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Cai a produtividade do trabalho no Brasil

A queda da produtividade do trabalho no Brasil prova que o futuro da economia nacional é nebuloso.

Perdendo direitos e perdendo renda o trabalhador fica em situação mais desigual. O governo usa como argumento para justificar essa pauta de direita a alegação de que o trabalhador mais barato e com menos representatividade terá mais facilidade de conseguir um emprego qualquer. Milhões de brasileiros podem cair nessa situação.

Assim como nos governos Collor, FHC e Temer, a equipe econômica do governo Bolsonaro aposta numa agenda de ampla liberalização da economia brasileira para elevar o crescimento da produtividade.

Durante os governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), a produtividade do trabalho teve um crescimento médio de 0,2% ao ano. Já nos governos Lula (2003-2010), a produtividade teve um crescimento médio de 2,2% ao ano, mais de dez vezes superior ao período FHC. No governo Dilma I (2011-14), o ritmo de crescimento da produtividade foi de 1,5% ao ano, e no governo Dilma II (2015-16), com a crise, a produtividade teve queda de 1,5% ao ano. A produtividade voltou a crescer no governo Temer (2017-2018), mas em um patamar bem menor, 0,6% ao ano, e agora em 2019, ela voltou a cair.

https://theintercept.com/2019/12/19/agenda-ultraliberal-paulo-guedes-produtividade/

Gerentes de grandes empresas estadunidenses preocupados com repulsa moral a suas práticas

CEOs norte-americanos deram conta da repulsa moral que algumas das suas práticas têm gerado e declaram que querem fazer alguma coisa. Essa constatação é interessante para nós brasileiros, nesse momento no qual direitos sociais e trabalhistas são assaltados pelo governo e, em nome da empregabilidade, empresários ganaciosos se lançam à aventura da exploração desenfreada do trabalho assalariado.

Em interessante artigo no portal noticioso português “Público”, o autor mostra que grandes e avançadas empresas nos Estados Unidos estão preocupadas com seus trabalhadores, seus usuários e as comunidades em que vivem, fazendo um contraponto à mentalidade que se formou em torno do que se chama “neoliberalismo”.

# Opinião | Mais um prego no caixão do neoliberalismo | PÚBLICO
https://www.publico.pt/2019/11/25/economia/opiniao/prego-caixao-neoliberalismo-1894408

https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2019/11/gerentes-de-grandes-empresas.html

Medida provisória 905, de Bolsonaro e Guedes, cria a carteira verde e amarela, que abre as portas para a precariedade no trabalho de jovens. Essa medida destrói direitos trabalhistas e sociais. Vem no bojo de uma série de medidas de cunho neoliberal, que aumentarão o lucro de empresas, a remuneração do capital e diminuirão remuneração e direitos de assalariados. As centrais sindicais brasileiras apelam às cortes superiores para tentar bloquear essas medidas. Se tudo isso fracassar, restará o caminho dos protestos públicos.

Medida provisória 905, de Bolsonaro e Guedes, cria a carteira verde e amarela, que abre as portas para a precariedade no trabalho de jovens. Essa medida destrói direitos trabalhistas e sociais. Vem no bojo de uma série de medidas de cunho neoliberal, que aumentarão o lucro de empresas, a remuneração do capital e diminuirão remuneração e direitos de assalariados. As centrais sindicais brasileiras apelam às cortes superiores para tentar bloquear essas medidas. Se tudo isso fracassar, restará o caminho dos protestos públicos.
“O presidente da OAB Nacional, Felipe Santa Cruz, recebeu na manhã desta terça-feira (19) nota técnica produzida pela Comissão Nacional de Direitos Sociais que aponta inconstitucionalidades na Medida Provisória (MP) 905. Editada pelo governo federal em 11 de novembro, a medida institui o contrato de trabalho verde e amarelo e promove alterações na legislação trabalhista.”
” Santa Cruz manifestou apreensão com as mudanças feitas pela MP. “Temos uma preocupação com a precarização ainda maior da proteção ao trabalhador no Brasil no momento em que a população está empobrecida e fragilizada. Isso pode levar o país a um quadro de caos social”, disse.”
https://www.ncst.org.br/subpage.php?id=22653_20-11-2019_comiss-o-produz-nota-t-cnica-que-aponta-inconstitucionalidades-na-medida-provis-ria-905&utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed%3A+PortalDaNcst+%28PORTAL+DA+NCST%29#acontece

Resumo da proposta de reforma da Previdência

Congresso poderá resistir à proposta de Bolsonaro de não dar aumento real para o mínimo

Líderes da Câmara dos Deputados já discutem mudar o salário mínimo de R$ 1.040 proposto pelo governo Jair Bolsonaro para vigorar em 2020. O valor, incluído no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), não garante um ganho real (acima da inflação) para os trabalhadores e repercutiu negativamente no Congresso.

