MINAS GERAIS : SERVIDORES PÚBLICOS PEDEM LEI ESPECÍFICA CONTRA ASSÉDIO MORAL

Uma prática comum no serviço público, usada como recurso de gestão por algumas pessoas despreparadas para o exercício de chefias. Ele se manifesta de diversas formas. Entre trabalhadores da área de saúde muitos são os que já o experimentaram. Em nome de atender bem, das necessidades da clientela, etc... muitos abusos e absurdos são cometidos. Entre as vítimas existem muitos médicos. Constatado cientificamente que o assédio moral adoece o trabalhador, sindicatos, organizações de advogados, associações e organizações não governamentais passaram a denunciar e combater essa prática. Ações na Justiça para denunciar o assédio moral e punir seus autores já foram realizadas. Muitas já transitaram em julgado.

Agora a Assembléia Legislativa de Minas Gerais vai debater o assunto a pedido da representação dos servidores públicos estaduais. Transcrevemos abaixo a matéria, conforme foi divulgada pela assessoria de Comunicação da Assembléia Legislativa mineira.

Servidores públicos pedem lei específica para coibir assédio moral

Servidores públicos que participaram da audiência da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais nesta quarta-feira (24/6/09) apresentaram várias propostas para combater o assédio moral na administração pública. Entre elas, a criação de uma legislação específica, um seminário para discutir o assunto e a criação de comissões paritárias no âmbito dos Poderes do Estado. A proposta de legislação deveria prever a retirada do assediador do ambiente de trabalho e seu encaminhamento para tratamento psicológico, indenizações para as vítimas e punições claras, entre outras regras.

Esses foram alguns resultados da audiência promovida pela comissão, a requerimento do deputado Durval Ângelo (PT), presidente. Ele se comprometeu a realizar novo debate assim que a Assembleia receber projeto do governador tratando do assédio moral na administração pública. "A comissão será um canal oficial para aprimorar a proposta", assegurou. Tramitou na ALMG recentemente o Projeto de Lei (PL) 2.130/08, do deputado Sargento Rodrigues (PDT), que vedava o assédio moral e que acabou sendo retirado pelo autor. De acordo com Durval Ângelo, teria havido um acordo entre parlamentares, entidades sindicais e governador, para envio de novo projeto ao Legislativo, desta vez de origem governamental.

O ouvidor da Guarda Municipal de Belo Horizonte, William Santos, defendeu a aprovação de uma lei estadual sobre o tema, mas ponderou que ela só poderia tratar de aspectos administrativos e sua abrangência seria a administração pública. Por isso, defendeu que também seja feita pressão política para formulação de lei federal sobre o assédio moral - que poderia tratar tanto de matéria penal quanto de constrangimentos no setor privado. "Será preciso coibir a banalização das penas", enfatizou, referindo-se à prestação de serviços à comunidade e à distribuição de cestas básicas.

Ineditismo - O deputado Durval Ângelo informou aos convidados que apresentará requerimento visando à remessa da legislação de Contagem (Região Metropolitana de Belo Horizonte) para as câmaras municipais. Contagem é a primeira cidade do Estado que tem uma lei sobre assédio moral.

Vítima que lançou livro apresenta várias propostas

A ex-servidora Rosângela Morais Antunes, autora do livro "Eu, vítima de assédio moral", apresentou várias sugestões à Comissão de Direitos Humanos. Ela cobrou com urgência a criação de lei específica sobre o assunto, mas que não se restrinja a tipificar esse tipo de conduta. "O assédio moral mata, deixando vivo um corpo sem vida. Não queremos que nos escutem chorar e que digam: já passou", testemunhou ela, lembrando que a vítima de humilhação e de perseguições no seu ambiente de trabalho muitas vezes não tem o sofrimento visto pelos outros. "O assédio anula o psíquico. Não há exame físico que comprove o dano", ensinou ela, que ouviu essa cobrança por exames de um perito do INSS que lhe negou benefício.

Para ela, uma proposta de regulamentação precisa avançar com a abordagem dos seguintes aspectos: punição clara para o assediador e para colegas que participam do assédio; afastamento do assediador do ambiente de trabalho, que deverá ser encaminhado a tratamento psicológico; parâmetros para indenizações; definição de como apresentar provas (documentos ou gravações). Isto porque, segundo Rosângela, contar com testemunhas é quase impossível. "No meu local de trabalho, a colega que me dizia como minha situação era humilhante é a mesma que hoje ocupa meu cargo. E eu não a culpo, pois ela precisa", disse. Rosângela trabalhava na secretaria de educação de um município que não revela. Ela foi exonerada quando estava recebendo auxílio-doença.

Tipificação - O deputado Durval Ângelo defendeu que a legislação defina bem a prática do assédio moral, sem ampliar demais o conceito, até mesmo para garantir vitórias na Justiça, em caso de ações. Para ele, o problema do assédio moral tem crescido muito na esfera pública por causa da natureza da ocupação dos cargos. "A pessoa que ocupa um cargo de confiança é, na verdade, de confiança do chefe, que por sua vez é subordinado ao prefeito, ao governador ou ao presidente."

Problema cresce na esfera pública, que vive a institucionalização do assédio moral

Representantes de servidores da Prefeitura de Belo Horizonte e do Judiciário relataram suas experiências de assédio moral. O secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), Israel Arimar de Moura, sugeriu a existência de um novo tipo de assédio moral: o institucional, além do assédio de chefe contra subordinado, de subordinados contra o chefe e entre colegas de trabalho. "A instituição passa a ser cúmplice do assédio e a referendá-lo", avaliou, trazendo o caso de parecer de Corregedoria da PBH que sugeria advertência a testemunhas de defesa de um servidor, com a insinuação de que elas estariam praticando, na verdade, perjúrio.

O diretor administrativo e financeiro do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), Wanderson Paiva Rocha, citou o caso de funcionários terceirizados que aderiram à greve realizada em 15 de abril. Segundo ele, em represália, a Secretaria Municipal de Educação teria ordenado aos diretores de escolas que fizessem advertência a esses terceirizados. "Foi tudo verbal; não houve documento por escrito com essa ordem", relatou, enfatizando que a Corregedoria da PBH seria política e não administrativa.

De Wanderson Rocha partiu a sugestão de um seminário, bem como a cobrança para que a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprove projeto sobre assédio moral. Segundo ele, projeto aprovado antes foi vetado pela prefeitura e o veto, mantido. Também presente à reunião, a presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e de Direitos Humanos da Câmara, vereadora Maria Lúcia Scarpelli, declarou seu apoio às propostas de prevenção e combate ao assédio.

Servidores do Judiciário relatam sua experiência

A presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça de 1ª instância (Serjusmig), Sandra Silvestrini, avaliou que a institucionalização do assédio moral é uma grave questão no Judiciário. "Exige-se do servidor que ele saiba com quem está falando", ilustrou, fazendo alusão à famosa frase "Você sabe com quem está falando?", comum na sociedade brasileira e muito usada como artifício para fugir de responsabilidades civis e penais. Sandra Silvestrini denunciou que, entre os instrumentos de assédio, estão a avaliação de desempenho (cujo resultado insatisfatório prejudica a carreira) e o processo administrativo (que muitas vezes desconsidera, na hora de decidir sobre o caso do servidor, toda a apuração feita).

