Arquivos de tags: Rio Grande do Sul

Faixa contra governador do estado chama a atenção de banhistas no Litoral Gaúcho

Queiram ou não a resistência persiste e, cada vez mais, trabalhadores não estão dispostos a aceitar os absurdos das reformas neoliberais que prejudicam renda, direitos e aposentadorias de todos os que dependem de seu trabalho e de seu salário para sobreviver.

A rádio Studio FM 87,7 informa, citando o portal Litoral na Rede, que um avião monomotor conduzindo uma faixa do Sindicato dos Técnicos  de Nível Superior do  Rio Grande do Sul, surpreendeu os banhistas nas praias do litoral norte gaúcho no domingo passado.

A faixa é uma denúncia contra o chamado “pacote da morte”, que vai dificultar e reduzir as aposentadorias e pensões a que têm direito os servidores públicos gaúchos.

Fonte: Faixa contra governador do estado chama a atenção de banhistas no Litoral Gaúcho | Rádio Studio 87.7 FM

Servidores públicos estaduais do Rio Grande do Sul – paralisações e protestos contra reformas neoliberais

“Integrantes do Cpers e de outros sindicatos iniciaram no final da manhã desta terça-feira uma caminhada para protestar contra as medidas elaboradas pelo governo de Eduardo Leite referente ao funcionalismo público. Com direito a carro de som e palavras de ordem, os manifestantes exigem a retirada da pacote da reforma administrativa.”

“Além do Cpers, participam da mobilização o Sindicato dos Servidores Públicos (Sindsepe/RS), Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Sul (Sintergs), Sindicato dos Servidores da Procuradoria Geral do Estado do RS (Sindispge), Sindisaúde e outras entidades que desejam a retirada do projeto de Leite.”

https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/integrantes-do-cpers-e-de-outros-sindicatos-realizam-caminhada-contra-pacote-de-leite-1.385924

RIO GRANDE DO SUL: PROFESSORES EM GREVE CONTRA AJUSTE FISCAL QUE PREJUDICA EDUCAÇÃO

Pacote de medidas de ajuste neoliberal propostas pelo governador do Rio Grande do Sul prejudicarão professores e educação pública. “Pacote do governo contém medidas de ajuste fiscal e resultará em perdas importantes para o SUS e educação. O pacote é de caráter claramente neoliberal. É demonstra, mais uma vez, que sob as declarações toscas e a performance “casca grossa” do presidente, hoje a continuidade do “grande acordo nacional com Supremo e tudo” iniciado já no governo Temer (veja a Reforma Trabalhista). Todo mundo sabe que essas medidas, ao tirarem direitos e representatividade dos assalariados, causam perda de renda e aumentam a desigualdade. “O Plano Mais Brasil, proposta do governo de Jair Bolsonaro, traz um vasto conjunto de medidas divididas em três PECs (Propostas de Emenda à Constituição): PEC do pacto federativo; PEC emergencial; PEC dos fundos públicos, todas com a lógica de desvincular, desobrigar e desindexar o orçamento.” 
https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2019/11/rio-grande-do-sul-professores-em-greve.html

Rio Grande do Sul – Polícia Civil reage a ataques a seus direitos e Previdência.

Rio Grande do Sul – Polícia Civil reage a ataques a seus direitos e Previdência.
Depois de dois dias de paralisação categoria inicia operação padrão.
O descontentamento de servidores públicos brasileiros, mesmo em setores fundamentais para a população, como saúde, educação e segurança, é muito grande.
“Após realizar dois dias de paralisação na semana passada, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul (Ugeirm) está convocando para esta semana a retomada da Operação Padrão, que consiste em reduzir as atividades apenas ao essencial e evitar atuar em condições não adequadas. A ideia é que este movimento dure até o governo abrir um “diálogo real” sobre o pacote de medidas apresentado pelo governador Eduardo Leite (PSDB) com mudanças nas carreiras e na Previdência dos servidores públicos estaduais.”

Matéria completa pode ser lida em

Após paralisação de dois dias, sindicato convoca ‘Operação Padrão’ para Polícia Civil

Descontentamento é grande no serviço público brasileiro. Polícia Civil do Rio Grande do Sul entra em greve.

