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Planos de carreira e salário digno são fundamentais para outra médicos brasileiros

Não é nova a elaboração de uma proposta de plano de cargos, carreira e salário para os médicos do setor público e do setor privado. Essa proposta deve orientar a luta dos médicos, ao lado da causa do piso salarial nacional. A sua consideração é importante para evitar a dispersão de forças da categoria, a pulverização de reivindicações necessárias, mas desordenadas, e o enfraquecimento da capacidade de mobilização, reivindicação e luta da classe médica.
Veja o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=I7rz7gdYDVE&feature=youtube_gdata_player
Caso não funcione, selecione, copie e cole no seu navegador de InternetFenam já apresentou proposta de plano de carreira para médicos

Sindicatos em defesa do SUS, dos concursos públicos e contra terceirização em Juiz de Fora

TELEGRAMA SINDICAL – 30/10/2010 – 15:00

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata-MG

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JUIZ DE FORA: SECRETARIA DE SAÚDE APOIA PRIVATARIA CONTRA O SUS.

Secretário de Saúde de Juiz de Fora reage contra sindicatos e declara pensamento privatista.

Sindicato dos Médicos e Sinserpu vão à Justiça contra terceirização da saúde e secretário contesta concurso público.

Em declaração à imprensa (dia 29 de outubro), quando responde a declarações do Presidente do Sinserpu, Cosme Nogueira e do advogado do Sindicato dos Médicos, Dr. Guilherme Lourenço, o secretário municipal de saúde, Cláudio Reiff, denunciou pelas suas palavras que a terceirização, na verdade, não é uma emergência, mas uma política deliberada e sistemática da sua administração. Ele sustenta sua tese com um preconceito: uma pretensa e nunca comprovada superioridade dos serviços terceirizados. Sua declaração publicada foi textualmente: “A urgência e emergência precisa de agilidade gerencial, a prestação de serviço é superior quando feita de forma terceirizada.”

Mais adiante Mr. Reiff argumenta que uma UPA como São Pedro ou Santa Luzia é mais barata do que a Regional Leste. Diz ele textualmente: “As despesas com a Regional Leste chegam a R$ 900 mil, enquanto, nas UPAs, onde há o mesmo tipo de atendimento, o repasse mensal é de R$ 650 mil.” Ora, mas o Sr. Reiff foi imprevidente em suas palavras. Alguém deveria dizer a ele que existem leis e que ele deve obedecê-las. O trabalho escravo e o trabalho infantil também diminuem custos. Mas, felizmente a lei os proibe. Nem sempre o mais barato é o melhor e o correto. E não deveria o Sr. Secretário supor que a Regional Leste gasta demais, considerando a sua demanda e a continuidade e complexidade dos procedimentos que realiza. Não é justo desmerecer o trabalho da Regional Leste.

Disse ainda o Sr. Reiff que está preocupado “com o atendimento ao usuário, não com questões políticas e corporativas.” Mais uma vez infeliz o Sr. Secretário. Se o que ele chama de questões corporativas é a defesa de interesses e direitos de trabalhadores na saúde, ele deveria se preocupar com isso. Para termos um sistema público de saúde forte e eficiente não podemos aceitar essa oposição entre o trabalho decente para os profissionais da saúde e os interesses dos usuários em ter bons serviços. Será que o secretário conhece o que é melhor para os usuários? Se Cláudio Reyff estivesse preocupado com o que pensam os usuários e com o atendimento que recebem deveria comparecer ao Conselho Municipal de Saúde e às audiências públicas sobre saúde na Câmara Municipal. Ele tem fugido desse debate democrático. Felizmente, ainda tem pouca idade e dois anos de governo para ganhar experiência e aprender.