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MÉDICOS MUNICIPAIS DE JUIZ DE FORA FARÃO ASSEMBLEIA 06 DE JUNHO

​FAX SINDICAL

De: Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais

Data: 22 de maio de 2017.

Assunto: CAMPANHA SALARIAL DOS MÉDICOS MUNICIPAIS – PREFEITURA DE JUIZ DE FORA – 2017
ASSEMBLEIA GERAL CONVOCADA PARA O DIA 06 DE JUNHO DE 2017, 19 HORAS E 30 MINUTOS EM PRIMEIRA E ÚNICA CONVOCAÇÃO, NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA – Rua Braz Bernardino, 59 – Centro Juiz de Fora.
PAUTA: Campanha Salarial.
Motivo: A Prefeitura de Juiz de Fora apresentou-nos uma proposta de 0,5% de correção salarial em Janeiro com o restante da correção só em dezembro, totalizando 4,9%. Além da correção da distorção salarial (médicos municipais ganham menos que os demais técnicos de nível superior) de 2,5% a partir de julho. 

Aceitaremos essa proposta ou não? 

Com esse objetivo é que a diretoria do sindicato decidiu convocar a assembleia para deliberar sobre o assunto.

Informamos que outros sindicatos que participam da negociação (SINSERPU e professores) não estão satisfeitos com a proposta e se dispõem à paralisação.

O Sindicato quer ouvir os médicos municipais sobre essa proposta e o fará mediante assembleia, como sempre faz, democraticamente, em assuntos cruciais da categoria.

Todos sabemos que nossos salários são defasados, que as condições de trabalho da maioria dos médicos é aflitiva, que são cada dia mais frequentes as agressões contra colegas e profissionais de saúde, em atos de desrespeito e selvageria e até violência policial contra médicos municipais, servidores públicos efetivos, em seus locais de trabalho. E as exigências, crescentes, recaem sempre sobre a categoria profissional dos médicos. Não temos PCCS e as gratificações que recebemos não se incorporam para aposentadoria. Concursos públicos não são realizados e as chamadas para contratos temporários são incapazes de preencher as vagas necessárias, o que prejudica o bom funcionamento do sistema, por deficiência de mão de obra devidamente qualificada.

Apesar do aparente desprezo do mundo da política em relação à classe médica, já que saúde é geralmente levada a sério apenas nos palanques eleitorais, temos que responder a esta situação com a força da união dos médicos municipais e a assembleia é um momento de mostrar essa força.

Solicitamos a todos que ajudem a divulgar esse evento, que distribuam esse comunicado sindical, que avisem a amigos e colegas de trabalho.

O momento é de decisões firmes. A união faz a força. 

TODOS À ASSEMBLEIA DE 06 DE JUNHO!!!

#CRISEnoSUS Prefeitura de Juiz de Fora não paga gratificações e gera crise

​FAX SINDICAL

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de MG

Data: 31 de março de 2017
AVISO DE UTILIDADE PÚBLICA – SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ESTÃO EM RISCO POR FALTA DE PAGAMENTO DOS PROFISSIONAIS
ASSUNTO: CALOTE NO PAGAMENTO DE GRATIFICAÇÕES DE MÉDICOS DO HPS VAI GERAR CRISE NO SETOR
Ao receber seus vencimentos correspondentes ao mês de março, os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, que atuam no setor de Urgência e Emergência puderam confirmar aquilo que já estava em seus contracheques. As gratificações correspondentes aos seus esforços extras em prol do andamento dos serviços de urgência e emergência não foram depositadas.

Essa situação gerou um clima de revolta e desalento em todos os profissionais atingidos.

Fala-se em pedidos de demissão, de afastamento, em desistências. 

A constatação é sempre a mesma. A atual administração municipal parece não se importar com o “outro lado”, vítima sempre das negligências mais estapafúrdias, dos desrespeitos mais bizarros, dos esquecimentos mais torpes.

