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#CRISEnoSUS – Campo Grande – greve seguida de pedidos de demissão de médicos sobrecarrega SAMU

#CRISEnoSUS – Campo Grande – greve seguida de pedidos de demissão de médicos sobrecarrega SAMU

Para dissipar dúvidas, é necessário mostrar aqui retratos de uma crise que se agrava: a crise no SUS, o sistema público de saúde do Brasil. Embora municipalizado, todo o sistema funciona com grande dose de centralização, dependendo de repasse de recursos pelo governo federal e de decisões tomadas por uma poderosa burocracia incrustada no Ministério da Saúde, órgão do governo federal.

Em Campo Grande, bem que os médicos dos serviços de urgência e emergência e da atenção básica tentaram. Fizeram uma greve para melhorar sua remuneração, seu contrato de trabalho, suas condições para exercer a profissão com dignidade e oferecer um serviço de qualidade aos necessitados. Como o movimento não resultou em diálogo e não houve a construção de uma agenda positiva, os pedidos de demissão se multiplicaram. O coordenador do SAMU na cidade revela que houve aumento expressivo dos atendimentos das ambulância após a diminuição do quadro de médicos do SUS naquela capital. A matéria completa está na página (link) -> Greve e redução de médicos em unidades sobrecarregam Samu – Correio do Estado

De acordo com o coordenador do Samu na Capital, José Eduardo Cury, o número de ligações recebidas saltou de uma média de 32 mil, no começo do ano, para 43 mil (em média) nos meses de maio, junho e julho. Aumento de 34%. Ele atribui o problema ao deficit de médicos nas unidades de urgência e emergência da Capital, além do longo período de greve da categoria.
Cury afirma que a sobrecarga ocorreu justamente durante os meses em que houve paralisação dos profissionais da saúde no município. “Em função dessas greves muitos profissionais acabaram se desligando da rede municipal  de saúde e as unidades de urgência e atenção básica ficaram sem ter como fechar seus quadros de plantões”, explica.

Sindicato Expresso: #CRISEnoSUS – Campo Grande – greve seguida de pedidos de demissão de médicos sobrecarrega SAMU.

Posse do presidente da Fesumed fortalece movimento médico em Juiz de Fora

Fax Sindical

Data: 13 de novembro de 2014

De  :  Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de MG

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DIREÇÃO DA FESUMED TOMOU POSSE FESTIVA EM JUIZ DE FORA

Dia 07 de novembro a diretoria da FENAM, órgão que congrega as federações e sindicatos médicos brasileiros, esteve presente em Juiz de Fora para a posse da nova diretoria da FESUMED, a Federação Sudeste dos Médicos Brasileiros. Estiveram presentes também presidentes e diretores de Sindicatos de todas as regiões do Brasil. Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, Dr. Gilson Salomão, foi empossado na condição de presidente da FESUMED.

Tal fato destaca a importância do sindicalismo médico em Juiz de Fora, que cresce em importância no cenário regional e nacional, tornando-se apto a representar os médicos de nossa cidade em todos os foros.

O Fax Sindical dedica seus votos de uma excelente e combativa gestão ao novo presidente da Fesumed. A classe médica vive um momento delicado e isso exige de seus dirigentes competência e criatividade para superar os impasses e conflitos que envolvem o trabalho médico.

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#CRISEnoSUS – REDE HOSPITALAR SUCATEADA VIVE CRISE SEM PRECEDENTES

Aqui vamos citando caso a caso, para corroborar a informação acima. O caso que citamos aqui é o de Belém do Pará.

Vimos que a questão do sistema público de saúde, em que pese a desaprovação de 78% dos brasileiros a seu estado atual, sumiu entre outros temas levantados durante os debates eleitorais. Terminadas as eleições, a saúde continua com suas dificuldades e ninguém que fale sério pode acreditar que exista uma luz no fim do túnel.

Vamos a esse caso.

Ele foi publicado na página

http://www.sindmepa.org.br/index.php?pagina=noticias&id=1853

SUS – A CRISE DEBAIXO DO TAPETE

Hospital de Pronto Socorro de Belém PA – mais um exemplo de sucateamento da rede pública de saúde

11/11/2014

Poucas melhorias foram constatadas pelos diretores do Sindmepa que estiveram em visita hoje ao Hospital do Pronto Socorro Municipal da 14 de Março, o Mário Pinotti, verificando se foram atendidas as recomendações do Ministério Público Federal feitas em 2013.

