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Sobre pandemia e necropolítica

A vida, o dinheiro e a doença

“Dessa vida nada se leva”, dizia a arcaica sabedoria dos antigos. E ainda havia os que diziam, que os esforços e a ganância dos homens desse mundo em nada resultava, que “caixão não tem gavetas” e ninguém poderia levar para o outro lado o dinheiro acumulado nessa vida.
Lembrei dessas palavras, vindas de outros tempos, agora, em plena pandemia que vejo devastar o Brasil, nesse momento que governantes e empresários, em estranho acordo, falam da reabertura de atividades e, por consequência, no aumento de circulação de pessoas, no momento em que os números de doentes e mortos não param de subir.
A Ciência é silenciada. A questão dinheiro x vidas, ainda que seja uma formulação imperfeita do problema, é resolvida por esse pacto esperado entre donos do poder e do dinheiro. Talvez pensem, por alguma estranha lógica mortal, que vidas sem dinheiro não importam. Seríamos todos nós, pobre inocentes, que enm governantes e nem empresários somos, submetidos como vítimas de sacrifício em algum tipo estranho de experiência macabra?
Não é difícil deduzir o resultado do aumento de circulação de pessoas, resultado óbvio dessas reaberturas, com o vírus circulando com cada vez mais fúria e intensidade. Mas, volto lá no início para lembrar que “caixão não tem gavetas”.
Difíceis esses tempos, nos quais a necropolítica, figura quase esquecida, entra em cena como um ectoplasma e ganha corpo no centro do palco da pandemia.
(Geraldo Sette, em 05/06/2020)

Vereador prejudica trabalho em postos de saúde de Juiz de Fora durante pandemia

FAX SINDICAL
Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata
13 de maio de 2020

VEREADOR PREJUDICA TRABALHO NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE DE JUIZ DE FORA

*Médicos e profissionais de saúde de várias unidades básicas queixaram-se junto ao Sindicato dos Médicos sobre o comportamento do vereador sargento PM Mello Casal, que, de forma agressiva, dirigiu-se aos profissionais procurando informações epidemiológicas sobre COVID19.
*Deveria saber o nobre vereador que (1) a responsabilidade dessas informações é, no plano municipal, da Secretaria de Saúde da Prefeitura, no estadual, da Superintendência Regional de Saúde e, no federal, do Ministério da Saúde. Não é responsabilidade dos profissionais de UBS e que, (2) a maioria dos casos notificados provém de UPAs e de hospitais públicos e particulares.
*Em vídeo publicado em redes sociais o citado vereador havia mostrado sua irritação quanto à divulgação de uma planilha, feita pela Prefeitura, onde se registrava um número considerável de casos na região onde ele concentra maior número de eleitores.
*O vereador tem competência para fiscalizar e deve fazê-lo. Mas o faça junto aos órgãos competentes. Isso não o dá direito de agir de forma agressiva e nem de praticar assédio moral contra profissionais estressados e expostos a essa pandemia que se espalha pelo Brasil.
O Sindicato dos Médicos fez saber dessa ocorrência ao Conselho Municipal de Saúde, por meio de seu secretário-executivo, senhor Jorge Ramos e à Ouvidoria Municipal de Saúde.
Vereador, pare de assediar profissionais de saúde que estão numa verdadeira guerra contra um inimigo invisível e traiçoeiro, que está causando baixas também entre os profissionais de saúde da nossa cidade.
*É importante saber que o isolamento social é a principal arma contra o COVID19, o COVID não tem cura e está matando muita gente. Hoje o Brasil se tornou o sexto país do mundo com maior número de infectados.
*Cumpre destacar que por falta de testes Minas é um estado onde há grave subnotificação dos casos de COVID.

Publicado em https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=164981894995978&id=110962397064595

Fax Sindical 177

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA.
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____________ FAX SINDICAL ____________
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NÚMERO 177 – ANO IV – 07/agosto/2009.

PREFEITURA NÃO GARANTE SEGURANÇA DOS TRABALHADORES EM SAÚDE CONTRA GRIPE SUÍNA.

A influenza A H1N1 parece esquecida na mente dos gestores de saúde que estão sob a batuta do Prefeito Custódio de Mattos.