Descontentamento é grande no serviço público brasileiro. Polícia Civil do Rio Grande do Sul entra em greve.
Confira em https://www.google.com/url?rct=j&sa=t&url=https://www.correiodopovo.com.br/not%25C3%25ADcias/pol%25C3%25ADcia/ugeirm-sindicato-avalia-forte-ades%25C3%25A3o-%25C3%25A0-paralisa%25C3%25A7%25C3%25A3o-dos-policiais-civis-em-todo-o-rs-1.380006&ct=ga&cd=CAEYAyoUMTU1NzkwMDczNzQ3MDQ4MTE5MjgyHTNlMmEwN2ZhYzdkZGFkN2Y6Y29tLmJyOnB0OkJS&usg=AFQjCNGt0PIoBolFtWBxu6Qk7upTT8pn8A

Ugeirm Sindicato avalia forte adesão à paralisação dos policiais civis em todo o RS
Agentes concentram-se em frente das delegacias e atendem somente casos graves

13/11/2019 | 12:16
Por
Correio do Povo

Mobilização de policiais civis ocorreu nesta quarta-feira em Porto Alegre
Mobilização de policiais civis ocorreu nesta quarta-feira em Porto Alegre | Foto: Guilherme Testa

PUBLICIDADE

O primeiro dia da paralisação na Polícia Civil, que está sendo realizado em todo o Rio Grande do Sul em protesto contra o pacote do governo estadual, já foi considerado exitoso pela Ugeirm Sindicato. Nesta quinta-feira haverá o segundo e último dia do movimento. “É uma das maiores mobilizações dos últimos anos”, avaliou o vice-presidente da entidade, Fávio Castro, na manhã desta quarta-feira em frente do Palácio da Polícia, no cruzamento das avenidas João Pessoa e Ipiranga, em Porto Alegre. Apenas casos graves foram atendidos e nenhuma operação foi deflagrada.

No local foi montado o tradicional acampamento de coordenação do movimento. “A mobilização é proporcional ao ataque que a categoria vem sofrendo”, explicou o dirigente. O levantamento realizado pela manhã, com relatos e fotos, indicou a adesão da categoria. “O interior foi paralisado com todo mundo na frente das delegacias. Capital e Região Metropolitana também foram mobilizadas. Isso demonstra bem a disposição da categoria para fazer o enfrentamento”, afirmou. Um encontro com o vice-governador e secretário estadual da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, está sendo realizado desde o final da manhã.

Fábio Castro ressaltou que o pacote do governo foi “um choque” pois atinge o plano de carreira dos policiais civis. Segundo ele, as propostas possuem um caráter meramente fiscal. “Ajudamos a reduzir os indicadores de criminalidade e estamos sendo penalizados”, lamentou. O vice-presidente da Ugeirm Sindicato citou, como exemplo, a redução do salário a partir do aumento da alíquota previdenciária de 14% para 18% no vencimento. “Ela já é a segunda mais cara do país”, comparou. “Trabalhamos com 50% do efetivo, com salário atrasado há cinco anos, com presos em delegacias…Temos de contar os centavos para abastecer uma viatura e fazer nosso trabalho”, enumerou.

Segundo o sindicalista, outra proposta que afeta a categoria é a mudança na aposentadoria. “Caso seja aprovada, o policial civil vai perder a aposentadoria integral que tem direito. Ele vai conseguir proporcional”, disse. Fábio Castro recordou que a reforma previdenciária contemplou a integralidade para a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. “É isso que a gente quer”, frisou. O vice-presidente da entidade acrescentou também a questão dos dependentes no IPE. “Está sendo tirado o caráter familiar. O dependente não será mais dependente”, sintetizou. Ele defende uma discussão com governo “em cima dos números da arrecadação da previdência para ver se existe efetivamente um déficit”.

A Ugeirm Sindicato orientou que fosse mantido o atendimento somente de casos graves, como homicídios, latrocínios, feminicídios, Lei Maria da Penha com pedido de medidas protetivas, crianças vítimas, estupros e prisões em flagrante com análise criteriosa da autoridade policial, entre outros. A entidade de classe recomendou a suspensão de diligências e investigações, operações e cumprimento de ordens judiciais, confecção de inquéritos e termos circunstanciados.. “Não haverá cumprimento de mandados de busca e de prisão, circulação de viaturas, não serão remetidos procedimentos ao Judiciário…”, assinalou Fábio Castro.

