Monthly Archives: janeiro 2011

Médicos de Juiz de Fora discutem crise na saúde pública em Minas

FAX SINDICAL 325 – 31/01/2011

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Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata-MG
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FISCAIS DE CONSELHOS DE MEDICINA SÃO FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E TÊM AUTONOMIA PARA AGIR, DECIDE O STJ

Uma luta de 18 anos dos fiscais de exercício profissional, desenvolvida nas frentes política e jurídica, terminou com a vitória da categoria. A decisão beneficia também os fiscais do CRM.

Em novembro de 2010 , uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) determinou que os conselhos de fiscalização profissional são Autarquias federais. Com isso, além dos órgãos estarem submetidos à fiscalização da União, os trabalhadores contratados para atuar nesses locais a partir de 1988 estarão enquadrados em Regime Jurídico Único (RJU) e serão considerados servidores públicos.

De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Autarquias de Fiscalização do Exercíco Profissional ( Fenasera), José Roberto Cavalcanti, o primeiro benefício da medida é a transparência. “Teremos a democratização dos conselhos, que precisarão prestar contas sobre a forma como utilizam os recursos que são repassados automaticamente pelos profissionais que representam.  Além disso, alguns dirigentes, para que sejam eleitos, precisam se agarrar nos donos das empresas onde há um grande número de profissionais e com isso ficam devendo favores. Isso deve acabar”.

O presidente da federação dos fiscais avalia que o principal avanço é contra o assédio moral ao qual são submetidos os fiscais. “Com a estabilidade de servidor público, os conselhos não poderão coagir ou punir os companheiros que apenas querem exercer suas funções”, diz Cavalcanti. O dirigente da entidade cutista se refere a uma situação que beira o surrealismo. O dever dos fiscais é investigar a atuação de profissionais como engenheiros e médicos. Porém, muitas vezes, ao indicarem aqueles que atuam erroneamente, passam a sofrer com assédio moral ou mesmo são demitidos, em uma relação na qual o fiscalizado tem mais poder do que o fiscalizador. Presidente do Sindicato dos Empregados em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional ( Sindecof) do Distrito Federal, Douglas Cunha, cita o caso de 43 fiscais de Minas Gerais e outros quatro do DF que, segundo ele, foram punidos por perseguição política. “Os conselhos querem que apenas fiscalizemos as cobranças de taxas, mas nossa obrigação é avaliar também o bom cumprimento das funções. Com essa mudança os conselhos se transformarão em agências reguladoras e certamente teremos mais autonomia para punir os maus profissionais”, acredita.O presidente da federação dos fiscais avalia que o principal avanço é contra o assédio moral ao qual são submetidos os fiscais. “Com a estabilidade de servidor público, os conselhos não poderão coagir ou punir os companheiros que apenas querem exercer suas funções”, diz Cavalcanti. O dirigente da entidade cutista se refere a uma situação que beira o surrealismo. O dever dos fiscais é investigar a atuação de profissionais como engenheiros e médicos. Porém, muitas vezes, ao indicarem aqueles que atuam erroneamente, passam a sofrer com assédio moral ou mesmo são demitidos, em uma relação na qual o fiscalizado tem mais poder do que o fiscalizador. Presidente do Sindicato dos Empregados em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional ( Sindecof) do Distrito Federal, Douglas Cunha, cita o caso de 43 fiscais de Minas Gerais e outros quatro do DF que, segundo ele, foram punidos por perseguição política. “Os conselhos querem que apenas fiscalizemos as cobranças de taxas, mas nossa obrigação é avaliar também o bom cumprimento das funções. Com essa mudança os conselhos se transformarão em agências reguladoras e certamente teremos mais autonomia para punir os maus profissionais”, acredita.

Uma grande vantagem dessa medida, na avaliação de sindicalistas, é que fiscais de conselhos de medicina de estados como Minas Gerais, possam agir com mais firmeza contra a deterioração das condições do trabalho médico em instituições estaduais, municipais e de certas empresas, que tem ficado à margem da lei, impunemente, desrespeitando o trabalho médico.

A matéria sobre a vitória dos fiscais é de Luiz Carvalho está em http://www.cut.org.br/acontece/20331/vitoria-dos-fiscais-do-exercicio-profisional

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Juiz de Fora: o golpe da redução da carga horária.

URGENTE!
FAX SINDICAL 324 – 14/01/2011

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Terça-feira, 14 de janeiro de 2011

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata-MG

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ALERTA SINDICAL URGENTE!

Sindicato dos Médicos alerta a toda classe médica e aos médicos municipais, em particular, contra mais uma iniciativa autoritária da Prefeitura contra a categoria. O risco de imposição unilateral de uma alteração contratual.

Usando como pretexto a implantação da vigilância eletrônica nas unidades de saúde para vigiar os funcionários, sob a forma de ponto biométrico e outras medidas, a atual administração do Prefeito Custódio de Matos anda fazendo divulgar que dará, como compensação à implantação dessas medidas, uma redução de carga horária. Dizem que, em algumas unidades de saúde até se organizam listas de aceitação a essa medida.

