Arquivos de tags: vacina

Bolsonaro segue com fake news que prejudicam o combate à pandemia, apesar das revelações da CPI da COVID

 É totalmente descabido e confirma o esforço que Bolsonaro faz para facilitar a propagação do vírus. Fake news em cima de fake news, o ex-capitão aloprado agora despreza a saúde do povo com a fake news de que vacinados estão desenvolvendo AIDS, apesar da falta absoluta de conexão lógica entre uma coisa e outra e da inexistência de qualquer estudo sério a respeito. Os horrores tornados públicos a quem interessar possa, pelas revelações da CPI da COVID, não fizeram o presidente repensar suas posturas irresponsáveis. Ele se julga seguro em uma aparente aura de impunidade, em que podres poderes e interesses estranhos o fazem sentir com segurança para mentir, difamar, agredir e desestimular a vacina e as medidas de combate à pandemia. Quem garante a impunidade de Bolsonaro? Até quando vai durar a impunidade de Bolsonaro? A matéria completa sobre as fake news emanadas do Planalto pode ser lida em https://www.brasil247.com/coronavirus/bolsonaro-espalha-fake-news-de-que-pessoas-vacinadas-estao-desenvolvendo-aids 

Bolsonaro espalha fake news de que pessoas vacinadas estão desenvolvendo Aids

Fake news foi espalhada pelo site conspiracionista beforeitnews.com, que publica textos dizendo que as vacinas rastreiam os vacinados e que milhões de pessoas estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida muito mais rápido do que o previsto23 de outubro de 2021, 13:50 h Atualizado em 23 de outubro de 2021, 14:23

(Foto: Reprodução)
Siga o Brasil 247 no Google News

Apoie o 247Clube de Economia

247 – Bolsonaro foi flagrado em sua última live propagando mais uma mentira a respeito da imunização contra a Covid-19. Ele se baseou em uma Fake news espalhada pelo site conspiracionista beforeitnews.com, que publica textos dizendo que as vacinas rastreiam os vacinados e que milhões de pessoas estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida  (AIDS) muito mais rápido do que o previsto. PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Fique por dentro do 247

Receba diariamente nossa newsletter em seu emailEnviar

CPI da COVID permitiu entender porque Brasil teve impressionante número de óbitos per capita pela pandemia

A CPI da COVID foi um desses momentos de grande revelação de informações úteis aos interessados na situação do Brasil. Teve uma capacidade imensa de revelar fatos até então desconhecidos da maioria, fazendo revelações decisivas a quem interessa entender a realidade dos problemas brasileiros nesse momento difícil. Teve um poder de revelação de fatos tão impactante quanto a vaza jato, que mostrou, por conversas entre magistrados e procuradores, uma conspiração hedionda.

Está registrado o escandaloso número de mortos per per capita no Brasil durante a pandemia. A CPI revelou a causa disso.

Veja o levantamento dos dados:

COVID deaths worldwide were highest in Peru, topping a list that compares deaths per million in 206 countries worldwide.
— Read on www.statista.com/statistics/1104709/coronavirus-deaths-worldwide-per-million-inhabitants/

A cumplicidade do CFM diante do morticínio pela pandemia. “Falta alguém em Nuremberg”.

“O Conselho Federal de Medicina (CFM), em nome dos mais de 530 mil médicos brasileiros, vem publicamente manifestar sua indignação quanto a manifestações que revelam ausência de civilidade e respeito no trato de senadores com relação a depoentes e convidados médicos no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia.” (Verificado às 16:15 de 17/10/21 em https://portal.cfm.org.br/noticias/cfm-publica-mocao-de-repudio-em-defesa-do-medico-ao-respeito-e-a-civilidade-na-cpi-da-pandemia/) Esse manifesto do órgão que deveria fiscalizar o exercício ético da Medicina foi publicado em 02 de junho de 2021, ocorrido no dia 01/06/21, confira em https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/06/4928231-acompanhe-o-depoimento-de-nise-yamaguchi-na-cpi-da-covid.html ). Ele tem endereço certo, a defesa de uma médica que, contra todas as evidências científicas, defendia tratamentos alternativos comprovadamente ineficazes contra a COVID, inclusive a aplicação de ozônio via retal.

O CFM usava um conceito alargado de “autonomia médica”, alheio à evidência e à bioética, como se médicos fossem deuses e se a prescrição off label não fosse algo experimental, que merecesse um acompanhamento sistemático e próximo.

O CFM não falava em nome dos 530 mil médicos brasileiros, mas em nome de minorias barulhentas em redes sociais e agrupadas em camarilhas no WhatsApp e outros aplicativos do celular, gente que mal se conhece, perfis fake e que fazem uma comunicação fragmentária e ocasional em um meio vulnerável a falsificações e fake news. A prova é que figuras de destaque da Medicina brasileira sempre questionaram o comportamento do CFM.