O vice-presidente da Ugeirm Sindicato adiantou que se trata de uma primeira mobilização contra o pacote do governo. “Estamos estudando também em iniciar uma operação padrão muito forte como forma de pressionar o governo e que se abra um diálogo verdadeiro”, revelou o dirigente. Uma assembleia geral deve ser chamada inclusive para avaliar a possibilidade de deflagração de uma greve geral da categoria. A entidade mantém ainda uma articulação com os deputados de todos os partidos na Assembleia Legislativa, na Capital.
­

O negócio dos falsos médicos está proliferando no Brasil

Mais médicos? Pessoas que se passam por médicos roubam usuários do SUS

Aumentam os problemas envolvendo o trabalho médico em serviços públicos de saúde. Desta vez a questão a atuação de falsos médicos em hospital universitário do Rio Grande do Sul.

 A polícia investiga um golpe no qual bandidos se passam por médicos dentro do Hospital Universitário de Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, para cobrar por exames e cirurgias que não serão realizadas. Em um dos casos, o grupo chegou a pedir resgate de R$ 70 mil, mas a criança tinha morrido há um ano (assista ao vídeo acima a reportagem do Jornal do Almoço).
A babá Priscila Dias recebeu um telefone no domingo no qual um homem dizia ser do Hospital  Universitário de Santa Maria (HUSM). Ele afirmou que o filho do casal precisava de uma transfusão de sangue urgente. No entanto, a criança tinha morrido no ano passado.

A matéria completa pode ser lida clicando no link http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/10/policia-investiga-golpe-de-bandidos-que-se-passam-por-medicos-no-rs.html

RS – Médicos elegem PCCV, mais verbas e segurança entre prioridades no SUS

Médicos elegem PCCV, mais verbas e segurança entre prioridades no SUS

16/05/2011

Médicos que participaram da 2ª Pré-conferência preparatória para a 6ª Conferência Municipal de Saúde de Porto Alegre apontaram entre as prioridades da categoria a criação de um plano de carreira próprio, o aumento dos investimentos no SUS e mais segurança nas unidades de atendimento. O evento ocorreu no sábado, 14, na região da Bom Jesus, zona leste da Capital.

A primeira pré-conferência foi realizada no dia 7, no Colégio Parobé, e reuniu representantes de categorias ligadas à saúde, gestores e usuários da região central. O Sindicato Médico do RS (SIMERS) propôs na plenária a garantia de que hospitais filantrópicos realizem metade da contrapartida na Capital.

O diretor do SIMERS Fábio Gatti, que atua no Pronto Atendimento da Bom Jesus (unidade 24 horas), integrou as discussões, que começaram às 13h e se prolongaram até a noite. “Os encontros são um espaço para apontarmos as medidas, de acordo com as necessidades do atendimento. Hoje a falta de médicos impede uma assistência mais abrangente e qualificada”, alerta o dirigente.

Gatti indicou o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) como uma das iniciativas decisivas para atrair profissionais e melhorar a condição atual de remuneração e capacitação do quadro concursado. “Levamos uma proposta à prefeitura e estamos mobilizados. A escolha do tema nas pré-conferências dará um impulso essencial para o plano”, reforça o diretor sindical. Apenas as propostas mais votadas vão para a conferência final. No sábado, a coordenação do Conselho Municipal de Saúde (CMS) não havia concluído a apuração dos temas eleitos no encontro.

Já o médico e professor da Faculdade de Medicina Social da PUCRS Guilherme Coelho Dantas indicou como prioridades a segurança das unidades (na Capital, os relatos de violência são rotineiros), a melhoria na estrutura física e técnica, como oferta de exames e de quadro de médicos especialistas, e a regulamentação da Emenda 29, que define o mínimo a ser aplicado no SUS pelos governantes e ainda está parada no Congresso Nacional.

Dantas, que dirige o Programa de Educação Tutorial (PET) na área de Medicina Coletiva da escola médica, convive com os profissionais nos postos de Saúde da Família e ressalta: “O quadro é precário, de muita insegurança e tensão e falta de instalações que permitam o mínimo de privacidade na relação médico-paciente”.

Segundo o professor, a condição está desmotivando os médicos a fazerem a formação em Medicina de Família. A PUCRS abriu uma residência na área no ano passado, com três vagas. Todas foram preenchidas, mas em 2011 a queda do interesse se refletiu nos aprovados: baixa inscrição e apenas um residente começando o curso, que dura dois anos. “Há muito desânimo. Os recém-formados preferem ir ao mercado, pois é difícil se manter com o baixo valor da bolsa.” Dantas supervisiona a residência diretamente nos postos e atesta que a situação da rede reforça o desestímulo.