O Sindicato esclarece:

1 – Essa medida não é proposta pelo Sindicato dos Médicos.

2 – O empregador Prefeitura de Juiz de Fora não enviou ao órgão oficial de representação classista dos médicos, o Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata, qualquer proposta escrita e assinada definindo alteração contratual. Sem isso o Sindicato não poderá convocar Assembléia para decidir sobre o assunto.

3 – Sem aprovação em Assembléia o Sindicato não estará autorizado a aceitar qualquer alteração contratual trabalhista ou administrativa e a diretoria poderá tomar todas as medidas cabíveis contra esse tipo de decisão unilateral, em defesa dos interesses maiores de toda a categoria médica, do SUS e dos direitos sociais dos profissionais.

4 – Existe ação tramitando na Justiça, por perdas salariais sofridas pelos médicos diante da ignorância da Prefeitura de Juiz de Fora quanto à carga horária especial da categoria. Tal redução de carga horária poderia afetar o curso da ação de forma negativa para os médicos e dificultar a realização da Justiça contra tantos prejuízos que nos infringiram ao longo do tempo.

5 – Essa proposta da Prefeitura mantêm os salários dos médicos municipais nos patamares desprezíveis em que estão atualmente, nela não está inserida qualquer idéia plano de carreira para a categoria e não supõe nenhuma melhoria nas deterioradas condições de atendimento à população de Juiz de Fora.

Os interesses trabalhistas da categoria profissional dos médicos tem a sua representação classista legal, legítima e oficial, que é o Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora. Para dignificar e emancipar o seu trabalho, cada profissional da Medicina deve apostar no fortalecimento de sua organização do trabalho. Por mais que a atual administração municipal tente enfraquecer a organização do trabalho médico ou mostre ignorância, ela persistirá. Nunca o Sindicato foi tão forte frente à Prefeitura. A mobilização e unidade de todos é necessária porque estamos próximos da campanha salarial de 2011, que se prenuncia dura e difícil.

Solicitamos a todos que divulguem essa mensagem e não se deixem enganar por um patrão que não cumpre acordos e tem sido mesquinho no trato com os médicos que trabalham para a PJF.

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Intransigência tem marcado relações entre Prefeitura de Juiz de Fora e médicos municipais

SAÚDE PÚBLICA EM JUIZ DE FORA: UNIÃO E SOLIDARIEDADE VERSUS INTRANSIGÊNCIA.

Intolerância demonstrada nos atos da administração de Custódio de Matos em Juiz de Fora prejudica solução de problemas da saúde pública

Saúde é assunto de interesse geral. O sindicalismo médico, na sua relação com governos (municipais, estaduais, federal) trata, essencialmente, de um assunto importante e de interesse geral: a saúde pública. Governantes que se mostram hostis ou refretários às negociações com os sindicatos médicos denunciam um perfil autoritário quanto aos negócios públicos da saúde. Uma política justa para os recursos humanos nessa área só poderá nascer de negociações democráticas.

Não é o caso que temos tido na cidade de Juiz de Fora, onde o Prefeito Custódio de Matos nunca recebeu o sindicato dos médicos e onde o secretário do Prefeito, Vitor Valverde, não cumpriu, até o fechamento dessa edição, o acordo de greve de 2009, arruinando irremediavelmente sua credibilidade perante o movimento sindical.

Se Custódio de Matos não recebe a representação dos médicos de Juiz de Fora e seu secretário ousa desonrar um acordo, o Ministro da Saúde, Alexandre ?adilha, visita o CRM. A diferença nas atitude é fundamental para o entendimento do problema da saúde em Juiz de Fora e cidades onde os governantes adotam posturas intransigentes.

Alexandre Padilha quer retomar diálogo com os médicos

Em visita ao CFM, ele recebeu documento com prioridades do movimento médico nacional, entre eles a criação de uma carreira nacional para o SUS

O ministro da Saúde Alexandre Padilha afirmou, nesta quarta-feira (12), que seu compromisso fundamental é retomar um amplo e permanente diálogo com as entidades médicas. “ É fundamental a participação das entidades porque não tenho dúvida que estamos num momento de virada no setor. Queremos envolver a categoria nas mudanças que pretendemos fazer ” . A afirmação foi feita durante visita ao Plenário do Conselho Federal de Medicina (CFM). O ministro pediu apoio do Conselho para melhorar o trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS). “ Aquilo que cada médico faz que é avaliar a qualidade do seu atendimento, precisamos fazer de forma pública nos espaços do SUS” .

Na oportunidade, o presidente do CFM, Roberto d’ Avila, entregou à Padilha documento com 11 desafios considerados prioritários para o movimento médico nacional. Dentre eles, o CFM pede apoio do Ministério ao projeto de Lei de Regulamentação da Medicina, aprovado pela Câmara dos Deputados, e em tramitação no Senado Federal. Outro destaque é a regulamentação da Emenda Constitucional 29, considerada também por Padilha como essencial.