“Apesar da boa vontade da equipe que dirige o hospital, vivos que a situação continua ainda muito ruim para os profissionais e os que transitam pelo lugar, sejam usuários ou acompanhantes”, disse o diretor João Gouveia, que participou da visita acompanhado dos diretores Wilson Machado e Emanuel Resque. Eles foram recebidos pelo diretor do hospital, Orlando Brito e a médica Regina Maroja, especialista em saúde pública e regulação em saúde.

“Considero essas visitas sempre positivas, porque se tornam instrumentos de gestão. A gente usa as observações dos profissionais para corrigir as falhas”, afirmou Brito. Além do Sindmepa, o PSM da 14 já recebeu nos últimos dias visitas dos conselhos de Farmácia e de Enfermagem.

Passando por adequações e a aguardando a chegada de diversos equipamentos e materiais, o HPSM padece da superlotação e o desvio em sua função principal que seria o atendimento de pacientes em situações de urgência e emergência. Sem infraestrutura básica nas unidades de saúde e nos municípios do interior, toda a demanda do Estado acaba batendo à porta do pronto socorro da 14. Isso se reflete na falta de leitos e equipamentos, enfermarias sem climatização, insuficiência de médicos e até na falta de rouparia para leitos e médicos.

“O que chama a atenção é que o prédio novo está em condições piores que o antigo”, observou João Gouveia, ao circular pelas enfermarias do anexo, inaugurado em agosto de 2010. “O problema do Pronto Socorro da 14 só será resolvido com uma rede integrada de saúde. Com a Estratégia Saúde da Família com resolutividade, com a rede de atendimento de urgência também resolutiva, criando-se um diálogo entre as unidades básicas de saúde, prontos socorros e as UPAS, o que faria com que os pronto socorros funcionassem como devem e não como dois grandes postões de saúde da capital”, analisou Gouveia. A construção de um hospital materno infantil para atendimento a todas as áreas, inclusive a alta complexidade, seria outra solução para reduzir a demanda do HPSM, na opinião o médico.

O diretor Emanuel Resque reconheceu que o hospital apresenta avanços em relação à última vistoria do MPF. “A UTI tá bem montada, apesar de algumas falhas estruturais, e as enfermarias que estão sendo reformadas, estão de boa qualidade”, disse. Ele ressaltou entre os problemas, a rouparia deficiente do centro cirúrgico para médicos, graves problemas elétricos e de telefonia do prédio do anexo e o fato de alguns leitos do anexo estarem vagos por falta de condições do elevador. “Esperamos que com a nova gestão as coisas aconteçam de forma mais efetiva”, afirmou.

NOVA DIREÇÃO

Recém empossado na direção do hospital, Orlando Brito disse que vem fazendo procedimentos no sentido de atender as recomendações do MPF e que parte das exigências já foram concluídas. A UTI funciona com oito leitos, mas deverão ser instalados outros seis que hoje estão funcionando na Sala Vermelha. Ele apontou também como positiva a contratação de empresaS de manutenção preventiva nas áreas de estrutura predial e climatização, que deverão resolver diversos problemas da questão física do hospital.

A Comissão de Controle de infecção hospitalar está instalada; já foram comprados um novo tomógrafo, um arco cirúrgico e um novo aparelho de raio X, que está em fase de adaptação; e a reforma das enfermarias e da UTI pediátrica estão em andamento. Também foram comprados novos colchões e rouparia, mas a deterioração desses materiais é muito grande. “Temos muitos problemas, mas estamos trabalhando para superá-los. Temos processos finalizados e já empenhados e vários em andamento. É bom que se ressalte que 60% dos pacientes atendidos aqui são de outros municípios, o que agrava nossas dificuldades, mas fazemos o possível para garantir o atendimento a todos que nos procuram”, apontou o diretor.

“Apesar de toda a deficiência estrutural, técnica e de pessoal encontrada no hospital ele continua sendo de vital importância para a saúde na urgência e emergência de Belém”, resumiu o diretor do Sindmepa, Wilson Machado, destacando que “urge, portanto, que os nossos gestores públicos, com a maior brevidade, tratem as pendências encontradas para atender com qualidade o usuário do SUS até que um novo hospital seja comprado”.

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#CRISEnoSUS – Precariedade das relações de trabalho

Médicos do SAMU de Santa Catarina fizeram assembleia com indicativo de greve

Os médicos do SAMU, mão de obra terceirizada para executar atividade-fim em serviço público de saúde, estão insatisfeitos com sua remuneração. Apesar de ser um trabalho precarizado, isso não tem sido útil para os profissionais, que além de terem tungados seus direitos de serem servidos públicos, além de serem privados de fazer concurso público para exercer suas atividades no serviço público, não tem remuneração e condições de trabalho condignas.