Recomendam-se os devidos cuidados para a prevenção da gripe suína. Para os profissionais de saúde, em situações como essa, incluem-se entre os E.P.I. (equipamentos de proteção individual) OBRIGATÓRIOS luvas e máscaras. considerando o grande risco para as grávidas, recomenda-se o seu afastamento de funções onde haja séria ameaça de contágio.

A administração Custódio dew Matos não está disponibilizando de forma adequada, regular e ampla os equipamentos de proteção obrigatória e nem afastado as trabalhadoras grávidas de finções de risco. As consequencias disso são de inteira responsabilidade do Prefeito e como tal terão de ser cobradas.

TENSÃO TRABALHISTA ENTRE MÉDICOS DA PREFEITURA E ADMINISTRAÇÃO CUSTÓDIO POR CAUSA DA RETALIAÇÃO CONTRA O MOVIMENTO DOS MÉDICOS.

A administração Custódio de Matos, agindo pelo secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde, com a óbvia aprovação do Prefeito, prossegue sua retaliação contra o movimento dos médicos. O objetivo é desmoralizar os médicos da Prefeitura, infundindo neles receios e medos para que não reajam contra os seus salários péssimos e contra as condições deterioradas que são oferecidas para o atendimento aos usuários do SUS.

O Sindicato já procurou o Ministério do Trabalho, tentando uma mediação para os médicos que são funcionários da AMAC e está aguardando uma resposta da Prefeitura. Caso não seja satisfatória, o Sindicato vai entrar na Justiça do Trabalho contra a Prefeitura. Para os médicos estatutários, o Sindicato já entrou com uma ação chamada “protesto judicial”. Aguardamos o pronunciamento da Justiça do Estado de Minas Gerais a esse respeito.

Lembramos, mais uma vez, que os médicos realizaram um movimento justo, em protesto contra os salários indignos (vencimento básico inicial de hum mil duzentos e setenta e sete reais e oitenta e oito centavos) e contra as condições precárias de atendimento oferecidas aos usuários do SUS e aos médicos. Equipamentos físicos deteriorados, falta sistemática de medicamentos, equipamentos, materiais, insumos e mobiliário ergonômico. Há consultórios sem pia, sem condições de iluminação e aeração. No entendimento da administração Custódio de Matos, quem protesta contra isso deve ser penalizado. Acontece que essa penalizaçao, além de injusta, tem sido conduzida também de forma injusta. Em nenhum momento a legalidade da greve foi colocada em questão.

Uma médica que trabalha em dois vínculos e seguiu o movimento, recebeu no contracheque de agosto o desconto de nove faltas em um contracheque e de oito faltas no outro. Uma prova da incapacidade da administração do Custódio de aplicar sua punição injusta aos médicos.

Segundo declarou o superintendente da AMAC em reunião com a Diretoria do Sindicato dos Médicos no Ministério do Trabalho, a administração CUstódio de matos pretende punir os médicos da Prefeitura descontando em seus salários os seguintes dias:

Em maio: 06, 13, 20, 21, 26, 27 e 28 – total 7 dias, a serem penalizados no pagamento de 31 de julho.

Em junho: 02, 03, 09, 10, 17, 23, 24, 25 – total 8 dias. A serem penalizados no pagamento de 31 de agosto.

Os 10 dias da greve serão cortados dos médicos a partir do pagamento de setembro, dois dias por mês.

Esclarecemos que os cortes foram aplicados antes mesmo do encerramento das negociações e que nunca, em nenhuma outra administração, a Prefeitura cortou salários de médicos. O Custódio foi o primeiro a fazê-lo. Que a greve não foi declarada ilegal em momento algum e nem a Prefeitura pediu que se julgasse a legalidade da greve. Que o Sindicato tomou as competentes medidas jurídicas contra esse absurto. Que os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora continuam recebendo um salário sofrível, que por si só já os penaliza e que continuam atendendo em condições precárias. Muitos consultórios deveriam ser interditados, cabendo isso ao Ministério do Trabalho e à Vigilância Sanitária.

Por todas essas razões elencadas e que são do conhecimento de todos, porque o Sindicato tem primado pela transparência em todos os seus atos, continua a tensão trabalhista entre os médicos e a Prefeitura. Esperamos que a abertura das comissões de PCCS e de condições de atendimento médico, que, por força de acordo, deverá ocorrer até 11 de agosto, contribua para sanar esse ambiente insalubre.

SAIBA MAIS – conheça o FAX SINDICAL em https://faxsindical.wordpress.com

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