São Paulo:Quinta-feira sangrenta de José Serra repercute no Brasil e no mundo.

MASSACRE PROMOVIDO POR JOSÉ SERRA REPERCUTE NO BRASIL E NO MUNDO.

No mesmo dia, deputados do partido de José Serra, o PSDB, subiram na tribuna da Câmara para manifestar sua oposição a aumentos para servidores públicos.

A quinta-feira sangrenta em São Paulo repercutiu no Brasil e no mundo. Fato lamentável e emblemático. O Governador José Serra culpou a CUT, a Força Sindical, o PT e o PDT pelos acontecimentos. Refutando a lógica e confrontando a inteligência da opinião pública, busca inimigos externos para atribuir o fracasso de sua política de recursos humanos no serviço público.

Algumas coisa hão de ser entendidas nesse contexto. Primeiro: durante os oito anos de Governo de FHC, muitas categorias de servidores públicos ficaram todo o tempo sem aumento. O poder de compra de aposentados e pensionistas caiu drasticamente a ponto de comprometer a sua qualidade de vida. No último ano do Governo de Fernando Henrique Cardoso, o salário mínimo era de cerca de 60 dólares. Coisas para serem lembradas, porque a memória nos ajuda a entender os fatos atuais.

Na Câmara dos Deputados, ontem deputados do PSDB, do DEM e outros aliados, revezaram-se na tribuna com extremo zelo. Seu objetivo: combater o aumento concedido aos servidores públicos. Sem meias palavras manifestaram, com todas as letras, sua oposição ao aumento para os servidores públicos. Outro fato emblemático. Coincidiu com a quinta-feira sangrenta em São Paulo governada pelo PSDB.

Sobre a oposição do PSDB e aliados ao aumento dos servidores públicos, a notícia pode ser conferida em

http://tinyurl.com/5f52l5 .

Por outro lado, os policiais civis de São Paulo, por suas representações classistas, manifestaram-se: Agora, mais do que nunca, a greve vai continuar. (A notícia pode ser conferida em http://wap.folha.com.br/noticias/95-457181.wml .

O movimento dos policiais civis de São Paulo, tão duramente confrontado por José Serra (P S D B – SP), ganhou repercussão internacional. A notícia foi destaque no Times da Inglaterra e no espanhol El País. A notícia está em http://tinyurl.com/6y76an .

Por outro lado, os policiais civis do Brasil inteiro parecem não ter esquecido os deveres da solidariedade. Mobilizam-se para uma paralisação nacional de um dia em apoio à Polícia Civil de São Paulo. A notícia está em http://tinyurl.com/6z47d5.

17/10/08 08h39m

Atualizado em: 17/10/08 – 08h39m

Policiais civis do País podem parar em apoio a paulistas

Da Agência Estado

Depois do confronto de ontem entre policiais civis e militares – que deixou pelo menos 24 feridos – nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, sedo do governo de São Paulo, sindicatos de policiais civis de diferentes Estados do País começaram a articular um movimento nacional em apoio aos grevistas e em repúdio à maneira que eles classificam como “desrespeitosa” com que o governo paulista tem tratado os policiais.

O diretor do Sindicato da Polícia Civil do Distrito Federal, Luciano Marinho de Moraes, integrante da Comissão de Segurança Pública do Congresso Nacional, iniciou contatos com sindicatos de Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. “Caso o governo do Estado não dê uma resposta rápida às reivindicações, na semana que vem vamos paralisar as Polícias Civis de todo o Brasil por um dia.”

Ele também disse que hoje vai passar nos gabinetes de deputados e senadores para apresentar moção de repúdio ao atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, e ao governo de José Serra.

Futuro da greve – Na noite de ontem, os líderes das associações e sindicatos de policiais de São Paulo não sabiam de que forma retomar a negociação com o Estado, após um mês de greve. Na semana passada, a categoria suspendeu a paralisação por 48 horas, na tentativa de dialogar com o governo. A expectativa era de que fosse feita uma nova proposta. O que não ocorreu.