Para lideranças, a proposta do governo, que garante apenas a correção da inflação pelo INPC, pode comprometer a tramitação da reforma da Previdência, porque 23 milhões de beneficiários do INSS ganham um salário mínimo (hoje, R$ 998). Ao todo, cerca de 48 milhões de brasileiros recebem o piso salarial.

A estratégia dos deputados é alterar o valor na Comissão Mista de Orçamento (CMO), por onde a LDO terá de passar antes de ser votada, ou apresentar um projeto de lei com uma nova política de valorização do mínimo. A regra atual perde a vigência no fim do ano. O tema foi discutido na terça-feira, 16, em reunião do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com lideranças dos partidos do Centrão, como PP, PR, PRB, SD e Podemos.

Embora o governo afirme que ainda não definiu uma política salarial (e tem tecnicamente até dezembro para apresentar uma), líderes querem garantir um aumento real para o piso em 2020.

Seguro-desemprego poderá ser solicitado pela internet 

Atualmente para encaminhar o Seguro-Desemprego o trabalhador precisa agendar o comparecimento a um posto de atendimento do Sine, preencher um formulário e entregar a documentação. O atendimento leva aproximadamente 15 minutos. Apenas depois de comparecer ao Sine, começa a contar o prazo de 30 dias para recebimento do benefício.

Com a mudança que irá ocorrer a partir de 21 de novembro, assim que receber a documentação para encaminhar o Seguro-Desemprego, o trabalhador poderá fazer o pedido imediatamente pela internet, por onde ele já irá preencher o formulário que hoje é respondido no Sine. O prazo de 30 dias para receber o benefício começará a contar a partir deste momento.

O trabalhador ainda precisará comparecer a uma agência do Sine pessoalmente (procedimento necessário para evitar fraudes). Mas o atendimento deve ser mais rápido já que a parte mais demorada dos atendimentos presenciais é o preenchimento cadastral que já terá sido feito pelo computador.

Como vai funcionar

  • Para ter acesso aos serviços do Emprega Brasil, a primeira coisa que o trabalhador precisa fazer é se cadastrar no site:

  • Ao clicar em “Cadastrar” abrirá a tela do cidadão.br, a ferramenta de autenticação do trabalhador no site:

Será necessário informar dados pessoais (CPF, nome, data de nascimento, nome da mãe, estado de nascimento (se for nascido no exterior, a opção será “Não sou brasileiro”). Essas informações serão validadas no Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis). Caso estejam corretas, o trabalhador será direcionado a responder um questionário com cinco perguntas sobre seu histórico laboral. Por isso, é importante ter em mãos a Carteira de Trabalho física. É preciso acertar pelo menos quatro das cinco perguntas. Em seguida, o trabalhador receberá uma senha provisória que deverá ser trocada no primeiro acesso.

Caso o usuário não consiga acertar as respostas, terá de aguardar 24 horas para uma nova tentativa ou entrar em contato com a central 135 do INSS para auxílio.

  • Ao finalizar o cadastro, o trabalhador terá acesso aos serviços do Emprega Brasil. Uma das opções será “Solicitar Seguro-Desemprego”.

  • Será necessário preencher um cadastro com informações pessoais e profissionais, o mesmo que era preenchido anteriormente nos postos do Sine.

O cadastro está dividido em oito páginas com informações pessoais, profissionais, acadêmicas, vagas de emprego e cursos de qualificação disponíveis.”

https://www.hojeemdia.com.br/primeiro-plano/seguro-desemprego-poder%C3%A1-ser-solicitado-pela-internet-1.680515

Em defesa da última cidadela: salários, aposentadorias e direitos fundamentais.

