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#CRISEnoSUS – A meta de aumentar número de médicos vai corresponder a uma melhoria da saúde?

Ideologias sempre brigam com fatos.

O dirigismo estatal tem seus graves problemas, que se tornaram mundialmente conhecidos quando se descobriu a extensão do desastre dos planos quinquenais da antiga URSS e do dirigismo estatal no Leste Europeu, nos anos que se seguiram à queda do Muro de Berlim. Mas no Ministério da Saúde, no Brasil do Terceiro Milênio, a burocracia do Ministério da Saúde, a mesma que não vê nenhum impedimento em negociar com a ditadura cubana, ainda pensa em dirigismo estatal.

Aqui o dirigismo estatal foi, mais uma vez, estampado na ideia do Ministério de criar uma meta (“dobrar a meta”?) de que no Brasil existam 2,7 mil médicos por 1.000 habitantes até o ano 2026. Uma das táticas para atingir a meta estatal seria a proliferação de faculdades de Medicina, sem a habitual preocupação de formar professores de Medicina qualificados suficientemente e com absoluto descaso com a infraestrutura necessária para o funcionamento de uma faculdade de Medicina, minimamente razoável. Esta proliferação já está em curso.

No estado do Rio de Janeiro, existem doze cidades onde esta meta do Ministério da Saúde  já foi ultrapassada. Isso, contudo, não resultou em melhoria expressiva dos serviços públicos de saúde. Há cidades em que o número de médicos ultrapassa a “meta”, contudo não há leitos. O resultado, todos sabem, são corredores de hospitais superlotados e pessoas sofrendo no aguardo de leitos hospitalares. Os médicos e as pessoas que efetivamente usam o SUS conhecem essa realidade. “Mais médicos”, menos leitos. E, dos hospitais “padrão FIFA” ninguém mais fala.

Acreditamos que o Ministério da Saúde, como todos os que são adeptos do dirigismo estatal, tem dificuldades em lidar com a realidade de forma coerente. A ampliação do número de médicos, independentemente da qualidade da formação desses profissionais, não vai significar melhoria da qualidade dos serviços públicos de saúde. O aumento do número de médicos, não vai traduzir automaticamente em melhor distribuição de profissionais. O aumento do número de médicos não vai significar que os profissionais irão trabalhar do serviço público. Se o serviço público continuar inóspito aos médicos, incapaz de atrair e fixar profissionais, muitos profissionais procurarão em outras atividades ou no empreendedorismo uma alternativa mais leve e tranquila para ganharem suas vidas sem a pesada responsabilidade inerente ao ser médico. O fato de existirem pessoas com diplomas universitário exercendo outras funções que não aquelas para as quais estudaram e se formaram, já existe em várias outras profissões. Além disso há a chance dos médicos com melhor formação migrarem para países onde poderão exercer seu trabalho com muito mais qualidade, com mais entusiasmo e remuneração mais digna e melhor padrão de vida.

Essas questões não são apreciadas pelos planejadores estatizantes, que estabelecem suas metas, fazem seus planos quinquenais e acreditam que a realidade é que tem que se acertar com as ideias e planos deles.

A presidente Dilma Rousseff, do PT, vetou a carreira de estado para médicos.

A matéria sobre a situação no RJ, a qual nos referimos acima, é do site do jornal O Globo, e pode ser conferida a partir do link:

Quase 30% das cidades do Rio têm menos de um médico para cada mil habitantes | Na base dos dados – O Globo

Fonte: Telegrama Sindical: #CRISEnoSUS e ilusionismo – A meta de aumentar número de médicos vai corresponder a uma melhoria da saúde?

Mais Médicos não resolveu problemas estruturais na Saúde

A iniciativa do governo de alocar “Mais Médicos” ao sistema público de saúde, por meio da instituição de uma bolsa e do recrutamento de profissionais cubanos, em uma enorme operação internacional de terceirização de mão de obra, tornou o SUS melhor? A acreditar na propaganda eleitoral do governo, sim. Para quem vive o dia a dia dos serviços públicos de saúde, os resultados são duvidosos ou parecem diluídos em um sistema cheio de gargalos e problemas. Em Diadema – SP, dois anos depois da implantação do programa, os resultados não foram muito animadores. Os problemas estruturais do SUS só pioraram durante o período.

Mais Médicos não resolve problemas estruturais na Saúde – Diário do Grande ABC – Notícias e informações do Grande ABC: mais médicos,saúde,programa,federal,clínico

Dois anos após a chegada dos profissionais do Programa Mais Médicos, do governo federal, nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de seis cidades da região (São Caetano não aderiu), o cenário da Saúde básica pouco avançou. Embora a presença dos 150 clínicos colabore para a ampliação do atendimento na área da Medicina de Família, não é suficiente para atender a demanda de pacientes e resolver problemas como falta de infraestrutura nas unidades.
Diadema, que recebeu dez médicos do programa, embora tenha solicitado 35, é exemplo de local onde a população tem dificuldades em agendar consultas com o clínico, principalmente nas áreas periféricas, como o Jardim Inamar e a Vila Paulina. Vale lembrar que o município perdeu o primeiro prazo para adesão ao Mais Médicos, em 2013.

Em Destaque

Conforme o conselheiro de Saúde do Jardim Inamar Antônio de Andrade, a UBS tem três equipes de Saúde da Família, quando o ideal para a demanda seria sete. “Os médicos não querem trabalhar nas periferias porque, além de não terem estrutura, existe o problema da violência”, destaca.