A matéria está em

http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2014/11/medicos-do-samu-em-santa-catarina-fazem-assembleia-nesta-quarta-feira-para-decidir-se-entram-ou-nao-em-greve-4640461.html

Crise na saúde11/11/2014

Médicos do Samu em Santa Catarina fazem assembleia nesta quarta-feira para decidir se entram ou não em greve

Encontro está marcado para às 20 horas na Associação Catarinense de Medicina (ACM), em Florianópolis

Entre as reivindicações que integram a proposta do acordo coletivo estão o reajuste na hora trabalhada, no vale refeição e alimentação

Foto: Rodrigo Philipps / Agencia RBS

Camila Guerra

camila.guerra@an.com.br

O Sindicato dos Médicos de Santa Catarina (Simesc) espera reunir os mais de 300 profissionais da categoria que prestam serviço ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em assembleia nesta quarta-feira. Na ocasião a classe vai decidir se entra ou não em greve, já que a pauta com reivindicações entregue em agosto à SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), organização social que administra o Samu, não teve nenhum item acatado.

O encontro está marcado para às 20 horas na Associação Catarinense de Medicina (ACM), em Florianópolis.

Segundo o vice-presidente do Simesc, César Ferraresi, os médicos querem a equiparação de salários e benefícios com os outros profissionais que trabalham na SPDM. Quanto a possibilidade de deflagração de greve, Ferraresi optou pela ponderação.

– É uma decisão que não cabe ao sindicato, é a categoria quem decide. Como se trata de um serviço essencial, de urgência e emergência, a categoria vai se posicionar amanhã (quarta-feira) na assembleia. E o sindicato vai analisar se é plausível ou não – disse.

Entre as reivindicações que integram a proposta do acordo coletivo estão o reajuste na hora trabalhada, no vale refeição e alimentação, pagamento de insalubridade em grau máximo, tendo como base o salário mínimo nacional, e a realização de cursos de treinamento e capacitação tanto para o início das atividades como de forma continuada.

Conforme Ferraresi, a solicitação de pagamento de insalubridade em grau máximo se deve ao contato dos profissionais nas atividades do dia a dia com produtos de potencial explosivo, como oxigênio, e também ao fato de andarem em aeronaves.

– Ao invés de solicitar a periculosidade, a que teríamos direito, estamos pedindo o grau máximo de insalubridade – esclarece o vice-presidente.

Em um comunicado interno em que o sindicato convida os médicos a participar da assembleia, ao qual “AN” teve acesso, também é citado atraso no salário dos médicos.

— Houve um pequeno atraso, era para ter sido pago na última quinta-feira, mas foi pago hoje (terça-feira) — informou Ferraresi.  

Para que os médicos do interior também possam participar da assembleia, o encontro será transmitido ao vivo pela internet e haverá um celular disponível para os profissionais que desejarem se manifestar ou tirar alguma dúvida.

BOMBEIROS ATUAM NO FIO DA NAVALHA, ESCREVE UM MILITAR.

Depois de repercutir positivamente na mídia e nas redes sociais, ação de equipe de socorristas dos Bombeiros que salvou a vida de uma mulher na tarde do último sábado (12), ao suprir demanda por conta da greve do SAMU, é importante ressaltar que o fato, que não é isolado, apenas encobre os problemas enfrentados no dia-a-dia pelas equipes de socorro de urgência da Corporação.

Em posição de destaque nas estatísticas de ocorrências, as de socorro de urgência, respondem por aproximadamente 40% do total de chamadas, no entanto, apenas cerca de 15% delas são efetivamente atendidas.

Isso dá uma real dimensão de que o tipo de ocorrência que é mais procurada pela população junto ao Corpo de Bombeiros, independentemente do SAMU estar ou não em greve, não oferece a mesma reciprocidade de resposta deste para com a população.

http://ameseluta.blogspot.com.br/2014/04/bombeiros-atuam-no-fio-da-navalha.html?m=1

Precariedade – A Agonia do SUS em Natal RN

.’.Sindicato Expresso.’.

Juiz de Fora, 28 de março de 2013

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata de MG

Dano Moral Coletivo.

Agonia do SUS em Natal RN

Cooperativa desvirtuada que opera ilegalmente terceirizações ainda ameaça fazer paralisação

No Rio Grande do Norte a CLT e a Constituição não estão sendo levadas em conta. A saúde pública estadual está reduzida a uma situação de miserável precariedade. O Ministério Público do Trabalho, os Tribunais de Contas e os auditores do Ministério do Trabalho parecem ineficazes diante dessa montanha de descumprimento de leis.

A imprensa nos informa que uma cooperativa desvirtuada de médicos explora atividades próprias do serviço público impunemente e, ainda em desafio a todos os diplomas legais, ainda ameaça fazer uma paralisação. E tudo isso é noticiado na imprensa sem que autoridades tomem providencias.

