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Hospital Albert Schweitzer tem mais de 20 leitos de UTI fechados.

O Rio de Janeiro é uma das 

O Rio de Janeiro é uma das cidades seriamente afetadas pela crise silenciosa, crônica e ininterrupta do SUS.

  • Mais de 20 leitos de UTI do Hospital municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, estão fechados desde o último fim de semana, segundo relatos de funcionários da unidade. Todos no terceiro andar do hospital, que tem a maior unidade de terapia intensiva do Rio. A Secretaria municipal de Saúde nega.

    De acordo com um médico do setor, que pediu para não ser identificado, a razão do fechamento dos leitos é a falta de medicamentos imprescindíveis para pacientes graves atendidos na UTI. Mas o desabastecimento já teria afetado também vários outros serviços do hospital.

    — Falta álcool a 70%, usado para desinfetar curativos, por exemplo, em todo o hospital — conta uma profissional de enfermagem, que também pediu anonimato por medo de represálias.

https://m.extra.globo.com/noticias/rio/hospital-albert-schweitzer-tem-mais-de-20-leitos-de-uti-fechados-prefeitura-nega-21790249.html

Anestesistas de Curitiba em protesto pela dignidade

.’. Sindicato Expresso .’.
– 05 de março de 2013 – 17 hs.

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais

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Em defesa da dignidade médica

Anestesiologistas do Paraná fazem operação padrão em protesto contra prisão indiscriminada de colegas perseguidos no caso do Hospital Evangélico de Curitiba

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No regime democrático, autoridades que detém poderes especiais e não são consagradas peli voto popular, por vezes têm apenas a sua consciência como árbitro último dos limites que devem respeitar para não exercerem seus poderes com excesso, como se fossem pequenos reis a quem ninguém cobre limites. Por vezes vemos esses limites serem escancarados. Temos aí o caso emblemático da Escola Base, ocorrida em São Paulo. Temos agora em Curitiba a prisão massiva de médicos, como decorrência de suposta prática de eutanásia em uma UTI. Nada comprovado com necessárias evidências técnicas e científica.

A verdade é que não existe nenhum Primeiro Comando Médico, nem seguer um Comando Branco. Nenhuma organização penal de malfeitores ou agrupamento organizado para traficar as armas e drogas que tanta dor e desgraça levam aos lares brasileiros Alias, de seus postos, os médicos lutam também contra essas desgraças. Por isso, como cidadãos prestantés, eleitores e contribuintes repelem essas tentativas de criminalizar a categoria.

Contra o punitivismo generalizado de uma polícia que dá a impressão de se voltar contra toda uma classe, os médicos anestesistas de Curitiba resolveram dar forma à sua revolta na luta pela dignidade. A classe médica não é uma classe de málfeitores, como a classe policial não é apenas composta por profissionais que aproveitam o sucesso fácil proporcionado pelo sensacionalismo.

Uns tem a obrigação de mitigar o sofrimento e aliviar as doenças e agravos. Outros têm obrigação de dar as pessoas a sensação de segurança no dia a dia. Certas atitudes apontam que muitos não se preocupam com a harmonia da sociedade. A lei é o laço que une a sociedade. Não deve ser manobrada como o chicote do castigo para causar desunião e conflito.

Esse fato indica que a classe médica deve estar em guarda permanente e sem esmorecimento contra as amplas e múltiplas tentativas de desqualificá-la. A luta pela diginidade é incessante.

Confira a notícia:

http://noticias.r7.com/cidades/medicos-protestam-contra-prisao-de-colegas-no-parana-05032013

“”” Médicos anestesistas trabalham em uma operação padrão no Paraná como protesto pela prisão dos três médicos envolvidos no caso que investiga a morte de pacientes na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, no Paraná. Desde o dia 25 de fevereiro, somente emergências são atendidas, o que já provocou o cancelamento de diversas cirurgias.

 A delegada Paula Brisola, responsável pela investigação, entregou o inquérito sobre o caso na noite de segunda-feira (5). Quem deverá analisar o caso é a promotora Fernanda Nagl Garcez, do (Caop) Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Saúde Pública. O órgão tem cinco dias para decidir se aceita a denúncia.

A médica Virgínia Helena Soares de Souza, de 56 anos, teria praticado eutanásia — antecipação da morte de pacientes com o uso de procedimentos médicos, o que é proibido pela lei brasileira. Três anestesistas e uma enfermeira também estão na cadeia, suspeitos de envolvimento nas mortes . “””

Será o Hospital Centenário a Escola Base de Curitiba?

[Sindicato Expresso] – 02.03.2013
-Informe: Polícia x Médicos – O caso do Hospital Centenário de Curitiba
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Já havíamos comentado nesse blog sobre os evidentes sinais de acirramento entre Polícia Civil do Paraná contra uma médica do Hospital Centenário de Curitiba, acusada de eutanásia. Outros médicos chegaram a ser presos, conformando uma perseguição em grande escala, como essas que se fazem (quando fazem) contra organizações tipo PCC e contra os cartéis de narxotraficantes. Esse caso foi acolhido pela mídia com grande destaque e ganhou repercussão nacional. Agora o acirramento ganha contornos nítidos, chegando ao registro de transcrições falsas de gravação.

Revelamos o temor de que sejam fáceis e bem acolhidos pela mídia esse acirramento policial em casos que envolvem a classe médica, bem como seu fácil acolhimento pela mídia, em nome das tais reportagens investigativas. Portanto, isso não seria mera questão pontual.