Fonte: Telegrama Sindical: Mais Médicos não resolve problemas estruturais na Saúde – Diário do Grande ABC – Notícias e informações do Grande ABC: mais médicos,saúde,programa,federal,clínico

Telegrama Sindical: Mais médicos: a realidade sonegada pela propaganda oficial. E o SUS continua em crise.

Mais médicos: a realidade sonegada pela propaganda oficial. E o SUS continua em crise.

O programa “Mais Médicos”, na verdade uma bolsa temporária oferecida a título precário, ganhou musculatura no início pela importação de intercambistas cubanos. Esses profissionais foram dispensados de revalidar seus diplomas para exercerem a Medicina no Brasil. Além dessa medida de exceção, foram feitas denúncias consistentes de que esses profissionais são terceirizados por uma empresa estatal cubana e eles recebem bem menos do que os profissionais brasileiros e de outras nacionalidades. A diferença salarial é simplesmente embolsada pelo regime cubano, conhecido por ser uma ditadura onde se desrespeitam direitos humanos de forma sistemática. O procurador geral do Trabalho declarou que as condições de trabalho deles são “análogas à escravidão”. Existe uma distância enorme entre a cara propaganda oficial sobre o “Mais Médicos” e a realidade do programa. 

http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2015/08/22/Blog_do_JM/Governo-Dilma-conta-mentira-sobre-o-Mais-Medicos.shtml

Governo Dilma conta mentira sobre o ‘Mais Médicos’

Segundo a propaganda oficial, em dois anos programa já beneficiou mais de 63 milhões de brasileiros, que corresponde a 9.375 pacientes atendidos diariamente por cada médico
Em troca de milhares de médicos, a ditadura cubana já faturou mais de R$ 4,3 bilhões com o programa

Em troca de milhares de médicos, a ditadura cubana já faturou mais de R$ 4,3 bilhões com o programa

Telegrama Sindical: Mais médicos: a realidade sonegada pela propaganda oficial. E o SUS continua em crise..

#CRISEnoSUS Pacientes reclamam da situação precária do Hospital da Posse, no RJ. Mais um retrato da #CRISEnoSUS

#CRISEnoSUS Pacientes reclamam da situação precária do Hospital da Posse, no RJ. Mais um retrato da #CRISEnoSUS

Essa crise nem sempre é evidente. Mas existe. Os fatos insistem em aparecer. Pois mais que a propaganda oficial do Ministério da Saúde se esforce por dar aos brasileiros uma falsa ideia do que acontece no SUS, a realidade é sentida por quem usa os serviços e neles trabalha e insiste em aparecer e reaparecer entre as gretas do noticiário. Confirma a vivência dos milhões de brasileiros que convivem com o sistema público de saúde. Em Nova Iguaçu, RJ, mais um retrato da crise no SUS. Em tempo, pesquisas indicam que oitenta por cento dos brasileiros reprovam o sistema público de saúde, tal como ele se encontra atualmente. É uma crise que já alcança a idade adulta sem luz no fim do túnel. 

A matéria completa sobre a dramática situação do hospital da Posse está no link -> G1 – Pacientes reclamam da situação precária do Hospital da Posse, no RJ – notícias em Rio de Janeiro

Pacientes reclamam da situação do Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, um dos maiores da Baixada Fluminense. Eles destacam a falta de médicos e de uma previsão para as cirurgias. Com isso, eles vão ficando no hospital sem saber o que vai acontecer no dia seguinte. Quem chega, é internado em macas, nos corredores. E aí falta espaço e limpeza.
Para quem não conhece, a pastora Vilma Silva apresenta o hospital: “Lotado, muita gente, atendimento em pé, soro na mão, braço todo enfaixado. Gente encostada pelas paredes, nesse estado, chão imundo, banheiro com cheiro horrível e os enfermeiros não sabem o que fazer”.
“Ontem (domingo, 9) meu vizinho chegou aqui com as pernas quebradas, entrou rápido. Mas está desde ontem sentado numa cadeira. Gente, isso é o fim da picada”, reclama a operadora de marketing Flávia Regina da Silva Lima.
As imagens foram feitas com uma câmera escondida. Olhando, parece até um quarto, pela quantidade de leitos. Mas é o corredor do hospital. Várias pessoas atendidas num espaço improvisado.

Sindicato Expresso: #CRISEnoSUS Pacientes reclamam da situação precária do Hospital da Posse, no RJ. Mais um retrato da #CRISEnoSUS.

Trabalhadores com alta qualificação ou “escravos do povo”?

Atualidade da Medicina: os “escravos do povo” pensam e sentem?

Dalai Lama pediu que as pessoas usem as suas profissões como uma contribuição à paz e ao futuro da humanidade. Esse apelo pode ser entendido como dirigido a cada indivíduo e sua consciência. Não pode ser entendido no contexto de governos que ignoram anseios e capacidades dos profissionais e sequestram o trabalho alheio para impor concepções próprias dos grupos políticos que controlam o poder. A matéria está em

http://m.jb.com.br/internacional/noticias/2014/12/14/dalai-lama-diz-que-pode-ser-fonte-de-problemas/ A declaração citada é:

“Usem suas profissões para contribuírem à paz e ao futuro da humanidade”, disse o líder espiritual. “É preciso desenvolver um senso de responsabilidade universal, diariamente e 24 horas por dia, sem muitas expectativas”.

Não se pode esperar resultados elevados quando o trabalho é compulsivo, submetido a ditames de mando e de medo.