Outro ponto debatido no encontro foi o retorno das entidades médicas no Conselho Nacional de Saúde (CNS). Padilha salientou que gostaria que os médicos tenham um acento no Conselho, pois acredita que a categoria é fundamental para o debate da saúde. “ Quero abrir uma nova estrutura no CNS e quero que os médicos participem deste processo” . O presidente do CFM enalteceu que é interesse da categoria colaborar. “ Retornaremos ao CNS quando tivermos um espaço adequado. Acreditamos que o CNS precisa ser mais técnico e menos partidário” . O novo ministro reafirmou, ainda, as metas de fixar, formar e interiorizar o médico. “ Um dos grandes objetivos de minha gestão será formar, garantir uma educação permanente e interiorizar o profissional ” . Segundo ele, o Ministério estudará todas as iniciativas para garantir a fixação do médico nos municípios que mais necessitam. “ Sabemos que somente salário não ajuda. Uma formação profissional e uma estrutura de qualidade sim são decisivas” , afirmou Padilha, que concluiu ” o objetivo fundamental é garantir que profissionais de qualidade estejam presentes” . Em sua visita, ele afirmou que será aprofundado o relatório da Comissão Especial para elaboração de proposta de carreira para médicos no SUS, do MS. Prioridades – Segundo Alexandre Padilha, ao ser convidado para o cargo, recebeu da presidente Dilma Rousseff o pedido de implementar melhorias no atendimento à saúde da mulher e da criança e que o Ministério disponibilize o mais rápido possível, a gratuidade dos medicamentos para diabéticos e hipertensos. Também foi solicitado por ela, um cuidado especial e prioritário para a instalação das Unidades de Pronto Atendimento no Brasil (UPAS). Também foi colocado como meta o enfrentamento ao crack. “ Esse não é um desafio só da área da Saúde, envolve outros segmentos. Mas se a Saúde não liderar, não protagonizar as ações de prevenção, de tratamento, de reabilitação, reinserção social, vamos perder a oportunidade de interromper o avanço desse problema” , afirmou o ministro. Outra prioridade estabelecida por Dilma foi a realização de um esforço no combate a dengue. Durante visita, o CFM aprovou uma nota em apoio às iniciativas coordenadas pelo Ministério no sentido de reforçar a prevenção e o combate ao mosquito Aedes Aegypti. O texto afirma que espera-se que a ação intersetorial consolide a percepção de que a dengue não é um problema unicamente da Saúde,
mas do Brasil.

Médicos de Santa Luzia levam calote e entram em greve

Os médicos brasileiros estão aprendendo a necessidade de mobilização e luta. Em Santa Luzia – MG, calote em pagamento do SUS levou médicos a greve. A saúde é um setor vulnerável a exploração política, a desvios e corrupção e aos desmandos do sensacionalismo policialesco de certo tipo de mídia. Reagir é preciso, principalmente contra esses políticos maldosos que engavetam dinheiro público da saúde e dão calote em médicos. Mobilizar, reagir e denunciar!

Leia a notícia abaixo:

Sábado, 8 de janeiro de 2011 – Médicos entram em greve por
atraso de pagamento do SUS

Os médicos do hospital São João de Deus
estão em greve desde ontem por causa de
um atraso no pagamento dos salários de
dezembro. O hospital São João de Deus é o único na
cidade de Santa Luzia, região
metropolitana de Belo Horizonte, e está
com o atendimento suspenso. Durante todo o final de semana, o
hospital operará com o quadro mínimo de
médicos. A paralisação levou ao
cancelamento de 10 cirurgias que
estavam agendadas. Os atendimentos pelo SUS representam
90% de todos os serviços prestados pelo
hospital. De acordo com a administração do
hospital, a prefeitura já fez o pagamento
que deve ser repassado para os médicos
na segunda-feira. É esperada a
normalização dos atendimentos nesta
data. Redação: Cleyton Vilarino

Ressarcimento ao SUS por atendimento de pacientes de planos de saúde é tema de repercussão geral

Em votação ocorrida por meio do Plenário
Virtual, o ministro Gilmar Mendes, do
Supremo Tribunal Federal (STF),
reconheceu repercussão geral no Recurso
Extraordinário (RE) 597064 e foi
acompanhado por unanimidade.

A questão a ser analisada futuramente
pelos ministros no Plenário físico refere-
se à constitucionalidade da exigência
legal de ressarcimento ao Sistema Único
de Saúde (SUS) pelos custos com o
atendimento de pacientes beneficiários de planos privados de saúde, prevista no
artigo 32, da Lei 9656/98 . O RE foi interposto por uma operadora de
plano de saúde, de nome Irmandade do
Hospital Nossa Senhora das Dores, contra
negativa de recurso por parte do Tribunal
Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

A
Corte manteve sentença que declarou legal o débito cobrado a fim de que o SUS
fosse ressarcido, em decorrência de
despesas referentes a atendimentos
prestados aos beneficiários de seus
planos de saúde pelas entidades públicas
ou privadas, conveniadas ou contratadas pelos SUS. Dessa forma, a Irmandade tem o objetivo
de não ser obrigada a pagar a cobrança
referente ao mencionado ressarcimento,
a ser realizado para o SUS pelas
operadoras de planos de saúde.

