteriormente, na nacional. O Conselho Municipal e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) comandam as ações. O SIMERS, que integra o CMS, incentiva a categoria a comparecer às próximas pré-conferências para fortalecer as pautas consideradas essenciais para qualificar o sistema.

http://portal.fenam2.org.br/portal/showData/393759

Porto Alegre- Prefeitura contra saúde da família

A Câmara Municipal de Porto Alegre está colocada diante de um grande dilema. O Prefeito pedetista/privatista José Fortunati decidiu abolir o concurso público para médicos que serão empregados do serviço público de saúde na atenção à Saúde da Família. O projeto foi empurrado para os vereadores em regime de urgência. Ele inventa um monstrengo chamado Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família, um negócio que tem o nome de fundação pública de direito privado, que tem seus cofres irrigados com dinheiro público.

O Conselho Municipal de Saúde firmou posição clara contra o projeto. O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul também.

Estranha é a posição do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. Não se sabe que interesses moveram os medalhões do CRM, sustentados pelas pesadas contribuições arrancadas compulsoriamente de cada médico, a apoiar o projeto que abole o concurso público para médicos, destrói a carreira e terceiriza atividade-fim em estabelecimentos públicos de saúde. Enfim, prejudica a classe. O dr. Paulo Argolo Mendes, que preside o Sindicato Médico gaúcho alerta que o projeto compromete a continuidade e regularidade do serviço, sendo uma verdadeira precarização. O Conselho Municipal de Saúde diz ser inconstitucional manter servidores públicos com regimes diferentes de trabalho.

Se o fundador do PDT, Leonel Brizola, fosse vivo, certamente iria expulsar do partido esse prefeito que vai contra o serviço público e os direitos dos trabalhadores do setor publico. Lembramos que a Prefeitura de Porto Alegre teve seus cofres sangrados por uma oscip paulista que geria o PSF local. O caso está sendo tratado pela Polícia Federal na conhecida Operação Pathos.

Denunciado complô no assassinato do secretário de Saúde de Porto Alegre

O presidente municipal do PTB em Porto Alegre, José Carlos Brack, 66 anos, foi denunciado pelo assassinato do ex-vice-prefeito e ex-secretário municipal da Saúde da capital, Eliseu Santos, porque “também planejou e determinou a execução da vítima e prestou apoio moral e certeza de eventual auxílio a seus comparsas”. A afirmação é do Ministério Público no aditamento à denúncia feito pelos promotores Lúcia Helena Callegari e Eugênio Paes Amorim, recebido sexta-feira à noite pelo juiz Ângelo Furlanetto Ponzoni. Segundo o documento de 23 páginas, que traz a descrição de nove fatos, Brack também cometeu os crimes de corrupção passiva, valendo-se da influência que exercia junto à Secretaria Municipal da Saúde.

Além do dirigente do PTB de Porto Alegre, que qualificou a denúncia como “absurda”, o MP denunciou outras duas pessoas como implicadas na morte de Eliseu Santos: o presidiário Jonatas Pompeu Gomes, 20 anos, atualmente recolhido no Instituto Penal de Viamão, e Cássio Medeiros de Abreu, 20 anos, enteado do ex-assessor jurídico da Secretaria Municipal da Saúde, Marco Antônio Bernardes. Com a inclusa destes nomes, a peça acusatória possui 11 envolvidos no assassinato do ex-vice-prefeito da capital gaúcha.

Eliseu Santos, 63 anos, foi morto a tiros na noite do dia 26 de fevereiro, quando saía de um culto religioso, acompanhado da mulher e da filha, na rua Hoffmann, no bairro Floresta. Segundo os promotores de Justiça, o crime foi cometido por motivo torpe, com utilização de meio que pode causar perigo comum, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e para assegurar a impunidade em outro delito. Os envolvidos também teriam agido motivados por vingança, relacionada ao rompimento de um contrato da Secretaria Municipal da Saúde com a empresa de segurança Reação..