Li, recentemente em um blog (do Alexandre Borges) algumas palavras que descrevem a forma com que as pessoas estão encarando acontecimentos e decisões que merecem reflexão e atenção. Ele se referiu a um livro escrito em 2005 por Malcolm Gladwell, intitulado “Blink: a decisão num piscar de olhos.” As decisões são tomadas antes que você tenha tempo para pensar e refletir. É um mundo em que as primeiras impressões e as ideias instantâneas são as que ficam, com a velocidade das redes sociais. Quantos absurdos as pessoas aceitam sem que possam refletir em um tempo certo sobre o mal que está abatendo sobre elas, seus semelhantes, seus filhos, a curto, longo e médio prazo?

Em uma obra de ficção traduzida em português com o título de “A revolta de Atlas”, a novelista e roteirista russa Ayn Rand, que viveu nos Estados Unidos, descreve uma situação gerada pela revolta das pessoas mais capacitadas de uma sociedade quando o governo começou a avançar no controle de comportamento, a criminalizar cada vez mais as ações propriamente humanas. As pessoas mais capacitadas, trabalhadores qualificados, empreendedores, inventores, intelectuais, médicos, começam a abandonar as cidades e viver incógnitos em comunidades menores e de difícil acesso. O livro, lançado nos anos 50, está na lista dos mais vendidos do mundo, é um dos livros mais lidos dos Estados Unidos e, quando foi lançado, atingiu rapidamente a marca de 11 milhões de cópias. Esse livro influente, tem sua versão em português. Quem se interessar pode procurar no link:

http://www.amazon.com/Revolta-Atlas-Shrugged-Volumes-Portugues/dp/8599296833

Um dos personagens é um neurocirurgião altamente qualificado e famoso, que também abandona tudo para se refugiar em uma área remota. Diz o personagem (Dr. Hendricks):

“Parei quando a medicina foi colocada sob controle estatal há alguns anos – contou o Dr. Hendricks. – A senhorita imagina o que é preciso saber para operar um cérebro? Sabe o tipo de especialização que isso requer, os anos de dedicação apaixonada, implacável, absoluta para atingi-la? Foi isso que me recusei a colocar à disposição de homens cuja única qualificação para mandar em mim era sua capacidade de vomitar as generalidades fraudulentas graças às quais conseguiram se eleger para cargos que lhes conferem o privilégio de impor sua vontade pela força das armas.

Não deixei que determinassem o objetivo ao qual eu dedicara meus anos de formação, nem as condições sob as quais eu trabalharia, nem a escolha de pacientes, nem o valor de minha remuneração. Observei que, em todas as discussões que precediam a escravização da medicina, tudo se discutia, menos os desejos dos médicos. As pessoas só se preocupavam com o “bem-estar” dos pacientes, sem pensar naqueles que o proporcionavam.

A ideia de que os médicos teriam direitos, desejos e opiniões em relação à questão era considerada egoísta e irrelevante. Não cabe a eles opinar, diziam, e sim apenas “servir”. Que um homem disposto a trabalhar sob compulsão é um irracional perigoso para trabalhar até mesmo num matadouro é coisa que jamais ocorreu àqueles que se propunham a ajudar os doentes tornando a vida impossível para os sãos.

Muitas vezes me espanto diante da presunção com que as pessoas afirmam seu direito de me escravizar, controlar meu trabalho, dobrar minha vontade, violar minha consciência e sufocar minha mente – o que elas vão esperar de mim quando eu as estiver operando? O código moral delas lhes ensinou que vale a pena confiar na virtude de suas vítimas. Pois é essa virtude que eu agora lhes nego.

Que elas descubram o tipo de médico que o sistema delas vai produzir. Que descubram, nas salas de operação e nas enfermarias, que não é seguro confiar suas vidas às mãos de um homem cuja vida elas sufocaram. Não é seguro se ele é o tipo de homem que se ressente disso – e é menos seguro ainda se ele é o tipo de homem que não se ressente.” (fim da citação do depoimento do Dr. Hendricks).

Concluindo: quem tem o poder, quando o assunto é a saúde pública e o trabalho médico a ela agregado, tem suas próprias noções e joga para convencer a opinião pública do acerto delas. Os anseios e conhecimentos dos médicos são desconsiderados sob o rótulo genérico de corporativismo. Pensam eles que o povo, embora sempre precise de médicos, não gosta deles. Os sinais são claros: o governo, por meio dos que agem em nome da lei, quer dos médicos apenas sequestrar o seu trabalho e tirar o seu dinheiro por meio de impostos elevados.  Isso se dá por meio de regras frias, assimétricas, entre um lado que concentra todo o poder e outro que é induzido ao silêncio e ao medo. O resultado que fica é a compulsão ao trabalho e o assédio moral. E uma pergunta que não quer calar: -Até quando?

#CRISEnoSUS Governo sucateia hospitais e médicos apelam à polícia

A situação crítica provocada pelo sucateamento generalizado e sistemático da rede hospitalar que serve ao SUS tem levado ao estresse e perda da motivação para a maioria dos médicos que atuam nessas unidades.

No Pará um grupo de médicos resolveu reagir de uma forma que não é inédita: registrar ocorrência policial. Esperamos honestamente que esses profissionais paraenses deixem clara a sua indignação, já que seria demais, nesses tempos que correm, esperar alguma racionalidade da burocracia, seja policial, seja sanitária, seja de qualquer outra esfera governamental.

http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/11/medicos-vao-policia-denunciar-precariedade-em-hospital-no-para.html

Oito médicos do hospital municipal de Parauapebas, no sudeste do Pará, foram até a delegacia de polícia da cidade denunciar a precariedade das condições de trabalho enfrentadas pela categoria no hospital público. Procurada pela reportagem, a prefeitura do município não se manifestou sobre as denúncias

No boletim de ocorrência registrado no início da semana, os profissionais relataram que estão sem condições de exercer suas funções por falta de medicamentos e materiais para a realização de exames. Eles denunciaram ainda que o neurologista e o psiquiatra foram cortados do quadro funcional do hospital. Por conta dos problemas enfrentados, os médicos disseram que irão diminuir o atendimento à população, atendendo apenas os casos de emergência.

