FUNDAÇÕES ESTATAIS: A RIMA DE PRIVATIZAÇÃO TEM SIDO CORRUPÇÃO.

A técnica de prevenção chama-se profilaxia. É desumano e antiético, ou até ilegal, não prevenir coisas que sabemos ter uma grande probabilidade de ocorrer. É o que acontece, por exemplo, com quem sai para beber e vai dirigindo seu próprio carro. A regra vale para esse negócio de fundações estatais que, como um espantalho, ameaça ser a reencarnação do PAS e das cooperativas de hospitais públicos no Rio, além de outros casos escabrosos e conhecidos.

Os servidores de Hospitais Universitários estão em campanha contra as fundações estatais ou fundações públicas de direito privado. Na Europa chama-se gestão empresarial. As fundações na área de saúde são uma tentativa de solução privatista para os problemas de gestão e financiamento da área. Historicamente nunca resolveram nem uma coisa nem outra. O P.A.S. de Paulo Salim Maluf e Pitta terminou em tragédia para o sistema público de saúde em São Paulo. As fundações universitárias e oscips deram ocasião a escândalos de corrupção e denúncias de várias irregularidades.

Não obstante a falta de consenso no próprio governo e na base aliada de Lula no Congresso, a idéia avança, estimulada pelo Ministro da Saúde. As resistências são muito grandes. O Conselho Nacional de Saúde já se posicionou contra a idéia. E essa é a posição prevalente entre os sindicatos que representam trabalhadores da área de saúde. Em Pernambuco os trabalhadores vão à greve contra as fundações.

Apesar da opinião contrária e do histórico do caso, a iniciativa continua evoluindo. Governos estaduais, como Rio de Janeiro (Sérgio Cabral), São Paulo (tucanos) e Pernambuco (PSB de Eduardo Campos) aplicam a idéia. No interior do Rio de Janeiro foram usadas oscips para administrar a saúde nos municípios. O caso está no Ministério Público, devido aos escândalos e corrupção nas oscips. Há setores representativos de médicos que, infelizmente, tem sido apoiadores, por ação ou omissão, dessa idéia. Isso ocorre, em parte, por influência de dirigentes de cooperativas de trabalho que imaginam alargar o mercado para os seus negócios.

Da boca de José Gomes Temporão não se viu palavra sobre o apagão da saúde em Pernambuco. O Ministério da Saúde parecia morto ou agônico. Como as vítimas do apagão. Mas o Ministro visitou o Congresso para apoiar as fundações estatais. Será que ele dirige bêbado?

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