FAMÍLIAS BRASILEIRAS GASTAM MAIS COM SAÚDE DO QUE O GOVERNO.

Os brasileiros, premidos por tributos pesadíssimos, gastaram mais com Saúde do que o Governo. É o que constatou detalhada pesquisa do IBGE. As famílias brasileiras gastaram oficialmente 103,2 bilhões de reais com despesas relativas à Saúde. No mesmo período o setor público gastou 66,6 bilhões em investimentos e custeio do setor. Instituições filantrópicas gastaram 1,8 bilhão com a saúde das pessoas.

No período analisado pelo IBGE (2000 a 2005), essas participações variaram pouco ao longo da série (2000 – 2005): a despesa das famílias correspondeu, em média, a 4,9% do PIB nesse período; as despesas do governo foram de 3,2% do PIB; e as das instituições sem fins de lucro a serviço das famílias, de 0,1% do PIB

O item mais pesado no orçamento das famílias foi o de consultas e exames. A saúde pública correspondeu a apenas um terço do valor adicionado ao PIB pelos serviços de saúde.

A constatação foi publicada em matéria do Globo on-line http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/09/03/brasileiros_gastaram_mais_de_100_bilhoes_com_saude_em_2005-548066132.asp que transcrevemos abaixo:

Pesquisa IBGE

Brasileiros gastaram mais de R$ 100 bilhões com saúde em 2005

Publicada em 03/09/2008 às 12h31m

O Globo Online

RIO – As famílias brasileiras gastaram R$ 103,2 bilhões com despesas de saúde no ano de 2005, enquanto o governo arcou com R$ 66,6 bilhões e as instituições sem fins de lucro a serviço das famílias desembolsaram mais um R$ 1,8 bilhão. No total, o país gastou R$ 171,6 bilhões com bens e serviços de saúde ou 8% do Produto Interno Bruto (PIB, total de riquezas produzidas no país) daquele ano, mostra pesquisa “Economia da Saúde: uma Perspectiva Macroeconômica 2000 – 2005” divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No período analisado pelo IBGE (2000 a 2005), essas participações variaram pouco ao longo da série (2000 – 2005): a despesa das famílias correspondeu, em média, a 4,9% do PIB nesse período; as despesas do governo foram de 3,2% do PIB; e as das instituições sem fins de lucro a serviço das famílias, de 0,1% do PIB.

Em relação ao total das despesas relacionadas à saúde, a administração pública respondeu, em 2005, 38,8%, enquanto as famílias ficaram com 60,2%, e as instituições sem fins lucrativos a serviço das famílias, com 1,0%.

Ao longo da série histórica (2000-2005), a principal despesa de consumo final das famílias foi com o item outros serviços relacionados com atenção à saúde que inclui consultas e exames, produzidos principalmente em ambientes ambulatoriais. Os medicamentos (média de 1,6% do PIB entre 2000 e 2005) também tiveram um peso significativo na despesa das famílias.

Mesmo sendo menor do que os gastos das famílias, a saúde pública é a principal despesa de consumo final das administrações públicas (passou de 2,4% a 2,6% do PIB, entre 2000 e 2005). A administração pública tem também despesas com serviços de atendimento hospitalar e outros serviços relacionados com atenção à saúde – serviços mercantis que o governo adquire para oferecer gratuitamente às famílias. Entre 2000 e 2005, as despesas do governo com esses serviços de saúde mercantil caíram como percentual do PIB, chegando, em 2005, a 0,5% do PIB.

Setor cresceu 5,9% e respondeu por 3,9 milhões de empregos em 2005

No geral, as atividades ligadas à saúde no Brasil geraram R$ 97,3 bilhões de valor adicionado ao PIB e saúde pública foi 33,4% desse total. Embora a participação do valor dessas atividades no total gerado pela economia tenha tido uma relativa queda entre 2000 (5,7%) e 2005 (5,3%), elas vêm apresentando sucessivas taxas de crescimento real nesse período, chegando a 5,9% em 2005; Em 2001, esse crescimento foi de 4,1%; em 2002, de 1,8%; em 2003, de 0,9%; em 2004, de 3,0%.

Em 2005, as atividades de saúde respondiam por 3,9 milhões de empregos, (4,3% do total do país) a maior parte deles (2,6 milhões) com vínculo formal e pagavam um rendimento médio anual de R$ 15,9 mil. As famílias brasileiras respondiam, naquele ano, por 60,2% do total das despesas com bens e serviços de saúde, sendo os gastos com consultas e serviços médicos em geral e medicamentos os mais importantes.

A indústria farmacêutica, após um período de retração entre 2001 e 2003, voltou a crescer em 2004 (3,5%) e apresentou um crescimento significativo em 2005 (12,6%). O comércio de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e odontológicos acompanhou essa trajetória. Já os serviços de atendimento hospitalar apresentaram um único ano de crescimento superior ao da economia da saúde (2001, com 4,2%).

Entre 2004 e 2005, tiveram aceleração em suas taxas de crescimento as seguintes atividades: saúde pública (de 0,0% para 4,1%); outras atividades relacionadas à saúde (de 5,7% para 7,6%), comércio de produtos farmacêuticos (de 5,7% para 12,2%) e fabricação de produtos farmacêuticos (de 3,5% para 12,6%).

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Comentários

Trackbacks

  • Por Geraldo_Sette no diHITT em 3 -setembro- 2008 às 7:51 pm

    FAMÍLIAS GASTAM MAIS COM SAÚDE DO QUE GOVERNO….

    Pesquisa do IBGE revela que as despesas com saúde pesam mais no bolso do brasileiro, tão sangrado com impostos pesadíssimos do que no orçamento do Governo. …

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