No local são atendidas, em média, cerca de 300 pessoas por dia. A falta de condições que assegurem o atendimento dos pacientes trouxe transtornos para uma dona de casa, moradora da zona rural de Parauapebas, que trouxe o filho com fortes dortes de barriga pela manha e às cinco da tarde procurou outra opção.

#CRISEnoSUS Descontentamento e falta de motivação afetam médicos da Prefeitura de Juiz de Fora

FAX SINDICAL – 01 DE SETEMBRO DE 2014

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De: Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais

Data: 01 DE SETEMBRO de 2014 (Quarta-feira)

Assunto: Assembleia Geral dos Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora – dia 09 de setembro

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Prezados colegas médicos que trabalham para a PJF: médicos estatutários (concursados), contratados temporários, celetistas (terceirizados das UPAs Norte, Sul e São Pedro), médicos estaduais e federais cedidos à Prefeitura (‘municipalizados’) – reiteramos a convocação de todos para a nossa próxima assembleia geral, dia 09 de setembro, 19 horas e 30 minutos, na Sociedade de Medicina.

A falta de motivação com as condições de trabalho e a remuneração precária na Prefeitura de Juiz de Fora é a razão dessa mobilização. Leia o texto abaixo.

ATENÇÃO! URGENTE! FAVOR DIVULGAR!

O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, convoca todos os médicos das unidades do setor público de saúde do município (médicos municipais, estatutários, contratados e terceirizados, médicos federais e estaduais municipalizados) para uma Assembleia Geral que acontecerá na Sociedade de Medicina e Cirurgia, no dia 09 (NOVE) de setembro de 2014, terça-feira, às 19 horas e 30 minutos(19:30 hs), na Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora, rua Braz Bernardino, 59, centro, Juiz de Fora.

Na pauta, as relações de trabalho entre prefeitura e médicos do setor público, incluindo cargo, salário, contrato de trabalho, condições de trabalho, dissídio coletivo e BIOMETRIA.

Congresso Brasileiro sobre a Situação do Médico e Fórum Médico Jurídico foram realizados em Teresina, nesse fim de semana.

8º Congresso sobre a Situação do Médico reúne líderes sindicais em Teresina (PI)


http://www.fenam.org.br/noticia/3399

Foi realizado nos dias 28 e 29 de agosto o 8º Congresso Brasileiro sobre a Situação do Médico e o III Fórum Médico Jurídico do Piauí. Promovido pelo Sindicato dos Médicos do Piauí com o apoio da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), o evento contou com a participação de médicos, líderes sindicais de diversos estados do país, advogados, parlamentares, autoridades, entre outros congressistas.

 

Na abertura do Congresso, o senador Paulo Davim (PV-RN) discursou sobre o tema “Saúde: Nossa Voz no Legislativo”, no qual alertou que são poucos os parlamentares que defendem que o subfinanciamento é um dos maiores gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS), e que atualmente apenas 4% do orçamento é investido em saúde público.

 

Segundo o senador, o médico foi escolhido como responsável pelas mazelas do SUS, como o sucateamento e o subfinanciamento. Disse ainda que foram pregadas mentiras de que o médico não quer trabalhar no interior e não gosta de atender pobre. “Satanizaram a figura do médico. Na verdade nós sabemos que o médico não vai para o interior porque não é dada condições de trabalho e segurança jurídica. Foi nos negado a regulamentação da profissão e criaram o Mais Médicos”, afirmou.

 

Em discurso, o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, falou sobre a necessidade do comprometimento da classe médica em mudar a atual política que vem massacrando a população e os médicos. “Trazer médicos cubanos com características análogas à escravidão é uma vergonha. Não é um programa de ensino e sim de assistência. Levar assistência à quem precisa é muito importante, mas tem que ter dentro dos mecanismos legais, não se pode passar por cima disso. A presidenta Dilma vai responder por isso de forma vergonhosa”, alertou o presidente da FENAM

 

Durante a cerimônia, a presidente do SIMEPI, Lúcia dos Santos, agradeceu a presença de todos e falou sobre a representação dos médicos no Legislativo nas eleições de 2014. “Quem iremos escolher? Quem melhor irá nos representar? Nós, médicos, teremos uma responsabilidade maior pois está em jogo não só o desenvolvimento econômico do Brasil, mas como também o necessidade de escolher um político certo para a saúde do país e o futuro da profissão médica”, afirmou.

 

MEDALHA DR. JOSÉ DE ALENCAR COSTA

 

Durante o evento foram entregues cinco medalhas de honra ao mérito Dr. José de Alencar Costa nas categorias local, regional e nacional.  A homenagem visa agraciar os médicos e entidades que são dignos de reconhecimento público pelos relevantes serviços prestados à categoria médica. Os homenageados foram o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira, o senador Paulo Davim (PV-RN), o médico Juarez de Souza Carvalho, o médico José Pessoa Leal e também o médico Telmo Gomes Mesquita.

 

 

TEMAS ABORDADOS NO CONGRESSO

 

Na sexta-feira (29), pela manhã, foram discutidas a privatização e a terceirização no serviço público. O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, falou sobre as situações que ameaçam os direitos conquistados com a Constituição Federal de 1988. “O processo de privatização na administração pública vem acompanhado de um discurso que tenta mostrar que o serviço público é ineficiente, engessado e que é preciso modernizar. Isso é um absurdo! Isso é uma tentativa de encobrir os maus gestores”, alertou.