Rogamos a V. Exa., o Prefeito Municipal, Engenheiro Bruno Siqueira, que faça com que pessoas responsáveis intervenham nessa situação para evitar mais danos, por vezes irreversíveis, decorrentes da irresponsabilidade patente de alguns.
(A) SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA E DA ZONA DA MATA DE MINAS GERAIS – SECRETARIA GERAL

DIA DO MÉDICO DATA PARA REFLETIR SOBRE MOBILIZAÇÃO E AÇÃO

No Dia dos Médicos, além de festejos e comemorações, devemos colocar uma reflexão sobre um assunto que tem excedido em importância e seriedade a muitos outros. Devemos falar da judicialização da saúde, que a par de seu pretexto de garantir um direito universal à saúde, “dever do Estado”, tem causado enormes dificuldades ao financiamento e à gestão da saúde pública e tem colocado a classe médica no olho do furacão.
Quando falamos de judicialização da Saúde, falamos de judicialização da vida, porque saúde é vida e não um fundamento burocrático ou algo que se decide por sentenças e decretos.
Sobre isso, vale reproduzir, para a reflexão de todos, o Editorial publicado no Estadão de ontem.
Ei-lo:
EDITORIAL ESTADÃO
Judicialização e política

Não se governa um país com o Judiciário, mas com a política, e o grande problema é que no Brasil de hoje as mudanças necessárias para que a política desempenhe seu papel não virão espontaneamente do Congresso Nacional

O Estado de S. Paulo

16 Outubro 2016 | 04h00

Não se governa um país com o Judiciário, mas com a política, e o grande problema é que no Brasil de hoje as mudanças necessárias para que a política desempenhe seu papel não virão espontaneamente do Congresso Nacional, porque, “compreensivelmente, as pessoas não mudam o sistema que as elegeu”. Assim, e isso é política, “a sociedade brasileira, mobilizada, é que deve cobrar as mudanças, começando pelo sistema de justiça, que é o fim do mundo”. Essa é a opinião do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, manifestada em entrevista exclusiva ao Estado, concedida ao repórter Luiz Maklouf Carvalho e publicada na quarta-feira passada.
Quando um ministro da Suprema Corte admite que o sistema de Justiça no Brasil é “o fim do mundo”, é preciso refletir sobre o sentido de suas palavras. Barroso foi nomeado em junho de 2013 por Dilma Rousseff. Dias atrás, ao indeferir mandado de segurança impetrado pelo PT e pelo PCdoB para obter a suspensão de tramitação na Câmara da PEC do teto dos gastos públicos, Barroso afirmou que “o Congresso Nacional é a instância própria para os debates públicos acerca das escolhas políticas a serem feitas pelo Estado”. E enfatizou o princípio de que a disputa em torno de medidas propostas para debelar a crise que o País enfrenta “não é um a questão constitucional, mas política, a ser enfrentada com mobilização social e consciência cívica, e não com judicialização”.
O ministro Barroso não fecha os olhos aos graves problemas da Justiça no Brasil. É enfático ao reconhecê-los, quando perguntado sobre o que o impressiona na Operação Lava Jato: (O que me impressiona é) “nós termos construído um país em que um Direito Penal absolutamente ineficiente não funcionou, durante anos, como mínima prevenção geral para evitar um amplo espectro de criminalidade”. E acrescenta: “Porque não é um episódio, nem dois, nem três. Onde você destampa tem alguma coisa. Nós criamos uma delinquência generalizada no País. E com um contágio que ultrapassa tudo o que seria imaginável”.
Ele é incisivo quando trata da judicialização da política: “Por mais que o Judiciário consiga fazer bem o seu papel, não se governa um país com o Judiciário. É a política que precisa ser reformada”. É essencialmente à política que cabe, portanto, promover a reforma também do Judiciário, o que não impede que ao longo do tempo correções de curso sejam promovidas pelos próprios magistrados, como ocorreu recentemente com a decisão do STF de estabelecer que condenados em segunda instância podem começar a cumprir pena, independentemente do trânsito em julgado de seus processos na instância superior.
Ao colocar o dedo na ferida da “delinquência generalizada (…) que ultrapassa tudo o que seria imaginável”, o ministro Barroso implicitamente sugere um olhar retrospectivo sobre a política brasileira, o que leva à reiteração de uma conclusão óbvia a respeito da maneira como o PT governou o País nos últimos 13 anos. Não foram Lula e o PT que inventaram a “delinquência” na gestão da coisa pública. Essa é uma das características perversas da mentalidade patrimonialista de origem colonial que contamina desde sempre a política no Brasil.
Mas é igualmente indesmentível o fato de que o mesmo partido que chegou ao poder prometendo “passar o País a limpo” chegou também, muito rapidamente, à conclusão de que a adesão aos métodos políticos que passara a vida condenando era o caminho mais rápido e prático para a perpetuação de seu projeto de poder. Quem conta essa história tenebrosa de mensalões e petrolões que enriqueceram os principais figurões do lulopetismo é a crônica policial dos últimos dois anos e meio.
Tem razão o ministro Barroso: a Justiça precisa ser muito aperfeiçoada, mas não é ela que vai tirar o País do buraco. É a política. A boa política. O profilático episódio do impeachment de Dilma Rousseff o comprova. “Acho que logo ali na frente”, preconiza o ministro, “o País vai ter que passar por uma campanha incisiva de desjudicialização da vida.”

