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RJ Emergência foi usada como argumento para contratação ilegal

Um dos mecanismos usados para drenar o dinheiro público destinado à saúdesao contratos e contratações deitos em caráter emergencial. Só que essas emergências são, não raro, previsíveis e a falta de planejamento sugere que o gestor pode estar planejando essas emergências, ou sendo completamente negligente e incompetente. Leiam esse caso acontecido no Rio de Janeiro e divulgado em vários órgãos de comunicação.
http://m.jb.com.br/rio/noticias/2013/02/18/empresa-de-esterilizacao-do-rio-abastecia-hospitais-de-forma-irregular/

A empresa de esterilização Form Steril, cuja filial do Rio de Janeiro fica localizada no subúrbio da cidade, estava abastecendo 20 hospitais públicos, incluindo grandes emergências, com materiais irregulares, colocando em risco a saúde da população. Uma operação policial encontrou materiais como tubos para respiradores artificiais, nebulizadores, bisturis elétricos e até uma furadeira usada em cirurgias. 

Nas etiquetas constavam nomes de hospitais, maternidades, UTIs neonatais e emergências como destino. A empresa venceu uma licitação da prefeitura do Rio para esterilizar materiais de estabelecimentos públicos, mas o serviço só poderia ser feito em Piracicaba (SP). Por mês, a Forma Steril receberia R$ 3,9 milhões. As informações são do Fantástico.

Técnicos da vigilância sanitária municipal e estadual acompanharam o trabalho da polícia e encontraram caixas com materiais irregulares. Um dos sócios da empresa, que foi detido, alegou que o material era para teste. Os responsáveis pela Form Steril disseram que todos os produtos eram esterilizados em Piracicaba, mas o Fantástico foi até a empresa e verificou que nenhum material ia do Rio para lá. 

O governo do Rio de Janeiro afirmou que uma nova empresa deve ser contratada na próxima semana e o material apreendido pela polícia foi encaminhado para análise.

RJ Atendimento na Rocinha expõe médicos a risco de contaminação

Situação é denunciada por médica e secretaria de saúde esquiva-se do problema. A precarização dos serviços públicos de saúde no Rio é preocupante. Normalmente recorrem a improvisações para resolver problemas graves e isso resulta em outros problemas a médio e longo prazo.

A noticia com as denúncias da médica e as evasivas dos políticos em cargos de confiança na área de saúde pode ser lida em http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/12/03/medica-da-cf-da-rocinha-critica-instalacoes-para-atender-a-tuberculosos/
A médica não se identifica por medo de retaliações dos gestores, sempre ocupados na árdua tarefa de tapar o sol com a peneira.

Médica da CF da Rocinha critica instalações para atender a tuberculosos
Ministro e secretário municipal da Saúde negam o problema
Jornal do Brasil
Íris Marini
Uma médica da Clínica da Família (CF) da Rocinha, que preferiu não se identificar, relatou ao Jornal do Brasil que as salas onde são realizados os atendimentos a pacientes com suspeita ou diagnóstico de tuberculose não possuem ventilação adequada. “As salas não têm janela e têm ar-condicionado. O certo seria ou terem janelas ou o ar-condicionado possuir filtro Hepa. Do jeito que as salas são, nós mesmos, ao atendermos estes pacientes, podemos pegar a doença”, denunciou a profissional do local, no dia 30, quando o secretário municipal de Saúde Hans Dohmann e o ministro da Saúde AlexandrePadilha visitavam a CF da Rocinha para participarem da Mobilização Nacional de Prevenção e Testagem para Sífilis, HIV e Hepatites B e C.

O ministro Padilha respondeu à crítica negando o problema. “Tenho certeza de que não há qualquer irregularidade quanto às instalações dessas salas. O filtro Hepa não precisa ser utilizado em qualquer lugar, ele dever ser usado em locais isolados. Todas as salas, certamente, seguem à risca as recomendações da Vigilância de Saúde. Com portas, janelas, ou ar-condicionado de janela, de uma forma ou de outra, certamente é obtida a ventilação recomendada”, disse ele.
O secretário Dohmann e seus parceiros de trabalho foram breves e também desmentem o possível problema: “Um profissional de saúde não entende disso”, disse o secretário.