A cooperativa desvirtuada de suas funções explora plantões médicos em hospital público e no SAMU. Esse tipo de atividade, urdido à margem da lei, lança descrédito sobre a organização do trabalho dos médicos e desmerece toda a classe.

Quem quiser saber mais sobre esse absurdo leia em http://m.g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2013/03/cooperativa-dos-medicos-do-rn-vai-parar-atividades-na-segunda-feira.html

A Cooperativa dos Médicos do Rio Grande do Norte (Coopmed) divulgou por meio de nota que a partir desta segunda-feira (1º) os plantões no Hospital  Deoclécio Maques, na Grande Natal,  e no Serviço Móvel de Urgência e Emergência Metropolitano (Samu) serão paralisados. Segundo a nota, a medida será tomada for falta de condições de trabalho na unidade hospitalar, e a demora na renovação contratual com os médicos que atuam no Samu metropolitano.
O G1 entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), porém, como esta quinta-feira (28) é ponto facultativo nos órgãos públicos, as ligações não foram atendidas.
De acordo com a Coopmed, o contrato com o SAMU Metropolitano vai vencer dia 1º, e os médicos só irão retornar ao trabalho a renovação foi feita pelo Governo do Estado. Quanto ao Deoclécio Marques, os médicos exigem melhores condições de trabalho diante da falta de materiais e insumos cirúrgicos encontrados na unidade. “O atual quadro tem sido um obstáculo ao pleno exercício profissional, pois tem inviabilizado, até mesmo, a realização de cirurgias”, enfatizou a Coopmed.
Confira a nota da Coopmed na íntegra
“A Cooperativa dos Médicos do Rio Grande do Norte informa que a partir de segunda (1), os plantões do Deoclécio e SAMU Metropolitano vão ser paralisados. O contrato com o SAMU Metropolitano vai vencer dia 1 e os médicos só retornam quando tiver a renovação por parte do Governo do Estado. Quanto ao Deoclécio, os médicos exigem melhores condições de trabalho diante da falta de materiais e insumos cirúrgicos encontrados na unidade. O atual quadro tem sido um obstáculo ao pleno exercício profissional, pois tem inviabilizado, até mesmo, a realização de cirurgias.”

Essas relações de trabalho são sabidamente ilegais e trazem dúvidas quanto à improbidade administrativa dos governantes que as financiam.

Isso é matéria que está definida em lei e já foi alvo de julgamentos, ensejando mesmo indenização por dano moral coletivo.

A Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10), seguindo voto do desembargador-relator José Leone Cordeiro Leite (foto), condenou a Pró-Saúde (Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar) a pagar uma indenização de R$ 400 mil por dano moral coletivo.
Trata-se de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a Pró Saúde, contratada pelo município de Araguaína (TO) para gerenciamento e execução de atividades e serviços de saúde a serem desenvolvidos no Hospital Municipal e Ambulatório de Especialidades. O MPT alegou que a contratação dos médicos ocorreu de forma fraudulenta e em desrespeito à legislação trabalhista, na medida em que se deu por meio da formalização de contratos civis com pessoas jurídicas individuais ou coletivas e o desvirtuamento do modelo cooperativista.
 
O Ministério Público apontou ainda que, após a instauração de inquérito civil, a associação orquestrou nova fraude aos direitos trabalhistas, transferindo as suas atividades a uma suposta “Cooperativa Médica”, dita nacional e trazida para Araguaína apenas com o escopo de “regularizar” a contratação dos profissionais que lhe prestam serviços.
 
O juiz Rafael de Souza Carneiro, da 1ª Vara de Araguaína, concordou com as alegações do MPT e determinou que a Pró-Saúde se abstivesse de “contratar mão de obra para prestação de serviços médico-hospitalares e para prestação de serviços essenciais à consecução de seus objetivos empresariais” e condenou a associação em dano moral coletivo no valor de R$ 100 mil. Por outro lado, deferiu o prazo de seis meses contados do trânsito em julgado da decisão para a total e completa regularização da situação.
 
Fraude – Em seu voto, o desembargador José Leone destacou que o trabalho desenvolvido pelos médicos cooperados se dava na via contrária ao estatuído pelo trabalho autônomo, potencializado pela associação cooperativista. No mesmo sentido, foi configurada a constituição de pessoas jurídicas com fins de burlar a legislação trabalhista, pois a ré firmou diversos contratos de prestação de serviços médicos com pessoas jurídicas constituídas por médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, o que evidencia a intenção de mascarar a existência de prestação de serviços subordinada e não eventual de cada um deles.
 