A classe médica deve ser chamada à maturidade política, já que aprendeu aprendeu a se mobilizar movida por acontecimentos adversos. Quando o governo de um partido que se dizia dos trabalhadores resolveu importar mão de obra para atuar na área médica sem a devida certificação, contratar essa mão de obra por uma operação de terceirização e negar aos médicos a reivindicação de um piso salarial nacional e de uma carreira de estado, notamos que havíamos sido traídos, que os governantes não tinham, na verdade, compromisso trabalhista. Para eles, como na “Revolução dos Bichos” de Orwell, uns são mais iguais do que os outros.
A maturidade política dos médicos deve levá-los a erguer a voz “por uma campanha incisiva de desjudicialização da vida.”

Terceirização de UPAS em questão

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Terceirização de UPAS. Se esse modelo não funcionou no Rio, seria bom em outros Estados e cidades?

O assunto vem a calhar no momento no qual o Conselho Municipal de Saúde de Juiz de Fora discute a devolução das UPAS e essa discussão se repete em Estados e cidades brasileiras.

Terceirização de UPAS. Se esse modelo não funcionou no Rio, seria bom em outros Estados e cidades?

Governo e Assembleia rejeitam eficiência deUPAS entregues a OSS no Rio.

O modelo de terceirização é também adotado em Juiz de Fora. Segundo matéria jornalística publicada no site G1, as OSS não representaram economia para os cofres públicos e não atingiram as metas pactuadas, conforme dados de autoria e parecer do Tribunal de Contas do Estado. Também há problemas em determinar faixas salariais de médicos e enfermeiros.

“Os deputados analisaram os contratos do governo com as OSs entre 2010 e 2015. Criadas com o objetivo de gerar economia ao estado, somente no ano passado, segundo o relatório, elas custaram R$ 2,2 bilhões aos cofres estaduais. Apesar do gasto, no entanto, as OSs não alcançaram 66,67% das metas de estabelecidas pela própria Secretaria de Saúde.

O relatório da auditoria mostrou também que faltam parâmetros claros sobre os custos de medicamentos, e gastos com segurança, limpeza, exames laboratoriais, e lavanderia. Há problemas para determinar a faixa salarial de médicos e enfermeiros.”

A matéria completa está em:
g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/06/alerj-aprova-relatorio-de-auditoria-dos-contratos-de-oss-com-o-governo.html

Alerj aprova relatório de auditoria dos contratos de OSs com o governo

Deputados sugerem fim da gestão das UPAs pelas OSs. Documento sugere ainda que compra de medicamentos fique com a SES.

14/06/2016 18h03 – Atualizado em14/06/2016 18h03

Do G1 Rio

Foi aprovado nesta terça-feira (14) pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiroo relatório final da auditoria dos contratos das Organizações Sociais de Saúde (OSs). Entre as principais medidas propostas no documento, os deputados sugerem que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) passem a ser administradas pela Fundação Estadual de Saúde e que a própria Secretaria de Estado de Saúde passe a fazer a compra de medicamentos hospitalares.

O término da gestão das UPAs pelas OSs já havia sido determinado pelo governador em exercício Francisco Dornelles. Segundo o diretor executivo da Fundação Saúde, João Paulo Veloso, a mudança prevê economia de até 30%.