Vamos falar do sindicalismo médico. Mas o ponto abrange todos os sindicatos e os interesses e temores de todos os que dependem de emprego, salário e aposentadoria. Quando qualquer um tira os olhos do Facebook, Whatsapp, Twitter, etc., e chega no seu trabalho ou dá uma olhada no seu contracheque, parando para pensar vai perceber uma realidade diferente daquela dos debates inflamados das redes sociais. Essa realidade é determinada pela possibilidade de seu salário não ser pago em dia, de suas férias ou de sua aposentadoria serem dificultadas, de suas condições de trabalho estarem em franca decadência. Quando os olhos, ouvidos e o pensamento estão voltados para esse duro chão da realidade, então o sindicato costuma ser lembrado ou pensado. Nessa hora fica mais viva a ideia de que a união é que faz a força e que a solidariedade é o que sustenta essa necessidade de se unir por um interesse comum.
Toda profissão regulamentada, principalmente as mais antigas, contam com normas, uma cultura própria e valores que são incorporados ao seu exercício. No caso da Medicina, valores que são humanistas, uma herança do Iluminismo. No caso específico da Medicina existem normas éticas, legais e disciplinares associadas ao seu exercício, em razão da forte responsabilidade que se tem imediatamente sobre a vida de pessoas.
O objetivo político por excelência é a construção de uma unidade no presente com vistas a um projeto para o futuro. Essa unidade desejável se faz por consensos, especialmente sobre temas sobre os quais não pesa a contaminação do partidarismo extremo do tipo que intoxica as redes sociais na atualidade.
Exemplo das razões para se construir essa unidade são aquelas ligadas a direitos trabalhistas e sociais da categoria representada, às condições de trabalho e ao funcionamento do sistema público de saúde.
No caso dos médicos, por ser todo o trabalho cercado de interfaces com a sociedade, representada por pacientes, responsáveis, familiares e profissionais não médicos que também atuam na área de saúde, a questão da opinião pública tem destacada importância.
A realidade impõe algumas questões, destacando o campo do serviço público, onde uma parcela significativa de médicos milita, com um ou dois vínculos, plantões, sendo esses profissionais concursados, contratados, terceirizados ou aposentados. Nesse caso, categoria profissional dos médicos, como tantas outras envolvidas na prestação de serviços públicos, está, na atualidade, na defensiva, preocupada com o recebimento de seus próprios salários e aposentadorias e com ameaças imediatas ou a longo e médio prazo, reais ou virtuais, a seus direitos mais elementares.
Concluímos que, por mais que os médicos se deixem envolver em debates político-eleitorais a partir de redes “sociais” que dividem a sociedade, os sindicatos que formam a representação classista da categoria profissional têm o dever, nas pessoas de seus diretores, de se empenhar na construção de consensos que são o cimento de uma unidade necessária para a garantia dos nossos direitos mais elementares no futuro imediato.

Por que o medo de ser demitido prejudica a produtividade do funcionário a longo prazo

Criar um clima no ambiente de trabalho no qual cada empregado possa se sentir dispensável e ser levado a pensar que pede ser demitido a qualquer momento é uma técnica usada por muitas empresas, como forma de controle e gestão.

Há os que acham que isso seja benéfico. Porém, estudos mostram que tal prática é nociva à saúde do trabalhador e prejudicial a longo prazo. Essa matéria da BBC expõe parte desse grave problema. 

Ainda assim, criar um ambiente de insegurança de propósito é uma tática usada em alguns negócios – ao colocar mais demandas e estresse sobre funcionários – na crença enganosa de que isso aumentará sua performance.”

http://www.bbc.com/portuguese/vert-cap-41044721

Super salários – desigualdade é uma vergonha no serviço público

” O advogado especialista em direito constitucional e administrativo, Hermeraldo Andrade, explica que existe uma polêmica de que algumas verbas, chamadas de vantagens pessoais, não somariam a esse teto. Contudo, ele defende que o “texto constitucional é claro e que esse é o argumento de quem tem interesse nesses salários exorbitantes”. Andrade lembra que muitos outros servidores públicos recebem rendimentos acima do teto, com base em liminares, o que, na sua opinião, não deveria acontecer. “É uma vergonha, é dinheiro público bancando esses absurdos, mas infelizmente a sociedade não se posiciona”, conclui. ”

http://congresso-em-foco.jusbrasil.com.br/politica/104137982/jornais-mais-de-3-mil-servidores-ganham-acima-do-teto-90-deles-no-congresso

Parabéns, coragem e força a todos os médicos do Brasil

Fax Sindical 17 de outubro de 2013

PELO DIA DOS MÉDICOS!