De acordo com o desembargador José Leone, a jurisprudência trabalhista caminha no sentido de não ser permitida a terceirização de atividade-fim, de forma irrestrita, na área de saúde. Seguindo o voto do relator, a Terceira Turma aumentou a indenização de R$ 100 mil para R$ 400 mil, visto que a associação já havia sido condenada a pagar R$ 300 mil em outra ação civil pública por prática similar.
Processo: 00510-2012-811-10-00-3-RO

Alagoas: Sindicato denuncia contratação irregular de médicos

Mais um escândalo da precariedade:

Sindicato vai denunciar improbidade com cooperativas na procuradoria do trabalho
Sem concurso público, sindicato quer barrar contratação de médicos via cooperativa
Sinmed critica acordo com Estado e promete levar caso a Procuradoria Regional do Trabalho
 
17/02/2013
Marigleide Moura

Após o acordo dos cirurgiões que prestam serviço ao Governo no Hospital Geral do Estado e na Unidade de Emergência do Agreste e dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) com cooperativas, o Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed) pretende levar o caso a Procuradoria Regional do Trabalho nesta segunda-feira (18).
 
Para o Sinmed, a prática do Governo de Alagoas de contratar cooperativas e prestadores de serviços para atuar na rede estadual de Saúde é ilegal.
 
Segundo a entidade, já está agendada uma audiência na Procuradoria Regional do Trabalho em Alagoas (PRT 19ª Região), com o procurador do Trabalho, Rafael Gazzaneo. O sindicato quer impedir as contrações para que o Governo seja obrigado a realizar concurso público para o setor.
 
O sindicato quer também uma audiência com o chefe da Controladoria Regional da União no Estado, Cláudio Pacheco Vilhena, para que sejam investigados os gastos do governo com cooperativas. No encontro, o Sinmed deve denunciar as contratações feitas em substituição ao concurso público para a não contratação de servidores efetivos.
 
CISÃO
 
O presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão, já havia se pronunciado contrário a proposta do governo de contratação por meio de cooperativa. O sindicalista considera a forma lesiva à categoria, uma vez que a cooperativa não garante estabilidade aos profissionais e nem a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos.
 
Apesar disso, os médicos cirurgiões que atuavam sem contrato com o Estado e que ameaçavam desligamento em massa vão continuar trabalhando nos hospitais públicos através da Cooperativa de Médicos do Hospital do Açúcar. Os profissionais devem receber salários de R$ 15 mil.
 
A negociação parece ter atraído os médicos do Samu que também abandonaram a negociação com o apoio do Sindicato e fecharam acordo com o Estado através de cooperativa. Os acertos desagradaram os médicos efetivos que querem equiparação salarial e ao sindicato que defende o concurso público.
 
http://primeiraedicao.com.br/noticia/2013/02/17/sindicato-quer-barrar-contratacao-de-medicos-via-cooperativa

Planos de carreira e salário digno são fundamentais para outra médicos brasileiros

Não é nova a elaboração de uma proposta de plano de cargos, carreira e salário para os médicos do setor público e do setor privado. Essa proposta deve orientar a luta dos médicos, ao lado da causa do piso salarial nacional. A sua consideração é importante para evitar a dispersão de forças da categoria, a pulverização de reivindicações necessárias, mas desordenadas, e o enfraquecimento da capacidade de mobilização, reivindicação e luta da classe médica.
Veja o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=I7rz7gdYDVE&feature=youtube_gdata_player
Caso não funcione, selecione, copie e cole no seu navegador de InternetFenam já apresentou proposta de plano de carreira para médicos

SINDICATO EXPRESSSO: SUS EM CRISE NO SERGIPE – MÉDICOS EM LUTA CONTRA MÁS CONDIÇÕES DE ATENDIMENTO

Infonet – Saúde – Médicos brigam em função de deficiência do Samu

Médicos brigam em função de deficiência do Samu
Diretor do Huse diz que brigas entre médicos são frequentes

 

Médicos do Huse entram em conflito com profissionais do Samu (Foto: Cássia Santana/Portal Infonet)

No final de semana, a Delegacia Plantonista recebeu mais uma reclamação de servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) envolvendo desavenças e brigas entre médicos que atendem no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e profissionais do serviço 192, leia-se Samu. De acordo com denúncia feita por uma auxiliar de enfermagem, toda a desavença aconteceu devido à atitude de uma médica que estava de plantão no Huse, que teria se recusado a prestar atendimento a uma paciente, que fora transportada àquela unidade de saúde por uma ambulância do Samu.