Um erro grotesco em transcrição de fitas de espionagem eletrônica feita contra a médica em questão, demonstra que a Policia Civil do Estado do Paraná pode ter agido com tal acirramento que ficamos pensando que dificilmente não foi planejada a demonização da médica. Embora fontes policiais tenham repetido várias vezes que o processo corre em segredo de Justiça, a divulgação para a mídia das gravações com transcrições erradas provocou uma reação negativa na opinião pública. Isso reforçou o furor punitivista e condenatório contra a profissional. Como exemplo destaca-se a troca (proposital?) da palavra raciocinar por assassinar além de caricatural, fugiu ao contexto da conversa gravada de forma brutalmente estúpida.

Esses ingredientes não são novos. Eles já foram observados antes no caso escabroso da Escola Base e sabe Deus em quantas outras injustiças e erros judiciais já perpetrados nesse país. Apesar do sigilo legal a mídia divulgou saborosamente o conteúdo das escutas telefônicas.

Leia a notícia no Estadão on line em
http://m.estadao.com.br/noticias/vidae,policia-troca-assassinar-por-raciocinar-em-inquerito-e-alega-ter-feito-correcoes,1002881.htm

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“”” Polícia troca ‘assassinar’ por ‘raciocinar’ em inquérito e alega ter feito correções
Defesa de Virgínia Soares de Souza diz que declarações feitas pela médica ‘estão fora de contexto’
Sexta, 28 de Fevereiro de 2013, 22h07
Julio Cesar Lima
CURITIBA – A troca da palavra”raciocinar” por “assassinar” em uma transcrição de escuta telefônica anexada ao inquérito policial, que o Estado teve acesso,e que culminou com a prisão da médica e chefe da UTI do Hospital Evangélico, em Curitiba (PR), Virgínia Soares de Souza, sob a acusação de homicídio qualificado, no último dia 19, foi considerada pelo advogado de defesa, Elias Mattar Assad, como um dos fatos que “fizeram diferença e provocaram a prisão temporária e em seguida, preventiva” de sua cliente.
No texto transcrito de uma conversa às 15h29 do dia 24 de janeiro entre a médica e outra pessoa de nome Rodolfo, Virgínia teria dito: “Nós estamos com a cabeça bem tranquila pra”raciocinar”, pra tudo, né”. Conforme a transcrição, ela diz,”assassinar”.
A Polícia Civil, porém, informou por meio de nota, que “em meio aos autos há uma corrigenda substituindo o verbo “assassinar”por “raciocinar”. A correção teria sido feita no sábado passado.
A delegada do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), Paula Brisola, manteve o silêncio sobre o caso e reafirmou que falará sobre o assunto somente depois de conversar com os familiares de Ivo Spitzner, Paulo José da Silva, Pedro Henrique Nascimento, André Luis Faustino e Luiz Antônio Propst, que morreram entre os dias 24 e 28 de janeiro deste ano.
Segundo Assad, Virgínia, que está detida na Penitenciária Feminina do Paraná, em Piraquara, na Grande Curitiba, o havia alertado sobre problemas nas transcrições. “Naquele momento a médica me disse: “Eu só posso ficar aqui por equívoco”, e agora podemos afirmar que esse erro foi o marco inicial do processo de demonização dela”, reclamou.
Além dessa troca de verbos, a defesa sustenta que há mais erros de interpretações das conversas gravadas. “Muitos estão fora de contexto”, afirma.
Íntegra da Nota da Polícia Civil
O Departamento da Polícia Civil informa que a delegada Paula Brisola, titular do Nucrisa, não pode comentar nada sobre as interceptações telefônicas feitas no caso da UTI de um grande hospital de Curitiba pelo fato das interceptações, assim como todas as interceptações telefônicas feitas em investigações policiais do Brasil, estarem sob sigilo legal.”””

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Sobre o caso da Escola Base, o verbete da Wikipedia pode ser visto em http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia:Aviso_geral

Usando um mecanismo de busca, como o Google, é possível encontrar farto material sobre a atuação de autoridades policiais e repórteres investigativos na Escola Base e em outros casos semelhantes.

Para mais uma opinião sobre o caso do hospital em Curitiba, recomendamos também a leitura de http://guerrilheirosvirtuais.blogspot.in/2013/03/hospital-centenario-uma-nova-escola-base.html

Planos de carreira e salário digno são fundamentais para outra médicos brasileiros

Não é nova a elaboração de uma proposta de plano de cargos, carreira e salário para os médicos do setor público e do setor privado. Essa proposta deve orientar a luta dos médicos, ao lado da causa do piso salarial nacional. A sua consideração é importante para evitar a dispersão de forças da categoria, a pulverização de reivindicações necessárias, mas desordenadas, e o enfraquecimento da capacidade de mobilização, reivindicação e luta da classe médica.
Veja o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=I7rz7gdYDVE&feature=youtube_gdata_player
Caso não funcione, selecione, copie e cole no seu navegador de InternetFenam já apresentou proposta de plano de carreira para médicos

Saúde Pública: Em Juiz de Fora a Polícia Militar tentou retirar médico de serviço de cuidados intensivos.

ARBITRARIEDADE EM PRONTO SOCORRO: POLICIAIS MILITARES TENTAM ARRANCAR MÉDICO DE SALA DE URGÊNCIA.