O coordenador-geral do Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª instância (Sinjus), Roberto Wagner França, falou sobre a experiência do plantão de atendimento, formado por advogado, psicólogo e sindicato, que busca orientar os servidores. "É preciso difundir informação e mudar o pacto do medo pelo pacto da solidariedade", defendeu. Assim como outros convidados, o Sinjus lembrou que a questão do assédio moral tem implicações não somente para o assediado, mas também econômicas, com prejuízos para a sociedade, que paga o salário do servidor público.

Procurar ajuda - O vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SPJMG), Arthur Lobato Magalhães Filho, que também é psicólogo, enfatizou a importância de procurar ajuda. Ele orientou ao servidor que se sentir assediado moralmente que procure os colegas e também a entidade que o representa. "O assédio moral é um processo. As perseguições, humilhações e desqualificações acabam fazendo com que a vítima entre em conflito consigo mesma, julgando-se culpada, e aí acaba adoecendo", esclareceu.

O deputado Durval Ângelo disse que apresentará requerimento à Mesa para que seja criada uma comissão sobre assédio moral na ALMG, com participação paritária. "A Assembleia deve dar o exemplo", enfatizou ele, informando que esse problema também existe no Legislativo estadual.

Comissão fará audiência no Norte de Minas para discutir problemas dos quilombolas

A comissão aprovou 29 requerimentos, entre eles um, do deputado Durval Ângelo, para realização de audiência em São João da Ponte (Norte de Minas) sobre problemas que afligem os quilombolas. O debate será realizado provavelmente em julho, em parceria com a Comissão de Participação Popular.

O requerimento foi uma resposta às reivindicações encaminhadas por João Marcos, da comunidade quilombola de Brejo dos Crioulos. Ele cobrou da comissão apoio para a garantia de direitos humanos fundamentais, como segurança alimentar, regularização do território, direito à saúde e ao trabalho. "Estamos ameaçados por pistoleiros de fazendeiros. Somos intimidados e reprimidos, inclusive pela Polícia Militar", denunciou João Marcos. Ele estava acompanhado por representantes da organização não governamental Fian (For the Right to Feed Oneself), que encaminhou um relatório à comissão, com pedidos de providências.

O parlamentar lembrou que a Comissão de Direitos Humanos acompanha a luta dos quilombolas há vários anos e tem promovido várias audiências e visitas às regiões em confllito. Além da audiência, o deputado disse que apresentará requerimento à Mesa da Assembleia para que seja agilizada a tramitação do PL 1.839/07. De autoria da comissão, o projeto reconhece o direito à propriedade definitiva de seus territórios às comunidades quilombolas localizadas no Estado. De acordo com Durval Ângelo, há hoje cerca de 600 comunidades reconhecidas em Minas, mas nenhuma teve a regularização de suas terras.

Ponte Nova - Entre os requerimentos aprovados nesta quarta (24), está um, do deputado Durval Ângelo, para realização de audiência pública em Ponte Nova (Zona da Mata), para avaliar as condições da cadeia pública, bem como uma visita ao local. Segundo o parlamentar, o requerimento foi apresentado tendo em vista denúncias de continuidade de práticas irregulares na cadeia. Os demais requerimentos aprovados referem-se, entre outros assuntos, a reuniões anteriores em Rio Pardo de Minas e São João das Missões, no Norte de Minas; visitas a cadeias; e cobranças por providências de órgãos públicos.

Pinga-fogo

Quatro pessoas falaram à comissão, na fase do "pinga fogo". O vereador de Unaí (Noroeste de Minas) Edmilson Andrade e o vice-presidente da Associação Comunitária do Parque Chácara Rio Preto, Edno José Pereira, reivindicaram o apoio da comissão para os problemas que afligem cerca de 400 famílias. Elas compraram lotes na região e depois constataram que esses loteamentos são irregulares. De acordo com Pereira, as famílias sofrem há 14 meses com a falta de água e luz.

O deputado informou que encaminhará ao juiz e ao promotor da comarca cópia das notas taquigráficas da reunião desta quarta (24), bem como de sentença proferida pela Justiça em Ribeirão das Neves (RMBH) sobre caso semelhante. Naquela cidade, o juiz bloqueou as contas do empreendedor e o dinheiro serviu para obras no empreendimento.

O militante do Fórum de Direitos Humanos Gildásio Santos apoiou a reivindicação da comunidade de Unaí. Ele também trouxe uma denúncia aos deputados: a de que o sargento Santos, que atualmente está na unidade de Minduri (Sul de Minas) da Polícia Militar, estaria sendo perseguido pela corporação, sendo obrigado a ficar longe da família. De acordo com Gildásio, o sargento teria efetuado a prisão de diversos traficantes. Segundo o presidente, a comissão está tomando providências quanto ao caso.

Outra denúncia que a comissão recebeu é a do ex-seminarista Francisco José Gomes Filho, do Movimento Nacional de Apoio às Vítimas de Abuso Sexual do Clero Brasileiro. Ele afirmou que, quando era seminarista em Juiz de Fora (Zona da Mata) e Barbacena (Campo das Vertentes), denunciou tentativa de abuso de um padre e que, depois disso, passou a sofrer ameaças. Segundo ele, a pedofilia na Igreja Católica continua sendo acobertada pela hierarquia.

Em resposta, o presidente informou que a comissão já solicitou providências aos órgãos competentes. Também em resposta à solicitação de Gomes Filho, o presidente disse que sugerirá que o nome do denunciante seja incluído no serviço de proteção de testemunhas do Estado.

Presenças - Participaram da reunião os deputados Durval Ângelo (PT), presidente; Domingos Sávio (PSDB) e a deputada Gláucia Brandão (PPS).

Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação - www.almg.gov.br

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MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA DEFLAGRAM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO.

Sindicato Expresso: MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA DEFLAGRAM GREVE GERAL.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009


MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA DEFLAGRAM GREVE GERAL.

De: Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
(24 de junho de 2009)

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MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA DEFLAGRAM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO.

DEPOIS DE 2 MESES DE NEGOCIAÇÕES INFRUTÍFERAS E DE SEIS PARALISAÇÕES DE ADVERTÊNCIA, O MOVIMENTO DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA DECIDIU PELA GREVE. NINGUÉM PODE DIZER QUE FOI DECISÃO PRECIPITADA.

Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora sofrem discriminação salarial, percebendo salários 25% inferiores ao nível superior. O vencimento básico inicial para o cargo de médico é de 1.277,88 (HUM MIL DUZENTOS E SETENTA E SETE REAIS E OITENTA E OITO CENTAVOS). Portanto, remuneração VIL, inferior aos três salários mínimos que a Lei 3999/1961 determina. As condições de atendimento aos usuários do SUS são muito precárias. Há consultórios sem uma pia básica para a higienização do profissional. O mobiliário, na grande maioria dos casos, não é ergonômico, expondo o médico ao risco de lesões ocupacionais e acidentes biológicos. A falta de medicamentos, materiais, equipamentos e insumos é alarmante. Nas unidades de urgência e emergência chega a faltar soro fisiológico. Não há filme para endoscopia e ultrassonografia no HPS. Salários ruins e condições inadequadas de trabalho já são justificativas válidas para o movimento dos médicos da Prefeitura. Além disso há o risco dos médicos do PSF, contratados pela AMAC em proveito da Prefeitura ( para trabalharem em unidades básicas de saúde da Prefeitura), ficarem sem seus empregos.