A autora
alega inconstitucionalidade do artigo 32, da Lei 9656/98, sustentando que a
participação das operadoras privadas de
plano de saúde é de caráter suplementar,
uma vez que o dever primário de
assegurar o acesso à saúde é atribuído
pela Constituição Federal aos entes políticos que compõem a organização
federativa brasileira. Também argumenta que a imposição
legal de ressarcimento ao SUS pelos
gastos que tiver com atendimento dos
beneficiários de planos privados de
assistência à saúde interfere na livre
iniciativa assegurada pelo artigo 199, da CF.
Além disso, a recorrente aduz que a
instituição de nova fonte de custeio para
a seguridade social só pode se dar por
intermédio de lei complementar e que a
aplicação do artigo 32, da Lei 9656/98,
aos contratos firmados antes da sua vigência viola o princípio da
irretroatividades de leis. “
Entendo configurada a relevância social, econômica e jurídica da matéria, uma vez
que a solução a ser definida por este
Tribunal balizará não apenas este recurso
específico, mas todos os processos em
que se discute o ressarcimento ao SUS” , ressaltou o relator do processo, ministro
Gilmar Mendes.

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=169138

Empresa estatal vai assumir terceirizados de hospitais públicos

Lula criou Empresa estatal para legalizar contratações terceirizadas condenadas pelo TCU

No último dia do governo Lula foi criada, por medida provisória a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Ela atende, inicialmente, à demanda de hospitais ligados a universidades públicas federais, que criaram uma multidão de bóias-frias da saúde.

O funcionário terceirizado chega a ganhar 75% menos do que ganha um funcionário estatutário. Embora o salário do funcionário contratado seja baixo, paga-se um preço alto para a empresa privada contratada para gerir a terceirização.

Publicado em 05/01/2011

No último dia como presidente, Lula criou uma nova estatal, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. A proposta foi apresentar uma alternativa às contratações ilegais. São 22 mil trabalhadores nessa situação em hospitais federais no país.

A contratação de profissionais terceirizados é uma prática considerada ilegal pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com a MP 520/2010, publicada no dia 31 de dezembro, a nova empresa estatal terá como finalidade a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar e laboratorial à sociedade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na MP também está prevista a prestação de serviços a instituições federais de ensino, apoio à pesquisa, à aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública. O texto indica que, num primeiro momento, profissionais poderão ser contratados temporariamente.

Bernado Piloto demostra receio em relação os rumos da nova estatal. Ele é sociólogo e diretor do sindicato dos trabalhadores em educação do terceiro grau público, que abrange Curitiba, a região metropolitana e o litoral do Paraná. Piloto afirma que a criação da empresa pode trazer prejuízos aos usuários e trabalhadores.

A preocupação do sindicalista se deve a mudança no regime de contratação dos funcionários públicos, que deixa de ser estatutária e passa a ser celetista. No lugar de novos concursos públicos, contratos de temporários. Bernardo chama atenção para o fato da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares legalizar a contratação de terceirizados ao invés de ampliar o número de servidores estatutários.

O funcionário terceirizado chega a ganhar 75% menos do que ganha um funcionário estatutário. O sindicalista Bernardo explica que a terceirização não implica necessariamente na redução de gastos para o Estado. Embora o salário do funcionário contratado seja baixo, paga-se um preço alto para a empresa privada contratada para gerir a terceirização.

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares será uma sociedade anônima de direito privado e patrimônio próprio. Com sede em Brasília, a empresa poderá manter escritórios em outros estados, além de subsidiárias regionais.
Fonte: Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná
http://www.sinditest.org.br/portal/destaque/empresa-estatal-e-criada-para-legalizar-contratacoes-terceirizadas/

Aécio Neves acusado por improbidade administrativa.

Anuncia-se ação contra o ex-governador de Minas, Aécio Neves, por improbidade administrativa. Motivo: são acusadas artimanhas e distorções efetuadas pelo Estado para que este demonstrasse a aplicação exigida constitucionalmente. Minas Gerais não cumpriu o mínimo constitucional exigido para gastos com a saúde. O governo estadual investiu pouco, distoceu dados e fez muita propaganda, conforme denunciado – sem muita repercussão na mídia mineira – pelos sindicatos. O panfleto intitulado “A Verdade” chegou a ser alvo de buscas da polícia mineira e ameaças à sede da CUT, como se Minas fosse uma republiqueta. Agora é o Ministério Público que denuncia. Aécio e sua turma lançaram obras da Copasa como se fossem da Saúde, esquecendo que o dinheiro da Copasa provém de tarifas cobradas de seus usuários. E um suposto repasse de R$ 3,5 bilhões para a Companhia de Saneamento
de Minas Gerais (COPASA) não foi efetuado. Onde estão os bilhões da Copasa?