A promotora Lúcia Callegari revelou sexta-feira que, após a denúncia das primeiras oito pessoas envolvidas no crime, uma série de documentos e e-mails foram remetidos ao Ministério Público. Após analisar e atestar a veracidade desse material, Callegari não tem dúvidas de que está diante de um homicídio “orquestrado por diversas pessoas sob o comando geral de pessoa influente, dirigente de partido político, que estava preocupado com o que a vítima sabia e com seu hábito de dizer o que sabia e também de procurar as autoridades”.

Quem é José Carlos Brack
José Carlos Brack é bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela PUCRS e especializado em Ecologia e Problemática Ambiental pela Unisinos. Em 2003 e 2004, foi diretor-geral da Secretaria do Turismo, Esporte e Lazer. Foi também chefe de gabinete da conselheira do Tribunal de Contas Terezinha Irigaray (2004-2005) e do vice-prefeito Eliseu Santos (2005-2006). Em 2006, foi secretário de Energia, Minas e Comunicações, do governo Germano Rigotto. É membro do Diretório Nacional do PTB, do Diretório Estadual do PTB e da Comissão Executiva Municipal do PTB. Constam em seu currículo, também, a presidência da Comissão Executiva Municipal do PTB, do Conselho de Administração do Instituto Sólon Tavares e da Fundação Instituto Getúlio Vargas.
Publicado em http://rsurgente.opsblog.org/2010/05/24/dirigente-do-ptb-ajudou-a-planejar-execucao-de-eliseu-santos-afirma-mp/

Salários ruins e precariedade expulsam médicos do serviço público

Médico do CREMERS é assassinado em Porto Alegre.

Em menos de um ano dois médicos que exerciam cargos de liderança classista e que moravam em Novo Hamburgo foram assassinados. Estranha coincidência? O assunto está a cobrar investigações mais sérias das autoridades ou, até mesmo, a intervenção da Polícia Federal. O Conselho Regional de Medicina é uma autarquia pública federal.


O jornal ZERO HORA, de Porto Alegre, na página http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2320714.xml anuncia o assassinato do Dr. Marco Antonio Becker, Presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, na chapa recém eleita. Abaixo nota do site VideVersum, de POA, sobre os planos de Becker à frente do Conselho. Recentemente o FAX SINDICAL anunciou o assassinato do Presidente do Sindicato dos Médicos de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, o que pode ser conferido na página https://faxsindical.wordpress.com/2008/07/29/assassinato-do-presidente-do-sindicato-dos-medicos-de-novo-hamburgo-aguarda-esclarecimento/ . O Dr. Becker, médico oftalmologista, foi sepultado em Novo Hamburgo, onde também residia. Não temos notícias que confirmem a identificação e acusação dos assassinos de Gilvan Roberto Fontoura, ex-presidente do Sindicato dos Médicos de Novo Hamburgo. Agora, outro colega em atividade profissional naquela cidade e que ocupava uma posição de liderança na categoria, também cai assassinado.


Confira a notícia do ZERO HORA sobre o assassinato de Becker:

Polícia | 05/12/2008 | 20h36min

Marco Antonio Becker é enterrado em Novo Hamburgo

Polícia fará buscas na casa da vítima

Foi sepultado por volta das 19h15min desta sexta-feira, em Novo Hamburgo, o médico Marco Antonio Becker. Mais de cem pessoas acompanharam a cerimônia no Cemitério Católico de Lomba Grande, na zona rural da cidade, onde nasceu e tinha suas raízes.

Becker foi assassinado por volta das 22h30min de ontem na Rua Ramiro Barcelos, em Porto Alegre. Ele foi baleado dentro de seu carro, um automóvel Gol branco ano 1988, depois de ser abordado por dois homens em uma moto.

Ainda nesta sexta-feira, a polícia faz buscas no apartamento do médico, em Novo Hamburgo, atrás de pistas sobre sua morte. Também estão sendo analisadas as imagens de três câmeras privadas de segurança instaladas próximo ao local do crime.