 

A procuradora da Fazenda Nacional, Carolina Zancaner Zockun destacou que não há previsão de terceirização na constituição para captar recursos humanos em serviços essenciais. “A constituição é precisa em dizer que a saúde é um dever do Estado e não de um particular. Toda vez que alguém tem um dever, alguém tem um direito, e o direito é do cidadão em receber uma prestação de serviço adequado. Mudar o rótulo, não muda a natureza das coisas”, explicou.

 

Foi discutido ainda nos painéis seguintes as conquistas e direitos dos médicos, como teto remuneratório, aposentadoria especial, dissídio coletivo e EBSERH Além disso, foi abordado as inconstitucionalidades no programa Mais Médicos.

 

 No início da tarde, o desembargador do TRT-PI, Arnaldo Bason Paes, trouxe a concretização dos direitos trabalhistas dos médicos. A delegada Eugênia Villa discursou sobre a violência contra as mulheres médicas, entre outros temas

Fonte: Valéria Amaral 

Mais médicos ainda enfrenta falta de estrutura

Mais médicos foi implantado sem preocupações com infraestrutura e ampliação dos recursos da saúde

Na periferia de Salvador (BA), as equipes estão completas, mas os postos são precários e os pacientes são atendidos em uma igrejaJarbas Oliveira/EstadãoConteúdo

Ao completar um ano nesta terça-feira, 2, o Mais Médicos está presente em 3.785 municípios, enquanto os 14 mil profissionais do programa – dos quais mais de 11 mil cubanos — enfrentam desafios para trabalhar.

Os médicos deparam-se com infraestrutura precária dos postos, falta de medicamento, déficit de colegas, recusa de encaminhamento para especialistas e violência urbana. Apesar das insuficiências, pacientes comemoram a chegada dos doutores.

Lançado em meio à resistência de entidades médicas, o programa oferece bolsas de R$ 10 mil para brasileiros e estrangeiros e US$ 1.245 para cubanos trazidos por convênio com a Opas (Organização Pan-americana de Saúde). São os cubanos que, involuntariamente, se embrenham nos rincões e nas periferias e assistem a populações de onde antes não havia médico.

Nas USFs (Unidades de Saúde da Família) de Beira Mangue e Nova Esperança, na periferia de Salvador (BA), há um ano, a população ficaria sem médico não fossem os médicos da ilha. As equipes estão completas, mas o posto de Nova Esperança é precário e os pacientes são atendidos em uma igreja.

O lugar não foi pensado para isso, diz um o cubano, que prefere não se identificar.

“A iluminação é insuficiente. Não é o ideal, mas a gente precisa continuar o atendimento, porque a população é muito carente de atenção”.

Parece piada que, quando a gente enfim tem médico que vai ficar, não tem lugar para ser atendido, diz a dona de casa Géssica Santos, de 27 anos. ]

“Os médicos são ótimos, mas não é lugar para cuidar de paciente”. 

Segundo a prefeitura de Salvador, 79 dos 112 postos foram reinaugurados e 18 estão em obras e serão entregues em 2015.

A USF de Beira Mangue chegou a ser interditada pela Vigilância Sanitária. Foi reinaugurada e agora tem de fechar por falta de segurança.

Não temos conseguido fazer as visitas às famílias porque as gangues muitas vezes proíbem nossa circulação, conta um médico.

“Há situações em que eles mandam fechar a unidade. Obedecemos.”

Em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife (PE), são 14 profissionais – 12 cubanos e dois brasileiros -, mas ainda faltam oito médicos.

A atenção básica à saúde funciona razoavelmente bem, diz o agente comunitário de saúde Jonas Guimarães de Santana, de 29 anos.

O problema maior é a falta de especialistas, quando aqui no posto se identifica algo a ser tratado ou aprofundado.” Ele frisa que a demanda é maior que a estrutura disponível e o paciente muitas vezes desiste do tratamento por causa da demora.


http://noticias.r7.com/saude/mais-medicos-ainda-enfrenta-falta-de-estrutura-31082014

#CRISEnoSUS – Dia 16/06 Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora fazem assembleia

***** FAX SINDICAL  15 / 06 / 2 0 1 4  *****

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***** .’.  Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata .’. *****

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IMPORTANTE – ASSEMBLEIA DOS MEDICOS DE JUIZ DE FORA – 16/06

 

#CRISEnoSUS – DIA 16 DE JUNHO DE 2014, SEGUNDA-FEIRA

ASSEMBLEIA GERAL DOS MÉDICOS MUNICIPAIS (PREFEITURA DE JUIZ DE FORA)

19 HORAS E 30 MINUTOS

NA SOCIEDADE DE MEDICINA DE JUIZ DE FORA

NA PAUTA A CAMPANHA SALARIAL 2014 – SALÁRIO DIGNO – PCCS – TRABALHO DECENTE PARA OS MÉDICOS, NO INTERESSE DA SOCIEDADE.

COMPAREÇAM E MOBILIZEM OS PROFISSIONAIS. A HORA É AGORA

 

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VOTO CONTRA PRECARIZAÇÃO

 

CÂMARA MUNICIPAL DO RECIFE PROIBE CONTRATAÇÃO DE BOLSISTAS SEM DIPLOMA REVALIDADO PARA EXERCER FUNÇÃO DE MÉDICO NO SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE

 

Providência também afasta o trabalho análogo à escravidão, do qual são vítimas os intercambistas cubanos, terceirizados por uma empresa estrangeira acumpliciada com a OPAS

Vanguarda

 

A Câmara Municipal de Recife proibiu a contratação de profissionais em regime de trabalho precário e com trabalho análogo à escravidão no SUS da capital pernambucana.