Leia mais:

Ministério Público ajuiza ação contra Aécio Neves por fraude
contábil com recursos da saúde

“ Os investimentos da própria COPASA em saneamento básico foram utilizados pelo Estado para compor sua Prestação de Contas e tentar convencer que o mínimo constitucional foi cumprido” , diz a ação.

A ação civil lança mão de pareceres técnicos, ações civis, artigos da Constituição e instruções normativas para comprovar as artimanhas e distorções efetuadas pelo Estado para que este demonstrasse a aplicação exigida constitucionalmente.

A Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, do Ministério Público do Estado de Minas Gerais, ajuizou no dia 16 de dezembro de 2010 uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-governador de Minas e senador eleito, Aécio Neves e a ex-contadora geral do Estado, Maria da Conceição Barros. As contas e prestação de contas de 2004 a 2008 do governo do Estado já vinham sendo analisadas pelo MP, que agora concluiu que o suposto repasse de R$ 3,5 bilhões para a Companhia de Saneamento
de Minas Gerais (COPASA) não foi efetuado.

A ação, subscrita pela promotora de justiça Josely Ramos, confirma o que o Sind-Saúde/MG também vinha questionando: os R$ 3,5 bilhões que o Estado alegou ter repassado para a COPASA foi uma estratégia do governo para alcançar o mínimo constitucional que determina que os Estados devem investir pelo menos 12% do orçamento em saúde. Conforme atestam as prestações de contas da própria COPASA, esse repasse não chegou à Companhia.

Além do mais, a Emenda Constitucional 29/2000 determina que os Estados devem aplicar na saúde 12% da arrecadação dos IMPOSTOS. Ora, os investimentos efetuados pela COPASA são realizados com recursos provenientes de TARIFAS.

Fonte: site do SindSaúde MG.

Adeus Temporão. A luta continua.

No dia 5/1/2011 lemos notícia sobre a despedida do Ministro José Gomes Temporão. Ele assumiu o
Ministério da Saúde em março de 2007,
depois de ocupar o cargo de Secretário de
Atenção à Saúde da pasta desde julho de
2005. Foi apadrinhado pelo Governador Sérgio Cabral, assumiu o cargo como escolha pessoal do governador (que não gosta de médico), não sendo incluído nem entre os ministros da quota do PMDB (partido do governador carioca Cabralzinho). Antes disso, foi diretor do Instituto
Nacional de Câncer no Rio de Janeiro (INCA), subsecretário de Saúde da
Prefeitura do Rio de janeiro e Presidente
do Instituto Vital Brazil do Governo do Rio
de Janeiro. Ele será sucedido por Alexandre Padilha (PT-SP), médico infectologista.

No discurso de despedida Temporão procurou fazer um balanço positivo de sua gestão. Falou de avanços na
redução da mortalidade infantil (coisa que não depende apenas de políticas de saúde, mas também da Economia),
ampliação do Saúde da Família (que foi feita de forma irresponsável, sem a elaboração de uma política de recursos humanos para o setor) e no
acesso a medicamentos. “Gostaria de ser lembrado como
um ministro que conduziu uma
abrangente política de fortalecimento do
SUS”, declarou Temporão.

A preocupação do ex-ministro em levantar possíveis aspectos positivos de sua gestão é justificada. O Presidente Lula saiu da presidência com índices altíssimos de aprovação nas pesquisas de opinião. Muitos brasileiros viram a sua vida melhorar com mais acesso a alimentos e mais consumismo. Ao lado disso, o desempenho pessoal de Lula agradou à maioria dos brasileiros. Mas, pesquisas também indicam um ponto fraco no governo Lula: a saúde pública. Segundo a oficial Agência Brasil “a área de saúde é a que tem maior insatisfação dos brasileiros e deverá ser a maior prioridade do futuro governo de Dilma Rousseff. Segundo pesquisa de opinião feita pelo Ibope e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a saúde foi apontada por 51% dos entrevistados.” A pesquisa foi feita pelo Ibope, a pedido da CNI. O Ibope ouviu 2002 pessoas em 140 municípios, entre os dias 4 e 7 de dezembro passado.

A saúde, apesar do tão falado subfinanciamento, lembrado pelo próprio Temporão no seu discurso de despedida, tem sido um prato apetitoso para a corrupção e para aproveitadores. Não são apenas vampiros e sanguessugas que navegam no mar de lama da saúde pública.

Ao dizer que abrangente política de fortalecimento do
SUS, podemos afirmar que ele falta com a verdade. Sob sua gestão ocorreu o maior desmonte do SUS, por meio de terceirizações e outras privatarias, apelidadas de parcerias e outros nomes falsamente bondosos.