Apesar de existir um programa de tratamento da tuberculose na Rocinha, quesegundo a própria SMSDC é tido como referência da implantação da estratégia de tratamento contra a tuberculose adotada no município, o subsecretário de Atenção Primária, Vigilância e Promoção de Saúde, Daniel Soranz, também presente na ocasião, nega ainda que haja atendimento específico à tuberculose nas unidades da Rocinha. “Aqui não há atendimento específico para a tuberculose. Não há salas especiais. Onde é atendido o paciente com tuberculose são atendidos pacientes com qualquer doença”, informou o subsecretário.

Os filtros Hepa, do inglês (High Efficiency Particulate Air) , evitam a propagação de bactérias e vírus através do ar, sendo importantes na prevenção de infecções. Os sistemas de filtro HEPA com fins médicos por vezes incorporam sistema de ultravioleta para eliminar bactéria vivas e vírus que ultrapassaram a barreira física do filtro. Algumas unidades são capazes dereter até 99.995% de impurezas, o que assegura um alto nível de proteção e filtragem.

Aniversário de Juiz de Fora passa com descaso do Prefeito para com a saúde pública

FAX SINDICAL 899

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DATA: 31 DE MAIO DE 2011
DE: SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA E ZONA DA MATA MG

Assunto: No aniversário de Juiz de Fora os médicos estão em greve contra a deterioração grave de sua remuneração e das condições que têm para atender à população

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ATENÇÃO MÉDICOS MUNICIPAIS E MUNICIPALIZADOS QUE TRABALHAM PARA A PREFEITURA DE JUIZ DE FORA

ASSEMBLÉIA GERAL

AMANHÃ – QUARTA-FEIRA – 01/06/2011 – 19 HORAS E 30 – NA SOCIEDADE DE MEDICINA

COMPAREÇA! PARTICIPE! MOBILIZE! DIVULGUE!

Na Assembléia deverá ser lida mais uma contraproposta da administração do Sr. CUstódio Antonio de Matos. O secretário do Custódio, Sr. Vitor Valverde disse que a enviará. Será a terceira contraproposta em 28 dias de greve. Uma média de uma proposta para cada 10 dias de greve. Prova de descaso com a classe médica e com a população de Juiz de Fora que depende da saúde pública. Custódio de Matos (PSDB MG) mostra que quer conduzir as negociações a fogo brando. Quer esticar a corda para ver se ela arrebenta do lado mais fraco, que ele supõe ser os médicos que ele aparenta desprezar. O Sindicato dos Médicos pediu oficialmente audiência com o Prefeito. Até o momento do fechamento dessa edição, sem resposta. O Sr. Vitor Valverde disse aos médicos sindicalistas com ele reunidos que o Prefeito não os receberá. Será mais uma prova de descaso.

As propostas do Prefeito Custódio, que Vitor Valverde mandou para apreciação da assembléia dos médicos têm sido vagas e inconsistentes, não contemplando a pauta de reivindicações apresentada. Nem sequer o valor do vencimento básico inicial foi colocada em números.

Nessa Assembléia será marcado mais um ato público e será discutido o encaminhamento do movimento médico.

Por outro lado, os médicos em greve poderão sofrer novo assédio: embora o Sindicato não tenha sido formalmente notificado, fala-se que o Promotor Rodrigo Barros solicitou ao Tribunal de Justiça de Minas a ilegalidade da greve. Fez isso depois que a Justiça de Juiz de Fora declinou de sua competência para julgar o caso. O promotor sabe que os salários dos médicos municipais são aviltantes. Sabe que a Prefeitura tem sido negligente nas negociações. Sabe, por informação da Vigilância Sanitária e do CRM, que as condições de atendimento à população estão insustentáveis. Será que, apesar de tudo isso, ele ousaria negar a legitimidade e a justiça do movimento médico e desejará assediá-lo?