A auxiliar de enfermagem garante que um outro médico que estava no plantão teria percebido a desavença entre os servidores do Samu e a médica plantonista e decidiu intervir prestando atendimento à paciente. A médica, por sua vez, reagiu, segundo informações da auxiliar de enfermagem prestadas à Polícia, e tomou o rádio da auxiliar, para travar uma briga – via rádio – com um outro médico que presta serviços ao Samu.

O coordenador geral do Pronto Socorro do Huse, Luís Eduardo Prado Correia, diz que as desavenças e brigas entre os profissionais tornaram-se “conduta constante” devido às deficiências do Samu. “Falta ao Samu fazer a regulação”, diz. “Antes de encaminhar o paciente ao hospital, o Samu tem que comunicar à equipe que está de plantão no hospital e falar sobre o caso. Mas o pessoal do Samu acha mais fácil trazer de qualquer jeito. O Huse, de complexo atendimento, está atendendo a procedimento da rede básica, justamente porque não há regulação”, exemplifica o coordenador do PS.

Entre os servidores do Samu, a sensação é que o problema é gerado por falta de gestão. “O que a gestão tem feito é colocar um profissional contra o outro”, lamenta o diretor do Sindicato 192 dos Servidores do Samu, Arnaldo Júnior. “Falta respeito por parte dos gestores”, diz.

Quanto ao caso concreto, Arnaldo Júnior informa que o Sindicato 192 ainda não recebeu informações detalhadas, mas que adotará medidas para fazer um levantamento minucioso sobre a ocorrência para posterior adoção de medidas.
Procurada pelo Portal Infonet, a Secretaria Municipal de Saúde se manifestou por meio de nota encaminhada pela Assessoria de Comunicação. Na nota, a assessoria informa que, ao contrário do que pregou o coordenador do Pronto Socorro do Huse, o coordenador clínico da Secretaria Municipal de Saúde, Wesley Santiago, garante que a situação da paciente em questão era grave, excedendo a complexidade das unidades de pronto atendimento de Aracaju. “Ou seja – explica a nota – os exames e a atenção especializada que o caso necessitava eram de alta complexidade, enquanto a rede municipal trabalha com casos de baixa e média complexidade”.

O coordenador clínico da Secretaria Municipal de Saúde informa ainda que, como o Huse é “um serviço porta aberta e de referência para este tipo de caso, a paciente foi encaminhada para aquele hospital”.

CRM

O coordenador geral do Pronto Socorro do Huse, Luís Eduardo Prado Correia, informou que já encaminhou denúncia ao Conselho Regional de Medicina sobre as ocorrências envolvendo brigas entre os profissionais do Samu e os plantonistas do Huse, solicitando a intervenção da entidade. Ele informou que até o momento não recebeu respostas do CRM.

O Portal Infonet tentou ouvir representantes do Conselho Regional de Medicina, mas não obteve êxito. O presidente, Júlio Seabra, não atendeu a ligação nem também retornou o contato com o Portal.

O Portal Infonet permanece à disposição para os devidos esclarecimentos do CRM.

Por Cássia Santana

Proposta regulamentação de carga horária e férias para urgência e emergência

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***** FAX SINDICAL 968 *****
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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais – 05 de dezembro de 2011

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ATENÇÃO MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA – ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

06 de dezembro de 2011 – Terça-feira – 19 horas e 30 Minutos – Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora

Não tenha medo. Compareça. Mobilize os colegas. Nossa união é nossa força. Basta de agressões, de assédio moral, de salários ruins, de condições precárias de atendimento, da caça às bruxas de inquéritos. Vamos à assembléia, sem medo. Unir para lutar.

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PROJETO DE LEI PROPÕE REGULAMENTAR CARGA HORÁRIA E FÉRIAS DE QUEM TRABALHA EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

Na pauta da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) desta quarta-feira (7), que se reúne às 9h, no plenário 9, ala Alexandre Costa, está o PLS 144/11, senador Paulo Davim (PV-RN), que dispõe sobre a jornada de trabalho e a concessão de férias dos trabalhadores de saúde que atuam em unidades de urgência e emergência de serviços de saúde.

O senador Paulo Paim (PT-RS), relator do projeto, aguarda pelarealização de audiência pública preliminar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

PLS – PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 144 de 2011

Autor: SENADOR – Paulo Davim

Ementa: Dispõe sobre a jornada de trabalho e a concessão de férias dos trabalhadores de saúde que atuam em unidades de urgência e emergência de serviços de saúde.