Até esta tarde, pelo menos oito testemunhas foram ouvidas – duas presenciaram os tiros, e as outras tinham relações pessoais ou profissionais com a vítima. As informações dos que viram os criminosos, contudo, não foram suficientes para a produção de retratos falados.

Segundo diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Ranolfo Vieira Junior, ainda não há suspeitos. A hipótese mais forte segue sendo de execução, ainda que a polícia não tenha descartado a possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte).

– Ele (Becker) era um cara aguerrido nas suas idéias e, por isso, tinha muitos desafetos – disse Ranolfo em entrevista coletiva no Palácio da Polícia.

De acordo com a perícia, o médico levou cinco tiros. Três atingiram diretamente o tórax. Um atravessou o braço esquerdo e também chegou ao tórax. O quinto parou em um papel que estava no bolso da camisa da vítima – a bala pode ter perdido força ao atravessar o vidro ou a munição podia ser velha.

No site VIDE VERSUS, matéria fala sobre os planos de Becker à frente do Conselho Regional de Medicina. Confira em http://www.videversus.com.br/asp/imprimir.asp?SECAO=66&SUBSECAO=0&EDITORIA=8878 ou na transcrição abaixo:

Porto Alegre, sábado, 06 de dezembro de 2008 – 14h06min


Marco Antonio Becker, o mago do Cremers, vai passar o bastão

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul tem tudo para entrar agora em uma nova era de pacificação entre os médicos, após a eleição que deu a vitória para a chapa do atual presidente, Marco Antonio Becker. Ele vai dividir a presidência nos próximos cinco anos com companheiros de chapa, o que será definido nos próximos dias. Entretanto, já avisou para seus colegas que quer passar o bastão do comando para outro neste começo de novo mandato. O mandato desta eleição de agora se estenderá até 2013. A eleição foi disputada por três chapas e votaram 11.990 médicos. A chapa de Marco Antonio Becker (a de número 2) obteve 1946 votos, um total de 647 votos a mais do que a segunda colocada, a chapa 3, de oposição, que ficou com 1.306 votos. Marco Antonio Becker alcançou o respeito da sua categoria especialmente porque o Rio Grande do Sul é o único Estado onde não se verificou a proliferação vergonhosa de novas escolas de medicina, como na grande maioria dos outros Estados no Brasil. Ele também exerceu vigorosamente a existência de boas condições de trabalho para os médicos e seus pacientes, e não hesitou em determinar a interdição de UTIs de hospitais que não apresentavam condições de funcionamento. Daí o reconhecimento que acabou colhendo na sua eleição.

Technorati : , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , ,

16 de outubro: sangue derramado em São Paulo e Porto Alegre.

Dezesseis de outubro será um dia desses para ser lembrado. Manifestações sindicais de servidores públicos da área de segurança pública foram ferozmente reprimidas pelos governos de São Paulo (José Serra – PSDB) e do Rio Grande do Sul (Yeda Cruzius – PSDB). Em período eleitoral esses acontecimentos trágicos são bem elucidativos da falta de vontade política que pontua as administrações públicas do PSDB em assuntos que se referem ao funcionalismo público. Aos desavisados, esses acontecimentos são aviso: quem é funcionário público não pode contar com a atenção dos governo do PSDB. A CUT repudiou a irresponsabilidade criminosa dos governos tucanos de SP e RS. Leia abaixo a transcrição da matéria distribuída por e-mail pela CUT de Minas Gerais.

Bombas, cavalaria, tiros e feridos à bala

Por: Leonardo Severo e Paula Brandão

quinta, 16 outubro 2008

CUT repudia “irresponsabilidade criminosa dos governos tucanos de SP e RS”

Dois acontecimentos tingiram de sangue protestos pacíficos de movimentos sociais na tarde desta quinta-feira em frente aos palácios de governo dos estados de São Paulo (Bandeirantes) e Rio Grande do Sul (Piratini).

Ao transformarem a Polícia Militar em guarda pretoriana de seus desgovernos, os tucanos José Serra e Ieda Crusius quase provocaram a morte de pais e mães de família que protestavam contra a intransigência e defendiam o atendimento às ruas reivindicações.