A continuidade, regularidade e isenção que se pode exigir dos serviços públicos pode ser contestada pela forma como se conduziram os negócios da implantação da saúde da família. Sem os cuidados de uma política de recursos humanos decente, deixando milhares de profissionais ao relento, sujeitos a fraudes e prejuízos em seus direitos. Isso resultou na falta de profissionais e na falta de motivação dos que ficaram, resultando em prejuízos evidentes a milhões de usuários da saúde pública. Não é de surpreender a preocupação dos brasileiros com o estado atual da saúde pública.

Terceirizações, privatarias e parcerias na área da saúde tem sido objeto de ações judiciais movidas por sindicatos, associações e Ministério Público. Não se tem provado sua eficácia, desculpa dada pelos que recorrem a esse expediente. Ela não vai além de vitrines eleitoreiras ou negociais. (Sobre essas ações sugerimos a leitura de matérias – entre tantas outras – nos links
http://www.auditoriadesistemasdesaude.blogspot.com/2010/03/rj-sinmed-vence-acao-contra.html – politica.centralblogs.com.br/post.php?href=para+relembrar+ministerio+publico+move+acao+contra+terceirizacao+na+saude+de+sp&KEYWORD=20907&POST=3865805politica.centralblogs.com.br/post.php?href=para+relembrar+ministerio+publico+move+acao+contra+terceirizacao+na+saude+de+sp&KEYWORD=20907&POST=3865805 – acessa.com/saude/arquivo/noticias/2010/10/25-medicos/). Terceirizações/privatarias/parcerias na saúde tem sido usadas para burlar a instituição de concursos públicos e a legislação sobre licitações. Seria a ilegalidade e o desrespeito aos pactos sociais algo eficiente?

A associação entre fraudes e outros delitos e terceirizações/privatarias/parcerias na saúde ficou evidenciada em vários casos conhecidos. Tornou-se um ralo largo por onde escorre dinheiro público da saúde que é subfinanciada.

Caso muito conhecido é o de uma Oscip paulista, com atuação em várias partes do território nacional, investigada pela Polícia Federal pelo desvio de 9 milhões de reais dos cofres da Prefeitura de Porto Alegre. A investigação da Polícia Federal chama-se Operação Pathos.
O dinheiro deveria ser usado para terceirização de atividade fim no serviço público, para
contratação de equipes de profissionais
de saúde de um programa da Prefeitura
de Porto Alegre. O ex-secretário de Saúde de Porto Alegre foi assassinado um dia depois de prestar depoimento na Polícia Federal sobre o caso. (Matéria sobre o escândalo pode ser lida em http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2784059.xml&template=3898.dwt&edition=13955&section=134 – publicada em 21 de janeiro de 2010).

Outro caso assustador ocorreu na Bahia, também associado a uma suposta queima de arquivo. A ex-secretária da Saúde de Salvador Aldely Rocha, o ex-coordenador de Administração da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) Oyama Amado Simões e a Real Sociedade Espanhola de Beneficência (RSEB) tiveram bloqueados R$ 25,5 milhões em bens em decisão da 12ª Vara da Justiça Federal.A indisponibilidade dos bens responde a ação movida pelo Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) e pelo Ministério Público do Estado (MP-BA) a partir das suspeitas de irregularidades surgidas após a morte, há três anos, do servidor Neylton da Silveira, numa suposta queima de arquivo.A promotora de Justiça do MP-BA, Rita Tourinho, afirma que a medida cautelar serve para resguardar a disponibilidade dos bens para, numa possível condenação dos réus, serem devolvidas as somas aos cofres públicos. A notícia é de 13/01 do ano passado. (Repassada do SINDCONTAS BA).

Caso emblemático aconteceu em Mato Grosso, onde o deputado estadual Nilson Santos
(PMDB) subiu ao plenário na sessão
ordinária da Assembleia (ata da sessão de 8 de junho de 2010),
para denuciar um suposto esquema na
terceirização de prestação de serviços nos
hospitais regionais de Mato Grosso.

A denúncia do deputado aponta a conivência de gestores públicos da saúde com interesses privados, muitas vezes cinicamente disfarçados na camuflagem da filantropia ou de entidades supostamente sem fins lucrativos. Declarou o deputado peemedebista que “ pessoas de dentro da secretaria estadual de Saúde me disseram que
existem casos em que a própria direção
do hospital oferece dinheiro para as
empresas participarem da concorrência
para oferecer o serviço ”. Segundo ele, com a medida, os dirigentes dos hospitais regionais estão
“oferecendo ouro às empresas e achando
uma forma de ganhar muito dinheiro”.
Para ele, a suspeita ganha força ao ver o
movimento de terceirização destes
serviços cada vez que visita os hospitais.
( A matéria, de Sissy Cambuim, em junho de 2010, está disponível em – http://www.rdnews.com.br/blog/post/deputado-sugere-fraude-em-terceirizacao-nos-hospitais)

Ao se lembrar do Ministro que pediu a volta da CPMF e denunciou o subfinanciamento da saúde pública, devemos nos lembrar também de sua cumplicidade com esse negócio gigantesco e suspeito de terceirizações/privatarias/parcerias no SUS. O ex-ministro chegou a defender um monstrengo jurídico chamado fundação pública de direito privado para terceirizar o SUS. Ao ser visto permitindo tantas brechas para escoar o subfinanciado dinheiro público do SUS, planejando ou permitindo terceirizações e privatarias, Temporão não poderá ser lembrado como um homem que fortaleceu o sistema.