PRÓXIMAS PLENÁRIAS
A Conferência Municipal, que será de 30 de junho a 2 de julho, no Salão de Atos da PUCRS, tem o tema Todos usam o SUS – Acesso e Acolhimento. As definições locais serão apresentadas na plenária estadual e, posteriormente, na nacional. O Conselho Municipal e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) comandam as ações. O SIMERS, que integra o CMS, incentiva a categoria a comparecer às próximas pré-conferências para fortalecer as pautas consideradas essenciais para qualificar o sistema.

http://portal.fenam2.org.br/portal/showData/393759

Médico do CREMERS é assassinado em Porto Alegre.

Em menos de um ano dois médicos que exerciam cargos de liderança classista e que moravam em Novo Hamburgo foram assassinados. Estranha coincidência? O assunto está a cobrar investigações mais sérias das autoridades ou, até mesmo, a intervenção da Polícia Federal. O Conselho Regional de Medicina é uma autarquia pública federal.


O jornal ZERO HORA, de Porto Alegre, na página http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a2320714.xml anuncia o assassinato do Dr. Marco Antonio Becker, Presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, na chapa recém eleita. Abaixo nota do site VideVersum, de POA, sobre os planos de Becker à frente do Conselho. Recentemente o FAX SINDICAL anunciou o assassinato do Presidente do Sindicato dos Médicos de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, o que pode ser conferido na página https://faxsindical.wordpress.com/2008/07/29/assassinato-do-presidente-do-sindicato-dos-medicos-de-novo-hamburgo-aguarda-esclarecimento/ . O Dr. Becker, médico oftalmologista, foi sepultado em Novo Hamburgo, onde também residia. Não temos notícias que confirmem a identificação e acusação dos assassinos de Gilvan Roberto Fontoura, ex-presidente do Sindicato dos Médicos de Novo Hamburgo. Agora, outro colega em atividade profissional naquela cidade e que ocupava uma posição de liderança na categoria, também cai assassinado.


Confira a notícia do ZERO HORA sobre o assassinato de Becker:

Polícia | 05/12/2008 | 20h36min

Marco Antonio Becker é enterrado em Novo Hamburgo

Polícia fará buscas na casa da vítima

Foi sepultado por volta das 19h15min desta sexta-feira, em Novo Hamburgo, o médico Marco Antonio Becker. Mais de cem pessoas acompanharam a cerimônia no Cemitério Católico de Lomba Grande, na zona rural da cidade, onde nasceu e tinha suas raízes.

Becker foi assassinado por volta das 22h30min de ontem na Rua Ramiro Barcelos, em Porto Alegre. Ele foi baleado dentro de seu carro, um automóvel Gol branco ano 1988, depois de ser abordado por dois homens em uma moto.

Ainda nesta sexta-feira, a polícia faz buscas no apartamento do médico, em Novo Hamburgo, atrás de pistas sobre sua morte. Também estão sendo analisadas as imagens de três câmeras privadas de segurança instaladas próximo ao local do crime.

Até esta tarde, pelo menos oito testemunhas foram ouvidas – duas presenciaram os tiros, e as outras tinham relações pessoais ou profissionais com a vítima. As informações dos que viram os criminosos, contudo, não foram suficientes para a produção de retratos falados.

Segundo diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Ranolfo Vieira Junior, ainda não há suspeitos. A hipótese mais forte segue sendo de execução, ainda que a polícia não tenha descartado a possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte).

– Ele (Becker) era um cara aguerrido nas suas idéias e, por isso, tinha muitos desafetos – disse Ranolfo em entrevista coletiva no Palácio da Polícia.

De acordo com a perícia, o médico levou cinco tiros. Três atingiram diretamente o tórax. Um atravessou o braço esquerdo e também chegou ao tórax. O quinto parou em um papel que estava no bolso da camisa da vítima – a bala pode ter perdido força ao atravessar o vidro ou a munição podia ser velha.