Em Juiz de Fora a Polícia Militar de Minas Gerais tentou tirar médico de sala de urgência para conduzi-lo a delegacia de polícia, pondo em risco a vida de dezenas de pessoas. Não havendo médico disponível na porta do hospital, devido às precárias condições de trabalho e aos salários tacanhos pagos pela Prefeitura de Juiz de Fora, não sendo capaz o empregador de atrair e fixar profissionais, gera frequentemente esse tipo de situação. Um médico que ingresse hoje no serviço público municipal de Juiz de Fora receberá salários inferiores aos de um soldado da Polícia Militar. O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora tem denunciado essa situação grave e dramática às autoridades e à sociedade civil.

Acreditamos ser atitude fácil demais para a Polícia Militar de Minas Gerais invadir um hospital público e, excedendo-se em todos os seus poderes, tentar prender o único médico plantonista da sala de urgência, onde ficam pacientes em risco de morte. A ação foi frustrada pelo diretor clínico, que acompanhou os policiais, em sua presumida valentia, até às repartições policiais. Por certo podem supor agradar ao público com essas ações, como outrora agiram corpos policiais como a Gestapo ou a KGB, que paravam suas ações repressivas ao sabor ideológico da propaganda de seus atos. Deviam ser violentos e populares, temidos e aplaudidos, ainda que diante dos mais fortes abusos. Essa é a maneira de funcionar dos estados policiais e policialescos.

Seria um insânia a toda prova remover de seu trabalho um único médico que está à cabeceira do leito de pessoas que correm risco de morrer. Só mesmo o mais arbitrário dos agentes poderia supor ação tão violentamente cruel e arriscada. Apenas pessoas despreparados poderiam cometer um ato de tamanha malignidade.
Os verdadeiros responsáveis por essa situação poderiam os valorosos milicianos encontrá-los não entre as paredes de um hospital carente de recursos humanos e materiais, mas no Paço Municipal, onde estão instalados os que têm a responsabilidade de garantir condições honestas de atendimento à nossa população, oferecendo recursos humanos e materiais para o trabalho decente.

Fosse a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais mais eficaz e corajosa em coibir o comércio da cocaína e do crack e a ação de gângs, ela contribuiria de forma importantíssima para diminuir a demanda dos serviços de urgência médica. Mas parecem julgar ser mais fácil e popular invadir hospitais e privar doentes do único médico que os assiste em situação de extrema necessidade, como se eles, em nome da lei, estivessem cumprindo missão humanitária.

Contam que quando foi promulgado o AI5, o vice-presidente Pedro Aleixo teria protestado junto ao General Costa e Silva, presidente da República, dizendo que não se preocupava com aquele excesso de poderes nas mãos do general, mas que temia o uso que faria daquela ferramenta de recessão o guarda da esquina.

Não pode parecer bom para as pessoas sensatas e de boa vontade esse tipo de ação, que só ganharia espaço e destaque em programas sensacionalistas de qualidade duvidosa. Não pode parecer boa a presunção de que a classe médica é impopular e mal considerada pela opinião pública a ponto de se considerar tais operações policiais como dignas de aplauso. Pesquisas de opinião conferem aos médicos melhor avaliação do que aquela dada aos policiais. Ademais, sendo todos, policiais e médicos do HPS, servidores públicos, deveria haver em todas essas ações uma noção de bem público, bem superior a atos truculentos e açodados.

Em parte alguma do mundo civilizado pareceria bom remover um médico de um hospital público, na beira do leito de pessoas em risco, para conduzi-lo a alguma delegacia de polícia. Em Juiz de Fora, quem provê os recursos humanos necessários ao funcionamento adequado das unidades de saúde é a Prefeitura e qualquer pessoa medianamente esclarecida sabe disso. Falta avisar isso à Polícia Militar.

FAX SINDICAL 179

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA
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______________ FAX SINDICAL_______________
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NÚMERO 179 * ANO IV * 13/AGOSTO/2009

O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora esperava que a administração Custódio, com a aceitação da contraproposta formulada pela representação classista oficial dos profissionais da Medina, pusesse fim à tensão nas relações trabalhistas entre Prefeitura e médicos. Por uma razão muito simples: ela empurra para um confronto prejudicial e que sempre terminará sem vencedores. Mas parece que esse não é o entendimento oficial dos atuais hóspedes do poder municipal.

Antes do encerramento das negociações, a administração Custódio já se apressava em cortar os miseráveis salários que paga aos médicos da Prefeitura. Prova de má vontade. Não tendo questionado a legalidade da greve ou discutido a justeza do mérito das reivindicações a administração municipal apelou para cortar salários, uma manobra com claro objetivo de coagir, inibir e dispersar o protesto da classe médica.

O Sindicato não abandonou os doutores penalizados pela Prefeitura. diante da falta de disposição para o diálogo sobre as punições demonstrada pelo Secretário Vítor Valvarde, com respaldo do Custódio, restou a via jurídica. para os médicos da AMAC, protegidos pela legislação trabalhista, foi procurado o Ministério do Trabalho. Uma tentativa última de conciliação.