Nova Diretoria do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.

FAX SINDICAL 316
– 04/01/2011
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Terça-feira, 04 de janeiro de 2011

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata-MG

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JUIZ DE FORA: SINDICATO DOS MÉDICOS PREPARADO PARA UM 2011 DE MUITA LUTA.

Apresentamos os diretores sindicais do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata de Minas, que serão responsáveis pela condução da representação classista pelos próximos 3 anos.

PRESIDENTE GILSON SALOMÃO JÚNIOR, médico gastroenterologista, preside a Comissão de Ética Médica do HPS de Juiz de Fora e é médico da Prefeitura de Juiz de Fora e da Secretaria de Estado da Saúde MG. Veterano do movimento sindical.

VICE- PRESIDENTE ROSILENE ALVES DE OLIVEIRA, médica ginecologista e obstetra, faz parte dos quadros da Secretaria de Estado da Saúde e da FHEMIG, atuando no Hospital Regional Dr. João Penido. É também médica coordenadora da Central de Vagas da GRS de Juiz de Fora (macro-regional) e já foi médica auditora da GRS de Juiz de Fora. Atualmente é auditora da Unimed e já foi presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora.

SECRETÁRIO GERAL GERALDO HENRIQUE SETTE DE ALMEIDA, médico, especialista em Psiquiatria, atuando no HPS de Juiz de Fora. Já foi secretário-geral e integrou o grupo que criou a Associação Psiquiátrica de Juiz de Fora, federada da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). Já atuou como supervisor hospitalar e médico auditor da GRS de Juiz de Fora, onde também wexerceu a coordenação regional de saúde mental. É médico da SES-MG e da Prefeitura de Juiz de Fora. Em várias ocasiões foi eleito para ocupar a Direção Clínica do antigo Pronto Socorro Municipal e do HPS. Veterano do movimento sindical, com atuação também no SINDSAÚDEMG e no SINDPÚBLICOS – MG.

SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO

CARLOS ROBERTO GASPARETE, veterano do movimento sindical, gastroenterologista, médico perito do INSS.
ROSANGELA DE FATIMA NASCIMENTO, ginecologista, com atuação no SUS e na Santa Casa de Misericórdia.

SECRETARIA DE RELAÇÕES INTERSINDICAIS

FRANCISCO CAMPOS SILVA, cardiologista, do HPS e da SES-MG.
ATILIO DE ALENCAR FERREIRA ESPINDOLA, anestesiologista da Santa Casa de Misericórdia e da FHEMIG. ex-diretor do Hospital Regional Dr. João Penido.

SECRETARIA DE IMPRENSA E DIVULGAÇÃO

ALFREDO SALOMÃO NETO, Psiquiatra, auditor do SUS, ex-diretor de Saúde Mental do Município de Juiz de Fora.
ADRIANE BRASILEIRO MAZZOCOLI SILVA, médica de saúde da família e comunidade com atuação no SUS de Juiz de Fora e região.

SECRETARIA DE ORGANIZAÇÃO SINDICAL

JOSÉ RAFAEL LEÃO, nefrologista, líder cooperativista que atuou na direção da Unimed. Professor da Faculdade de Medicina da UFJF e médico da SES-MG.
CLAUDIO MOISES LACERDA REIS, diretor da GRS de Juiz de Fora. Médico de saúde da família e comunidade com atuação no SUS de Juiz de Fora e região.

SECRETARIA DE ASSUNTOS JURÍDICOS E TRABALHISTAS

MARCOS PEROTTI CANTUDO, veterano do movimento sindical e do cooperativismo médico, cirurgião do Ministério da Saúde (Ex- INAMPS).
JORGE LUIZ TERRA, ortopedista da Santa Casa e da FHEMIG.

CONSELHO FISCAL

SARAH SILVA FERES
PAULO FERNANDES CÔRTES GUEDES, pediatra do PAM Andradas. Veterano do movimento sindical.
RONEY VICENTE, neurocirurgião, com atuação na Santa Casa e no HPS.

SUPLENTES

GERMANO COELHO P. DE MAGALHÃES, cardiologista,
EDGARD OLIVEIRA FILHO, médico perito do INSS.
CLAUDIO COURI VIEIRA MARQUES, pediatra, médico da SES-MG.

DELEGADOS JUNTOS Á FEDERAÇÃO:FENAM

JAIRO ANTONIO SILVERIO (Presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora e conselheiro do CRM-MG)
CARLOS SERGIO S. SANTOS, proctologista com atuação no PAM marechal e hospitais privados.
GERALDO L. DIAS CASALI, cardiologista; atuia no SUS e em hospitais privados.
ANTONIO JOSÉ MAGALHÃES, pediatra atuando no SUS e na rede privada. Veterano do movimento sindical.