Explicação da ementa
Estabelece que a duração normal do trabalho dos empregados e dos servidores públicos em unidades de urgência e emergência de serviços de saúde e em serviços de emergência pré-hospitalares não excederá de doze 12 horas diárias e trinta e seis horas semanais, sendo obrigatória a concessão de um intervalo para repouso e alimentação de trinta minutos, não computados na duração da jornada de trabalho; dispõe que esta jornada de trabalho pode ser prorrogada em caso de catástrofe, emergências de saúde pública ou outra necessidade imperiosa, dispõe que após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho, o referido trabalhador terá direito a quarenta dias de férias, sem prejuízo da remuneração; estabelece que as férias serão concedidas por ato do empregador em dois períodos de 20 dias de duração a cada 180 dias trabalhados, nos doze meses subseqüentes à data em que o trabalhador tiver adquirido o direito;dispõe que as Delegacias Regionais do Trabalho são competentes para impor as sanções aos infratores das disposições desta Lei; estabelece que aplicam-se aos casos previstos nesta Lei as disposições da Consolidação das Leis do Trabalho; dispõe que a Lei entra em vigor em um ano, a contar da data de sua publicação oficial.

Fonte: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=99811

Falta de vontade política prejudica saúde pública no Rio

Falta de vontade política de Sérgio Cabral e Eduardo Paes de gastarem com a saúde tem trazido conseqüências lamentáveis para o povo. Terceirizações, precarização, organizações sociais, desvalorização dos profissionais da será e improvisações baratas prenunciam desgraças para quem precisa dos serviços públicos de saúde.
Leia matéria abaixo, do G1
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/09/da-vergonha-de-ser-brasileiro-diz-pai-de-ferido-que-percorreu-5-hospitais.html
Atualizado em 20/09/2011 14h28

‘Dá vergonha de ser brasileiro’, diz pai de ferido que percorreu 5 hospitais

Gabriel andou 88 km numa ambulância no RJ; ele se feriu ao cair de laje.
Segundo a secretaria, quadro de saúde da vítima inspira cuidados.

Do RJTV

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“Ver meu filho nessa situação, me dá vergonha de ser brasileiro”, disse o aposentado Pedro Paulino de Sales, pai do jovem de 21 anos que percorreu cinco hospitais do Rio de Janeiro durante 7 horas em busca de atendimento. Gabriel Santos Sales caiu da laje de sua casa em Xerém, na Baixada Fluminense, e bateu a cabeça.

Ele percorreu 88 quilômetros em uma ambulância até conseguir atendimento no Hospital Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte da cidade.

“Se fosse o filho de um deputado, já tinha saído boletim médico logo pela manhã, mas ele é filho de um operário. É muito ruim ver meu filho dentro de uma ambulância, em coma, e andar esse tempo e não ser atendido. Quando é para futebol, Copa do Mundo, o governo libera dinheiro, mas cadê para saúde? Como vou para minha casa tranquilo, se estou vendo meu filho praticamente morto?”, disse emocionado o aposentado.

De acordo com a mãe de Gabriel, Maria dos Santos Bezerra, o filho chegou a ser muito bem atendido por um médico do Posto de Saúde de Xerém. 

“Ele teve uma atendimento bom lá. O médico foi muito bom, mas mandaram ele para Saracuruna, porque disseram que lá [Posto de Saúde de Xerém] não tinha aparelhagem”, contou Maria.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde, o jovem está em observação numa unidade intermediária do hospital. Seu quadro de saúde inspira cuidados.

Como aconteceu
Gabriel consertava a antena da internet, por volta de 16h30 de segunda-feira (19), na laje de casa, quando se desequilibrou, caiu e bateu a cabeça. A família conta que, a partir daí, começou uma longa busca por uma vaga no sistema público de saúde.

Do posto de saúde de Xerém, Gabriel foi levado para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna. “Ali eles falaram ‘não vão trazer ele pra cá não, vão trazer gente para morrer aqui?’”, contou a mãe de Gabriel.

O destino seguinte foi o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, na Zona Norte da cidade. Após mais uma tentativa frustrada, encaminharam o jovem para o Hospital Souza Aguiar, no Centro. “Chegando no Souza Aguiar, a mesma coisa. Ninguém quis receber meu irmão, rejeitado total”, disse o irmão de Gabriel, Rafael dos Santos Sales.

Sete horas de espera
Sem alternativa, o destino foi o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, no subúrbio, onde, segundo a família, Gabriel chegou a fazer exames, mas não pôde ficar internado. Já era 23h quando Gabriel chegou ao Hospital Salgado Filho, no Méier. Imagens feitas por um dos irmãos mostram que, no começo da madrugada desta terça-feira (20), Gabriel ocupava um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

“Eu não quero que meu filho morra por falta de socorro. É falta de socorro, porque passar por cinco hospitais e não ser aceito em nenhum é um absurdo”, lamentou o pai de Gabriel.