Enquanto isso o dinheiro do SUS jorra em contratos milionários que terceirizam mão de obra, compram serviços a valores muito superiores à tabela do SUS, terceirizam ambulâncias, lavanderia do HPS, etc. E, para os médicos, o Custódio de Matos apenas fecha as portas a qualquer negociação democrática e razoável.

Só há três caminhos para os médicos da Prefeitura: manter o movimento ou demissão ou aposentadoria. Não vislumbramos outras saídas. Ao Prefeito parece natural manter salários inadequados, trabalho em condições deterioradas e assédio moral.

O Perfeito Custódio Antônio de Matos deveria ter vergonha de gastar sequer um centavo em propaganda sobre saúde, como está fazendo com a dengue. Os médicos estão em greve, o SUS local está em crise e a dengue não e a única doença que vitima o povo de Juiz de Fora.

Médicos municipais de Juiz de Fora querem trabalho decente

FAX Sindical 21.02.2011
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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais

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Médico da Prefeitura de Juiz de Fora: valorize seu emprego.

Dia 23/02, Assembléia. Dia 01/03, ponto eletrônico.

Assembléia na próxima quarta-feira, 23 de fevereiro, 19 horas e 30 minutos, na Sociedade de Medicina.

Sabemos que foi anunciada na imprensa local, em tom nitidamente ufanista, a grande solução para os problemas da saúde pública de Juiz de Fora. Não é nenhum plano de cargos e carreira sério e consistente , nem um projeto de obras e manutenção que coloque os estabelecimentos de saúde, onde a população é atendida, dentro das normas de Vigilância Sanitária e Ministério do Trabalho. Essa parte da legalidade restou negligenciada. A legalidade e a salvação, tão triunfalmente anunciadas, estão resumidas no velho relógio de ponto, exposto ameaçadoramente em sua mais atualizada versão eletrônica. A vigilância da era Digital substituiu o chicote do feitor e o cacetete do guarda. E nem sabemos se esse moderníssimo e caro recurso será de acordo com o que normatiza o Ministério do Trabalho e a legislação federal. Eis aí a grande idéia regeneradora! Vejam o tamanho da responsabilidade de nossas autoridades.

Cumprir rigorosamente o horário de trabalho é uma obrigação contratual. Apropriada para linhas de produção. Está em franco abandono em empresa e centros de produção mais avançados e nos setores mais arrojados e destacados da economia mundial. Ninguém questionará uma exigência contratual, até porque nesse caso existe a saída óbvia do pedido de demissão. Mas, será que essas alternativas cruéis, ainda que estimuladas pela vil remuneração e por condições inadequadas de trabalho, não abastecerão ainda mais a crise social pela qual passa o sistema público de saúde? Há o que pensar aqui, diante dessa solução mágica arquitetada pela administração do atual prefeito. Não podemos dançar a música que ele toca.

Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, ora em campanha salarial, deverão levantar a bandeira de salário decente e trabalho decente. Devem reagir como trabalhadores intelectualizados que são. Devem saber mostrar a cara e sustentar a luta por uma causa justa. A política é um processo e estamos jogados no meio da correnteza. Temos sido vítimas diante do tratamento assimétrico, sem eqüidade. O humanismo que destaca a profissão médica tem sido apropriado pela demagogia, que nos torna carne de canhão dos fracassos gerenciais. Não é decente a ordem política que nos torna vitrine exposta para qualquer pedrada ou para a devida exploração eleitoreira, regular a cada dois anos.

Não há poder que sempre dure e o que é sólido pode se desmanchar no ar. Com o desânimo e a dispersão seremos apenas mão de obra barata e conveniente manipulada com facilidade por quem está longe dos nossos olhos. Agora, deveríamos abri-los.

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