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Crise no SUS Rondônia paga serviços superfaturados a médicos terceirizados

A terceirização é cara, abre caminho para a corrupção e desconhece a constituição, abolindo o concurso público. Aqui vemos mais um caso de abuso.

Publicada em 09/06/2011 – 15:04   /  Autor:  Adão Gomes

Governo de Rondônia contrata médicos com salários superfaturados

Médicos terceirizados vão receber 13 vezes mais do que os de Rondônia

Diante dos problemas na saúde pública, o governo de Rondônia toma uma atitude no mínimo escandalosa: contrata médicos ganhando 13 vezes mais do que os profissionais do Estado.

A denúncia foi feita pelo Sindicato Médico de Rondônia, entidade defensora da classe médica. Segundo Dr. Rodrigo Almeida, presidente do SIMERO, o Governo do Estado através da Secretaria Estadual de Saúde contratou médicos do Rio de Janeiro para fazer cirurgias ortopédicas nos hospitais públicos. Cada cirurgia vai custar para o cofre público R$ 1.250,00 reais, sendo esse valor 13 vezes maior do que o preço de tabela pago a um médico de Rondônia ou a um servidor público concursado.


Ainda de acordo com Rodrigo Almeida o contrato já foi firmado pela Sesau. O médico terceirizado poderá realizar até oito cirurgias ortopédicas por dia, recebendo o valor de R$ 1.250,00 cada, ao fim de cada dia o valor pode chegar a 10 mil reais. Dr. Rodrigo explica que cumprindo a carga horária normal de um medico publico, um único profissional terceirizado poderá ganhar até 120 mil reais. “Isso simplesmente ridiculariza o servidor público da saúde”, desabafa.

Para o presidente do SIMERO o paciente que por ventura venha a ter complicação ou seqüela após a cirurgia terá que procurar um profissional aqui do Estado para continuar o tratamento, pois o contrato caríssimo com os médicos terceirizados é temporário. “O médico daqui terá que prestar assistência pós-cirurgia enquanto os outros levam o dinheiro”.

Outra gravidade é a falta de divulgação se os médicos terceirizados são mesmo habilitados, sendo mais um risco para a população. Já o servidor público estadual precisa comprovar sua habilitação e especialização para atuar na área de saúde.
O Sindicato Médico repudia a atitude do Governo do Estado em contratar profissionais médicos de outros estados com salários exorbitantes em detrimento aos profissionais que há anos atuam nas unidades de saúde e não são reconhecidos como merecem. Outro grave problema é que esse valor não vai direto para as mãos do médico terceirizado, mas sim para empresas envolvidas no processo de contratação.

Valorização do servidor
O Sindicato Médico de Rondônia defende a valorização do servidor público, especialmente do profissional de medicina que desenvolve suas atividades nas unidades de saúde em cada município. Esse profissional de medicina argumenta Dr. Rodrigo, deve ser mais valorizado bem como os enfermeiros e demais servidores públicos atuantes na área da saúde.

http://www.rondoniadinamica.com/arquivo/governo-de-rondonia-contrata-medicos-com-salarios-superfaturados,26278.shtml

Assembléia Legislativa reage à falta de assistência a portadores de doenças mentais em Rondônia.

Um dos pontos críticos dos dífíceis momentos pelos quais passa a assistência pública à Saúde do povo brasileiro, tem sido a área de
Saúde Mental. Embora abrigue um dos principais problemas de saúde
pública, a dependência química, em franca expansão, a área não tem sido
atendida com a devida atenção por muitos gestores públicos. A
Coordenadoria do Ministério da Saúde, encarregada da área, é ocupada
por um profissional que se perpetua no poder e mantém uma postura
ideologizada, com idéias urdidas em passado distante, sem constatar
toda o progresso que a Ciência agregou a esta área.
A reação da sociedade civil e de líderes políticos não se faz por
esperar. Em Rondônia o Deputado Professor Dantas, do PT, levou à
Assembléia Legislativa do Estado a proposição de se criar um hospital
psiquiátrico estadual, diante da indigência de cuidados sob as quais
vivem os portadores de transtornos mentais naquele estado.
Leia a matéria publicada no jornal “Alto Madeira”, de Rondônia.