Ontem a administração Custódio de Matos demonstrou que tem pouco apreço pela ética negocial. Em atitude desrespeitosa, convocou os médicos das unidades básicas para uma reunião paralela. O Prefeito não conseguiu um tempo em sua agenda para receber a representação classista dos médicos de Juiz de Fora. Mas conseguiu tempo para fazer uma reunião paralela que revoltou e indignou muitos dos presentes e que irritou a classe médica de Juiz de Fora. Essa falta de um compromisso ético com as negociações demonstrou que a idéia da administração municipal não está sendo a de negociar com lealdade, mas a de desmontar o movimento médico por meio de subterfúgios e promessas vãs.

Hoje a Assembléia Geral Extraordinária dos Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, reunida com quorum representativo, votou pela deflagração da greve. As causas, além do modo como a administração tem tratado as negociações com o Sindicato, já são conhecidas de todos:
-Péssima remuneração dos médicos da Prefeitura e discriminação salarial contra médicos.
-Condições de atendimento à população muito precárias.
-Falta de recursos humanos, medicamentos, insumos e materiais para atendimento decente á população, nos serviços de urgência e emergência.
As causas são gritantes, evidentes e podem ser facilmente evidenciadas por quem queira testemunhar.

Havendo a justificativa moralmente válida e a falta de disposição da administração Custódio de Matos para desenvolver negociações sérias e resolutivas, a classe médica optou pela greve.

INÍCIO DA GREVE – dia 30 de junho de 2009 – terça-feira próxima.
PRÓXIMA ASSEMBLÉIA – dia 1 de julho de 2009 – quarta-feira, às 10 horas, na Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora.
PRÓXIMA ATIVIDADE  – reunião do Comando de Greve, amanhã, às 19 horas e trinta minutos na sede do Sindicato dos Médicos.

Serão expedidas correspondências para as autoridades, para o Conselho Municipal de Saúde e notas de utilidade pública esclarecendo sobre a greve e seus motivos. A Diretoria do Sindicato dos Médicos e o Comando de Greve discutirão o encaminhamento dos nomes dos fura-greves para o Conselho Regional de Medicina. Circularam e-mails pela Internet, divulgados por pessoas a serviço da administração municipal e contrárias ao movimento dos médicos, dizendo que existe jurisprudência a favor dos fura-greves. Essas pessoas, se forem médicos, deverão ser responsabilidades por suas ações, inclusive perante o CRM. Seus nomes serão os primeiros a serem enviados para apreciação do Conselho. Acreditamos que essas pessoas ajam de má fé, considerando que são indefensáveis os péssimos salários que a Prefeitura paga aos médicos e as condições horríveis de trabalho sob as quais os médicos atendem à população de Juiz de Fora. Além de tudo, os médicos que atuam no PSF e que tem vínculo apenas com a AMAC estão com os seus dias na Prefeitura contados, segundo declarações do próprio Prefeito à imprensa, os pareceres do Ministério Público do Trabalho sobre o caso AMAC e declarações do secretário Vitor Valverde em reuniões com o Sindicato dos Médicos. Apenas o movimento sindical luta a favor do vínculo empregatício da AMAC. Se prevalecer a vontade da administração Custódio de Matos, em um mês, seis meses ou, no máximo, um ano, todos esses profissionais estarão desempregados. Por isso acreditamos que os que agem a favor da administração municipal e contra o movimento dos médicos estão fingindo ignorar a realidade e podem estar atrás de promessas ou de vantagens pessoais reais ou imaginadas.
Podemos até perder o emprego, mas não podemos vender a nossa dignidade.


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Movimento dos Médicos prossegue em Juiz de Fora

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
PROSSEGUE O MOVIMENTO MÉDICO DE JUIZ DE FORA.

(19/06/2009) Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.
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MOVIMENTO DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA PROSSEGUE COM NOVAS AÇÕES.

O descaso e negligência da administração Custódio de Matos com relação à situação da Saúde e do trabalho médico dentro do serviço público municipal tem sido um obstáculo considerável nas negociações coletivas de 2009. Realizadas desde o início de abril, as reuniões tem se mostrado pouco resolutivas. Nota-se a falta de vontade política do administração de Custódio de Matos para resolver as questões de política de recursos humanos para o SUS local. Há promessas de comissões que trabalham sem propostas concretas e efetivas e uma negativa sistemática em negociar as reivindicações econômicas e laborativas dos médicos. Diante da falta de progresso nas negociações coletivas e da desesperadora situação do trabalho médico na Prefeitura de Juiz de Fora, o movimento irá prosseguir.
*A Diretoria do Sindicato avalia os nomes dos médicos que não estão fazendo paralisações em defesa de toda a categoria (inclusive deles mesmos). Como as paralisações são decididas por assembléias participativas e democráticas, onde é assegurado o direito de manifestação, considera-se que o movimento é legítimo. O Artigo 78 do Código de Ética Médica considera que é vedado ao médico opor-se a movimentos legítimos da categoria em troca de vantagens pessoais.
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Os próximos atos da campanha dos médicos nas negociações coletivas de 2009 serão:
1-PARALISAÇÃO DE SETENTA E DUAS HORAS DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA, NOS DIAS 23, 24 E 25 DE JUNHO PRÓXIMOS.
2-ATO PÚBLICO, NA TERÇA-FEIRA, 23 DE JUNHO, NO PAM MARECHAL, COM CONCENTRAÇÃO ÀS 9 HORAS NA RUA MARECHAL, EM FRENTE AO PAM, COM PANFLETAGEM DO PAM MARECHAL.
3-DIVULGAÇÃO DE UMA NOTA PÚBLICA, PELA IMPRENSA, SOBRE O MOVIMENTO DOS MÉDICOS.
4-REALIZAÇÃO DE UMA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, NO DIA 24 DE JUNHO, ÀS DEZ HORAS, NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA, MANTENDO O INDICATIVO DE GREVE.
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Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora formaram uma Comissão de Mobilização para desenvolver ações de mobilização para reforçar ainda mais o movimento. A Comissão se reuniu, pela primeira vez, no dia 18 de junho, na sede da Sociedade de Medicina, com a Diretoria do Sindicato. Uma caravana médica irá percorrer as unidades de saúde, para esclarecer profissionais e usuários sobre a importância do movimento dos médicos.
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O MOVIMENTO DOS MÉDICOS JÁ RECEBEU A ADESÃO DOS ODONTÓLOGOS, QUE TAMBÉM REIVINDICAM O RECONHECIMENTO DA CARGA HORÁRIA ESPECIAL DEFINIDA NA LEI E DE REMUNERAÇÃO COMPATÍVEL COM ESSA CARGA HORÁRIA. AGORA EXISTE A POSSIBILIDADE DE ADESÃO DOS MÉDICOS DO ESTADO CEDIDOS À PREFEITURA, OS MUNICIPALIZADOS.
O motivo é demora injustificada no pagamento das complementações, que tem provocado dificuldades aos profissionais do Estado, que não podem contar com esses recursos. Esse mês, já se fala em atraso do pagamento, que irá extrapolar o dia 20. Essa adesão irá reforçar ainda mais o movimento médico.
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O Sindicato dos Médicos está tentando uma audiência com o Prefeito CUstódio de Matos. O Presidente da Sociedade de Medicina, Dr. Jairo Silvério, já tentou agendar essa audiência, bem como vereadores (Dr. José Tarcísio, Dr. Luiz Carlos, entre outros). Também foi solicitada ao Secretário Vitor Valverde. Até agora tudo sem êxito. Por isso, a Diretoria do Sindicato protocolou formalmente um ofício, no Gabinete do Prefeito, solicitando essa audiência. Isso para não alegarem que desconhecem o assunto.
'Visite http://sindicatoexpresso.blogspot.com
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Médicos – a luta pela dignidade profissional desenvolve-se em várias frentes.