ANASTASIA CONFIRMOU MÉDICO ANTONIO JORGE NA SECRETARIA DE SAÚDE.

Foi bem recebida nos meios sindicais médicos a notícia de que o Governador Anastasia manterá no cargo o atual Secretário de Saúde, dr. Antonio Jorge Marques. Médico, servidor público estadual, ex-vereador em Juiz de Fora, Dr. Antonio Jorge é uma esperança de melhoria das relações entre o movimento sindical médico e o governo estadual.

Desejamos ao secretário êxito em sua gestão.

SINDICATOS PROTESTAM CONTRA PRESENTE DE NATAL DE CUSTÓDIO AO POVO DE JUIZ DE FORA

Imposto elevadíssimo e salários decadentestêm sido, até agora, marca da administração municipal.

No dia 04 de janeiro de 2011, terça-feira, às 14 horas e 45 minutos, a funcionária Deise, da Divisão de Expediente da Câmara Municipal de Juiz de Fora protocolou um importantíssimo documento: uma carta aos vereadores, assinada pelas Centrais sindicais CUT e CGTB, por sindicatos a elas filiados e pelo Partido dos Trabalhadores denunciando o presente de Natal de Custódio ao povo de Juiz de Fora, o aumento de quase 6% no inflacionado e opressivo IPTU local. No ano passado, os juizforanos foram brindados pelo prefeito Custódio com aumentos de 100% em seus tributos, com a taxa de lixo e sem recadastramento. Ação tramita na Justiça, lenta em acudir ao povo agravado pela derrama da tributação excessiva.

No primeiro plantão do ano no HPS, apenas um médico se desdobrava em atender toda a demanda da principal unidade de emergência da cidade. A incidência dessa cobrança draconiana de impostos não está revertendo para a população. Com médicos ganhando mal e muito aquém do mercado, tenta a administração fugir pelo engano privatista das terceirizações e intermediações. Não assimilou o prefeito Custódio as lições do caso AMAC. O problema continua enquanto o prefeito vai arrancando o couro do povo em impostos elevadíssimos que ele quer aumentar mais ainda.

Se os vereadores não permitiram a afronta de um aumento de 10%, esperamos que sejam coerentes na condenação da atitude arbitrária de Custódio, de corrigir o agravo tributário pelo valor mais elevado que as leis o concedem.

O Sindicato dos Médicos apoia o movimento sindical, sindicatos e centrais, nesse movimento justo da cidadania contra a opressão tributária. Custódio não pode querer igualar-se ao príncipe João Sem Terra e à rainha Dona Maria, a Louca.

DERROTA DE CABRAL NA SAÚDE É DERROTA DA CORRENTE PRIVATISTA E TERCEIRIZANTE CONTRA O SUS.

Governador Sérgio Cabral não cumpriu promessas que fez para médicos e servidores públicos estaduais, assinadas e gravadas em vídeo. em cerimônia pública, na presença do Ministro da Saúde, ao ser questionado sobre os fracassos de sua gestão na saúde pública, repondeu responsabilizando os médicos e ofendendo a categoria com adjetivos de baixo nível. Sempre apoiou iniciativas privatistas e terceirizantes na área de saúde pública, nunca estabelecendo uma política de recursos humanos decente para os servidores dessa área.

As UPAs, que introduziu, atestam a incapacidade de seu governo de organizar a atenção primária e de fazer funcionar as emergências dos hospitais e os serviços especializados. Surgiram durante uma epidemia de dengue, mostrando total incapacidade do Estado diante do mosquito Aedes.

Reeleito com amplo respaldo nas urnas, diante de uma oposição fraca e claudicante, não tem qualquer proposta nova para a saúde. O povo fluminense continuará penando nas filas até que tenham uma gestão mais adequada dos negócios públicos da saúde. Preocupa o discurso da Presidenta Dilma, a falar de parcerias com o setor privado na saúde. Pode ser inspirado pelas mesmas idéias que estão afundando o SUS no Rio.

Seu secretário de saúde, Sérgio Cortes, não emplacou como ministro e um de seus auxiliares, o privatista Cesar Romero, responde a processo por irregularidade em licitações do SUS. Leia a matéria abaixo:

Abatido pelo PMDB, afilhado de
Cabral seguirá secretário
29 de dezembro de 2010 | 8h 58 AE – Agência Estado

O médico Sérgio Côrtes, que
chegou a ser anunciado pelo
governador do Rio, Sérgio
Cabral, como ministro da Saúde,
permanece no cargo de
secretário. Côrtes, além de ter sofrido com a indiscrição de
Cabral, que não negociou com o
PMDB a indicação antes de
divulgá-la, sofreu desgaste com
as denúncias de fraudes em
licitações que atingem seu subsecretário, Cesar Romero.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,abatido-pelo-pmdb-afilhado-de-cabral-seguira-secretario,659474,0.htm
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