 

Apesar do ativismo do governo em precarizar o trabalho médico no SUS e da leniência descarada do Judiciário diante do trabalho “análogo `a escravidão”, ainda há forte resistência em permitir que médicos que não tenham seus diplomas revalidados conforme a legislação brasileira possam atender às pessoas mais necessitadas. Quem mais necessita, não merece mais do pior.

 

Leia a notícia abaixo:

 

Câmara do Recife aprova projeto que impede contratação de profissionais do Mais Médicos no Recife

 

Diario de Pernambuco – Diários Associados

Publicação: 11/06/2014 17:10 Atualização: 11/06/2014 21:38

Foto: Ana Luiza Machado/DP/D.A Press

 

Foto: Ana Luiza Machado/DP/D.A Press

 

Os vereadores do Recife aprovaram projeto de lei que impede a contratação de profissionais do programa Mais Médicos, do governo federal, na capital pernambucana. A lei foi aprovada pela maioria da Casa durante a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015. De autoria de Rogério Lucca (PSL), o projeto foi inserido na pauta sem o conhecimento dos demais vereadores, segundo informações que circulam no plenário da Casa.

 

A manobra foi percebida tardiamente pelo vereador Henrique Leite (PT) e gerou um clima de tensão na Casa. O projeto já havia sido aprovado em primeira discussão. Alguns vereadores chamaram a estratégia de corporativismo já que o autor do projeto e o presidente da Casa, Vicente André Gomes (PSB) são contra o programa federal Mais Médicos.

 

Rogério de Lucca afirmou à imprensa que está “lutando pela classe médica nacional e que não dá para assumir os erros causados por estes profissionais”. Muitos vereadores, no entanto, anteciparam que serão contrários ao projeto an segunda discussão.

 

O projeto de lei 219/2013 diz que a Secretaria de Saúde municipal fica impedida de contratar ou permitir a atuação em função típica, na Administração Pública municipal, de profissional médico com diploma de graduação emitido por universidades estrangeiras, sem posterior revalidação de seu diploma por universidades públicas brasileiras.

 

Atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde, em Pernambuco trabalham 646 profissionais do Mais Médicos em 143 municípios. Segundo a Secretaria de Saúde municial, 35 médicos atuam no Recife pelo programa. São 21 cubanos, 2 venezuelanos, 2 espanhóis, 1 italiano, 1 uruguaio e 8 intercambistas.

 

Com informações da repórter Ana Luiza Machado, do Diario de Pernambuco

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2014/06/11/interna_politica,509711/camara-do-recife-aprova-projeto-que-impede-contratacao-de-profissionais-do-mais-medicos-no-recife.shtml

 

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ORGULHO E PRECONCEITO

 

A forma como o Poder Judiciário tem agido em questões que envolvem o trabalho médico e o exercício da Medicina, quando não são questionáveis, relatam uma visão preconceituosa. Que mal há na Medicina? Os médicos estarão SEMPRE e invariavelmente errados? Os magistrados são os detentores do monopólio da razão? O orgulho dos poderes excessivos que nossos magistrados têm em suas mãos mistura-se a uma atitude preconceituosa em relação a uma profissão benemérita e antiga, cujas origens perdem-se na noite dos tempos.

 

Aqui, tivemos mais um exemplo do que afirmamos acima:

 

(IN) JUSTIÇA CONTRA MÉDICOS

 

O Poder Judiciário, indiferente à baixa remuneração dos profissionais da Medicina que atuam no serviço público (que são muito inferiores às dos magistrados), tem adotado a postura de cercear e coibir as manifestações de médicos por melhores condições de trabalho, trabalho decente e remuneração digna. Essa atitude, sem dúvida, ajuda a manter a precariedade e o sucateamento que são conhecidos por todos os que trabalham e usam o sistema público de saúde.

 

Aqui o relato de mais um caso. No Rio Grande do Norte, estado onde os serviços de saúde encontram-se em péssimas condições, o Judiciário vem se manifestar sobre o assunto. O que fizeram? Proibiram a greve dos médicos durante a Copa. Medicamentos, insumos e equipamentos adequados, nem pensar. Os médicos é que se danem. Infelizmente essa é a visada preconceituosa de nossas autoridades em relação ao trabalho médico. Na Copa, eles jogam para a torcida e acham que se saíram bem no lance. Acham…

 

11/06/2014 16h39 – Atualizado em 11/06/2014 16h39

Médicos do RN suspendem greve durante a Copa após decisão judicial

Justiça foi favorável a uma ação da Procuradoria Geral do Município.

Mesmo com decisão, médicos pretendem retomar greve em 31 de julho.

Do G1 RN

Comente agora

O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte decidiu suspender a greve retomada nesta terça-feira (10) depois de uma decisão judicial contra a paralisação durante a Copa do Mundo emNatal. A Justiça potiguar deu parecer favorável a uma ação da Procuradoria Geral do Município pedindo o término da greve dos profissionais de saúde de Natal. A decisão também considerou ilegal as greves dos guardas municipais e agentes de saúde da cidade.

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O desembargador Francisco Saraiva Dantas Sobrinho estipulou uma multa diária de R$ 20 mil, além de cobrança de R$ 2 mil aos presidentes dos sindicatos em caso de descumprimento da decisão. A assessoria de comunicação do Sinmed informou que a greve será suspensa a partir desta quinta-feira (12) e só deve ser retomada no dia 31 de julho.

 

Mesmo assim, a assessoria jurídica do sindicato irá recorrer da decisão para que o direito de greve do trabalhador não seja desrespeitado. “A ação é autoritária e vai contra um direito constitucional dos servidores. Lutamos pelo que é justo e não podemos ser penalizados por isso”, diz o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira.