Domingo, 24 de Maio de 2009

CGTB solidária com médicos. Conselho de Saúde sem médicos é capenga!

A luta da classe médica pela dignidade profissional e por uma saúde pública de qualidade não se resume a questões econômicas de emprego, salário e renda e à luta por melhores condições de atendimento, em prol do trabalho decente para os médicos, com repercussões positivas sobre quem usa os serviços de saúde. Ela também tem uma frente política. A participação de representantes de entidades médicas em foruns de discussão, comissões e conselhos de saúde tem sido uma luta constantes dos representantes dos médicos, em todo território nacional. Recentemente assistimos a uma grande distorção. Nenhuma entidade médica participará do próximo Conselho Nacional de Saúde. Essa evidente aberração merece reprovação de amplos setores da sociedade civil. A CGTB, Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil, manifestou em Nota Oficial, seu apoio às entidades médicas e seu repúdio a essa grave distorção. Outros dirigentes sindicais também tem manifestado sua solidariedade e apoio à classe médica. Sem dúvida, a exclusão de entidades médicas, além de medida discriminatória, enfraquece bastante a representatividade do Conselho Nacional de Saúde diante da opinião pública e da classe médica. Ninguém, movido pelo bom senso e dotado de mediana inteligência, aceita que questões de saúde sejam discutidas sem os médicos. O médico está para a unidade de saúde como o piloto para o avião, como o motorista para o ônibus, o maquinista para o trem, o farmacêutico para a farmácia, o dentista para o seu gabinete. Formam uma unidade laborativa indissolúvel e necessária. E isso não há quem possa, de boa fé, negar. Portanto, é inadmissível um Conselho Nacional de Saúde sem médicos. Será um Conselho de saúde capenga! A nota de apoio da CGTB pode ser vista emhttp://www.scribd.com/doc/15730809/NOTA-da-CGTB-referente-a-exclusao-entidades-medicas-no-proximo-Conselho-Nacional-de-Saude-a-ser-eleito A notícia sobre a exclusão de representantes de entidades médicas no Conselho Nacional de Saúde está emhttp://portal.fenam2.org.br/portal/showData/385570


CONGRESSO DISCUTE NOVO PISO SALARIAL DOS MÉDICOS.

O site da FENAM nos informa sobre a tramitação do projeto do mínimo profissional dos Médicos. Tentativas anteriores de obter um piso salarial que dë dignidade ao exercício da Medicina, em especial no serviço público foram vetadas. Os ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso colocaram-se como inimigos da nossa categoria profissional e vetaram projetos anteriores. Agora trabalha-se na reforma da Lei 3.999, que foi assinada em 1961 pelo Presidente João Goulart e estabeleceu a carga horária especial e o mínimo profissional dos médicos. A carga horária especial é reconhecida pelos empregadores privados e públicos, nas esferas federal, estadual e municipal. A Prefeitura de Juiz de Fora é a única que mantém ignoräncia da carga horária especial dos médicos, insistindo em AFRONTAR a Lei Federal, acórdãos do STF e o entendimento dos demais entes públicos. Isso tornou-se motivo de ação judicial movida pelo Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da campanha salarial dos médicos esse ano, onde tornou-se a questão central. A matéria do site da FENAM sobre a tramitação do novo mínimo profissional dos médicos está na página e é ilustrada por um vídeo, com declarações de dirigentes sindicais dos médicos e de congressistas. Ela pode ser vista na páginahttp://webtv.fenam2.org.br/tv/showData/385552 "A votação do PL 3.734/08 que define o salário mínimo profissional dos médicos e cirurgiões dentistas foi adiada para a próxima semana. O PL, que estava incluído na pauta de votação da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da última quarta feira (20/05) foi adiado devido ao pedido de vista da deputada federal Gorete Pereira (PR/CE)."

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MÉDICOS DEVEM RECHAÇAR O ACHINCALHE

De: Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.
Data: 22 de maio de 2009.

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AOS MÉDICOS DA PJF, PROFISSIONAIS DE SAÚDE E USUÁRIOS DO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE.
ATENÇÃO!ATENÇÃO!ATENÇÃO!ATENÇÃO!

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<i>MÉDICOS DA PREFEITURA TEM QUE DAR UM BASTA AO ACHINCALHE!

DECLARAÇÃO DE CORTE DE PONTO É A DECLARAÇÃO DE INIMIZADE ENTRE A ADMINISTRAÇÃO DE CUSTÓDIO DE MATOS E OS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA. É INJUSTIFICADA A IGNORÂNCIA DO SECRETÁRIO VÍTOR VALVERDE SOBRE A CARGA HORÁRIA ESPECIAL DOS MÉDICOS. Ignorar a Lei não é argumento válido..

Como é do conhecimento público os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora realizarão uma paralisação nos dias 26, 27 e 28 de maio de 2009 (terça e quarta e quinta-feira). Na quarta-feira, dia 28 de maio, às 10 (dez) horas da manhã haverá nova Assembléia na Sociedade de Medicina e Cirurgia. Essa Assembléia terá convocação especial, por edital, porque terá a prerrogativa de decretar greve dos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora.
O Sindicato dos Médicos já expediu convites a todos os vereadores, em especial os vereadores médicos e os que integram a Comissão de Saúde da Câmara, para que compareçam à nossa próxima Assembléia. Aguardaremos as presenças.
O nosso movimento uniu as entidades médicas, tendo tido participação em nossas Assembléias do presidente da Sociedade de Medicina, Dr. Jairo Silvério, e do representante do CRMMG, Dr. José Nalon. Égrande o apoio e solidariedade que estamos recebendo da sociedade civil, da opinião pública e também apoio político ao nosso movimento. Muitos médicos tem sido ativos em esclarecer a amigos, colegas de trabalho, pacientes, familiares sobre as razões do nosso movimento. Estamos plenamente justificados. A visibilidade pública do nosso movimento é muito grande. Diante de nós, atéagora, a administração municipal tem mostrado uma intransigência constrangedora.
O Sindicato dos Médicos reitera a todos os profissionais a importância da presença na Assembléia. Solicita a todos os médicos que sejam agentes de mobilização e divulgação de nossa luta.
A administração Custódio de Matos, pela voz do Secretário de Administração, ameaça os médicos com cortes nos salários ruins que pagam. Isso demonstra o seu desrespeito pelas nossas reivindicações e a disposição para o confronto.
Orientamos a todos os médicos que não compareçam a seus locais de trabalho - unidades básicas de saúde e serviços de atenção secundária (PAM's, Institutos, Departamentos, Caps, ambulatórios e outros) nos dias de paralisação.