Em correspondência datada de 12/8, um dia depois do prazo estabelecido por acordo entre o gerente regional do Ministério do Trabalho, o Sindicato dos Médicos e a AMAC/Prefeitura de Juiz de Fora, chegou a carta da AMAC, negando a possibilidade de acordo e confirmando os cortes de pagamento determinados pela Prefeitura, para a Secretaria de Saúde e também AMAC. Na carta a Direção da AMAC, como a administração municipal à qual ela claramente se subordina, defende a idéia absurda de que a decisão não é uma retaliação contra a categoria. Havia naufragado a última tentativa de conciiação. Restou provada a disposição do Prefeito para radicalizar a questão.

Para os médicos estatutários, fora da competência da Justiça Federal, restou o recurso à Justiça do Estado de Minas Gerais. Foi impetrada uma medida chamada Protesto Judicial. Desconhecemos os prazos dessa medida e sua eficácia. De qualquer modo, a questão não está encerrada.

JUIZ DE FORA – ATENÇÃO MÉDICOS DA PREFEITURA!

1- Audiência pública – Assunto de vosso interesse: no próximo dia 19 de agosto, a partir das 15 horas, na Câmara Municipal, vai ser realizada uma audiência pública sobre a questão da discriminação salarial que a Prefeitura de Juiz de Fora pratica contra os médicos, fazendo descaso da carga horária especial da categoria e transformando uma conquista dos profissionais em penalidade (redução de uma quarte parte do salário, quando comparado às demais categorias de nível superior). A audiência foi pedida pelo Dr. José Tarcísio, do PTC, médico e vereador, na época das paralisações que os médicos realizavam contra seus baixos salários e deterioração das condições de atendimento. Agora (agosto) a Câmara Municipal encontrou tempo de discuti-la. A presença de profissionais e representantes de entidades médicas nesse evento é muito importante.
2- COMISSÃO PCCS – A Diretoria do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata, representante classista legítimo de todos os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, aguarda para essa sexta, 14 de agosto, a publicação de portaria criando a Comissão para elaborar o PCCS dos médicos municipais.

Publicado pelo Wordmobi

FAX SINDICAL 174

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA.
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Número – 174 – Ano IV – 04/0/2009.
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GREVE DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA – CORTES SALARIAIS CAUSAM INDIGNAÇÃO ENTRE PROFISSIONAIS. SINDICATO VAI À JUSTIÇA.

A decisão da administração Custódio de Matos de realizar cortes salariais contra os médicos da Prefeitura, sem que a legalidade da greve fosse julgada e antes do encerramento das negociações coletivas causou indignação na Diretoria do Sindicato dos Médicos, entre os médicos da Prefeitura, que foram vítimas dos cortes e, também, repercutiu negativamente na grande maioria da classe médica. Os salários que a Prefeitura paga aos médicos já são sofríveis e os cortes os reduziram ainda mais. Diante da negativa da administração Custódio de Matos em negociar os salários dos médicos, a saída encontrada pela Diretoria do Sindicato foi recorrer à Justiça. No caso dos médicos vinculados à AMAC, haverá audiência no Ministério do Trabalho. Se não houver conciliação, o caso irá à Justiça do Trabalho. Ficará demonstrada a subordinação da AMAC à Prefeitura de Juiz de Fora. Há ação semelhante, movida por funcionários da Prefeitura de Santos Dumont, com ganho de causa para os trabalhadores. No caso dos médicos estatutários a situação é mais complicada, porque não dependem da Justiça Federal. O caso será julgado na Justiça do estado de Minas Gerais. O protesto judicial já foi feito pelo advogado do Sindicato dos Médicos e estaremos informando sobre o seu andamento.
Tramita na Justiça ação do Sindicato contra a Prefeitura, por causa das perdas salariais decorrentes da discriminação dos 25 por cento a menos que o nível superior, cuja reposição é reivindicação constante do Sindicato.
Nos meios profissionais, diante da indignação, muitos falaram na possibilidade de uma nova paralisação, ou greve de protesto contra os cortes efetuados pela administração do Custódio nos salário ruins dos médicos da Prefeitura.

COMISSÃO PREPARA DISCUSSÃO DE PCCS.

Os representantes indicados pelo Sindicato dos Médicos para acompanhar a elaboração de um PCCS para os profissionais do serviço público municipal realizaram a sua primeira reunião preparatória. Experiências, propostas e sugestões foram discutidas, bem como questões referentes às políticas de recursos humanos aplicadas à área da saúde. A reunião é o primeiro passo nessa importante luta da classe médica em Juiz de Fora.

A indicação dos representantes sindicais para a Comissão tripartite que irá analisar a deterioração das condições de atendimento médico no SUS de Juiz de Fora já foi comunicada ao Conselho Municipal de Saúde e à Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora. A formação dessa comissão está na contraproposta sindical formulada nas negociações coletivas desse ano e encaminhada à Prefeitura.

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS REAGE A PRISÃO ARBITRÁRIA DE MÉDICA NO RJ.

A coluna do Ancelmo Góis, no Globo de domingo (2 de agosto) falou sobre o caso da prisão de uma médica reguladora do SUS no Rio de Janeiro. O colunista conclui que a corda arrebentou do lado mais fraco. A médica não conseguiu cumprir uma determinação judicial porque não havia vaga de UTI disponível na rede pública. Por faltar vaga em UTI o juiz mandou prendê-la. Diz Ancelmo que deveria mandar prender o Governador ou o Secretário de Saúde. Mas a corda, mais uma vez, se rompeu contra o lado mais fraco. A Federação Nacional dos Médicos e o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro se posicionaram firmemente ao lado da médica. A notícia pode ser conferida na página http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1249488-5606,00-FEDERACAO+DIZ+QUE+VAI+DENUNCIAR+JUIZ+QUE+MANDOU+PRENDER+MEDICA.html. A FENAM vai tomar todas as medidas cabíveis para a apuração e o esclarecimento desse caso tenebroso. Se o juiz agiu em respeito à lei, para garantir a um usuário do SUS um direito constitucional, por outro lado, errou no alvo. Mandou prender quem não tem poder para criar ou contratar leitos de UTI.