O trabalho foi realizado pelos integrantes das comissões de Orçamento e Tributação da Alerj, presididas pelos deputados Pedro Fernandes (PMDB) e Luiz Paulo (PSDB), respectivamente. Além do diagnóstico dos contratos, o relatório apresenta 14 recomendações. Ele será enviado ao governador em exercício, Francisco Dornelles, à Secretaria de Estado de Saúde (SES), ao Ministério Público Estadual (MP-RJ) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Saúde mental na Bahia corre perigo

A Associação Psiquiátrica da Bahia vem por meio desta manifestar a absoluta apreensão frente ao discurso proferido por representantes da SESAB em reunião no último 09 de junho, na presença de representantes de múltiplas instituições de saúde, sindicatos, pacientes e familiares de portadores de transtorno mental, que o Hospital Mario Leal seria, paulatinamente, desativado.
Hoje, o Hospital Mario Leal oferece 30 leitos masculinos de internação psiquiátrica, o que o qualifica como um hospital de pequeno porte,  e atende as normas do Ministério da Saúde de modo a receber qualificação máxima. Os 30 leitos são usados por pacientes em surto e que colocam a si ou terceiros em risco, a internação dura até controle do surto e o paciente, através do hospital, é reencaminhado para atendimento ambulatorial, dentro da viabilidade da rede. Há mais de cinco anos não há pacientes moradores no Hospital Mario Leal e não se trata de hospital asilar.
O hospital também conta com ambulatório que dá cobertura há 100.000 pessoas, com atendimentos médicos psiquiátricos, psicológico e de assistência social, além da dispensação de remédios. Conta, também, com uma segunda farmácia de alta complexidade, especializada na dispensação de medicamentos de alto custo, que atende 5.300 pessoas ao mês.
Também faz parte do Hospital Mario Leal uma das duas emergências psiquiátrica disponíveis à população soteropolitana, de toda Região Metropolitana de Salvador e chegam, com frequência, pacientes de interiores longínquos. Os dois leitos de observação são pouco para contemplar a demanda.
O fechamento, mesmo que parcial, deste hospital, representa um ato irresponsável frente à população. Tal “iatrogenia da gestão pública”, além de aumentar a desassistência de quem sofre com transtornos mentais, fere os direitos conquistados pelos pacientes de “ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, con- sentâneo às suas necessidades”, conforme a Lei 10.216 de 06 de abril de 2001.
Consternados com tal circunstância e cientes de nossa responsabilidade social, é imprescindível que a Associação Psiquiátrica da Bahia denuncie tal negligência na atenção à saúde dos pacientes psiquiátricos e busque o apoio interinstitucional para a interrupção dessa enorme adversidade à saúde pública, que compromete, principalmente, os que não tem acesso à rede privada.

Contando com vosso apoio, desde já agradecemos.

Dr. André Brasil
Presidente da Associação Psiquiátrica da Bahia.

Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora paralisam pela reposição do IPCA e em apoio a todo o funcionalismo

MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA
PARALISAÇÃO GERAL DE ATIVIDADES ATÉ O DIA 21 DE JUNHO
NOVA ASSEMBLEIA 21 DE JUNHO, 19 HORAS E 30 MINUTOS, NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA

Na próxima sexta-feira, 14 horas, haverá audiência pública na Câmara Municipal, para debater a reposição salarial dos servidores públicos municipais.

Em Assembleia realizada na noite de quarta-feira, 15 de junho de 2016, os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora aprovaram a paralisação de suas atividades em apoio à greve geral dos servidores públicos municipais de Juiz de Fora.

A paralisação votada foi até a próxima terça-feira, 21 de junho, quando será realizada uma nova assembleia, para reavaliação e novos encaminhamentos sobre o movimento. O objetivo da luta é que os servidores (incluídos obviamente os médicos), não fiquem sem reposição de suas perdas inflacionárias dos meses entre fevereiro de 2015 e 2016, que corroeram nossos salários, que já não são dos mais animadores.

No meio da crise geral que afeta o serviço público municipal em todo o Brasil, os servidores públicos municipais de Juiz de Fora estão sob ameaça, diante da postura da administração municipal em recusar a repor ao menos o IPCA, reduzindo o poder de compra e  o padrão de vida e piorando a situação financeira de todos os trabalhadores do setor público municipal.

A Assembleia Geral Unificada dos servidores públicos da Prefeitura de Juiz de Fora, representando todas as categorias do funcionalismo, decidiu por uma greve de três dias. Hoje (15 de junho) e dias 16 e 17.

Dia 17 de Junho haverá audiência pública na Câmara. Nessa audiência participará a OAB, cujo presidente da subseção local, Dr. João Fernando Lourenço, tem visão diferente daquela sustentada pela prefeitura. Lembrando, a prefeitura usa a lei eleitoral como argumento para não repor as perdas salariais dos servidores, nem mesmo pelo IPCA, sustentando que só pode repor as desse ano, o que ocasiona achatamento de nossos salários.