“Médicos como Drauzio Varella, Margareth Dalcolmo, Paulo Niemeyer, Daniel Tabak, Ligia Bahia, Roberto Medronho, Benilton Bezerra, Daniel Becker, Fabio Miranda, Gonzalo Vecina, Jurandir Freire, Paulo Chapchap e Paulo Lotufo lançaram manifesto questionando a representação do Conselho Federal de Medicina quanto à recomendação da cloroquina para tratamento da covid-19. “Como médicos, comprometidos com a melhoria da saúde no país, discordamos de posições do Conselho Federal de Medicina contrárias à apuração das responsabilidades e omissões para o enfrentamento da pandemia de covid-19”.” ( Confira em http://informe.ensp.fiocruz.br/noticias/51892 ).

O CFM esteve, por seu uso temerário da ideia de autonomia médica, associado à liberação do ineficaz e perigoso kit COVID. Isso era um discurso do presidente da República e de setores empresariais, que achavam que as medidas não farmacológicas de prevenção da pandemia causariam impactos em atividades produtivas e que era preciso iludir a população com a informação falsa de que seria possível vencer a COVID com medicamentos. Em julho de 2020, todos já sabiam que havia evidências suficientes para saber que esses medicamentos eram ineficazes. O CFM foi protagonista de uma farsa, associando-se a um governo que propugnava o negacionismo e era citado como mau exemplo para o mundo no combate a COVID. O resultado desse equívoco foram 600 mil mortos. A posição do CFM sobre o kit COVID foi contestada publicamente (https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/04/19/especialistas-defendem-comunicacao-ciencia-e-vacina-contra-pandemia ).

O presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, atacou a CPI da COVID, que deixou em evidência a prática nefasta dos hóspedes do poder contra a pandemia. Disse o sr. Mauro:”“Os membros da CPI deixaram clara sua opção de dar palanque àqueles que mantém um discurso alinhado com determinada visão, distante da realidade enfrentada pelos médicos na linha de frente contra a covid-19, e não dar voz ao Conselho Federal de Medicina (CFM) como representante daqueles que têm dado o máximo na luta contra essa doença, às vezes com o sacrifício de sua própria saúde ou vida” (Confira em https://congressoemfoco.uol.com.br/area/congresso-nacional/presidente-do-cfm-acusa-cpi-de-narrativa-falaciosa-apos-investigacao/ ). O termo “narrativa” é comum nas bocas bolsonaristas para se referir a declarações coerentes que não os agradam. Afinal, não são amigos de narrativa e sim de teorias conspiratórias. As palavras traíram o sr. Mauro.

Em claro descaso contra as 600 mil vítimas dos erros do governo no combate à pandemia e dos fracassos, repetidos em ecos, dos tratamentos precoces falsos contra a COVID o sr. Mauro do CFM atacou o mensageiro (a CPI da COVID) e não negou sua aliança indefectível com os falsos tratamentos. (https://www.cartacapital.com.br/cartaexpressa/investigado-presidente-do-cfm-ataca-cpi-e-diz-que-nao-mudara-recomendacao-sobre-remedios-ineficazes/ ).

O Sr. Mauro Luiz de Britto Ribeiro, do CFM, já tem ficha suja. Ele é acusado de faltar mais de 800 plantões na Santa Casa de Campo Grande, em MS, onde trabalhava e é objeto de processo movido pelo Ministério Público. (Confira em https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2021/02/19/ministerio-publico-pede-demissao-de-presidente-do-conselho-federal-de-medicina-apos-medico-faltar-873-vezes-ao-trabalho-na-santa-casa-de-campo-grande.ghtml ).

Agora, o homem que não fazia os plantões que deveria fazer, afrontando claramente o Código de Ética Médica, aparece em público para defender os falsos tratamentos precoces, usados como cortina de fumaça numa tentativa vã de justificar a conduta errática de um governo que, por sua inércia, pela propina da vacina que atrasou a vacinação do povo brasileiro, permitiu que tivéssemos mais de 600 mil mortos na pandemia, enlutando famílias e amigos e trazendo dor e sofrimento ao país inteiro.

Falta alguém em Nuremberg.

Não é compreensível o silêncio do Conselho Federal de Medicina diante da catástrofe da COVID

Que o CFM exija das autoridades públicas as garantias de um atendimento correto e protetor para a nossa população enferma

Médico do Bolsonaro divulga informações falsas sobre vacinas para COVID

Médico de Bolsonaro divulga áudio para WhatsApp com informações falsas sobre a pandemia, denuncia matéria da Folha

Mais uma vez mensagens distribuídas em aplicativos de celular vêm causar polêmica e confundir pessoas, durante a pandemia. Muito grave um áudio que foi distribuído por grupos de apoio a Bolsonaro procurando minimizar a pandemia e questionar a vacina.