Na mesma semana um desembargador de Brasília, notório amigo da família Sarney, censurou o Estado de São Paulo, proibindo notícias de fatos referentes aos escândalos que envolvem o filho do Senador Sarney, apurados na conhecida operação Boi Barrica, da Polícia Federal. A filha do Senador Sarney, Roseana, conseguiu, também por decisão judicial, derrubar o governador eleito pelo povo do Maranhão, Jackson Lago, e ocupar o governo do Estado.

PROBLEMA DOS PRESOS NO HPS DE JUIZ DE FORA DERRUBOU SECRETÁRIA DE SAÚDE?

A Dra. Eunice Caldas pode ter sido vítima de um desajuste. A grande quantidade de presos acautelados no HPS, exposta em cadeia nacional por uma programa de televisão, mostrou aos brasileiros os pés de barro do governo Aécio. A dívida social para com o povo mineiro é imensa. Fontes ligadas ao governo do Estado acharam que a matéria foi instigada pela Secretária ou pessoas a ela ligadas. Os aecistas são muito zelosos quanto às aparências. Calculam os efeitos publicitários de cada evento que envolve, direta ou indiretamente, o seu chefe. Com isso uma deficiência grave do sistema penal do Estado de Minas Gerais, a quem cabe a responsabilidade para com a população carcerária, ficou evidente. É a dívida social que não se paga dando vans e ambulâncias para prefeitos.

Publicado pelo Wordmobi

CRISE NA SAÚDE – PARAÍBA – FALTAM MÉDICOS PARA UTI DE HOSPITAIS QUE ATENDEM O SUS.

CARÊNCIA DE PROFISSIONAIS DISPOSTOS EM TRABALHAR EM UTI EM HOSPITAIS QUE CONVENIADOS COM O SUS COLOCA EM RISCO ATENDIMENTO MÉDICO INTENSIVO.

Falta de especialistas interessados em trabalhar nas UTIs de hospitais que atendem o SUS leva a uma crise nos serviços de medicina intensiva na Paraíba. Há relato de situações semelhantes em outros lugares. A notícia saiu no

http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matLer.asp?newsId=46536

Quinta, 21 de Agosto de 2008 – 08h38

Faltam médicos para UTIs no Estado

O crescimento do número de pacientes internados em UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) e a ampliação dos leitos ofertados pela rede pública na Paraíba está criando uma nova realidade nos hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado: a falta de profissionais especializados para a atividade e a sobrecarga dos já existentes.

Segundo o presidente da Sociedade Paraibana de Medicina Intensiva (SPMI), Ciro Mendes, além das dificuldades enfrentadas pelos paraibanos em conseguir uma vaga para internação nos hospitais públicos, os pacientes têm se deparado com profissionais exaustos, que podem comprometer seus tratamentos. São apenas 62 especialistas na Paraíba, enquanto que há necessidade do dobro de profissionais na área.

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O SUS VAI BEM? RETRATOS DA CRISE NA SAÚDE. MÉDICOS PEDEM DEMISSÃO, FALTAM VAGAS EM UTI, PACIENTES COM TRANSTORNO MENTAL E SEM ASSISTÊNCIA.


RETRATOS DA CRISE NA SAÚDE


De norte a sul, de leste a oeste, o noticiário nos coloca diante da realidade de uma crise nos serviços públicos de saúde. Esses retratos da crise na Saúde tem sido destacados no Fax Sindical, sobretudo em consideração ao período eleitoral, onde a saúde entrará nos debates e no discurso dos candidatos. A preocupação dos brasileiros com o tema é destacada em pesquisas de opinião.
Os que dizem que o SUS melhorou podem apenas estar cumprindo um dever de ofício ou manifestando um compromisso político com os atuais ocupantes do Ministério da Saúde. Na verdade, nesses retratos da crise, vemos um sistema com problemas que pedem urgentes soluções. Se há melhoria, há também problemas graves, sem solução aparente. Esse vêm à tona frequentemente no noticiário, colocando em xeque o discurso que a saúde pública no Brasil vive o melhor dos mundos possível.
Questões referentes à política de recursos humanos são importantes. Saúde é feita de pessoas para pessoas. A importância dos recursos humanos na área é inquestionável e a compreensão disso pode ser exigida aos gestores.
Em Rondônia, anestesistas pedem demissão. A demissão parece ser a porta da saída para a crise encontrada pelos médicos do Estado de Pernambuco. Em Natal, trabalhadores da Saúde denunciam caos em hospital e precariedade dos serviços assistenciais, enquanto o eleitor potiguar manifesta que a Saúde é uma de suas principais preocupações. No Rio Grande do Sul, sindicato denuncia falta de leitos em UTI para pacientes do SUS. São mais alguns retratos da crise que devem ser levados em conta quando analisamos a situação atual da saúde pública no Brasil. São fatos que derrubam o discurso ufanista oferecido por alguns sanitaristas e políticos sobre a situação. Pede-se seriedade ao tratar do tema.