ESCLARECEMOS QUE PARALISAÇÃO NÃO É FALTA.
SOLICITAMOS DIVULGAR ESSE DOCUMENTO.
ESSA COMUNICAÇÃO PODE SER IMPRESSA, DISTRIBUIDA OU AFIXADA EM LUGARES PÚBLICOS.

Comissão do Senado acolhe crítica da Associação Brasileira de Psiquiatria sobre política de saúde mental

Comissão do Senado acolhe crítica da ABP sobre política de saúde mental

A Associação Brasileira de Psiquiatria participou, na tarde do dia 19 de maio, de uma audiência na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado sobre a reforma da assistência em saúde mental no Brasil. A atividade, organizada em parceria com a Subcomissão Permanente de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde, deu início a um ciclo de debates sobre o assunto.

Segundo o presidente da ABP, João Alberto Carvalho, as discussões podem ter repercussão positiva. O incentivo à discussão técnica entre a entidade que representa a psiquiatria brasileira e o poder público pode induzir uma melhor condução das políticas de saúde mental, avaliou.

Para o vice-presidente da Associação, Luiz Alberto Hetem, a participação também é positiva do ponto de vista estratégico. O acompanhamento e o trabalho de aproximação com os parlamentares éimportante para conscientizar os representantes eleitos pela população sobre a importância de considerar questões técnicas na área de saúde mental.

Na audiência convocada pela senadora Rosalba Ciarlini (DEM – RN), presidente da CAS, o 2º tesoureiro da Associação Brasileira de Psiquiatria, Helio Lauar, falou em nome da diretoria da ABP. Após citar as novas tendências da política de saúde mental internacional, baseado nos documentos propostos pela OMS, ele avaliou as diretrizes nacionais na área. O especialista apresentou as seguintes conclusões sobre a política de saúde mental no Brasil:

1 – Atende em linhas gerais e formalmente aos documentos internacionais;

2 – Está regida pela Lei 10.216 de 06 de abril de 2001, mas se norteia através de diretrizes e portarias ministeriais que atendem às premissas do Projeto de Lei Paulo Delgado;

3 – Está organizada como um projeto psicossocial, que tende regularmente a excluir o discurso médico culpabilizando-o pelos desacertos da política anterior, em vez de trabalhar pela inclusão deste discurso num contexto de saúde integral;

4 – Não está constituída (depois de 20 anos de implantação) ainda por vários dispositivos assistenciais que possibilitem a atenção médica e psicossocial aos pacientes com transtornos mentais, segundo critérios populacionais;

6 – Adota proposta de um critério populacional para implantação de serviços, mas o articula à demanda dos municípios para implantação dos serviços de saúde mental, e o fator ideologiza o parâmetro técnico de planejamento;

7 – Propõe o fechamento de leitos para internação psiquiátrica e não considera as necessidades clínicas e suas medidas de gravidade e ou complexidade, e insuficiência de CAPS I, II, III, CAPSad e CAPSI sob o ponto de vista de proporcionalidade populacional;

8 – Tem a intenção doutrinária de fechar hospitais psiquiátricos, considerados genericamente asilares, e se recusa a considerar as refratariedades terapêuticas, falta de insumos disponíveis, e insuficiência de rede de suporte social, entre outros, culpando a instituição e não a política assistencial pelo insucesso terapêutico;

9 – Deve admitir que não existem leitos psiquiátricos suficientes e disponíveis em hospitais gerais, serviços hospitalares de referência (como está previsto para dependentes de álcool e outras drogas) e que o novo sistema tende a afirmar equivocadamente que as internações psiquiátricas não são necessárias para outros transtornos, uma vez que não prevê claramente lugar para elas;

10 – Não implementou ações de saúde mental na atenção básica e não existem políticas que incentivam a fixação de profissionais de saúde mental em áreas e ou regiões mais necessitadas;

11 – Não implantou os CAPS de forma a atenderem as demandas populacionais nem nos grandes centros e nas regiões mais desenvolvidas e ricas do país;

12 – Não previu a implantação dos ambulatórios preconizados pelo planejamento e ainda tenta impedir que os mesmos sejam criados, valorizando unicamente os CAPS. Deve admitir ainda que quando este ambulatórios existem, mesmo que para ensino ou pesquisa, são constantemente limitados pelos gestores, não entram na lógica de regulação dos CAPS e não possuem agendamento e fluxo como os demais serviços do SUS;

13 – Usa de estratégias psicossociais para produzir um borramento às diferenças clínicas necessárias na abordagem dos Transtornos Mentais e suas características biológicas se negando a criar programas e protocolos para abordagem e tratamentos diferenciados dos vários transtornos mentais e em atenção a sua especificidade;

14 – Não adota programas terapêuticos especiais para tratar a dependência química, bem como outros transtornos que exigem protocolos e/ou programas especiais (ex: retardo mental, autismo, transtornos alimentares, transtornos anti-sociais, transtornos sexuais, tratamentos compulsórios, etc)

15 – Não implantou de modo suficiente programas psiquiátricos para populações especiais (infância e adolescência, índios, DST/AIDS, população carcerária, idosos, população de rua, vítimas de catástrofes, etc);

16 – Não definiu de modo consequente critérios para alto-custo para regular em atenção às novidades técnicas e tecnológicas o uso de medicações especiais, bem como avaliações complementares laboratoriais, genéticas, ou de imagem (TC, RM, RMF, SPECT, PET, EEG, e outras), avaliações neuropsicológicas e, nem mesmo, tratamentos biológicos (ECT, ETC);

17 – Não incentivou suficientemente a criação e implantação dos programas de reabilitação, que quando existem, privilegiam centros de convivência e estimulação para produção de artesanato, sem construir oficinas protegidas e cooperativas de trabalho, estruturas necessárias e preparadas para competir no mercado formal com trabalho e economia solidários;

18 – Não implantou em numero suficiente os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) para abrigar pacientes que perderam vínculos sociais, ou mesmo para funcionar como retaguarda no acolhimento de pacientes em tratamento que necessitam de afastamento temporário dos vínculos familiares;

19 – Não previu valores insuficientes para custear a efetiva volta para casa, ou mesmo o custeio da autonomia nos Programas de Volta para Casa, que pagam apenas 240 reais/mês a título de bolsa de pagamento;

20 – Não tem se manifestado junto ao Ministério Público no sentido de prestar assessoria ao referido órgão, com a finalidade de impedir a crescente judicialização da assistência e a freqüente confusão entre direitos de cidadania e indicações terapêuticas em psiquiatria, dificultando sobremodo o trabalho do especialista.