Deputado propõe a criação de Hospital de
Psiquiatria em Rondônia


*De acordo com o parlamentar, houve um crescimento
considerável na população de pessoas com distúrbios
mentais*

Veículo: Alto Madeira
Seção: Home
Data: 24/03/2009
Estado: RO
Ao destacar os inúmeros casos de doença mental e a
> carência de estrutura médica para atender de forma
> adequada estes pacientes, o deputado Professor Dantas (PT)
> vai apresentar na Assembléia Legislativa de Rondônia,
> projeto de lei criando na estrutura da Secretaria Estadual
> de Saúde, o Hospital de Psiquiatria.
> >
> > De acordo com o deputado Professor Dantas, houve um
> crescimento considerável na população de pessoas com
> distúrbios mentais, e que atualmente as pessoas portadoras
> de distúrbios mentais vivem jogadas pelas ruas, mendigando,
> em condições desumanas, colocando em risco as suas
> integridades físicas e, por vezes, também a integridade de
> terceiros. Ele destacou que o Estado deve efetivamente
> acolher estes pacientes, proporcionando um ambiente adequado
> ao tratamento destas, com atenção especializada e
> humanizada.
> > Segundo o deputado o Hospital de Psiquiatria deve
> garantir maior dignidade e respeito, pois só desta forma se
> garantirá a recuperação destes pacientes, mas para isto,
> observou, “é preciso que o Governo garanta ambientes
> acolhedores, adequados, espaçosos, seguros e
> terapêuticos”.
> >
> > Ainda segundo o parlamentar petista, o tratamento
> psiquiátrico é o alicerce fundamental da inclusão social.
> “Pode-se afirmar que não existe inclusão social sem o
> competente tratamento médico. Assim, os profissionais da
> Psiquiatria Hospitalar devem ser reconhecidos como
> imprescindíveis autores de inserção social, porque tratam
> e reintegram à sociedade aqueles que se encontravam
> excluídos pelas mais graves conseqüências da doença
> mental”, justificou.
Ao concluir, o deputado Professor Dantas declarou ser
preciso que o Governo adote uma política oficial de saúde
mental efetivamente comprometida com o resgate destas
pessoas, e não limitando que estes pacientes sejam alojados em enfermarias sem o adequado acompanhamento e a garantia constitucional de um estabelecimento especializado.
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RONDÔNIA APROVA PISO SALARIAL DE 9 MIL PARA MÉDICOS.

Em Rondônia o piso salarial dos médicos estaduais foi elevado de R$ 7,2 mil e para 9 mil reais. Os recentes acordos feitos em Estados do norte e do nordeste apontam para uma valorização do conhecimento médico dentro do serviço público. Os novos planos de cargos e salários poderão ter o dom de atrair e fixar os médicos dentro do serviço público.

No sudeste, na maioria dos Estados, os salários são indignos e não representam qualquer atrativo. Os políticos com mandato e poder de decisão da região não mostraram, até o momento, nenhum interesse sério em formular uma política decente de recursos humanos para os médicos do serviço público.

Por enquanto, aos médicos que ainda resistem no serviço público em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, resta olhar com uma pontinha de inveja o salário mais justo dos colegas de Rondônia.

A Assembléia Legislativa aprovou o piso salarial no dia 18/11/08. A notícia pode ser conferida em

http://www.rondonoticias.com.br/showNew.jsp?CdMateria=79517&CdTpMateria=7

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CRISE NA SAÚDE: PORTO VELHO, RONDÔNIA, SEM MÉDICOS EM POSTOS DE SAÚDE.


Em Rondônia, o serviço público de saúde vive um curioso dilema: ou cancela o direito de férias dos médicos, ou mantém serviços inativos durante parte do ano. A hipótese de manter substitutos para os profissionais parece não ser nem considerada. A idéia de que nenhum trabalhador, em especial trabalhadores intelectualizados, que dependem de conhecimento constantemente atualizado e de formação longa e difícil e que fazem um serviço estressante, pode trabalhar sem férias regulamentares, é própria de mentes atrasadas e pouco esclarecidas. Resultado: faltam médicos no serviço público, falta motivação para o trabalho (conseqüência de salários vis), as condições de trabalho não são agradáveis. Situações como a do “Caladinho”, em Porto Velho (Rondônia) não são de lá exclusivas. Repetem-se Brasil afora. O Ministério da Saúde interessa-se mais nas fraseologias ufanistas e propagandísticas das declarações dos gestores, vendendo caro sua própria ineficácia.
A notícia foi publicada no “Estadão do Norte” on-line: http://www.estadaodonorte.com.br/site/leitura.php?canal=17&id=47323CALADINHO SEM ATENDIMENTO MÉDICOS HÁ MESES
População pede socorro no posto de saúde do bairro Caladinho. Os médicos especialistas em pediatria e ginecologia que atendem no local estão de férias e como não há substitutos, os pacientes estão sem atendimento médico. Crianças precisam esperar até agosto e as mulheres, setembro, quando talvez, terminam o recesso dos médicos."Quem esta doente precisa ser atendido com urgência e não daqui a um mês", reclamam os pacientes que procuram o posto de saúde. A maioria das pessoas que procuram a unidade chega cedo, quando o sol ainda nem raiou, na tentativa de conseguir socorro.
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