Em Rondônia – diante da baixa remuneração anestesistas do Hospital de Base pedem demissão e estão todos cumprindo aviso prévio. Chama atenção a precarização do serviço público de saúde e a falta de motivação decorrente de baixos salários. Esses dois problemas gravíssimos da política de recursos humanos aplicada pelo Governo no SUS têm sido causa de dificuldades para a gestão do sistema e desconforto para a classe médica. Até aqui o Ministério da Saúde e o Congresso Nacional não sinalizaram com qualquer medida efetiva que equacione, de forma consistente e satisfatória, esse problema.
FONTE: “Rondônia ao Vivo. 31/07/2008 – 16:45

Secretário de saúde define em reunião no MP que até dia 18 soluciona crise dos anestesistas

Em reunião realizada no início da tarde dessa quinta-feira (31) o Ministério Público do Estado de Rondônia, o secretário estadual de saúde, Milton Moreira, definiu junto com representantes do MPE e Ministério Público Federal, direção do Sindicato dos Médicos de Rondônia e anestesiologistas emergenciais um prazo para tentar solucionar a crise que vem ocorrendo no Hospital de Base, em relação as exigências salariais dos anestesistas, que cumprem atualmente aviso prévio até o dia 03 de agosto.
Foi acordado na reunião que o prazo para que os anestesistas continuem trabalhando no Hospital de Base seja até o dia 20 de setembro, como combinado no contrato, e que antes disso, até o dia 18 de agosto, o secretário de saúde dará uma resposta sobre o aumento sugerido.
Na quarta-feira (30), em entrevista ao Rondoniaovivo.com, o presidente do SIMERO – Sindicato dos Médicos de Rondônia, Otino José de Araújo Freitas, disse que em relação ao reajuste salarial, os anestesistas estão recebendo R$ 5.000,00 por 40 horas de trabalho na semana, a categoria esta reivindicando um aumento salarial com duas propostas: R$ 6.000,00 por 20 horas de trabalho ou R$ 12.000,00 por 40 horas.

Pernambuco – diante da falta de sensibilidade da autoridades para a negociação e para o entendimento da situação gerada pela má remuneração do trabalho médico e condições inadequadas de trabalho, a demissão em massa volta a ser vista como uma saída pelos médicos do Estado de Pernambuco. Aguarda-se lucidez do Governo para encontrar uma solução para a crise. A matéria está no JC on-line.
Médicos do Estado ameaçam entregar cargos – Publicado em 01.08.2008 – Do Jornal do Commercio, Recife-PE.

Os médicos vinculados à Secretaria de Saúde de Pernambuco decidiram nesta quinta-feira, por unanimidade, entregar os cargos a partir de hoje. A categoria se reuniu em assembléia no auditório da Associação Médica de Pernambuco.

De acordo com o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), aproximadamente 500 médicos especializados devem aderir à proposta acatada em assembléia. “Em algumas especialidades, como as de cirurgiões vasculares e otorrinos, já contamos com adesão de 100%”, afirmou.

Além de médicos do Estado, marcaram presença na assembléia representantes dos sindicatos de Brasília, São Paulo e Alagoas. “Se vocês decidirem pedir demissão amanhã, nem se preocupem porque não virá médico algum de Alagoas para substituí-los aqui”, garantiu o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão.

Logo no início da reunião, o presidente do Simepe, Antônio Jordão, criticou o anúncio do governo do Estado sobre a proposta do novo modelo de gestão. “Eles disseram que iam fazer um grande anúncio no último dia 30 e vêm com uma proposta de um modelo de gestão construído exclusivamente pelo Executivo. Demos um voto de confiança ao governo na semana passada e esperávamos que eles sentassem à mesa conosco”, reclamou.

Durante toda a assembléia, os médicos deixaram claro o impasse com o Executivo estadual. “Infelizmente, uma semana se passou e não há proposta concreta para a categoria. Esse governo tem demonstrado negligenciar o diálogo. Na semana passada, liguei para o secretário (João Lyra) e informei que, em assembléia, a categoria tinha votado pela mesa de negociação”, ressaltou o vice-presidente do Cremepe, André Longo. “Não estimulamos a demissão; este é um ato individual mas na situação em que se encontram os médicos, é natural se recusar a trabalhar”, concluiu.

O Simepe garantiu que estudará maneiras de comunicar a decisão à população. “Estamos numa luta salarial, mas também lutamos pela saúde pública, como sempre fizemos”, disse Jordão. “Não tenho dúvidas de que a população está do nosso lado.”

Rio Grande do Norte.
Caos em hospital é denunciado pelos trabalhadores da rede hospitalar pública. Sindsaúde denuncia caos – A matéria está no Diário de Natal. Reflete-se à precariedade geral que se instalou na atenção pública a pacientes portadores de transtornos mentais.
Funcionários do Hospital João Machado, referência em atendimento psiquiátrico no Rio Grande do Norte, denunciam condições precárias de atendimento no local. Durante ato promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde), na manhã de ontem, servidores revelaram ser comum casos de pacientes que ameaçam ou chegam a agredir funcionários, demais pacientes e até visitantes. Outras queixas são a falta de um ambulatório, o número reduzido de leitos e a grande quantidade de pacientes que são internados devido à dependência de substâncias químicas. Atualmente, 493 profissionais atendem a 138 pacientes internos.