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#CRISEnoSUS – Médicos de Contagem (MG) denunciam situação crítica do SUS naquele município

 

Uma realidade que se repete pelo Brasil afora: o evidente sucateamento do serviço público de saúde. Diante da indiferença das autoridades, resta aos médicos a denúncia.

 

Médicos mostram o caos no município através de Dossiê encaminhado ao MP e Conselho de Medicina

11/06/2014

Contagem é a terceira cidade mais rica de Minas Gerais e 25ª do país em arrecadação, com mais de 600 mil habitantes, administrada pelo prefeito Carlin Moura (PCdoB), o mais votado na história do município (dados da própria prefeitura). Entretanto, quando se trata da Saúde, os serviços oferecidos são de péssima qualidade, comparado às piores cidades do Pais.

Cansados desta situação que tende a piorar cada vez mais, médicos de Contagem produziram um dossiê sobre a situação da saúde no município. O documento que será entregue ao Ministério Público da Saúde e ao Conselho Regional de Medicina para providências mostra os principais problemas enfrentados pelo Hospital Municipal e Maternidade de Contagem, unidades de atenção primária (postos de saúde) e unidades de pronto atendimento (UPAs).

Foi com o objetivo de alertar as autoridades e a sociedade sobre os problemas e exigir uma solução imediata para a situação, que o documento foi elaborado, com base em depoimentos de dezenas de médicos.

O quadro é estarrecedor e os médicos que participam do sistema padecem do desmazelo com a saúde, na medida em que não podem exercer com dignidade o seu trabalho.

Mostrando-se indignada com a situação da Saúde em Contagem, a categoria decidiu, em assembleia realizada no dia 4 de junho, no Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), fazer mais um dia de paralisação, na quarta-feira, dia 11, a partir das 7h da manhã até as 7h do dia seguinte. Serão atendidas apenas as urgências e emergências (fichas vermelhas, laranjas e amarelas). Na mesma data, houve assembleia da categoria, às 19hs, no sindicato.

Conheça alguns dos principais problemas relatados no dossiê:

– Problemas gerais de toda a rede:

• Escassez de vagas, obrigando a rede de Contagem a ser dependente da oferta de vagas da rede de BH, que não consegue mais absorver demandas do município.

• No município não existe plantonista 24 horas nas especialidades de oftalmologia, otorrinolaringologia, urologia, cirurgia vascular.

• Em Contagem não existe CTI pediátrico. Traumatismos cranianos não são operados na rede, por falta de estrutura. Pacientes aguardam a sorte de conseguirem transferência para BH.

• Não existe na rede de Contagem Servico de Diagnóstico e Atendimento Oncológico. Pacientes carecem de tratamento, quando possuem a sorte de terem obtido diagnóstico. Às vezes, padecem em intermináveis filas, quando não evoluem para êxito letal.

• Faltam materiais cirúrgicos, equipamentos, medicamentos.Os profissionais são obrigados a utilizar medicamentos de segunda ou terceira escolha, por falta de opção.

• Terceira arrecadação do Estado, entretanto, com salários que correspondem à metade dos municípios circunvizinhos. Contagem perde, ano após ano, excelentes profissionais, que não enxergam futuro no município. A solução mágica: terceirização como solução para os problemas de Contagem.

No Hospital Municipal de Contagem (HMC)

– Falta frequente de materiais cirúrgicos: fios, drenos, luvas, fio de aço e duplo etc.

– Equipamentos danificados: mesas cirúrgicas, focos cirúrgicos, eletrocautérios;

– Falta de leitos nas enfermarias, CTI e sala de recuperação;

– Pacientes internados mais de 30 dias aguardando realização de exames (ex.: ressonância magnética);

– Pacientes aguardando transferência para tratamento cirúrgico de traumas ortopédicos e neurológicos, ficando muitas vezes com sequelas irreversíveis devido à demora, já que o município não realiza essas cirurgias;

– este é o único hospital para atender 600 mil habitantes. As diversas especialidades trabalham acima de sua capacidade limite. Nas salas de poli do hospital amontoam-se várias macas num mesmo recinto;

– Pacientes vítimas de traumas misturados com pacientes com infecção. Todos aguardando solução definitiva para seus quadros. No CTI há carência extrema de vagas, obrigando profissionais a triar os casos mais complexos.

Nas UPAS

– Faltam pediatras nas urgências. Há dias específicos, principalmente nos fins de semana, sem um pediatra nas UPAs, o que obriga os pais a realizarem uma via sacra à procura desse profissional em BH ou outros municípios vizinhos.

– Escalas vazias de várias especialidades sobrecarregam os plantonistas obrigando-os a trabalharem por dois ou três. Sobrecarga de trabalho, salário defasado, inexistência de plano de cargos e salários, estrutura de saúde rudimentar estimulam exoneração em massa.

– As salas de emergência funcionam como unidades intensivas provisórias e precárias e como local de internação, apesar de não receberem o suporte multidisciplinar da rede hospitalar.

– Padecem pacientes sintomáticos que aguardam procedimentos cirúrgicos ou clínicos da rede terciária e acabam desenvolvendo sequelas, quando não evoluem para morte.

– Salas de parto insuficientes, carência de leito no setor materno infantil.

– Cirurgias que não ocorrem por falta de estrutura, procedimentos clínicos não realizados, falta de vagas em todos os setores, pacientes em corredores, estrutura deficitária.

-Deficiência absoluta de vagas na rede hospitalar, obrigando pacientes a permanecerem nas UPAs, favorecendo formação de sequelas, que podem acompanhar pacientes pelo resto da vida.