Parabéns a todos os médicos. Coragem e força para elevar a Medicina e confrontar os inimigos dela.

Dia do Médico.

Parabéns aos médicos brasileiros no seu dia. Parabéns para uma vida de muitos estudos e de coragem para lidar todo dia com a vida e a morte.

Coragem. Muita coragem para enfrentar os inimigos do nosso trabalho, que o querem desvalorizado e acovardado. Não vamos nos render a esses, pois mais poder que às leis do mundo os concedam.

Força, para construir uma Medicina cada vez melhor, alçada por padrões e ideais elevados, humana e sábia, que faça elevar a qualidade de vida das pessoas.

Esses são os votos do Sindicato dois Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata a todos os médicos brasileiros, no Brasil e no mundo.

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A crise no Sus continua e a saúde pública não pode ser baiúca eleitoral.

A realidade da saúde pública no Brasil é desconhecida por muitas pessoas que não trabalham e nem são atendidas pelo SUS. Essa realidade de sucateamento e descaso é conhecida pelos médicos brasileiros que trabalham há muito no sistema público e pelos usuários.

Portanto a classe médica têm o dever moral de denunciar a farsa eleitoreira desencadeada pelo governo, um conto de carochinha destinado a lançar cortina de fumaça sobre a crise no SUS e a péssima gestão do Ministério da Saúde.

O governo federal deve explicações ao povo brasileiro sobre a péssima qualidade dos serviços públicos de saúde, sobre o uso eleitoreiro da saúde pública e sobre os gastos de dinheiro dos nossos impostos com a propaganda do Mais Médicos.

Saúde pública não é baiúca eleitoral.

Em denúncia contra a crise no SUS, médicos de Pernambuco farão multiuso de atendimento gratuito à população e os de Mato Grosso farão greve de protesto.

“Os médicos que atendem pela rede pública de Mato Grosso irão paralisar as atividades na próxima sexta-feira (18), em protesto pela realidade da Saúde Pública no Estado.” Confira em:

http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=176030

“Um mutirão de consultas médicas está sendo realizado na manhã desta quarta-feira (16) no Memorial da Medicina, no bairro do Derby, área central da cidade, por causa do Dia do Médico, data comemorada no próximo dia 18 de outubro. Profissionais do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) estarão até as 16h fazendo atendimentos gratuitos para toda a população nas áreas de cardiologia, clínica médica e pediatria.” Confira em:

http://m.g1.globo.com/pernambuco/noticia/2013/10/medicos-do-simepe-fazem-mutirao-de-consultas-gratuitas-no-recife.html

A imprensa brasileira têm dão um enfoque cherto de referências positivas ao programa “MaisMédicos”. Em que pese os milhões de reais de impostos gastos com a propaganda do programa, cujo valor o governo mantém em sigilo, e a sua finalidade eleitoral de servir de escada às pretensões eleitorais do ministro Alexandre Padilha, a abordagem positiva da imprensa permite antever as fraquezas do governo.

Será que um milhar ou alguns milhares de médicos de atenção básica irão reverter a crise na qual o sistema público de saúde se afunda?

“O programa Mais Médicos tem atualmente 1.020 profissionais em atividade em áreas carentes do país, afirmou nesta terça-feira (15) o Ministério da Saúde.” Essa notícia está no site francamente favorável à política do governo:

http://m.g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/10/mais-medicos-tem-mais-de-mil-profissionais-atuando-diz-ministerio.html

Até médicos originários de países que passam por conflitos internos e crises humanitárias são engajados no programa do governo brasileiro.

“Arujá (SP) recebeu um médico estrangeiro para atender à população pelo programa Mais Médicos. Trata-se de Budeidi Sidahmed Mohamed, nascido na Mauritânia (África). O médico passa por treinamento na cidade e deve começar a trabalhar no posto de saúde do Parque Rodrigo Barreto na próxima segunda-feira (21).

Essa matéria está, curiosamente,  em um site francamente favorável ao “Mais Médicos”, conforme pode ser conferido em:

-http://m.g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2013/10/aruja-recebe-medico-da-mauritania-pela-programa-mais-medicos.html