Segundo Paulo Martins, diretor do Sindsaúde, o número de pessoas agredidas por pacientes nas dependências do hospital é muito grande, mas os funcionários se omitem por medo de serem repreendidos. Paulo afirma também que os dependentes químicos são alojados juntamente com os internos que apresentam transtornos mentais. ‘‘Deveriam existir alas separadas para esses pacientes, mas a situação é tão grave, que por falta de vaga tem gente que volta para casa e muitas vezes vira prisioneiro da própria família, pois em casa não têm como serem cuidadas adequadamente’’, completa o diretor do Sindsaúde.

Uma funcionária, que preferiu não se identificar, reclama da falta de um ambulatório no hospital. Ela diz que para serem atendidos, os pacientes chegam ao pronto-socorro e o médico avalia a necessidade de uma internação. ‘‘As consultas dos pacientes que chegam ao hospital deveria ser feita nos postos de saúde, já que isso é atribuição do município, mas o problema é que os postos raramente possuem psiquiatra. É duro ver que muitos precisariam ser internados aqui e têm que ir para casa, esperar surgir uma vaga’’, lamenta.

A diretora geral da instituição, Geneci Andrade, rebate as declarações dos funcionários afirmando que os casos de agressão são esporádicos e só ocorrem por fazer parte das características dos transtornos psiquiátricos. ‘‘Dependendo do quadro, o paciente pode ter exacerbadas as questões da sexualidade ou agressividade e quem trabalha na área tem que estar preparado para se deparar com este tipo de situação. Isso não é uma constante aqui no João Machado e quando ocorre, todas as medidas necessárias são tomadas’’, assegura.

Geneci diz que estão sendo realizadas ações voltadas para a melhoraria da assistência, mas a demanda de dependentes químicos vem crescendo muito nos últimos anos. A diretora considera que a assistência a esses pacientes não deve ser oferecida em hospitais psiquiátricos, mas a estrutura atual não permite separá-los dos demais pacientes. ‘‘Queria saber qual a proposta do Sindsaúde para a questão da saúde mental no Rio Grande do Norte. Chego até a considerar se eles não estariam utilizando o hospital como palanque político’’, finaliza a diretora.

Enquanto a população de Natal inclui a Saúde entre as suas principais preocupações a serem discutidas nesse debate eleitoral de 2008

Natalense reclama da insegurança e da Saúde

Comércio é arrombado dez vezes em um ano. Família perde móveis com chuvas. Mãe espera um dia inteiro para filho ser atendido. Notícias como essas rondam as páginas dos jornais de Natal diariamente, mas dizer que a população se acostumou com esses problemas é um erro. Prova disso é o resultado da pesquisa Certus/Diário de Natal que perguntou ao povo, além da preferência entre os candidatos que disputam a prefeitura, quais as maiores dificuldades enfrentadas na capital potiguar. Segurança, Saneamento Básico (drenagem) e Saúde figuraram como os três pontos mais citados pelos natalenses.
Fonte: Diário de Natal – Pesquisa Certus-Diário de Natal, informa que Saúde está entre principais preocupações dos eleitores em 2008.

No Rio Grande do Sul profissionais de saúde denunciam condições precárias de trabalho. Faltam leitos em UTI. Não há qualquer sinalização do Ministério da Saúde sobre uma solução para esse grave problema.

01/08/2008 | 19h47min

Profissionais da saúde reclamam da falta de leitos de UTIs no Estado
Bebê de dois meses que aguardava transferência para um leito morreu em Alvorada
Eduardo Rodrigues | eduardo.rodrigues@diariogaucho.com.br

A tentativa desesperada de salvar uma criança não depende apenas do conhecimento da medicina. Além dos procedimentos clínicos e terapêuticos, os médicos são obrigados a enfrentar um desgaste extra: ficar pendurado no telefone tentando convencer o funcionário da Central de Regulação de Leitos da Capital e do Estado a conseguir uma vaga para internações de urgência.

Morte comoveu médicos

Na edição desta sexta-feira, o Diário Gaúcho mostrou o drama vivido pela família do pequeno Kallvin Gabriel da Silva Oliveira, dois meses, em Alvorada. O menino, que aguardava transferência para um leito de UTI pediátrica, morreu de bronquiolite viral aguda (um tipo de problema nos pulmões) antes de obter o atendimento especializado.

A morte do bebê desesperou os pais e os médicos do Hospital de Alvorada, que sentiram-se impotentes diante da burocracia e da falta de estrutura dos serviços de saúde do Estado.

Ouvidos pela reportagem, profissionais que lidam com essa dificuldade diariamente revelam como isso afeta as suas vidas. A mãe de Kallvin também desabafou.

— Tiveram de escolher entre meu filho e outro que também estava em estado grave. Passaram a vaga para outro menino — lamentou Camila Gomes da Silva, 19 anos.

Confira relatos de um drama diário:

— Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para salvar a vida daquela criança. Os médicos estão desistindo de trabalhar conosco porque têm de se envolver com essa parte, que é muito desgastante — disse Roberto Benevett, chefe de unidade hospitalar da Fundação Universitária de Cardiologia, responsável pela administração do Hospital de Alvorada e do Hospital Padre Jeremias, em Cachoeirinha.