Nota da Secretaria estadual de Saúde
Em nota publicada às 11h58 desta terça no site do governo, “a Secretaria de estado de Saúde (SES-RJ) informa que o paciente Gabriel Santos de Sales chegou ao Hospital Estadual Carlos Chagas em uma ambulância do município de Duque de Caxias às 21h23 do dia 19 de setembro, segunda-feira , já em ventilação mecânica (entubado). O paciente foi atendido e passou por exames de tomografia total de corpo (abdômen, tórax, crânio e coluna cervical), que apontaram pneumoencéfalo, necessitando avaliação para neurocirurgia. Como a unidade não é de atendimento de politrauma e não tem neurocirurgião, a própria direção do Hospital Carlos Chagas fez a regulação do paciente para o Hospital Municipal Salgado Filho, o que aconteceu às 22h30 do dia 19 de setembro”.

A Secretaria esclareceu ainda que “não houve recusa do paciente no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (Saracuruna). A decisão de levá-lo a outro hospital foi do médico da ambulância que o transportava. O tomógrafo da unidade estava em manutenção entre 19h e 24h desta segunda-feira e, informado disso, o médico optou por não fazer a entrada do paciente Gabriel de Sales na unidade”.
 

Crise no SUS – Pará – médicos devem aceitar todos os capa e explicar para as pessoas deficiências dos serviços de saúde

http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-141884-PACIENTES+VAO+SER+ATENDIDOS+ATE+NO+CHAO.html

Sábado, 10/09/2011, 09h28

Pacientes vão ser atendidos até no chão

O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) divulgou ontem recomendações para o procedimento dos médicos durante os plantões em hospitais públicos e nos setores de urgência. As orientações foram feitas em razão de situações ocorridas em agosto, como o caso da médica que chegou a ser conduzida a uma seccional de polícia sob a acusação de omissão de socorro, depois de ter recusado atendimento a uma grávida de gêmeos na Santa Casa de Misericórdia. Os bebês morreram.

O objetivo das recomendações é garantir ao máximo a integridade do médico no exercício da profissão, garante Wilson Machado, diretor do Sindmepa. Ele acrescenta que as recomendações foram divulgadas após a decisão do promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, ter determinado que bombeiros ou policiais que tiverem indícios de omissão de socorro por parte de um médico devem conduzi-lo a uma delegacia para prestar esclarecimentos.

Machado diz que essa é uma interpretação fria de uma lei que já existe. Mas levanta uma questão fundamental. “Se tirar o médico do hospital, onde a maioria só tem um para atender todo mundo, quem vai atender os pacientes e acompanhá-los depois que ele for levado dali?”. E acrescenta: “O médico está se sentindo inseguro. Essas pessoas (bombeiros e policiais) estão preparadas para avaliar se há omissão de socorro? Tomamos essas resoluções para que o médico possa trabalhar com mais tranquilidade”, justifica.

RECOMENDAÇÕES

Ao todo foram quatro recomendações dadas aos médicos que atuam principalmente em plantões de hospitais públicos e no setor de emergência. A primeira reforça um principio básico da ética médica – atender a todos os pacientes que chegarem enquanto estiverem no plantão em serviços de urgência e hospitais. O segundo diz que o médico não deve explicar ao paciente ou familiares e autoridades civis ou militares a inoperância do serviço público, principalmente a falta de leitos. Essa responsabilidade é do gestor público, diz o Sindmepa.

Wilson Machado aproveitou para lembrar a recomendação do secretário estadual de Saúde, Hélio Franco, de “atender o paciente nem que seja no chão”. “Nós achamos que isto não está correto, mas vamos fazer isso.”

Em outro ponto polêmico, o Sindmepa diz que sempre que o médico avaliar que as condições de trabalho são inadequadas, colocando a vida dos pacientes e a própria integridade física da equipe médica em risco, ele deve, após o plantão, se dirigir a uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência comunicando a situação.

Se as condições encontradas nos hospitais dificultem ou impeçam o bom exercício da medicina, a situação também deve ser registrada nos prontuários médicos e comunicada por escrito ao Conselho Regional de Medicina (CRM).

Mesmo as orientações sendo dirigidas ao atendimento em hospitais públicos, o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviço de Saúde do Estado do Pará (Sindesspa), Breno Monteiro, comentou as recomendações e criticou a determinação do promotor Armando Brasil. “O problema continua, dada a insensatez desse promotor. Qualquer ser humano que não ajuda outra pessoa que está necessitando de auxílio para viver está cometendo um crime. Um bombeiro ou policial que não tenha preparo para avaliar uma situação médica não pode dar voz de prisão para um médico.” (Diário do Pará)