Ministério da Saúde
Diante dos questionamentos da ABP, o coordenador de saúde mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Godinho Delgado, historicizou a implantação da atual Política de Saúde Mental do Brasil, recortando quatro períodos distintos na sua implantação:

1 – O primeiro período demarcado como antes de 1987, em que os asilos do MS e clínicas do Inamps abrigavam cerca de 95% dos gastos com Saúde Mental no Brasil;

2 – O segundo período, que se estende de 1987 a 1992, quando a Criação do SUS criou na esfera pública as primeiras experiências de atenção em saúde mental com caráter extra-hospitalar;

3 – O terceiro período, que se estende de 1992 a 2001, quando a reforma da assistência se institucionaliza, produzindo o fechamento de instituições insalubres e criando as primeiras normas de atenção psicossocial em atenção às recomendações da II Conferência Nacional de Saúde Mental (CNSM);

4 – O quarto período, que se estende de 1992 até a atualidade, se baseia na implantação de recomendações da Lei 10.216, já em atenção à III CNSM, operacionalizando a efetiva mudança do modelo assistencial e a ampliação do acesso público ao sistema.

Em seguida passou a enumerar, na sua perspectiva, os problemas da política de saúde mental no Brasil, afirmando a necessidade de:

1- Ampliação e qualificação de leitos em hospitais gerais (vale anotar que o MS concorda e com as críticas recentes que a ABP fez sobre a questão, mas diz que jáesta trabalhando no sentido de reparar este problema, inclusive com a participação da entidade uma vez que está realizando um Grupo de Trabalho sobre Hospitais Gerais, com vistas a instalar 3.200 leitos em HG, qualificados e articulados aos CAPS, ao sistema urgência/emergência e à atenção básica, e que para isso deverá ainda viabilizar o projeto orçamentariamente. Afirmou publicamente que a adoção do parâmetro 0,45 leitos/1.000 habitantes, de 2002, para psiquiatria proposto pela ABP não produziu acordo, uma vez que este parâmetro é um resíduo do ordenamento anterior à lei 10.216, e não se aplica mais, uma vez que foi substituído em 2006 (Diretrizes da PPI, Portaria GM), e se fosse adotado, o Brasil voltaria a ter 87.000 leitos em hospitais psiquiátricos, retornando ao statu quo ante, do início dos anos 90, E CONTRARIANDO A LEI 10.216. Afirma que isso seria a restauração integral do modelo hospitalocêntrico, e o fim da Reforma).

2 – Consolidação da Saúde Mental na atenção básica

3 – Ampliação e qualificação da rede CAPS (CAPS III, CAPSad e CAPSi) nas grandes cidades

4 – Melhoria da articulação urgência-emergência/regulação de leitos em alguns municípios de grande porte

5 – Ampliação do cuidado intersetorial para problemas associados ao consumo nocivo de Álcool e outras Drogas (ex.: crack)

6 – Financiamento

Conclusão técnica
Após essas considerações, o representante da ABP, com o intuito técnico e político de apontar na política assistencial pontos de estrangulamento e de conflito que atualmente impedem os avanços de uma assistência universal, pública e territorializada, resumiu o problema a partir de três pontos principais:

1 – Problemas legislativos: apontou a sombra ideológica que o Projeto de Lei Paulo Delgado faz na Lei 10.216, principalmente das diretrizes e portarias ministeriais;

2 – Problemas de inclusão discursiva: apontou a importância do trabalho multidisciplinar e psicossocial e reclamou imediata inclusão e respeito ao discurso psiquiátrico, bem como das suas especificidades biológicas, afirmando que não existe saúde mental sem psiquiatria e que os psiquiatras não se prestam a ser herdeiros da exclusão social;

3 – Problemas de regulação: apontou as inúmeras dificuldades do sistema de saúde mental e cobrou aumento de financiamento para saúde mental, ampliação da atenção básica, ampliação da rede psicossocial e de suporte social para moradia, transporte e trabalho, implantação de leitos nos CAPS, hospitais gerais, criação de unidades especializadas de pequeno porte para internação, atenção para a urgência, alto custo, incluído medicação, exames complementares e ECT.

Ao expor suas ideias solicitou aos senhores senadores que os assuntos pudessem ser tratados com maior profundidade e foco em sessões posteriores, especialmente convocadas para este fim. A solicitação foi prontamente acolhida pelos demais expositores, pelo representante do Ministério da Saúde e pela Comissão de Assuntos Sociais, que continuará conduzindo o ciclo de debates.

data 21 de maio de 2009 16:17
assunto Comissão do Senado acolhe crítica da ABP sobre pol
enviado por abpbrasil.org.br

Deputados pedem vistas do mínimo profissional dos médicos e Prefeitura de Juiz de Fora ainda não cumpre Lei que existe desde 1961


TELEGRAMA SINDICAL 21-5-09

*** Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais ***

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A crise na Saúde em Juiz de Fora agrava-se. A péssima remuneração dos médicos exerce um efeito negativo sobre o funcionamento do SUS na cidade. Alia-se às péssimas condições que o empregador tem oferecido para o atendimento aos pacientes. A idéia de desistir de um emprego público é corrente entre os jovens profissionais da cidade. Alguns ainda insistem em lutar, em participar do movimento médico, por enxergar nessa participação uma forma de defender o sistema público de saúde. Não é com a inauguração de belos prédios que os políticos que são agora hóspedes do poder vão melhorar a situação. Os médicos do SUS em Juiz de Fora tem realizado paralisações e assembléias com grande adesão de profissionais da Medicina que militam na área pública. O que se aguarda é que a administração Custódio de Matos dê aos profissionais um tratamento respeitoso e honrado. E, sobretudo, que cumpra a Lei. As reivindicações da classe médica diante da administração municipal estão amplamente justificadas.

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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Deputados pedem vistas do mínimo profissional dos médicos e Prefeitura de Juiz de Fora ainda não cumpre Lei que existe desde 1961.

21 de maio de 2009. Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata. Assunto: Salário Mínimo Profissional dos Médicos.

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<div align=”center”>DEPUTADOS PEDEM VISTAS DE PROJETO DO NOVO MÍNIMO PROFISSIONAL DOS MÉDICOS, ENQUANTO PREFEITURA DE JUIZ DE FORA RESISTE A OBEDECER A LEI E RECONHECER A CARGA HORÁRIA ESPECIAL DOS MÉDICOS QUE RECEBEM SALÁRIOS PÉSSIMOS.
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O Telegrama Sindical recebeu um informe da Câmara dos Deputados sobre o andamento do novo salário mínimo profissional dos médicos. Solicitamos atenção aos nomes dos deputados que pediram vistas do Projeto. É bom que os médicos enviem e-mails para eles para reforçar a necessidade de um padrão salarial digno, compatível com a formação longa, esforçada e cara dos profissionais da Medicina, com a elevada responsabilidade profissional do médico, com o estresse elevado do trabalho e com a nobreza de lidar com vidas humanas, além de trabalharem os médicos em serviços que a legislação considera como essenciais. Não custa nada lembrar isso aos nobres deputados. Segundo solicitação, informamos que as proposições abaixo sofreram movimentação. PL 3734/2008 – Altera a lei n.º 3.999, de 15 de dezembro de 1961, que altera o salário-mínimo dos médicos e cirurgiões-dentistas. – 20/05/2009 Vista conjunta aos Deputados Efraim Filho, Gorete Pereira, Marcio Junqueira e Paulo Pereira da Silva. Atenciosamente, Câmara dos Deputados P.S. – Enquanto isso a Prefeitura de Juiz de Fora insiste em não respeitar a Lei 3999/1961. Em Juiz de Fora a Lei já foi reformada pela Prefeitura, que insiste em pagar menos ao médico porque ele tem carga horária especial. (O argumento do Sr. Vitor Valverde, Secretário de Administração e Recursos Humanos de Custódio de Matos é o mesmo de quem ignora a existência da Lei 3999/1961 – Se médico trabalha quatro horas não pode ganhar o mesmo que quem trabalha oito! Ou seja, desde a primeira administração de Tarcísio Delgado, a Prefeitura de Juiz de Fora mandou a Lei às favas. Agora o Sindicato exige que ela seja respeitada. Além de fazer Justiça, é uma forma de dar aos médicos mais dignidade, haja vista que seus salários hoje são aviltantes. Diz a Lei 3999/1961 Diz o Art. 8º A duração normal do trabalho, salvo acordo escrito que não fira de modo algum o disposto no artigo 12, será: a) para médicos, no mínimo de duas horas e no máximo de quatro horas diárias;