No site VIDE VERSUS, matéria fala sobre os planos de Becker à frente do Conselho Regional de Medicina. Confira em http://www.videversus.com.br/asp/imprimir.asp?SECAO=66&SUBSECAO=0&EDITORIA=8878 ou na transcrição abaixo:

Porto Alegre, sábado, 06 de dezembro de 2008 – 14h06min


Marco Antonio Becker, o mago do Cremers, vai passar o bastão

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul tem tudo para entrar agora em uma nova era de pacificação entre os médicos, após a eleição que deu a vitória para a chapa do atual presidente, Marco Antonio Becker. Ele vai dividir a presidência nos próximos cinco anos com companheiros de chapa, o que será definido nos próximos dias. Entretanto, já avisou para seus colegas que quer passar o bastão do comando para outro neste começo de novo mandato. O mandato desta eleição de agora se estenderá até 2013. A eleição foi disputada por três chapas e votaram 11.990 médicos. A chapa de Marco Antonio Becker (a de número 2) obteve 1946 votos, um total de 647 votos a mais do que a segunda colocada, a chapa 3, de oposição, que ficou com 1.306 votos. Marco Antonio Becker alcançou o respeito da sua categoria especialmente porque o Rio Grande do Sul é o único Estado onde não se verificou a proliferação vergonhosa de novas escolas de medicina, como na grande maioria dos outros Estados no Brasil. Ele também exerceu vigorosamente a existência de boas condições de trabalho para os médicos e seus pacientes, e não hesitou em determinar a interdição de UTIs de hospitais que não apresentavam condições de funcionamento. Daí o reconhecimento que acabou colhendo na sua eleição.

Technorati : , , , , , ,
Del.icio.us : , , , , , ,

[Fax115]Médicos que aceitaram trabalhar como ”pessoa jurídica” levaram calote.


Fax Sindical 115 ~ 27 de novembro de 2008.


Contratação irregular de mão-de-obra médica. Caso: universidade obriga médicos a abrir pessoa jurídica para exercer atividade-fim em hospital. Quem aceitou levou calote.


Obrigação indevida e irregular de médicos constituírem pessoa jurídica para exercer atividades-fim em hospitais gera prejuízos para o profissional e risco de calote.


O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul encaminhará ao Conselho Regional de Medicina daquele estado a interdição dos hospitais da ULBRA, Universidade Luterana do Brasil e o cancelamento para o vestibular do curso de Medicina daquela Universidade. O motivo é o sucateamento dos hospitais. Médicos privados de seus direitos trabalhistas foram contratados como pessoa jurídica para exercer atividades-fim nos hospitais e estão há mais de três meses sem receber. Os hospitais estão esvaziados, foi constatada falta de materiais médicos básicos, como oxigênio e há várias unidades já paradas.

O caso é emblemático: mais um exemplo de que formas precárias de gestão de recursos humanos na área de saúde não funcionam. No caso, a instituição universitária que associa seu nome ao de uma prestigiosa igreja, dá-se ao trabalha de, com fins de enriquecimento, escamotear direitos trabalhistas de médicos, oferecendo-lhes, indevidamente, vínculo como pessoa jurídica. Essa é uma das formas usadas para ROUBAR direitos trabalhistas de médicos. Essas pessoas fingem não entender que médico, em clínicas, hospitais, consultórios e assemelhados exercem atividade-fim. Quando uma instituição pública, privada, filantrópica ou de qualquer outra natureza, toma serviços médicos está tomando serviços para uma atividade-fim. Esse vínculo só pode ser correto nos marcos da legislação trabalhista vigente ou, no caso do serviço público, por meio de regime jurídico próprio.

É incorreto enriquecer por meio da supressão dos direitos trabalhistas dos outros. Nesse caso, por meio do trabalho de médicos que, pela tentação de terem um naco do mercado de trabalho, submeteram-se à exigência de trabalhar como pessoa jurídica. E, além de abrir mão de seus direitos trabalhistas, ainda estão há mais de três meses sem receber.

Mais um caso que deve servir de lição.

Lembramos aos interessados que:

1-Atividades de sobreaviso constituem vínculo empregatício e estão normatizadas pelo CFM e na CLT.

2-Pessoa jurídica não é bom negócio.

3-Ao abrir mão de seus direitos trabalhistas o médico que o faz está contribuindo para uma irregularidade e está correndo o risco de, como os doutores dos hospitais da universidade luterana, ficar sem receber pelos serviços prestados.