É sério e causa descrédito à Medicina brasileira um profissional vir a fazer declarações sabidamente falsas que podem levar pessoas a negligenciarem dos cuidados necessários para conter a infecção pelo COVID e a desacreditar da vacinação.

Ouvir um médico que já atendeu o presidente da República fazer declarações desse tipo diz muita coisa. O pensamento antivacinas e a ideia de minimizar a COVID são comuns nos círculos que apoiam o presidente. Mas a COVID já levou a vida de milhares de brasileiros (estamos chegando a 160 mil – definitivamente não é uma gripezinha) e chegou a lotar UTIs em várias cidades brasileiras.

É sabido que o dr Antônio Luiz Macedo mentiu quando disse que um médico brasileiro morreu por causa de vacina. O médico morreu de outras causas e fazia parte do grupo de controle, aquele que usa placebo. Custa acreditar que o CREMESP – Conselho Regional de Medicina de São Paulo – que recentemente cobrou explicações do ex-ministro e congressista Alexandre Padilha, por suas opiniões críticas referentes ao uso do eletrochoque, permaneça até o momento silente em relação a esse absurdo.

A matéria da Folha de São Paulo informa que

o cirurgião Antonio Luiz Macedo, médico do presidente Jair Bolsonaro, divulgou uma mensagem de áudio para grupos de apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais na qual acusa os testes da vacina de Oxford de terem vitimado um médico que foi voluntário. Esse assunto foi largamente divulgado pela mídia e ficou claro que o profissional não tomou a vacina e sim placebo. (A matéria da Folha pode ser lida em https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/11/em-audio-que-viralizou-medico-de-bolsonaro-diz-que-vacina-contra-covid-matou-brasileiro.shtml )

Sobre o esclarecimento da morte do médico, há matérias que foram publicadas confirmando que o profissional usou placebo nos testes. Além de tudo o voluntário morreu de COVID, o que não teria acontecido se tivesse usado a vacina. ( Confira a notícia em https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2020/10/21/interna_nacional,1196823/voluntario-brasileiro-morto-durante-testes-vacina-oxford-tomou-placebo.shtml , https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/brasileiro-que-morreu-apos-testes-tomou-placebo-e-nao-vacina-de-oxford/ , https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/10/21/voluntario-brasileiro-que-participava-dos-testes-da-vacina-de-oxford-e-morreu-com-a-covid-19-era-ex-aluno-da-ufrj.ghtml )

O desenvolvimento da vacina contra o coronavírus é um dos mais transparentes que já houve em toda a História da Medicina, sendo atentamente acompanhado pela mídia e por instituições de saúde nacionais e internacionais. A rapidez do desenvolvimento da vacina, que pode dar margem a questionamentos, pode ser explicada por vacinas anteriores para epidemias provocadas por vírus (H1N1,SARS-COV1, MERS, influenza, ebola) que permitiram o acesso à tecnologia e conhecimentos que facilitaram os trabalhos científicos.

Em outro lugar do Brasil uma médica vitimada pela COVID manifesta sua justa indignação pela falta de cuidado das pessoas. Não temos dúvidas de que essa falta de cuidado têm sua origem na confusão criada pela atitude negligente do governo federal diante da pandemia, principalmente das já conhecidas declarações do Sr. Presidente da República. Ele até hoje não pediu desculpas por suas declarações infelizes.

Em matéria publicada na BBC (https://www.bbc.com/portuguese/geral-54671760 ) uma médica catarinense que pegou COVID no trabalho protesta: “Adoecemos cuidando de doentes, não porque fomos ao shopping.”

A declaração da médica catarinense

“Tivemos uma guerra biológica, e os soldados nessa guerra fomos nós, profissionais de saúde. Nossa farda foi a máscara. Adoecemos, e alguns morreram nessa luta. E ninguém fugiu dela.”

“Mas nem o nosso hino a gente fez valer: ‘Verás que um filho teu não foge à luta’. Que mãe gentil é essa? O mínimo que merecemos é o reconhecimento de que caímos em serviço.”

As palavras desgostosas são da médica Priscila da Silva Daflon, de 40 anos, que trabalha em Santa Catarina e procurou a BBC News Brasil através das redes sociais para relatar o que classifica como descaso do poder público e até da população na consideração ao esforço de pessoas como ela e colegas da equipe — profissionais de saúde e infectados com covid-19. “

É um desrespeito para com as vítimas da COVID e suas famílias essa declaração de Antônio Luiz Macedo, “médico do Bolsonaro” e registrado no CREMESP. É uma mensagem errática que visa desacreditar a vacinação. Merece nossa condenação e desprezo.

https://sindicatoexpresso.blogspot.com/2020/11/medico-de-bolsonaro-divulga-video-com.html