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Marcadores: Congresso Nacional, Custódio de Matos, emprego, Juiz de Fora, Medicina, médico,PSDB, PSF, renda, salário, saúde pública, sindicato dos médicos, SUS
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

JUIZ DE FORA:MÉDICOS DA PREFEITURA APROVAM INDICATIVO DE GREVE.

14 de maio de 2009.
De :Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais.

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MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA FAZEM PARALISAÇÃO VITORIOSA. ASSEMBLÉIA REPRESENTATIVA CONVOCA NOVA PARALISAÇÃO E APROVA INDICATIVO DE GREVE.

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No dia 20 de maio, os médicos da Prefeitura iniciaram uma paralisação vitoriosa de 48 horas contra a discriminação salarial e a precarização do trabalho médico. Foi também realizada uma concorrida e representativa Assembléia.
Médicos da Prefeitura reagem aos salários vis, inferiores a três salários mínimos, e à discriminação salarial que decorre do não reconhecimento da jornada especial de trabalho pela Prefeitura. Exigem que a Prefeitura cumpra a Lei. A precarização do trabalho dos médicos do PSF também foi repudiada pela Assembléia dos médicos. Essa luta vai continuar.
A Assembléia decidiu reivindicar que a administração CUstódio de Matos reconheça os processos de seleção pública realizados pela Prefeitura e no interesse da Prefeitura.
A Assembléia decidiu não abrir mão da luta contra a discriminação salarial (25% a menos de salário para os médicos). Manteve levantada a bandeira da EQUIPARAÇÃO JÁ!
A Assembléia decidiu convidar os vereadores a participarem da próxima Assembléia.
Diante da aprovação do indicativo de greve, a próxima Assembléia será Extraordinária e convocada por Edital específico.
O Sindicato dos Médicos saúda a adesão dos odontólogos ao movimento.
Os professores da Prefeitura também continuam em greve.
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Domingo, 17 de Maio de 2009

DIRIGENTE DO SINDICATO DENUNCIA PRECARIEDADE NO HPS

Data:17 de maio de 2008.
De : Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora

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No jornal TRIBUNA DE MINAS de sábado, 16 de maio, foi publicada matéria sobre um termo de ajuste de conduta assinado entre Ministério Público e Secretaria Municipal de Saúde para corrigir deficiências e distorçõe no funcionamento do HPS. Como a matéria não fez referência ao problema mais importante, que é a falta de médicos, Em carta enviada ao mesmo jornal, o Diretor Clínico do HPS aponta a gravidade dessa deficiência e cita suas causas. Leia.
—–Mensagem original—–
Assunto: HPS
Data: Sáb 16 Mai 2009 12:08
Tamanho: 1K
Para: leitores@tribunademinas.com.br
Matéria publicada pela Tribuna de Minas nos informa sobre um termo de ajuste de conduta entre o Ministério Público Estadual e a Secretaria Municipal de Saúde que tem por objetivo corrigir irregularidades encontradas no HPS, que comprometem as condições de atendimento. Contudo, na leitura da matéria, faltou qualquer referência ao mais grave dos problemas, que é a carência de médicos no serviço. Em decorrência disso existem escalas incompletas de plantão, profissionais há vários anos sem o gozo das férias regulamentares e desativação ou funcionamento parcial de serviços importantes como Neurocirurgia, Infectologia e Urologia. A causa evidente disso é a péssima remuneração reservada aos médicos pela Prefeitura de Juiz de Fora. Ela não atrai e nem fixa profissinais e causa desistências. O vencimento básico inicial de um médico da Prefeitura é inferior a três salários mínimos. A Prefeitura, por não cumprir a Lei que determina carga horária especial para os profissionais (Lei Federal 3999/1961) paga a um médico menos do que os demais profissionais do nível superior. A persistência dessa política, sem dúvida, põe em risco o funcionamento do SUS em Juiz de Fora, mesmo de serviços essenciais. A falta de profissionais médicos em um serviço como o HPS coloca em risco os profissionais que lá trabalham e as pessoas que necessitam de tratamentos. Compete à administração municipal, com inteira responsabilidade, resolver esse problema.
Atenciosamente,
Geraldo Sette

Diretor Clínico do HPS.

Postado por Secretaria Geral do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais às 12:53 0 comentários

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
JUIZ DE FORA: INDICATIVO DE GREVE DOS MÉDICOS DA PREFEITURA.

14 de maio de 2009.
De :Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais.
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MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA FAZEM PARALISAÇÃO VITORIOSA. ASSEMBLÉIA REPRESENTATIVA CONVOCA NOVA PARALISAÇÃO E APROVA INDICATIVO DE GREVE.
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No dia 20 de maio, os médicos da Prefeitura iniciaram uma paralisação vitoriosa de 48 horas contra a discriminação salarial e a precarização do trabalho médico. Foi também realizada uma concorrida e representativa Assembléia.
Médicos da Prefeitura reagem aos salários vis, inferiores a três salários mínimos, e à discriminação salarial que decorre do não reconhecimento da jornada especial de trabalho pela Prefeitura. Exigem que a Prefeitura cumpra a Lei. A precarização do trabalho dos médicos do PSF também foi repudiada pela Assembléia dos médicos. Essa luta vai continuar.
A Assembléia decidiu reivindicar que a administração CUstódio de Matos reconheça os processos de seleção pública realizados pela Prefeitura e no interesse da Prefeitura.
A Assembléia decidiu não abrir mão da luta contra a discriminação salarial (25% a menos de salário para os médicos). Manteve levantada a bandeira da EQUIPARAÇÃO JÁ!
A Assembléia decidiu convidar os vereadores a participarem da próxima Assembléia.
Diante da aprovação do indicativo de greve, a próxima Assembléia será Extraordinária e convocada por Edital específico.
O Sindicato dos Médicos saúda a adesão dos odontólogos ao movimento.
Os professores da Prefeitura também continuam em greve.Postado por Secretaria Geral do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais às 22:46 0 comentários Links para esta postagem