Diante do ocorrido nas capitais paulista e gaúcha, a CUT repudia o “autoritarismo, a falta de diálogo, o desrespeito, a truculência fascista e a irresponsabilidade criminosa desses dois governos tucanos” que, promoveram uma verdadeira guerra contra os manifestantes, com bombas, brucutus, cavalaria, tiros e gás pimenta, deixando vários feridos, inclusive à bala.

De acordo com o secretário geral da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima, “o comportamento irresponsável do governador José Serra e do secretário estadual de Segurança Pública por pouco não provocaram mortes”. O movimento une investigadores, delegados, escrivães e peritos da Polícia Civil, que estão em luta por melhores condições de trabalho e salário desde meados do mês passado. “Por um lado, provocaram a categoria dos Policiais Civis em greve ao abandonar a segurança pública, não dar as mínimas condições de trabalho, manter equipamentos defasados, salários arrochados e, pior, não atender solicitações, se negar a negociar e ainda criticar o comportamento de quem tem preocupação com a segurança dos cidadãos”, denunciou Adi.

Conforme relatou o dirigente cutista, os manifestantes se aproximavam do Palácio dos Bandeirantes quando foram surpreendidos pela formação de “cerca de dois mil policiais militares e uma tropa de choque armada até os dentes, que iniciaram uma verdadeira guerra”. Diante da brutalidade da agressão tucana, o GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil, que apenas fazia a segurança dos manifestantes, se somou ao protesto. “Serra não quer diálogo, somente imposição. Eu vi uma guerra civil, o conflito quase gerou mortes na porta do Palácio”, ressaltou Adi.Representantes das seis centrais sindicais acompanharam o protesto e repudiaram a covardia de Serra. Agora, lembrou Adi, “a mobilização vai crescer ainda mais, porque ninguém vai baixar a cabeça para este tipo de comportamento”.


Marcha dos Sem

Em Porto Alegre (RS), a tradicional Marcha dos Sem, manifestação organizada pela CUT e pela CMS – Coordenação dos Movimentos Sociais, também foi alvo da truculência do governo tucano. Segundo Quintino Severo, secretário geral da CUT Nacional, que participou da mobilização na capital gaúcha, “a governadora mais uma vez demonstrou seu desprepara para conviver com a democracia”.

Segundo Quintino, “Yeda transformou o Estado do Rio Grande do Sul em um palco de escândalos de corrupção e de truculência contra os movimentos sociais”. Militantes se concentraram a partir das 14h30 no Parque da Redenção e seguiram em passeata em direção ao Centro Administrativo do Estado – Palácio Piratini, no centro da capital gaúcha.


A 13ª Marcha reuniu cerca de 10 mil pessoas e trouxe como tema “a defesa da dignidade humana” – publicamente desrespeitada pelo governo Yeda, que ordenou a Polícia Militar usar e abusar da violência contra os trabalhadores. A repressão tucana teve início por volta das 16h na esquina da Rua Espírito Santo com a Duque de Caxias em frente à Catedral – Praça da Matriz – quando a PM avançou sobre os participantes da passeata que tentavam ultrapassar a barreira formada pelos soldados que trancavam o acesso do carro de som em direção ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado.

Os militantes estavam a sessenta metros do Palácio e foram impedidos com o uso da violência policial que lançaram bombas de efeito moral e balas de borracha, ferindo de forma covarde cerca de 17 manifestantes feridos, que foram levados ao Hospital do Pronto Socorro (HPS).

Após muita pressão dos movimentos sociais e uma difícil negociação com a Polícia, os militantes conseguiram avançar e finalmente, por volta das 16h30, parar em frente ao Palácio Piratini para o encerramento do ato.

Atualizado em ( quinta, 16 outubro 2008 )

********************************************************************
Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais
Edifício Atlântico – Rua Curitiba, 786 – 2 andar – Centro
Belo Horizonte – Minas Gerais

Technorati : , , , , , , , , , , ,
Zooomr : , , , , , , , , , , ,