A notícia sobre a intervenção do sindicato médico gaúcho nesse caso está na página http://www.jornalcorreiodenoticias.com.br/noticias.asp?noticia=12823


25/11/2008

Porto Alegre - O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) anunciou nesta segunda-feira que pedirá ao Conselho Regional de Medicina (Cremers) a interdição dos hospitais da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e o cancelamento do vestibular para o curso de Medicina. O motivo é que os mais de 800 médicos que prestam serviço como empresa estão sem receber desde agosto, há esvaziamento dos hospitais, unidades paradas e começa a faltar materiais básicos, como oxigênio, de acordo com o Simers.

"Muitos profissionais estão tendo de buscar outras alternativas de trabalho já que não há perspectiva de regularização dos pagamentos. Sem pessoal suficiente e materiais para atendimento, a operação oferece risco à população", disse o presidente da entidade médica, Paulo de Argollo Mendes.

Hospitais em Porto Alegre, Canoas e Tramandaí estão com parte dos serviços paralisados por falta de profissionais e materiais. A assessoria de imprensa da Ulbra afirmou que ainda não tinha uma resposta da universidade sobre a situação, e aguardava um retorno da diretoria. A universidade tem mais de 10 mil empregos diretos, milhares de prestadores de serviços e mais de 140 mil estudantes. O plano de saúde tem 80 mil segurados. A interdição depende de vistoria do Cremers.

Além da interdição, o sindicato e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) deverão pedir audiência com os ministros da Educação e da Saúde, além dos prefeitos de Porto Alegre, Canoas e Tramandaí. O objetivo é enfrentar o impacto da redução de atendimentos para a população. O Simers também anunciou que sugerirá aos ministros uma intervenção federal para assegurar a continuidade dos serviços.

Brasil:Serviço Público Municipal é arruinado pelo assédio moral.

A administração pública nos municípios brasileiros continua sendo desgastada e envergonhada pela prática do assédio moral. Esses pequenos mandões locais demonstram sua completa inaptidão para a administração pública. Suas pequenas mentalidades mesquinhas acreditam na viabilidade de governar bem em completa incompatibilidade com o servidor público municipal. Fingem que governam e o povo dessas cidades recebe, em troca, um arremedo de governo, muito inferior ao que poderiam merecer de uma administração que tivesse o mínimo de qualidade.

Cabe ao movimento sindical, não apenas dos servidores públicos, mas todo ele, divulgar e tomar todas as providências cabíveis contra esses entes do mal entranhados na administração das Prefeituras brasileiras.

Um caso no Mato Grosso do Sul e outro no Rio Grande do Sul. O caso registrado no Mato Grosso do Sul revela a vingança de um Prefeito contra os servidores públicos que, na acepção dele, deveriam tê-lo apoiado politicamente nas eleições. Inteligentemente, não o fizeram. O pequeno ditador provinciano reagiu ao arrepio da Lei. A notícia está na página http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=5&id=240135

(transcrita abaixo). A matéria seguinte está na página http://www.sitepopular.com.br/noticias/noticias2006/castigo101108.html

Do Site Popular, do Rio Grande do Sul. Vale a pena uma visita ao site, porque ele reproduz em fotos a humilhação que o pequeno tirano do município de Sertão, desconhecendo as regras da Lei, da Civilidade e do decoro, impôs aos trabalhadores do serviço público municipal.


MS

Prefeito e servidores entram em conflito em Antônio João Terça-feira, 11 de Novembro de 2008 15:55 Reportar erro | Comentários(0)

Fernanda França

Divulgação/Mercosul News

Omar Boeira protesta raspando a cabeça na praça

O prefeito de Antônio João, Juneir Martinez Marques (PSDB), e servidores públicos do município, entraram em rota de colisão devido a algumas ações tomadas pelo administrador após as eleições municipais. O ponto mais alto da briga culminou com um funcionário ameaçando o prefeito com uma faca.

O funcionalismo reclama de uma “onda de perseguição implacável” após o prefeito ter vencido seu adversário, Selso Lozano (PT), por uma margem de apenas 401 votos. Dizendo-se ‘traído’ pelo funcionalismo, Juneir passou a perseguir os funcionários da prefeitura de várias formas, acusam os servidores.

Conforme a denúncia, motoristas e administrativos foram colocados em serviço de rua, técnico em eletrônica virou lixeiro e contratados foram pressionados até a pedir demissão.