— Mais uma criança morreu por falta de leito, ninguém agüenta mais isso. Os médicos tentaram, insistiram, foram incansáveis, mas não conseguiram — disse uma auxiliar de enfermagem do Hospital de Alvorada, que preferiu não se identificar.

— Já passamos por isso. A gente fica de mãos atadas, não tem o que dizer pra família. Eles acham que não estamos fazendo nada, mas, por trás disso, infelizmente tem uma burocracia enorme — disse Fernanda De Carli Batistello, chefe interina da Enfermagem do Hospital São Camilo, de Esteio.

— É uma situação dramática que se vive. Os médicos ficam com crianças em estado grave, medicadas, mas sem ter muito o que fazer. Ficam desesperados. Na rede privada, os leitos estão certinhos, com alguma folga. Na rede pública, são insuficientes — disse Maria Rita de Assis Brasil, vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers)

— Cada vez que temos uma criança nesta condição, temos de deixá-la no respirador na Emergência, sem a estrutura que ela precisa. Ficamos 24 horas, 48 horas tentando leitos em uma UTI, sem conseguir. Daí contamos com a influência da Secretaria Municipal da Saúde para ver se conseguimos a vaga — disse Adriano Venturini, diretor técnico do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Canoas. Fonte: Zero Hora – Diretor Técnico de Hospital de Canoas denuncia falta de leitos em UTI.



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SUS EM CRISE: senador fala de falta de planejamento. Médicos de Alagoas não querem mais atender.

Há momentos em que a mídia não consegue deixar de noticiar os graves problemas que assolam o sistema público de saúde no Brasil. Há matérias, como a epidemia de dengue no Rio, que chegam a ganhar repercussão internacional. Hoje os telejornais falam do morticínio herodiano que vitimou as crianças paraenses, mostrando as precárias condições de funcionamento da maternidade da Santa Casa de Belém do Pará. Não sabemos qual será a percepção da opinião pública diante da revelação da descura do governo paraense com os negócios da Saúde pública. A situação do SUS, recentemente abordada no Congresso da FENAM (Federação Nacional dos Médicos), também chegou à tribuna do Senado.

“O Senador Papaléo Paes, do Amapá (PSDB), criticou hoje, da Tribuna do Senado, a forma de gestão e o planejamento do SUS. A falta de planejamento do Estado impede que o custeio das ações seja realizado eficazmente. A matéria está no Paraíba on line. (veja link no final do Post)

“O senador Papaléo Paes (PSDB-AP), em discurso nesta segunda-feira (30), apontou como uma das principais causas para o mau funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) a falta de planejamento do Estado para que o orçamento necessário ao custeio das ações de atenção à saúde possa ser eficazmente realizado.
Para tornar o SUS compatível com a proposta estabelecida na Constituição, o parlamentar defendeu a aprovação da regulamentação da Emenda 29 , projeto em tramitação na Câmara, como forma de garantir financiamento adequado, permanente, seguro e bem definido no Orçamento da União, dos estados e dos municípios. Além disso, afirmou, são essenciais a organização das três esferas de poder para atendimento universal e de qualidade a toda a população, sem qualquer discriminação ou exclusão; e capacidade operacional para se adaptar a novas demandas e à evolução da ciência médica, ambulatorial e de prevenção.”
O senador defendeu ainda a profissionalização do serviço público na área da Saúde:
“a opinião do senador, para gerir o SUS é preciso deixar de lado a discussão partidária e levar os servidores públicos a adotarem uma “postura de serviço público perante a comunidade a que devem atender”. Isso, afirmou, acaba não se concretizando pela “histórica falta de consciência de prestação de serviço público, próprio de uma brasileiríssima e nefasta tradição cultural de apropriação do público como coisa privada”.

Em Alagoas, as cirurgias feitas pelo SUS irão ser suspensas. A notícia pode ser conferida no link Médicos alagoanos deixarão de fazer procedimentos pelos SUS .

“Os médicos de Alagoas vão deixar de realizar cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir desta terça-feira por conta dos baixos valores pagos pelos procedimentos. Em todo o Estado, apenas o Hospital Universitário (HU) – por ser um hospital público – vai continuar oferecendo o serviço gratuito à população. Os médicos reivindicam que o Estado e os municípios complementem os valores da tabela do SUS, mas até agora não tiveram nenhum posicionamento dos governos.”

Governos municipais e estaduais, em geral pedintes de repasses e verbas federais, são colocados, em razão da municipalização do SUS, em cheque. O governo federal, que repassa a verba, que tem a chave do cofre e arrecada os elevadíssimos impostos que agravam os brasileiros, fica incólume nessas reivindicações. O sistema não funciona e os médicos estão desmotivados a realizar procedimentos de tanta responsabilidade por preço vil, ou quase.

Aí está mais uma faceta dessa crise que se arrasta no SUS. Os gestores querem mostrar suas pequenas realizações, fazer pequenas inaugurações, com festa e propagandas, para tentar convencer o povo de que tudo vai bem. Fazem uma ginástica mental que é pouco convincente para quem realmente entende de assistência médica.

A classe médica, ainda em grande parte comprometida com o sistema público, através de seus órgãos de representação classista e outras entidades médicas, tem apresentado, com insistência teses em defesa da eficiência do sistema público de saúde. A profissionalização dos médicos do serviço público, com empregos próprios do serviço público e remuneração decente, como a de carreiras melhor posicionadas dentro da administração.

link Paraíba on line – Senador critica planejamento no SUS
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