A questão poderá ser levada à Justiça, se houver acordo entre todos os sindicatos que representam os vários segmentos do serviço público municipal quanto à sua necessidade e efetividade. Não existe ainda uma definição final quanto à essa questão, mas todos sabemos que os mecanismos de pressão, como as paralisações, ajudam muito no desfecho dessas questões jurídicas.

Procura por SUS sobe 35,7% com restrições dos planos de saúde – Economia – Extra Online

Dificuldade de acesso a serviços oferecidos por planos de saúde aumenta demanda por serviços do SUS, especialmente na alta complexidade.

http://m.extra.globo.com/noticias/economia/procura-por-sus-sobe-357-com-restricoes-dos-planos-de-saude-19485864.html
Procura por SUS sobe 35,7% com restrições dos planos de saúde

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Pollyanna Brêtas e Rafaella Barros

Cada vez mais beneficiários de planos de saúde têm recorrido ao Sistema Único de Saúde (SUS) para conseguir atendimento médico. A avaliação de fontes do setor é reforçada por dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cujo último boletim informativo, de abril, mostra um aumento de 35,7% na quantidade de atendimentos feitos no SUS e cobrados das operadoras no ano passado, em relação a 2014.

A obrigação de ressarcir o governo, prevista na Lei 9.656/1998, ocorre quando usuários de planos recorrem à rede pública para realizar procedimentos que estão previstos nos contratos assinados com as operadoras. Sandra Franco, presidente da Academia Brasileira de Direito Médico e da Saúde, diz que, entre os fatores que explicam o quadro, estão as negativas de procedimentos por parte das empresas e a demora no atendimento, além do esforço das famílias em economizar, no caso dos planos de coparticipação.

— As pessoas buscam no SUS aquilo que não lhes será negado, embora, muitas vezes, o socorro seja demorado. Há casos também em que o atendimento oferecido pelo SUS, na área de alta complexidade, é melhor do que o do sistema privado.

‘Órfãos’ dos planos lotam clínica popular – ISTOÉ Independente

Pacientes deixam planos de saúde, não conseguem consultas especializadas no SUS e lotam clínicas populares. Clínicas populares estão em França expansão nas maiores cidades.

http://istoe.com.br/orfaos-dos-planos-lotam-clinica-popular/

GERAL

‘Órfãos’ dos planos lotam clínica popular

Estadão Conteúdo

12.06.16 – 08h30

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Foi no mês de janeiro que a empresária Eliene Pereira Andrade, de 42 anos, sentiu na pele os efeitos da crise econômica. Com a queda crescente de clientes em seu restaurante popular no Butantã, zona oeste de São Paulo, ela fechou o comércio. Teve de optar por manter o colégio particular dos filhos e cancelar o convênio médico, que custava R$ 1.737 para ela e mais quatro pessoas. Eliene e a família migraram para o Sistema Único de Saúde (SUS). E não é o único exemplo.

Também por causa da crise, o contador Ademir Alegria, de 66 anos, decidiu cancelar o plano de saúde, de R$ 1.200. Portador de hepatite e sem convênio, ele passou a buscar atendimento em uma clínica particular popular, com consulta a R$ 98.

Assim como Eliene e Ademir, 1,9 milhão de brasileiros perderam o plano de saúde nos últimos 18 meses, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Foi no fim de 2014 que a tendência de crescimento de clientes desse mercado se inverteu e o número de beneficiários começou a cair, passando de 50,4 milhões, em novembro daquele ano, para 48,4 milhões em abril de 2016.

A queda de beneficiários de planos vem trazendo dois principais impactos para o sistema de saúde brasileiro. Por um lado, mais pessoas passam a ser dependentes da rede pública, já sobrecarregada pela alta demanda e recursos insuficientes. Por outro, clínicas particulares com preços mais acessíveis, de olho nos órfãos dos convênios, abrem cada vez mais unidades e diversificam a oferta de procedimentos.

“O plano de saúde é sensível a emprego e renda”, diz Mario Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Para o especialista, o que mais preocupa é que, enquanto a demanda cresce, o investimento no sistema público cai. “Este seria o momento de o SUS receber mais recursos para estar preparado para atender mais pessoas”, opina.