Durante um jogo de baralho, o servidor Omar Cabreira Boeira questionou o prefeito sobre sua transferência da área administrativa para a coleta de lixo.

Juneir Marques teria respondido: “Você só foi para o caminhão de lixo porque ainda não temos um caminhão de limpar fossas, mas no momento em que tivermos você vai desempenhar suas funções nele”.

Indignado, o funcionário se apoderou de um facão e investiu contra o prefeito. Só não conseguiu porque houve intervenção de outras pessoas que estavam jogando no local.

O prefeito enfrentou ainda uma nova manifestação dos servidores municipais contra suas atitudes, desta vez maior, na última sexta-feira (31).

Indignado com o fato de ter sido transferido de uma função técnica para o serviço de coleta de lixo, Omar Cabreira Boeira decidiu protestar raspando a cabeça em praça pública, sob o olhar de dezenas de pessoas.

O ato de repúdio, ocorrido na praça Carolina Wider Penzo, ao lado do Paço Municipal, acabou atraindo a atenção da população. “Por causa do resultado das urnas a gente vem sofrendo uma série de perseguições políticas e não temos a quem recorrer, temos que chamar a atenção das autoridades para esta injustiça”, disse Boeira.

Em seguida, o mesmo funcionário queimou o próprio jaleco, enquanto outros servidores da prefeitura ateavam fogo em cartazes com a foto do prefeito Juneir Marques.

“Nós, funcionários públicos de Antonio João, lamentamos a atual situação em que vivemos e esperamos que ela cesse, pois o prefeito nasceu aqui nesta cidade, sua família mora aqui e do jeito que está se comportando, coisas piores podem acontecer, e não queremos isso, pois desejamos que a paz volte a reinar em nossa cidade”, afirmou Omar Boeira. Com informações do Mercosul News.

CASO QUE ESTÁ OCORRENDO NO MUNICÍPIO DE SERTÃO SP.

Você se imagina ficar quatro anos de castigo sentado num banco sem poder trabalhar? Parece algo impensável, mas está acontecendo numa cidadezinha do interior do Rio Grande do Sul, Sertão.

Da rua dá para ver os funcionários. Eles passam o dia sentados no pátio da secretaria de obras.

“Estamos no chamado banco. Banco é o castigo que eles colocam a gente aqui, sem exercer atividade nenhuma. Nós somos proibidos de trabalhar porque nós somos contra as idéias, a ideologia da administração”, fala um servidor.

Pra seu Luiz, essa rotina já dura quatro anos. Ele contou que recebeu o castigo, porque apoiou um adversário do prefeito.

Há dois meses dona Élia também fica oito horas parada, esperando o expediente terminar.

“A gente serve de chacota para as pessoas. Tem pessoas que passaram por mim e deram gargalhadas por eu estar aqui”, diz Élia Terezinha de Oliveira – telefonista concursada.

O secretário de obras sugere que a punição é aplicada àqueles que não são alinhados ao prefeito. “Foram contra a política, politicamente foram do outro lado”, conta um morador da cidade.

O prefeito, Aldenir Sachet, do Partido Progressista, não quis gravar entrevista.

Sem saber que nossa câmera estava ligada, ele explicou porque deixa os funcionários parados no pátio, o dia inteiro.

“Como são funcionários públicos municipais eu não vou soltar eles, pra eles irem nos botecos , pra depois a administração ficar mal falada”, afirma.

Em nota, a prefeitura diz que há excesso de servidores e que, mesmo sem trabalhar, os funcionários precisam cumprir horário.

Segundo a nota, o fato de alguns servidores estarem sem ocupação momentânea se deve ao acúmulo de cargos preenchidos ainda nas administrações anteriores.

O prefeito já está no cargo há quatro anos e acaba de ser reeleito. Os funcionários afirmam que se ofereceram para trabalhar em outros setores da prefeitura, mas não houve acordo.

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul vai examinar o caso: acredita que o prefeito pode estar cometendo improbidade administrativa. “O servidor para receber o seu salário precisa trabalhar. Quem o impede de trabalhar e paga está cometendo improbidade administrativa. O Tribunal de Contas nunca assistiu algo semelhante. Isso é inusitado, é primitivo, e não é civilizado”, declara Porfírio Peixoto, presidente Tribunal Contas – RS.

Technorati : , , , , , , , ,
Zooomr : , , , , , , , ,