“Aconteceu o que mais temíamos. Eu havia alertado o senadores Sérgio Guerra (PSDB), Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB), anteontem, de que era preciso negociar. Estamos em uma crise profunda. Não sabemos ainda as conseqüências que ela terá”, afirmou o delegado Sérgio Marcos Roque, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, a maior e até então mais representativa entidade da Polícia Civil.

O problema era todo em torno do índice de reajuste dos salários. O governo propõe aumento linear de 6,2% a policiais civis da ativa, aposentados e pensionistas; aposentadoria especial; reestruturação das carreiras com a eliminação da 5ª classe e a transformação da 4ª classe em estágio probatório; e a fixação de intervalos salariais de 10,5% entre as classes. O governo diz ainda que quer reajustar em 38% o salário base dos delegados.

Os delegados consideram ridícula a proposta, pois o reajuste de 38% só seria dado a poucas dezenas de policiais que ganham o piso e estão em estágio probatório. O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado (Sindpesp), José Leal, contestou. “O governo não procurou os policiais para discutir a questão da reestruturação”, diz. Segundo ele, os profissionais perdem os adicionais quando se aposentam. Portanto, uma decisão que só favoreça quem está na ativa não agrada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil

17/10/08 09:03

SP: conflito entre policiais tem repercussão internacional

O confronto entre policiais civis e militares em São Paulo, na tarde de ontem, ganhou repercussão internacional. O tumulto, que resultou em 23 feridos, foi destaque no site britânico Times Online e no site do jornal espanhol El País.

O protesto reuniu um grupo de policiais civis, cuja categoria está em greve desde o dia 16 de setembro. A manifestação ocorreu próximo ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O tumulto teria começado quando grevistas teriam tentado furar um bloqueio da PM.

Foram enviados ao local carros do Corpo de Bombeiros, camburões da PM e da tropa de choque, que chegou a atirar bombas de gás de pimenta e lacrimogênio contra os manifestantes. Dois helicópteros e uma ambulância também foram enviados para a área.

O texto publicado pelo espanhol El País definiu o confronto como uma “autêntica batalha campal” e destacou que a manifestação é a quarta que ocorre nos últimos 30 dias. Já a reportagem do Times Online, destaca que, no ano passado, as Nações Unidas apontaram que os baixos salários da polícia brasileira encorajam a corrupção e a formação de grupos paralelos, como as milícias.

Os policiais civis reivindicam aumento salarial de 15%, o que, segundo o secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo, Aloísio Nunes Ferreira, custaria aos cofres públicos cerca de R$ 3 bilhões. Segundo ele, a oferta máxima que o governo pretende conceder é de 6,5%.

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Comentários

  • Marcos Viçoso  On 17 -outubro- 2008 at 12:28 pm

    Na minha opinião o atual governador do Estado de São Paulo é um autoritário, pessoa não capacitada para ocupar o posto de governador, o mesmo não é aberto ao diálogo com o funcionalismo, nossos funcionários públicos hoje possuem os mais baixos salários, isso se comparado aos demais entes da Federação, isso se alastra por diversas décadas de governo do PSDB no Estado, e sempre agindo de forma contrária aos servidores que de forma digna sempre honraram seus compromissos, temos que se unir e buscar melhores condições contra a opressão promovida pelo partido dos tucanos, vamos agir com consciência e dizer não a eles nas urnas, como ja foi dito a população paulistana ao ex-governador Geraldo Alckimin…Abraço a todos e união em torno de melhores condições de trabalho e salários

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  • herman p c campos  On 17 -outubro- 2008 at 9:48 pm

    quero ver os politicos com uma arma na mão enfrentado os bandidos nas favelas
    os policiais despede das mulheres e filhos e não sabe se volta mais para o lar
    é um serviço que deixa o militar ou policial civil com estress , não adanta ser doutor ou mendigo os bandidos estão solto nas ruas e quem faz a segurança é a policia ,que deveria ganhar no minimo uns r$ 4500,00 mes fora outras vantagens como tem os deputados e vereadores

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