Domingo, 17 de Maio de 2009
SINDICATO HPS

Data:17 de maio de 2008.
De : Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
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No jornal TRIBUNA DE MINAS de sábado, 16 de maio, foi publicada matéria sobre um termo de ajuste de conduta assinado entre Ministério Público e Secretaria Municipal de Saúde para corrigir deficiências e distorçõe no funcionamento do HPS. Como a matéria não fez referência ao problema mais importante, que é a falta de médicos, Em carta enviada ao mesmo jornal, o Diretor Clínico do HPS aponta a gravidade dessa deficiência e cita suas causas. Leia.
-----Mensagem original-----
Assunto: HPS
Data: Sáb 16 Mai 2009 12:08
Tamanho: 1K
Para: leitores@tribunademinas.com.br

Matéria publicada pela Tribuna de Minas nos informa sobre um termo de ajuste de conduta entre o Ministério Público Estadual e a Secretaria Municipal de Saúde que tem por objetivo corrigir irregularidades encontradas no HPS, que comprometem as condições de atendimento. Contudo, na leitura da matéria, faltou qualquer referência ao mais grave dos problemas, que é a carência de médicos no serviço. Em decorrência disso existem escalas incompletas de plantão, profissionais há vários anos sem o gozo das férias regulamentares e desativação ou funcionamento parcial de serviços importantes como Neurocirurgia, Infectologia e Urologia. A causa evidente disso é a péssima remuneração reservada aos médicos pela Prefeitura de Juiz de Fora. Ela não atrai e nem fixa profissinais e causa desistências. O vencimento básico inicial de um médico da Prefeitura é inferior a três salários mínimos. A Prefeitura, por não cumprir a Lei que determina carga horária especial para os profissionais (Lei Federal 3999/1961) paga a um médico menos do que os demais profissionais do nível superior. A persistência dessa política, sem dúvida, põe em risco o funcionamento do SUS em Juiz de Fora, mesmo de serviços essenciais. A falta de profissionais médicos em um serviço como o HPS coloca em risco os profissionais que lá trabalham e as pessoas que necessitam de tratamentos. Compete à administração municipal, com inteira responsabilidade, resolver esse problema.
Atenciosamente,
Geraldo Sette

Salário mínimo profissional dos médicos será votado dia 20 de maio na Comissão de Trabalho da Câmara.


Salário mínimo profissional do médico será votado dia 20 pela Comissão de Trabalho

Maio 8, 2009 por falamedico

Fonte: CFM com alterações

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público vota, no próximo dia 20, quarta feira, o Projeto de Lei 3.734/2008, que altera o salário mínimo profissional dos médicos. A reunião acontece no plenário 12, anexo II, da Câmara dos Deputados, às 9h30.

A proposição, de autoria do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), prevê mudanças na lei 3.999, de 1961, que altera o salário mínimo dos médicos e cirurgiões dentistas. O texto sugere que seja modificada a redação da lei que determina o cumprimento de 2h a 4h diárias, passando a estabelecer o período de 20h semanais, como já consagrado hoje pelos médicos.

Durante a sessão, será lido o relatório do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), que propõe ainda outras alterações. A principal mudança será no valor do piso salarial estipulado pelo projeto em R$ 7 mil. A Lei nº 3.999 previa que o salário mínimo dos médicos fosse três vezes o salário mínimo em vigor no país, o que, atualmente, corresponderia a um vencimento de R$ 1.245,00. De acordo com o projeto original, o reajuste seria baseado no salário mínimo. Agora, com as alterações propostas por Nazif, o reajuste terá como base o INPC.

A notícia está no blog Fala Médico, da assessoria de Imprensa da FENAM e pode ser conferida na página http://falamedico.wordpress.com/2009/05/08/salario-minimo-profissional-do-medico-sera-votado-dia-2005/

PRESIDENTE DA FENAM VAI AO CONGRESSO NACIONAL PARA LUTAR CONTRA PRECARIZAÇÃO.

O Presidente da Fenam foi na Câmara dos Deputados discutir a precarização do trabalho médico. A forma como instituições pública e Prefeitura têm precarizado o trabalho médico, por meio de contratação precária, não reconhecimento de carga horária, falta de salários decentes e outras práticas que ferem a moralidade pública e a legalidade tem sido um grande obstáculo para o fortalecimento do SUS. O Presidente da Fenam discute projetos de lei que podem reverter essa situação e fortalecer o exercício da Medicina dentro do serviço público. Transcrevemos a matéria abaixo. Ela foi originalmente publicada na página http://portal.fenam2.org.br/portal/showData/385512

Presidente da FENAM debate precarização do trabalho médico na Câmara dos Deputados

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15/05/2009
O presidente da FENAM, Paulo de Argollo Mendes, compôs a mesa de debates durante a audiência pública sobre a precarização do trabalho médico realizada na última quinta-feira (14/05), na Câmara dos Deputados. Como solicitado pelo presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindmed-BA), José Caires, o deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA) promoveu a audiência por entender que o cenário brasileiro é desfavorável a categoria e isso se reflete na sociedade por meio da baixa qualidade do atendimento prestado aos usuários da saúde.

“Nem sempre o médico é utilizado de forma adequada na relação de trabalho e o que prevalece é uma precarização e uma multiplicidade de contratos: contrato temporário, terceirizado, cooperativas, tudo isso pode estar produzindo interesses econômicos e menosprezando os interesses sociais, que é o objetivo central da medicina e da saúde”, apontou o deputado e ressaltou que o primeiro passo para corrigir estas irregularidades é ouvir os setores diretamente interessados, como os médicos e a sociedade.

De acordo com o presidente da FENAM, os médicos enfrentam diversas irregularidades nas contratações. “Nós temos um pouco de tudo, uma situação absolutamente precária que cedo ou tarde teria que ser enfrentada. Nós confiamos no parlamento e acreditamos que vamos contar com eles para garantir os direitos do médico que, na situação de trabalhador, tem que ter acesso a legislação trabalhista,” afirmou.

“Infelizmente o poder público não tem reconhecido a importância do médico enquanto agente responsável pela garantia à saúde da população, então o que se vê é a precarização do trabalho médico, a falta de um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos e a não consideração de que a carreia de médico é uma carreira de Estado”, acrescentou o diretor de saúde suplementar da FENAM e presidente do Sindicato dos Médicos do Paraná (Sindimepar) Mario Ferrari, também presente na audiência.

A FENAM, junto com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e outros representantes da categoria médica apresentaram diversas medidas para erradicar o problema. Entre elas o vínculo no setor público por meio de concurso, uma carreira de estado para os médicos, a adoção do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), a regularização do salário mínimo profissional do médico, proposto pela FENAM no valor de 7 mil reais por 20 horas semanais e a aprovação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) no SUS.

“Estas propostas criam condições para que o profissional possa se vincular e se sentir satisfeito com a perspectiva de fazer da carreira médica um grande instrumento de cidadania”, apontou o vice-presidente da FENAM, Eduardo Santana.

A mesa foi composta pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA); Henrique Antunes Vitalino (Ministério da Saúde); Daniel Matos (Ministério do Trabalho) Geraldo Guedes (CFM); Paulo de Argollo Mendes, (FENAM); José Caíres (Sindmed-BA).