Demora. A dificuldade de acesso a especialistas na rede pública já é sentida por quem perdeu o plano de saúde. A empresária Eliene reclama da demora para conseguir agendar uma consulta. “Estou com uma dor de cabeça muito forte desde fevereiro e acho que pode ser por causa de um problema na visão. Fui ao posto de saúde e consegui uma data com o clínico-geral só para setembro.”

Para quem não quer esperar, a alternativa tem sido pagar consultas particulares em clínicas populares. No último ano, o contador Ademir já passou por gastroenterologista, urologista e cardiologista, pagando cerca de R$ 100 por atendimento. “Faço o acompanhamento da hepatite e também os check-ups que preciso por um preço que, para mim, é justo”, diz ele.

Na rede dr.consulta, o número de especialistas e procedimentos oferecidos cresce mês a mês, assim como o de unidades. Em cinco anos de existência, já são 12 centros médicos inaugurados e mais de 40 especialidades disponíveis. Dependendo do valor, o custo dos tratamentos pode ser parcelado em até dez vezes sem juros. “O número de atendimentos cresce 15% mensalmente e, no último mês, aumentou 30%”, diz Marcos Fumio, vice-presidente da área médica do dr.consulta. A empresa pretende chegar a 30 centros médicos até o fim do ano.

Quem paga a conta da judicialização da Saúde?

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CONFLITOS TRABALHISTAS ENTRE MÉDICOS E PREFEITURA DE JUIZ DE FORA ESTÃO AMPLIANDO

CONFLITOS TRABALHISTAS ENTRE MÉDICOS E PREFEITURA DE JUIZ DE FORA ESTÃO AMPLIANDO

Não bastasse a negativa da prefeitura em conceder sequer a reposição de parte das perdas inflacionárias que achataram os salários dos servidores públicos municipais, representada pelo índice do IPCA, achatando ainda mais salários já defasados, outros problemas muito graves estão surgindo e afetando o trabalho dos médicos da Prefeitura, gerando insegurança e apreensão.

Já é conhecida por todos a falta de segurança nos locais de trabalho, com ocorrências de agressão registradas contra profissionais de várias unidades de saúde, que se soma à falta de condições de trabalho e a recorrente falta de medicamentos e insumos.

Além dessas graves questões, outras estão aparecendo.

Médicos da atenção secundária estão recebendo parecer da assessoria jurídica da Secretaria de Saúde do município que, em tese, os quer obrigar a realizar perícias para o Poder Judiciário. Todos sabemos que o trabalho pericial requer treinamento específico e toma longo tempo, sendo necessário disponibilidade para ouvir pessoas, outros médicos e profissionais, analisar documentos e exames complementares, além do conhecimento dos processos judiciais. É trabalho que normalmente não é feito exclusivamente nos consultórios ou unidades de saúde, exigindo que o profissional leve o dever de casa, para chegar a conclusões as mais exatas e precisas possíveis. Desde o edital de concurso nenhum médico da atenção secundária viu ser incluída entre suas atribuições a realização de perícias. Nenhum foi contratado para isso. A prefeitura nunca ofereceu aos profissionais cursos para formação de peritos. Essa exigência imposta mediante “parecer jurídico” parece de todo descabida e merece ser recusada pelos profissionais.

Por outro lado, os profissionais médicos da atenção primária (PSF) estão sendo obrigados a exercer tarefas auxiliares administrativas, preenchendo as filipetas da CMC (Central de Marcação de Consultas) para pacientes que agendam suas consultas especializadas (atenção secundária). O presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Gilson Salomão, levará hoje ao Conselho Municipal de Saúde, documento no qual informa que essas filipetas não serão mais preenchidas pelos profissionais médicos da Saúde da Família que atendem em UAPS.

A atribuição de tarefas que são humilhantes ou depreciativas para a qualificação do profissional, bem como a de grau de dificuldade excessivo e não habituais para a classe de trabalhadores afetada pode indicar prática de assédio moral.

Por tudo isso é necessária a unidade dos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora nesse momento crítico, por meio do comparecimento às assembleias e da participação massiva na paralisação coletiva do dia 10 de junho próximo. Há muitas questões ameaçando o trabalho médico na prefeitura, além do achatamento salarial.

PRÓXIMA PARALISAÇÃO – 10 de junho, sexta-feira.
PRÓXIMA ASSEMBLEIA   – 15 DE JUNHO DE 2016, 19 HORAS E TRINTA MINUTOS, NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA DE JUIZ DE FORA.