Nas unidades básicas

-infraestrutura sempre é alvo de reivindicações como falta de acessibilidade, principalmente dos deficientes físicos, divisões inadequadas do estabelecimento para cada seção da unidade, no consultório muitas vezes não há pias para lavar as mãos e, se há, estão em péssimas condições. Consultórios sem condições salubres, uma vez que não existe circulação de ar para evitar doenças contagiosas, como tuberculose, tanto para pacientes como médico e funcionários da unidade.

– A rede primária carece de exames, medicamentos e profissionais. Interconsulta com especialistas na rede básica é quase um privilégio. Os problemas que não encontram solução na rede básica vão terminar nas UPAs.

 

http://www.sinmedmg.org.br/mundo-sindical/pt-br/ler/8829/medicos-mostram-o-caos-no-municipio-atraves-de-dossie-encaminhado-ao-mp-e-conselho-de-medicina

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#CRISEnoSUS – “Mais Médicos” –

MG – mais uma médica cubana desaparece dos radares do Ministério da Saúde

Submetidos a condições de trabalho definidas como “análoga à escravidão” e diante da indiferença dos poderes constituídos diante desse absurdo, médicos cubanos, cada vez mais, escolhem o caminho da fuga e do exílio.

12/06/2014 16h34 – Atualizado em 12/06/2014 16h34

Polícia investiga desaparecimento de médica cubana em Minas Gerais

Médica atuava no programa Mais Médicos na cidade de Catuti.

Profissional tem 48 horas para justificar sua ausência.

Do G1 Grande Minas

A Polícia Federal de Montes Claros (MG) apura o desaparecimento de uma cubana que integra o Programa Mais Médicos e atuava no município de Catuti.

 

Segundo a secretaria adjunta de saúde de Catuti, Sirlane Laurência de Olivera, na quinta-feira (5), a médica deixou o município onde trabalhava e disse que participaria de um encontro do programa em Montes Claros. A data prevista para o retorno da profissional seria nessa terça-feira (10).

 

Ainda de acordo com a Sirlane, a médica cubana ficou hospedada em um hotel em Montes Claros até o sábado (7) e informou a recepcionista ao sair que faria uma viagem.

 

A coordenação regional do programa Mais Médicos foi comunicada sobre o desaparecimento, mas disse a reportagem da Inter TV que ainda não iria se pronunciar.

 

A assessoria de comunicação do Ministério da Saúde esclareceu que a coordenação estadual do programa já foi informada sobre o caso e que, em situações como essa, encaminha uma notificação ao profissional dando a ele até 48 horas para justificar sua ausência. Tal notificação foi enviada à médica nessa quarta-feira (11).

 

http://g1.globo.com/mg/grande-minas/noticia/2014/06/policia-investiga-desaparecimento-de-medica-cubana-em-minas-gerais.html

Super salários – desigualdade é uma vergonha no serviço público

” O advogado especialista em direito constitucional e administrativo, Hermeraldo Andrade, explica que existe uma polêmica de que algumas verbas, chamadas de vantagens pessoais, não somariam a esse teto. Contudo, ele defende que o “texto constitucional é claro e que esse é o argumento de quem tem interesse nesses salários exorbitantes”. Andrade lembra que muitos outros servidores públicos recebem rendimentos acima do teto, com base em liminares, o que, na sua opinião, não deveria acontecer. “É uma vergonha, é dinheiro público bancando esses absurdos, mas infelizmente a sociedade não se posiciona”, conclui. ”

http://congresso-em-foco.jusbrasil.com.br/politica/104137982/jornais-mais-de-3-mil-servidores-ganham-acima-do-teto-90-deles-no-congresso

Convite para reunião dos médicos de Juiz de Fora e Região com presidente da FENAM

Juiz de Fora, 05 de fevereiro de 2014.

 

FAX SINDICAL

De: Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais.

 

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AVISO SINDICAL IMPORTANTE

 

PREZADOS COLEGAS, SOLICITAMOS QUE COMPAREÇAM, DIVULGUEM E CONVIDEM –

 

PRESIDENTE DA FENAM EM JUIZ DE FORA

 

DIA 07 DE FEVEREIRO DE 2014 – SEXTA-FEIRA – 19 HORAS E 30 MINUTOS – NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA (RUA BRAZ BERNARDINO, 59 – CENTRO – JUIZ DE FORA).

 

Além do Dr. Geraldo Ferreira, presidente da Fenam, órgão máximo da representação classista dos médicos brasileiros, estarão presentes o Dr. Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro e o Dr. Otto, do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo e dirigente do sindicalismo médico nacional.

 

A mobilização é necessária, a presença de todos será conveniente e interessante. Vamos participar.

MAIS MÉDICOS – PRIMEIRA MÉDICA CUBANA PEDE ASILO POLÍTICO

 

http://www.dci.com.br/politica/medica-cubana-pedira-asilo-ao-brasil-id382897.html

 

Como sabemos, a imprensa noticiou que a Dra. Ramona Rodriguez, cubana em exercício no Brasil, pediu asilo político. Diante da degradação a que seu contrato de trabalho a submetia, preferiu fugir e pedir asilo, em busca de uma saída para o caminho da servidão. Se entregue ao governo cubano estará sujeita a sérios riscos, a danos morais e materiais que o regime ditatorial costuma infringir a seus adversários ou àqueles que se contrapõem aos seus desígnios. Diante disso, apresentamos abaixo para que todos assinem e divulguem uma petição em favor da concessão de asilo político à Dra Ramona.

 

Petição – Solicitamos que seja concedido asilo político à Dra. Ramona

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR69225